<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468</id><updated>2012-02-16T09:28:00.813-02:00</updated><title type='text'>Milton Martins &amp; Temas Livres</title><subtitle type='html'>&lt;big&gt;&lt;i&gt;Crônicas, contos, poemas e artigos de Milton Martins.&lt;/i&gt;&lt;/big&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>122</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-2547218820177836549</id><published>2012-02-05T08:20:00.016-02:00</published><updated>2012-02-05T09:31:04.378-02:00</updated><title type='text'>ENIGMAS, PENITÊNCIAS, I CHING</title><content type='html'>Exímio dançarino. Lá pelos trinta anos e pouco, começou a sentir algum repuxamento nas pernas, na dança, nos passos.&lt;br /&gt;À medida que os anos foram avançando os sintomas foram se ampliando e com eles as dificuldades. Aos 60 anos estava completamente paralisado. Suas pernas travaram por completo.&lt;br /&gt;Que doença era aquela que tolhia de modo assim radical os seus movimentos? Qual tratamento poderia ensejar a melhora, a reversão?&lt;br /&gt;Nem respostas, nem tratamento. Paliativos.&lt;br /&gt;Interessou-se pela doutrina espírita e a partir daí, com a explicação do carma e da reencarnação, se perguntava angustiado qual o motivo daquela doença, daquele castigo atroz já beirando trinta anos:&lt;br /&gt;- O que terei praticado de tão ruim na minha vida anterior? Que carma será esse?&lt;br /&gt;Principalmente porque levava uma vida reta, honesta. Era gentil, humano.&lt;br /&gt;Nesse meio há aqueles que buscam alternativas para desvendar esses enigmas insondáveis.&lt;br /&gt;Alguém se ofereceu para “jogar” o I Ching – O Livro das Mutações (1)&lt;br /&gt;E assim foi feito.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MuzZs9Ibn9A/Ty5bFnTFdSI/AAAAAAAABBY/g5MjiO-S07s/s1600/digitalizar0021.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 126px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-MuzZs9Ibn9A/Ty5bFnTFdSI/AAAAAAAABBY/g5MjiO-S07s/s200/digitalizar0021.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705597929931502882" /&gt;&lt;/a&gt;O hexagrama que se revelou no movimento das moedas foi “Morder” que trata, sobretudo, do “processo penal, das punições aos que as atraíram para harmonizar a vida social.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linha que predominou foi esta com suas alusões enigmáticas mas que não se afastaram da resposta – alguém sem poder que aplica um castigo, depara-se com o passado, morde a velha carne ressacada que ainda não se desfez, “atrai sobre si um venenoso ódio (dos castigados que não se submeteram ao ato) e por isso se vê numa situação um tanto humilhante”:&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0qgWCWQZ_R0/Ty5bVsWhXBI/AAAAAAAABBk/808MVatVmcM/s1600/digitalizar0022.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 149px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-0qgWCWQZ_R0/Ty5bVsWhXBI/AAAAAAAABBk/808MVatVmcM/s400/digitalizar0022.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705598206165998610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“O castigo é uma exigência do tempo”. Enfrentada a penitência, o penitente “permanece livre de culpa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Qual o fim objetivado com a reencarnação?&lt;br /&gt;Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isto, onde a justiça?” &lt;/span&gt;(2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de mais alguns poucos anos esse amigo a quem me referi, faleceu em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Legendas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) “I Ching”, Editora “O Pensamento” versão de Richard Wilhelm&lt;br /&gt;(2) “Livros dos Espíritos” de Allan Kardec&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Imagem&lt;/span&gt;: símbolo do hexagrama “Morder” (n° 21) do I Ching&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;→ &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Esse relato pode ter alguma conexão com minha crônica “Num domingo chuvoso. Reflexões. Dos que vão e não vão mais cedo” de 08.01.2012&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-a22MVInD3jM/Ty5Z41xm9GI/AAAAAAAABBA/4t2B308Zsz0/s1600/infinito.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 33px; height: 20px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-a22MVInD3jM/Ty5Z41xm9GI/AAAAAAAABBA/4t2B308Zsz0/s200/infinito.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705596610967696482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Desde há muito me aproximei desse tema. A crônica a seguir é muito antiga, de décadas, mas tem algo a dizer sobre o que acima relatei. Dentro do possível mantive a ideia central e a linguagem de quando foi escrita. Nada de novo, salvo o esforço de tentar transmitir algo e me convencer do que escrevi. Naqueles anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM MUNDO DE DESIGUALDADES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo abriga seres desiguais. Os homens todos, com suas virtudes e defeitos, com características físicas e psíquicas próprias. Uns com aptidão para as artes, outros para os esportes e outros ainda para os negócios. Um grande contingente, a despeito de atividades humildes, guarda, tanto quanto aqueloutros, uma luz interior que o move, que se manifesta sempre como a "consciência" que com ele dialoga e, a despeito desse atributo, há os que, sem conseguir ainda conter seu lado primitivo, avançam sobre seus semelhantes.&lt;br /&gt;Convivendo com os homens, os animais, alguns de maneira comoventemente fraternal, como os cães, os cavalos e outros como as vacas, no olhar manso da renúncia, prestam serviços e serviços, até com o próprio sacrifício da vida, nada pedindo em troca.&lt;br /&gt;São as ondas diversas de vida, habitando este mundo onde também, muito importante, se destaca a vida vegetal. Mais além, distantes, os minerais, embora muitas de suas manifestações, ao longo dos séculos sempre foram consideradas "nobres" para o homens.&lt;br /&gt;Significativo que, de regra, os animais, quando distinguidos com amor, se aproximam do homem e não costumam na retribuição do afeto, decepcionar. Mas, os animais reagem, também, ao ódio. Quanto às plantas, pesquisas idôneas revelam que elas também reagem favoravelmente aos estímulos de afeto ou negativamente aos de ameaça.&lt;br /&gt;Nessa diversidade de vidas, os animais e os vegetais, segundo sua identidade, durante todo o ciclo de existência, agem e florescem, seguindo suas características básicas, de seu tipo ou raça, mantendo seus instintos, no caso dos animais, de regra, imutáveis. São guiados nesse sentido, isto é, na manutenção de suas reações básicas. Por quem? Por uma Mente Superior? Que outra resposta pode ser formulada, que não o "sim".&lt;br /&gt;Já o ser humano, na duração de sua vida, possui uma marcante individualidade, resultado não só de sua mente mais avançada em relação às outras ondas de vida, mas por aquela luz, denominada também como "espiritualidade" ou "consciência", permanentemente acesa em seu interior.&lt;br /&gt;O que torna um homem "diferente" de outro á a intensidade dessa luz. Ela pode ser sobremaneira tênue eis que os desatinos praticados por alguns são traumáticos entre os semelhantes. Nesses casos, incompreensíveis manifestações interiores abrem frestas do "homem fera", uma herança milenar, que suplanta aquela luz da "consciência".&lt;br /&gt;Parece haver um certo senso comum de que essa luz interior, seja a manifestação da presença do Criador em cada um de nós.&lt;br /&gt;Os animais e os vegetais, embora promanem da mesma fonte não têm, no atual estágio, essa "luz individual", por seguirem seu próprio caminho evolutivo. Os que aceitam tal doutrina, tendem a evitar a carne como alimento e no que concerne aos vegetais e aos próprios animais, engajam-se em sua preservação.&lt;br /&gt;Costuma confundir o espírito humano, a compreensão dessas diferentes manifestações da vida quando, num momento qualquer de repouso ou, ao contrário, de tribulações, é instado a refletir sobre esses assuntos. &lt;br /&gt;Porque, a vida material se extingue com a morte inapelável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-r7nNbU9BqqQ/Ty5YhQEmxYI/AAAAAAAABA0/goKuufh4noQ/s1600/hubble%2B%25C3%25BAtero.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 160px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-r7nNbU9BqqQ/Ty5YhQEmxYI/AAAAAAAABA0/goKuufh4noQ/s200/hubble%2B%25C3%25BAtero.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705595106198209922" /&gt;&lt;/a&gt;Os reencarnacionistas, entre eles não só os espíritas, mas os esotéricos cristãos e grandes contingentes religiosos orientais tentam explicar que as diferenças entre os homens são como degraus em que cada um ascende segundo o grau de espiritualidade amadurecida ao longo dos vários renascimentos.&lt;br /&gt;Essa espiritualidade maior ou menor é proporcional ao empenho, na forma de enfrentar as experiências preparadas por sua própria mente ou pelas "dívidas contraídas" que precisarão ser pagas. Com que perplexidade vemos uma pessoa rastejante. Estaria, naquele sofrimento, apenas um acidente genético? Ou uma fatalidade? Parece que tal sofrimento seja nada mais que uma depuração que aquele se impôs ou precisou ser-lhe imposto.&lt;br /&gt;A essas atribulações, chamam alguns de "carma", outros da lei da "causa e efeito". Em poucas palavras, "dívidas contraídas" que deverão ser pagas a curto, médio ou longo prazos. Esse "carma", positivo ou negativo, é acionado nas relações individuais, familiares, no próprio país e no mundo todo. Para muitos que acreditam nessa doutrina e para os cristãos místicos Jesus Cristo seria o Grande Espírito de nosso mundo, restaurador de seus excessos e de suas dívidas de natureza moral.&lt;br /&gt;Através das religiões ou pelas suas próprias reflexões, o ser humano em harmonia com as demais ondas de vida, estará permanentemente caminhando no sentido da divindade.&lt;br /&gt;Porque há que ser assim, trata-se de um mistério insondável. Aquelas perguntas: “Quem sou eu? De onde vim? O que faço aqui? Para onde vou? &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WRjvnS_CguQ/Ty5aoclQ2YI/AAAAAAAABBM/zuo4OXQdabg/s1600/Hubble%2Bseio.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 142px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-WRjvnS_CguQ/Ty5aoclQ2YI/AAAAAAAABBM/zuo4OXQdabg/s200/Hubble%2Bseio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705597428838750594" /&gt;&lt;/a&gt;Mas, quando a atingirmos, teríamos, por todos os tempos, o nosso reencontro, que não seria jamais de deleite, mas de permanente trabalho de ajuda às almas menos afortunadas ou nascentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, sendo verdadeiras essas proposições, o trabalho em prol dos menos afortunados pode ser iniciado agora mesmo, neste mundo, como uma preparação àquele trabalho maior a ser nalgum tempo executado, quando a isso passarmos a merecer ou para ele formos designados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fotos do telescópio Hubble:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira me lembra um útero sendo atacado pela ânsia da vida; a segunda um seio, a mama do Universo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-2547218820177836549?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/2547218820177836549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=2547218820177836549&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/2547218820177836549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/2547218820177836549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2012/02/enigmas-penitencias-i-ching.html' title='ENIGMAS, PENITÊNCIAS, I CHING'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-MuzZs9Ibn9A/Ty5bFnTFdSI/AAAAAAAABBY/g5MjiO-S07s/s72-c/digitalizar0021.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-5495588881749596373</id><published>2012-01-21T19:54:00.012-02:00</published><updated>2012-01-28T08:53:29.094-02:00</updated><title type='text'>SANTOS DUMONT vs IRMÃOS WRIGHT. Pioneirismos</title><content type='html'>Lembro-me que a primeira vez que entrei num avião, trabalhava numa multinacional e, principiante, havia que cumprir uma audiência em Belo Horizonte.&lt;br /&gt;Ficava imaginando como me comportar no avião. Entrei naquele “pássaro”, trêmulo e cheio de dúvidas.&lt;br /&gt;Minha ansiedade foi ao extremo no momento em que ele se pôs em movimento e em minutos cortava as nuvens.&lt;br /&gt;O avião tremia um pouco. Eu olhava para baixo angustiado com minha acrofobia (medo de altura) não conseguindo entender como um mostrengo daqueles permanecia apoiado no nada, no éter.&lt;br /&gt;Demorei em me acostumar com essa ideia, com a ideia desses aviões cada vez maiores transitarem pelo ar com absoluto equilíbrio, carregando toneladas e toneladas não só pelo seu próprio tamanho, como centenas de passageiros e respectivas bagagens. E cargueiros enormes.&lt;br /&gt;Assim, me empolgo com aviões, preferentemente quando fora deles. Mas, já  levitei dezenas de vezes da poeira onde se assentam os pés.&lt;br /&gt;Acho até hoje avião “impossível” mas quantas vezes já singrei os ares com essa impossibilidade!&lt;br /&gt;Pois bem, outro dia, um canal a cabo exibiu as 100 invenções que mudaram o mundo.&lt;br /&gt;Uma delas era o relógio de pulso, “oficializado”, por Louis Cartier, porque um aviador, “informava” o documentário, havia pedido ao joalheiro que fizesse um novo modelo porque na condução de seus balões as mãos ocupadas não podiam manejar relógio de maior padrão.&lt;br /&gt;Não foi mencionado no documentário o nome do aviador, que no caso era ninguém menos do que Santos Dumont. O brasileiro é mui frequentemente, sempre que possível, ignorado em tudo que enalteça os seus méritos.&lt;br /&gt;E a Wikipédia assim conclui a história do relógio de pulso:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Cartier colocou então uma pulseira de couro num dos maiores modelos de relógio de pulso femininos da sua coleção, e em março de 1904 ofereceu-o a Santos-Dumont. Este episódio leva a que se considere Santos Dumont como o responsável pela popularização do relógio de pulso entre os homens.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sempre acompanhei o esforço americano e aliados em atribuir aos Irmãos Wright a invenção do primeiro avião que se alçara acima do solo. Nessa disposição só raramente o nome do brasileiro é lembrado e quando ocorre, é tratado como inventor coadjuvante.&lt;br /&gt;Tenho comigo velha edição da “Encyclopedia pela Imagem”, um trabalho publicado em fascículos pela Editora Lello, de Portugal, que circulou pouco tempo antes da década de 40 do século passado. Há que destacar que os fatos documentados sobre aviões estavam bem mais próximos dessas edições – pouco mais de 30 anos e menos quando naquela atualidade.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-AT6ODcwp_wI/Txs2t7kboeI/AAAAAAAAA_s/gc8pmiN2ois/s1600/Avia%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 221px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-AT6ODcwp_wI/Txs2t7kboeI/AAAAAAAAA_s/gc8pmiN2ois/s320/Avia%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700209916080005602" /&gt;&lt;/a&gt; E ademais o texto é uma tradução de autor francês, o que garantiu alguns créditos aos seus patrícios, mas no que concerne ao aparelho dos irmãos Wright, o relato é o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Estes&lt;/span&gt; (os irmãos Wright) &lt;span style="font-style:italic;"&gt;realizaram aparelho que era preciso lançar artificialmente, mas que podia voar e até levar um passageiro.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aparelho lançado...por catapulta...&lt;br /&gt;Deu-se imensa publicidade, diz a velha enciclopédia, pelo que abafou todos os outros inventores e pesquisadores, inclusive os franceses. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Passava-se isto em 1908.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas, diz o capítulo:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Já em 1906, dois anos antes dos irmãos Wright, o ilustre brasileiro Santos Dumont efetuara em voo de cem metros.”&lt;/span&gt; (pelo sempre lembrado 14 – Bis).&lt;br /&gt;Essas informações são imparciais e colocam as coisas nos seus devidos níveis. O avião dos americanos precisava ser lançado...&lt;br /&gt;E a enciclopédia, daqueles idos observava sobre o futuro:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Assim, por progressos sucessivos, o homem chegou a realizar a conquista definitiva da atmosfera, deste elemento gasoso que lhe parecia vedado para sempre. E, finalmente, por um último esforço do seu gênio, elevou-se na atmosfera num aparelho mais pesado que o ar.&lt;br /&gt;E este sucesso aumenta ainda mais as suas ambições. Já sonha ultrapassar o limite da atmosfera, que lhe parece agora uma prisão, ainda que outrora encarnasse a sua liberdade. Sonha em transpor as camadas aéreas, lançar-se no espaço à conquista de outros mundos, ir por pé nas “terras do céu”! Serão realizadas essas ambições? Sonhos, dizem uns. Esperanças, exclamam outros”.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;E isso aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Imagem:&lt;/span&gt; Abertura da "Enciclopédia pela Imagem" no capítulo "A Aviação"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-em10hI04jX8/Txs1dLeGV5I/AAAAAAAAA_g/K0Nx1p_NQQo/s1600/14%2B-%2BBis.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 201px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-em10hI04jX8/Txs1dLeGV5I/AAAAAAAAA_g/K0Nx1p_NQQo/s320/14%2B-%2BBis.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700208528779007890" /&gt;&lt;/a&gt;Estampa do 14-Bis (Wikipédia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7Ulw4LVGWJ0/Txs1OG_axSI/AAAAAAAAA_U/MPhEPVwSEbs/s1600/Embraer%2B195.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 218px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-7Ulw4LVGWJ0/Txs1OG_axSI/AAAAAAAAA_U/MPhEPVwSEbs/s320/Embraer%2B195.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700208269878543650" /&gt;&lt;/a&gt;Talento brasileiro para a aviação. Avião Embraer 195&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-5495588881749596373?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/5495588881749596373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=5495588881749596373&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/5495588881749596373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/5495588881749596373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2012/01/santos-dumont-vs-irmaos-wright.html' title='SANTOS DUMONT vs IRMÃOS WRIGHT. Pioneirismos'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-AT6ODcwp_wI/Txs2t7kboeI/AAAAAAAAA_s/gc8pmiN2ois/s72-c/Avia%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-4452127416778434045</id><published>2012-01-08T07:22:00.016-02:00</published><updated>2012-01-11T07:47:29.854-02:00</updated><title type='text'>NUM DOMINGO CHUVOSO. Reflexões. Dos que vão e não vão mais cedo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-kSu20NXJxZ8/TwlknINPfWI/AAAAAAAAA-Y/wgyXrTYbT8c/s1600/4558919305_cc1b6348ab_b.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-kSu20NXJxZ8/TwlknINPfWI/AAAAAAAAA-Y/wgyXrTYbT8c/s400/4558919305_cc1b6348ab_b.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695193827167403362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Até acho que já escrevi sobre domingos chuvosos, especialmente quando a chuva avança pela tarde naquelas horas em que pouca vontade há de se fazer alguma coisa. A preguiça. É domingo, deixa chover. O dia não é “feio”, como alguns classificam, apenas choroso.&lt;br /&gt;Mas, no dia seguinte, quando o sol desponta pela manhã, parece que as árvores sorriem. Receberam seu prêmio.&lt;br /&gt;Nesse 1° do ano, domingo, a chuva foi calma, o que me faz recordar cenas do cotidiano que eu não consigo explicar. Uma que sempre está comigo se refere à simplicidade extrema: duas garçonetes que não me lembro dos rostos, sequer, nos restaurante de uma multinacional para a qual trabalhei, elogiando uma jarra de inox como se um troféu. Por que essa imagem não se apaga?&lt;br /&gt;Mas, nessa mistura de imagens, de repente caio num vazio, no vazio da absoluta ignorância. Não me ocorre, tal qual digo sobre a chuva, deixar a vida (também) rolar.&lt;br /&gt;Não, não consigo. Não sei o que me espera o dia em que abruptamente ou pela velhice extrema deixar as surpresas e dores deste mundo meio sem sentido. Porque eu também faço a célebre pergunta, a pergunta que não quer calar, o que faço aqui? Encaro-me no espelho e confesso que muitas vezes não sei o que represento no meio dessas atribulações todas.&lt;br /&gt;Se houver vida depois da passagem para o outro lado, como terei lá que viver? Afinal tenho por aqui, também, minhas delícias, minhas surpresas, delírios - converso com a Lua, a jarra de inox - e meus profundos desgostos. Terei o livre arbítrio de uma boa preguiça numa hora qualquer?&lt;br /&gt;Mas, aprendi que a vida é assim, de delícias, estranhezas e desgostos. Por isso gosto de estar aqui. &lt;br /&gt;As coisas são realmente complicadas, a partir das diferenças entre os semelhantes, alguns tão brutais que são menos semelhantes. Quanto já escrevi sobre isso! Quanto?&lt;br /&gt;O que me chama mais a atenção e me põe sempre em alerta é a seleção aparentemente injusta dos que são chamados para entregar seus postos nesta onda de vida e partem para algum lugar – não sei que lugar é esse. Mas, há algum lugar?&lt;br /&gt;Se der crédito aos sonhos, tinha um amigo que carregava algumas lesões congênitas que não permitiram que resistisse muito tempo e partiu. Um dia sonhei com ele: lá estava ele com seu rosto não muito definido, mas era ele, indicando que residia numa espécie de vila, com casas assobradadas, talvez geminadas com jardim e verde florido em volta. Será que as coisas são mesmo assim?&lt;br /&gt;Que tipo de serviço será exigido de cada um nessa nova etapa? &lt;br /&gt;Se aqui a regra é “trabalho”, não parece que nessas novas paragens para onde levados, serviços não sejam exigidos. Não acredito naqueles augúrios normalmente pronunciados: “descanse em paz”. Não creio que haja descanso. Paz, talvez...(?)&lt;br /&gt;São mais que perguntas, verdadeiros dilemas que me assaltam.&lt;br /&gt;Neste domingo de chuva, por acontecimentos de agora e do passado não escondo a perplexidade ao saber de amigos e figuras brilhantes, na faixa dos 40 anos, muitos saudáveis enquanto outros enfrentando graves doenças, dotados de conhecimentos a oferecer aos semelhantes mas que deixam a vida precocemente de modos diferentes. Alguns abruptamente num ataque impensado, impactante. (*)&lt;br /&gt;Fora uma escolha proferida em outra escala?&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DMWu5R8O9VM/TwlmK32VRSI/AAAAAAAAA-k/A0vTkko53c4/s1600/6156267836_daac5ca1bf_z.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-DMWu5R8O9VM/TwlmK32VRSI/AAAAAAAAA-k/A0vTkko53c4/s400/6156267836_daac5ca1bf_z.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695195540763264290" /&gt;&lt;/a&gt;Enquanto isso, no outro extremo idosos, que a muito custo mantém sua dignidade, nos desafiam a compreender esse critério de “escolha”...a dedo (?). &lt;br /&gt;Seria uma advertência presente, que “a divina mente escola”, para lembrar de nossa fragilidade de um modo ou outro?&lt;br /&gt;Que tudo deixamos nos lugares onde deixamos? De que fomos privados dos meios de haver com nossas coisas às quais nos apegamos? &lt;br /&gt;Porque se trata de sono profundo que não nos é permitido acordar.. Romperam-se os fios. Há quem diga que vagamos no éter – por algum tempo...segundo o merecimento (?) Mas, há tempo? &lt;br /&gt;Ficam as lembranças boas ou ruins entre os próximos mas que o tempo vai apagando. Inexoravelmente.&lt;br /&gt;Estas questões todas voltaram a mim e me emociono com a minha ignorância nisso tudo. Serei digno, um dia em obter alguma resposta?&lt;br /&gt;Provavelmente passado esse dia 1° do ano, o último de longos feriados, chamado para os meus serviços a que estou obrigado, pela vivência e sobrevivência, esqueça momentaneamente essas indagações todas. &lt;br /&gt;Até o próximo 1° do ano, quem sabe, se der tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A propósito da morte precoce do jornalista e escritor Daniel Pizza, vítima de AVC aos 41 anos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-a1OBmFtAc50/Tw1Z_XiGc7I/AAAAAAAAA-8/QppXrmobdAI/s1600/infinito.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 33px; height: 20px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-a1OBmFtAc50/Tw1Z_XiGc7I/AAAAAAAAA-8/QppXrmobdAI/s200/infinito.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696308048877220786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A poesia abaixo, que achei muito bonita, de autoria do amigo Caio Martins tem muito a ver com a crônica “Num domingo chuvoso”. Constitui-se outra forma de abordagem, variação do mesmo tema porque,&lt;br /&gt;“O que corrói&lt;br /&gt;é a espera...”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A ESPERA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Caio Martins&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gKfZKd7MRC0/Twlgtj2fnOI/AAAAAAAAA9Q/KekBU8moGPo/s1600/poema%2Bdo%2BCaio.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 170px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-gKfZKd7MRC0/Twlgtj2fnOI/AAAAAAAAA9Q/KekBU8moGPo/s200/poema%2Bdo%2BCaio.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695189539620887778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Te olhas ao espelho,&lt;br /&gt;infinitesimal partícula cósmica:&lt;br /&gt;- Que horror, a consciência do mundo!&lt;br /&gt;Khronos, O Implacável,&lt;br /&gt;comeu tuas façanhas, &lt;br /&gt;as entranhas de teus versos&lt;br /&gt;e não és, Poeta, senão&lt;br /&gt;anti-herói de ti mesmo. &lt;br /&gt;Feneceram-te musas e vestais,&lt;br /&gt;as prostitutas do Templo &lt;br /&gt;envelheceram... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que trágico! Que lindas... que loucas eram! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aminimigos mortos&lt;br /&gt;não tens mais batalhas: &lt;br /&gt;as tuas guerras&lt;br /&gt;perderam-se no pó da história &lt;br /&gt;- da memória - &lt;br /&gt;a esmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas tuas retinas estilhaçadas &lt;br /&gt;não mais cabe o mundo;&lt;br /&gt;ao redor ruge o caos &lt;br /&gt;aos cacos.&lt;br /&gt;Estás só!&lt;br /&gt;A solidão, se nem a morte, &lt;br /&gt;atemoriza... (Arre!)medos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que corrói&lt;br /&gt;é a espera...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(img: cvm - estilhaços - 2012)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos que ilustram a crônica são de Milton Pimentel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-4452127416778434045?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/4452127416778434045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=4452127416778434045&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/4452127416778434045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/4452127416778434045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2012/01/num-domingo-chuvoso-reflexoes-dos-que.html' title='NUM DOMINGO CHUVOSO. Reflexões. Dos que vão e não vão mais cedo'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-kSu20NXJxZ8/TwlknINPfWI/AAAAAAAAA-Y/wgyXrTYbT8c/s72-c/4558919305_cc1b6348ab_b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-6779746554220925610</id><published>2011-12-25T10:37:00.021-02:00</published><updated>2011-12-29T22:09:24.320-02:00</updated><title type='text'>PEQUENAS REFLEXÕES, SIMPLICIDADES, COTIDIANOS</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Perdões&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste dia de Natal, não ligando nem um pouco para o papais nois, velhos garotos-propaganda do consumismo barato ou caro – afinal são eles intrometidos numa data que não lhes pertence - reflito sobre o perdão.&lt;br /&gt;Do meu passado de infância e adolescência talvez me ressinta hoje e ainda de suposto não amor paterno por tudo que já escrevi. Mas, tantos anos depois, há um sentido de inocência nessas minhas suposições que devo aceitar. (1)&lt;br /&gt;Pode até ser fácil perdoar, mas quão difícil esquecer. Aquelas sequelas ressurgem ao acaso, depois de tantas décadas ficadas para trás. Sei que as dores também devem prescrever, perder a validade. E olhar para o alto e obter um sentido transcendente das coisas, das experiências.&lt;br /&gt;Sem nenhuma inspiração – porque não sentia na minha “alma” o que escrevera pelo que zero de inspiração e transpiração --, escrito apenas para preencher um espaço num livreto a que me obrigara (2), há décadas escrevi um poema sob o título “Compreender e perdoar”. Assim,&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Que luzes são essas,&lt;br /&gt;Quais são essas luzes&lt;br /&gt;De tão magníficas cores,&lt;br /&gt;Que invadem meu ser?&lt;br /&gt;que aliviam a mente &lt;br /&gt;animam viver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um quê universal&lt;br /&gt;Algo místico, imaterial&lt;br /&gt;Inspira amar&lt;br /&gt;A sorrir, a rir sem cessar,&lt;br /&gt;E a musa Natureza&lt;br /&gt;A santa Natureza&lt;br /&gt;Inspira compreender &lt;br /&gt;E perdoar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se pode esperar&lt;br /&gt;Do homem animal, &lt;br /&gt;Do pensamento material,&lt;br /&gt;Do egoismo do racional,&lt;br /&gt;Senão compreender &lt;br /&gt;E perdoar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço meu Deus, &lt;br /&gt;Este momento, &lt;br /&gt;Delicioso momento&lt;br /&gt;Em que senti &lt;br /&gt;Tão profundamente&lt;br /&gt;Um pouco de Ti...&lt;br /&gt;E compreendi,&lt;br /&gt;E perdoei... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(1964)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rmvtKK8q3k4/TvceBIc0ZBI/AAAAAAAAA8s/2rGkPRwShQs/s1600/Sempre-Viva.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 190px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-rmvtKK8q3k4/TvceBIc0ZBI/AAAAAAAAA8s/2rGkPRwShQs/s200/Sempre-Viva.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690049659002971154" /&gt;&lt;/a&gt;Só me encorajei a divulgar esse poema porque hoje é dia de Natal, simbolicamente o nascimento de Jesus. E por ser o tema próprio para um dia como hoje.&lt;br /&gt;Quanto ao futuro, espero que os meus descendentes não tenham sentimentos adversos quanto a mim, pelo que fui e sou e que sempre me perdoem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Confissão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se disser que sou próximo de Jesus e da religião, estarei faltando com a verdade. Quantas vezes me vejo cético por tudo o que já li e ouvi sobre sua alegada presença na Terra. (3) &lt;br /&gt;Mas, por outro lado, nos meus momentos de angústia – e não foram poucos – ou de clamor psicológico invoquei seu nome e sua intervenção para vir em meu auxílio.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-oNhGF18Ya5o/TvccVmT_tTI/AAAAAAAAA8U/PunEONAOU0Q/s1600/b_177_133_16777215_0_s_stories_ago2008_cristomatriz_DSC09580.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 177px; height: 133px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-oNhGF18Ya5o/TvccVmT_tTI/AAAAAAAAA8U/PunEONAOU0Q/s200/b_177_133_16777215_0_s_stories_ago2008_cristomatriz_DSC09580.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690047811593155890" /&gt;&lt;/a&gt; Feitos os clamores, as coisas melhoraram. Seu nome como uma oração deve soar no infinito da vida, como um mantra, desbravador ou ouvidor das agruras que atormentam a humanidade.&lt;br /&gt;No meu silêncio, nos meus sonhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Abelhinha preta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na véspera, estava acomodado no meu escritório, aproximou-se uma abelhinha preta, voando na altura dos meus olhos, até pousar no meu polegar, no exato momento em que lia a notícia dando conta que empresa de bebidas se responsabilizará em recolher todo o resíduo reciclável no próximo réveillon em Copacabana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XrsbqqofvSk/TvcbwJjUz4I/AAAAAAAAA8I/_zkgSXXbgrU/s1600/DSC00102.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 112px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-XrsbqqofvSk/TvcbwJjUz4I/AAAAAAAAA8I/_zkgSXXbgrU/s200/DSC00102.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690047168217665410" /&gt;&lt;/a&gt;Sabia que na área verde aqui ao lado – parte dela foi “organizada e plantada” por mim e está bem arborizada – precisava de uma limpeza de garrafas “pet” e sacos plásticos, papeis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Larguei o jornal e a abelhinha e fui para a área verde fazer a faxina.&lt;br /&gt;“Fiz a minha parte”. Quase nada ou nada. Bom que se diga. Melhor não está porque ninguém faz a sua. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Assista na crônica anterior, "Apocalipse now", video "Arte do Lixo").&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Há alguns meses, um espécime daqueles marimbondos zangados, picadas doloridas, também insistiu em pousar na minha mão como se a beijasse – carinho que não merecia porque já agredi mortalmente seus iguais e fui atacado por eles - dolorosamente).&lt;br /&gt;Já escrevi sobre uma dessas experiências com esses marimbondos. (4)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Águas de São Pedro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-uQDke9mwX6w/TvcbGq1qZbI/AAAAAAAAA78/_alQwucn1pQ/s1600/%25C3%2581guas%2Bde%2BS.%2BPedro.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-uQDke9mwX6w/TvcbGq1qZbI/AAAAAAAAA78/_alQwucn1pQ/s200/%25C3%2581guas%2Bde%2BS.%2BPedro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690046455598441906" /&gt;&lt;/a&gt;Devagar estou indo para os rumos da linda Águas de São Pedro, a 30 quilômetros de Piracicaba.&lt;br /&gt;Na casinha em reforma, soube que mora uma família de lagartos. &lt;br /&gt;Estou ansioso para saber que tipo de relacionamento terei com os lagartinhos e lagartões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa casa tem até hoje uma placa em inglês “toca da coruja”. Mas, acho que o correto seria e será, “toca dos lagartos”.&lt;br /&gt;Um dia conto o que se deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Amor-eira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rK6rgQwGXxY/TvcaxzaaleI/AAAAAAAAA7w/weD56aRng04/s1600/DSC00101.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 184px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-rK6rgQwGXxY/TvcaxzaaleI/AAAAAAAAA7w/weD56aRng04/s320/DSC00101.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690046097122825698" /&gt;&lt;/a&gt;Eu a plantei pequena, bem pequena – menos de um metro - e, embora com muita frequência perto dela, não a vi crescer...tanto.&lt;br /&gt;Hoje, até ela faz sombra sobre o banco de granito que de certo modo abandonei. Foi nele, naqueles fins de tardes quentes que li boa parte dos dois volumes de “Guerra e Paz” de Tolstoi.&lt;br /&gt;O tempo passou, mas não só por isso: havia uma companhia importante que se foi e que ficava comigo por lá, a minha velha cachorrinha preta. (5)&lt;br /&gt;Hoje, chegando perto da amoreira, dois bem-te-vis saíram apressados de sua copa. Quem me dera eles não se assustassem com a presença suspeita. Quisera afagá-los. Mas, não é assim, a natureza os previne. Afinal, “o homem vem aí”. E com ele a maldade pode vir junta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Legendas (crônicas relacionadas):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1)“Fragmentos paternos” de 13.02.2011 e “Fragmentos maternos” de 08.05.2011&lt;br /&gt;(2)“Versos para ninguém” de 19.04.2009&lt;br /&gt;(3)"Dos sem religião" de 27.02.2009 e também "Enigmas de Jesus" de 25.12.2009 in www.votebrasil.com  &lt;br /&gt;(4)”Animais (zinhos) e bichos” de 10.04.2009&lt;br /&gt;(5)“Dias amargos” de 28.11.2010 e “Mensagens e imagens” de 23.01.2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fotos e imagens:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Flores “sempre-vivas”, sempre-vivo&lt;br /&gt;(2) Imagem de Jesus receptivo fora da cruz&lt;br /&gt;(3) A “minha” área verde que plantei&lt;br /&gt;(4) Paisagem de Águas de São Pedro&lt;br /&gt;(5) Amor-eira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-6779746554220925610?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/6779746554220925610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=6779746554220925610&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/6779746554220925610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/6779746554220925610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/12/pequenas-reflexoes-simplicidades.html' title='PEQUENAS REFLEXÕES, SIMPLICIDADES, COTIDIANOS'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-rmvtKK8q3k4/TvceBIc0ZBI/AAAAAAAAA8s/2rGkPRwShQs/s72-c/Sempre-Viva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-3267988196996081090</id><published>2011-12-13T17:31:00.060-02:00</published><updated>2012-01-02T08:01:53.807-02:00</updated><title type='text'>APOCALIPSE AGORA</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Esta crônica foi publicada com o mesmo conteúdo em outro blog que venho mantendo, no qual a maior parte dos artigos e crônicas que lá escrevo, refere-se a temas políticos, sociais e ecológicos. &lt;br /&gt;Para um blog “político” com assuntos “indigestos” devo reconhecer que esta crônica é até bem acessadas.&lt;br /&gt;Por conter identidade com estes “Temas”, divulgo-a aqui também com os ajustes que julguei necessários.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre o colunista consegue redescobrir suas fontes, aquelas informações que batem em sua memória, lidas nalgum lugar há décadas e que se perderam.&lt;br /&gt;Mas, nesse passado numa publicação de assuntos metafísicos li que a Terra poderia suportar até seis bilhões de habitantes.&lt;br /&gt;Há dez anos, essa marca foi comemorada, hoje já seriam sete bilhões.&lt;br /&gt;Não de hoje, pois, tenho aquela marca na memória imaginando então, quando, atingida, quais seriam as consequências.&lt;br /&gt;Curiosamente, nestes tempos de agora, na medida em que se aguça a predação ambiental, há um sentimento de que algo catastrófico vai ocorrer, algo apocalíptico, tendo como principal referência o calendário Maia que se encerra abruptamente em 21 de dezembro de 2012. Nessa data, o planeta seria então afetado por algum fenômeno natural catastrófico que modificaria radicalmente a vida conhecida, Isto é, destruição de tal ordem que a vida não seria mais esta como conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-N4BEz6xVhu4/TueouLPmaVI/AAAAAAAAA5s/ydDH8DcApBo/s1600/Foto%2Bde%2Bcalcut%25C3%25A1%2BNG.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 124px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-N4BEz6xVhu4/TueouLPmaVI/AAAAAAAAA5s/ydDH8DcApBo/s200/Foto%2Bde%2Bcalcut%25C3%25A1%2BNG.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685698565824211282" /&gt;&lt;/a&gt;Sete bilhões de almas realmente afetam do modo mais predatório as reservas ambientais.&lt;br /&gt;Essa predação não se dá apenas pela sua necessidade em produzir alimentos e outras necessidades, mas também pelo que traz de prejuízo ambiental a tecnologia, a indústria, o lixo às centenas de toneladas.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-2bsi-2W5kQs/TuizDbdsf3I/AAAAAAAAA7Y/gykXsKhf87k/s1600/digitalizar0020.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 112px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-2bsi-2W5kQs/TuizDbdsf3I/AAAAAAAAA7Y/gykXsKhf87k/s200/digitalizar0020.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685991401048538994" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;br /&gt;Milhões e milhões de carros que exigem milhões e milhões de barris de combustível fóssil que por sua vez poluem a atmosfera em toneladas de resíduos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pior, na medida em que as necessidades de combustíveis se avolumam, a busca de fontes oceânicas tem sido desastrosa a mais não poder, com o vazamento de milhões de litros nos mares, afetando toda a fauna marinha por anos.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-zYnA6NIhiGY/TuezpqG9SgI/AAAAAAAAA7A/PSMzP0f9A28/s1600/100430vazamentos_f_007.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-zYnA6NIhiGY/TuezpqG9SgI/AAAAAAAAA7A/PSMzP0f9A28/s320/100430vazamentos_f_007.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685710582838020610" /&gt;&lt;/a&gt;É afetada com essas catástrofes toda uma cadeia alimentar da qual o próprio homem dela se vale. Mas, enquanto disponível, geralmente a obtém com brutalidade, desprezando as vidas que ceifa em sua caça insana, sem sequer entender, de muitos desses animais vitimados, a própria inteligência e mesmo a aproximação amistosa que fazem perante o seu carrasco traiçoeiro. E são mortos brutalmente.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-m1zjEvZgRyc/Tue1Qu-suII/AAAAAAAAA7M/CG6_ua9ofQs/s1600/POLUIO%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-m1zjEvZgRyc/Tue1Qu-suII/AAAAAAAAA7M/CG6_ua9ofQs/s200/POLUIO%257E1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685712353672083586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A escassez de água potável se constitui grave ameaça já havendo regiões miseráveis que não recebem ajuda ou a recebem de modo insuficiente e dela se privam sempre em maior escala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há a tecnologia que ativa a dessalinização das águas oceânicas que pode ser ampliada e minimizar sua escassez mas são imensos os investimentos.&lt;br /&gt;Mas, não há mais tempo para suportar a poluição dos rios com esgotos e outros resíduos que tornam a água não potável, imunda. É premente a ampliação e aplicação de tecnologias do tratamento dos esgotos.&lt;br /&gt;Sem qualquer propensão a levar tudo para o lado metafísico, digamos, é notória a correlação que se dá entre os vários elementos naturais. Essas destruições, o desrespeito à vida sem causa, provocam reações destrutivas num processo ‘incompreensível’ que o nosso modo de viver no dia-a-dia atribui de maneira simplista a fenômenos que sempre espocaram ao longo dos séculos e séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-jg1PosKWyRg/Tuerl3O9jzI/AAAAAAAAA6o/6mV8i18CH0A/s1600/fotos-do-japao-31.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 121px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-jg1PosKWyRg/Tuerl3O9jzI/AAAAAAAAA6o/6mV8i18CH0A/s200/fotos-do-japao-31.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685701721548754738" /&gt;&lt;/a&gt;O que se assiste, porém, é a frequência maior de pequenos e grandes eventos ditos naturais devastadores, como tsunamis, erupções vulcânicas, aquecimento global, secas, desertificações, devastações por chuvas intensas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, efetivamente, indicações crescentes dos efeitos dessa desorganização ambiental que muitos não enxergam porque há a predominância da visão econômica da vida, do negócio, do consumismo e do “supérfluo necessário”, sem atentarem para os prejuízos globais que tais produtos e ações provocam no equilíbrio do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-x0kfXDAJt5U/TueqiYYg2hI/AAAAAAAAA6c/sDi6LeZr26c/s1600/fome_no_mundo_2009.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 142px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-x0kfXDAJt5U/TueqiYYg2hI/AAAAAAAAA6c/sDi6LeZr26c/s200/fome_no_mundo_2009.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685700562216081938" /&gt;&lt;/a&gt;Os seis bilhões de almas, há dez anos alcançados, mantinham algum equilíbrio entre alimentos e meio ambiente. A fome em alguns países, na África, especialmente, não se dera pela escassez dos alimentos, mas por disputas políticas sórdidas que priva seres humanos do mínimo para sobreviver e também pela falta de ações solidárias de quem poderia ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa linha do lucro e da linguagem do dinheiro, as florestas vão sendo devastadas, não só por conta dos pastos abertos em grandes extensões para criação de gado, mas também por exigência de amplos setores industriais. &lt;br /&gt;Mas, tantos vivendo só no presente, ignorando as conseqüências no futuro, há que propagar que a preservação e reposição vegetal são essenciais para equilibrar o clima do planeta, ajustando na contrapartida técnicas do aumento da produção de alimentos nas áreas já reservadas ou devastadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-AHrEycB3ilI/TueqHTZCV9I/AAAAAAAAA6Q/UY66x4rbgxY/s1600/size_590_25-marco-cheia-nova.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-AHrEycB3ilI/TueqHTZCV9I/AAAAAAAAA6Q/UY66x4rbgxY/s200/size_590_25-marco-cheia-nova.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685700097019631570" /&gt;&lt;/a&gt;Vive-se, nestes tempos, verdadeira babel consumista. Quanto de equipamentos desnecessários nos foram "vendidos" como essenciais a ponto de nos acostumarmos com seu uso e, mais, pelo rápido avanço tecnológico serem trocados sistematicamente por novos modelos, engrossando as pilhas de produtos obsoletos descartados. (Assista video "Arte do Lixo" abaixo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo no âmbito econômico, há segurança. Os Estados Unidos em crise ainda gastando fortunas nas guerrilhas do Iraque e do Afeganistão - guerras perdidas de um modo ou outro porque as facções que se opõem à paz são criminosas sem aquela lógica ocidental em aceitar certos valores. &lt;br /&gt;Aonde se situará a China, grande poluidora, até aqui indiferente aos apelos de contenção, com seus 1,3 bilhões de habitantes? Com sua produção industrial predatória? A própria Índia.&lt;br /&gt;As dúvidas não param aí. Com tantas incertezas, se nada ocorrer em dezembro de 2012 nessa eclosão apocalíptica alimentada pelas grandes redes de comunicação mas que a muitos aflige como algo inevitável que merecemos passar, com certeza teremos que nos preocupar com o futuro de nossos filhos e netos.&lt;br /&gt;A vida vai ser difícil de ser vivida, cada vez mais, mesmo com muito otimismo.&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/2950iduDtGg" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Esperança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Paisagens que ainda temos para contemplar.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-xRx3NTN5DXI/Tuer53Uf8YI/AAAAAAAAA60/FRvytzEYDBA/s1600/cataratas-do-iguacu_6999.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-xRx3NTN5DXI/Tuer53Uf8YI/AAAAAAAAA60/FRvytzEYDBA/s320/cataratas-do-iguacu_6999.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685702065169363330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Legendas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Ruas lotadas em Ambassador - Calcutá, Índia - mistura de carros, pedestres e ambulantes (foto de Randy Olson - National Geografic)&lt;br /&gt;(2) Trânsito em São Paulo - Dia cinzento (Fonte: Jornal do Advogado de novembro de 2011, ilustrando artigo sobre a poluição e a relação com as doenças respiratórias) &lt;br /&gt;(3) O petróleo e a sujeira nos mares, inclusive do Brasil, na Bacia de Campos - RJ (foto Google)&lt;br /&gt;(4) Esgoto despejado no rio (Foto Google)&lt;br /&gt;(5) Tsunami no Japão em 2011 (Google)&lt;br /&gt;(6) Fome no mundo (Google)&lt;br /&gt;(7) Dia de compras na rua 25 de Março / SP (Foto de Ricardo Correa - Revista Exame)&lt;br /&gt;(8) Cataratas do Iguaçu (Google)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-3267988196996081090?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/3267988196996081090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=3267988196996081090&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/3267988196996081090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/3267988196996081090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/12/apocalipse-now.html' title='APOCALIPSE AGORA'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-N4BEz6xVhu4/TueouLPmaVI/AAAAAAAAA5s/ydDH8DcApBo/s72-c/Foto%2Bde%2Bcalcut%25C3%25A1%2BNG.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-4650466712038224989</id><published>2011-11-27T01:23:00.027-02:00</published><updated>2011-11-28T19:36:26.620-02:00</updated><title type='text'>MEUS FANTASMAS, MEUS SUSTOS, SONHOS...</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fantasia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muito tempo procurei o DVD de um filme produzido por Walt Disney na década de 40, “Fantasia”. (*)&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-FID_5_IXXC8/TtI4LY4KJZI/AAAAAAAAA5I/JJZyxeqc37M/s1600/digitalizar0019.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 198px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-FID_5_IXXC8/TtI4LY4KJZI/AAAAAAAAA5I/JJZyxeqc37M/s200/digitalizar0019.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679663848375330194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tenho ainda na minha imaginação alguns sons e imagens que ficaram e ficarão para...sempre (!)&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-bgjM-ztTFzM/TtGv7j05OzI/AAAAAAAAA4w/Qya74aS_0Lo/s1600/Mickei%2BVassouras.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 155px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-bgjM-ztTFzM/TtGv7j05OzI/AAAAAAAAA4w/Qya74aS_0Lo/s200/Mickei%2BVassouras.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679514042855144242" /&gt;&lt;/a&gt;Criança com meu pai – que era apreciador da música clássica – fui a algum cinema em São Paulo e me deslumbrei com Mickey o aprendiz de feiticeiro (ao som da música de mesmo nome de autoria de Paul Dukas) que aprontara uma confusão mais ou menos com uma vassoura que enfeitiçara para ajudá-lo a carregar baldes e baldes de água e não sabia como reverter a mágica quando o descontrole deu em inundação.&lt;br /&gt;Muitas são as músicas clássicas aproveitadas no desenho magnífico, interpretadas pela Orquestra Sinfônica da Filadélfia sob a regência do consagrado maestro Leopold Stokowski.&lt;br /&gt;Nada me empolgara muito, na verdade. Naqueles idos havia passagens sonolentas. Fixara-me nos desenhos e nas figuras de certo modo como fazia com os desenhos do bisavô pica-pau (woody woodpecker)&lt;br /&gt;Uma música de destaque em “Fantasia” é a “Pastoral” de Beethoven que ouvira muitas vezes em minha casa, tocada naqueles vitrolões nem sei se hoje relíquias de museu, com aqueles discos ainda precários, mas audíveis. “Pastoral” é remetida para animar figuras mitológicas, pegasus, faunos, centauros desenhados com esmero e graça.&lt;br /&gt;Pois bem, um canal a cabo outro dia programou o filme Fantasia.&lt;br /&gt;Todas aquelas lembranças verdadeiras, a ida com meu pai ao cinema que, se bem me lembro, com ele assisti também Shane. &lt;br /&gt;FANTASIA é deslumbrante evoca para mim o que de melhor.&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/-gZbMOq_Ge8" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;O video apresenta cena inspirada na música "Sagração da primavera" de Igor Stravinsky&lt;br /&gt;(*) O filme Fantasia teria sido restaurado e relançado em DVD em 2011&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Meus fantasmas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da minha vida, desde a adolescência me deparo com meus fantasmas.&lt;br /&gt;Já muitas vezes relatei alguns eventos que se deram comigo, terrores, acordado e sonhando.&lt;br /&gt;Naquelas noites, já tarde, vez por outra flagro vultos me encarando. &lt;br /&gt;Não fazem mal e nem me induzem ao mal pensar. Nem se apresentam tão nitidamente a ponto de me assustar se me deparo com essa (estranha) realidade.&lt;br /&gt;Já tarde da noite, fecho uma porta no escuro e ao me virar lá está outro vulto. Me arrepio, mas vou em frente.&lt;br /&gt; Num desses silêncios com a mente perdida no seu universo alguém que não vi me fala aos ouvidos:&lt;br /&gt;- Ih, esse vai ser meu avô.&lt;br /&gt;Tenho filha e filhos que serão mãe e pais daqui a alguns meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Susto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naqueles idos bem vividos, num bairro periférico de São Caetano do Sul, havia um campo de futebol que, quando chovia – e chovia muito atraindo a saparia que coaxava por noites e noites, até que o brejo secasse.&lt;br /&gt;As ruas não eram calçadas e as noites eram escuras.&lt;br /&gt;Ali times varzeanos cumpriam jogos emocionantes naquele e outros campos.&lt;br /&gt;Quando encharcado, a molecada usava metade daquele campo para as peladas empolgantes.&lt;br /&gt;Já disse que nunca comecei uma briga.&lt;br /&gt;Numa dessas partidas havia um adversário que me encarava um pouco além do jogo. Era o P...&lt;br /&gt;Ele estava ansioso em trocar uns sopapos comigo. Tanto fez naquela manhã, que conseguiu. Formou-se a roda e até com facilidade eu o dominei e não me propus a dar-lhe surra memorável. Ele entendeu e passou a me evitar.&lt;br /&gt;Alguns anos depois, andando preguiçoso numa manhã por uma das principais ruas da cidade, em direção contrária vinha um sujeito alto, mulato, cabelos crespos, modestamente vestido cujo rosto não me era estranho.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-yFe3Xp82-b4/TtGwctvOZMI/AAAAAAAAA48/miOmCwWFe9Y/s1600/Rua%2Bmanoel%2Bcoelho.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-yFe3Xp82-b4/TtGwctvOZMI/AAAAAAAAA48/miOmCwWFe9Y/s200/Rua%2Bmanoel%2Bcoelho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679514612451402946" /&gt;&lt;/a&gt;A poucos metros até ele um carro da polícia parou exatamente ao meu lado, desceram apressados policiais com armas em punho ameaçadores vieram ao que parecia em minha direção.&lt;br /&gt;Entrei em pânico, sem saber o que acontecia e o que esperar.&lt;br /&gt;A bronca era com o P...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi dominado, algemado e posto encolhido no camburão. Os policiais indiferentes ao meu susto, voltaram para a viatura apressados. E partiram. &lt;br /&gt;Nunca mais o vi. O P...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Loira de blusa verde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jovem loira bonita, simpática e pelo que ouvi conversava um “papo cabeça”. Blusa verde bem decotada seios pequenos que não destoavam de sua beleza. Se loira inteligente não se valerá do artifício do silicone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NOTAS GRAVES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Baleias e golfinhos mortos em ritual degradante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moradores das Ilhas Faroe participam de caçada a baleias piloto durante o tradicional ritual Grindadrap de caça a baleias, nas proximidades da capital Torshavn. Os habitantes da ilha, uma província autônoma da Dinamarca, matam e comem baleias piloto todos os anos. Também golfinhos são barbaramente trucidados.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-pP9TbaXJcXY/TtGvjP9GX4I/AAAAAAAAA4k/Vmg51xlaicw/s1600/Matan%25C3%25A7a%2Bde%2Bbaleias.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 167px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-pP9TbaXJcXY/TtGvjP9GX4I/AAAAAAAAA4k/Vmg51xlaicw/s320/Matan%25C3%25A7a%2Bde%2Bbaleias.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679513625203990402" /&gt;&lt;/a&gt;No ritual satânico anual que ocorre na Ilha, centenas de baleias “piloto” são massacradas, tingindo a praia do vermelho do sangue dos animais. E todos aqueles insanos comemoram a matança, não poupando nem mesmo as crianças. Provavelmente elas deverão no futuro continuar o ritual satânico enquanto não houver um basta da Dinamarca omissa – considerada altamente civilizada. E mesmo a intervenção de outros países ainda que menos civilizados mas com alguma consciência pelo horror da barbárie infernal praticada nas Ilhas. &lt;br /&gt;E há ainda quem pergunte, nas tragédias que vitimam a humanidade, “onde estava Deus”? Os elementos da natureza cobram um preço pelo que de sórdido aqui se pratica.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;As Ilhas Faroé são um arquipélago dinamarquês (território Autônomo) do Oceano Atlântico com 1400 km2. A capital é Torshavn na Ilha Strm. Situado entre a Islândia e Escócia é constituído por 18 ilhas e ilhotas de origem vulcânica.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Esperanças e ternuras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhote de veado assustado é capturado e recebe carinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Piracicaba, no Horto de Tupi (bairro da cidade) foi capturado um filhotinho de veado por um morador, preocupado que ele corresse nos rumos da rodovia. Diz a notícia que o animal “estava assustado e chorava bastante.”&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-EVHHSNUfef8/TtGusdlntCI/AAAAAAAAA4Y/B22kY-9Z3Gs/s1600/digitalizar0018.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 220px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-EVHHSNUfef8/TtGusdlntCI/AAAAAAAAA4Y/B22kY-9Z3Gs/s320/digitalizar0018.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679512683970802722" /&gt;&lt;/a&gt;Por conta da quebra de seu habitat, esses animais aparecem frequentemente por ali.&lt;br /&gt;O bichinho levado ao Zoológico, devidamente examinado, não apresentava ferimentos e estava bem de saúde: “no local recebeu carinho do veterinário e biólogos. Tão logo terminasse o exame, receberia alimentação própria para a espécie e que é misturada ao leite”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usina de Belo Monte - Repúdio (Atores globais)&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="243" src="http://www.youtube.com/embed/kAAdXrdXSpM" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos / Legendas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Capa do DVD das músicas de "Fantasia"&lt;br /&gt;(2) Mickey e a dança das vassouras enfeitiçadas&lt;br /&gt;(3) Rua Manoel Coelho - São CAetano do Sul. Bem a direita se deu o evento relatado&lt;br /&gt;(4) Matança das baleias nas Ilhas Faroé (Foto: Andrja Ilio / Reuters via UOL)&lt;br /&gt;(5) Gazeta de Piracicaba de 26.11.2011 – Foto de Christiano Diehl Neto (na foto PM Ambiental Albuquerque com o bichinho salvo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-4650466712038224989?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/4650466712038224989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=4650466712038224989&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/4650466712038224989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/4650466712038224989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/11/meus-fantasmas-meus-sustos-sonhos-de.html' title='MEUS FANTASMAS, MEUS SUSTOS, SONHOS...'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-FID_5_IXXC8/TtI4LY4KJZI/AAAAAAAAA5I/JJZyxeqc37M/s72-c/digitalizar0019.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-4291668809150040066</id><published>2011-11-13T08:49:00.029-02:00</published><updated>2011-12-31T10:10:09.929-02:00</updated><title type='text'>SUPERSTIÇÕES: A besta e o 13</title><content type='html'>Nesta semana, deu-se o 11.11.2011 ou 11.11.11 constituição numérica que muitos consideraram de sorte, de bons fluídos, de boas esperanças.&lt;br /&gt;Nesse dia, uma sexta-feira, esse data passou, para mim, despercebida por conta das minhas tarefas profissionais.&lt;br /&gt;Afinal de contas o meu escritório, só meu, é também um refúgio onde muitas vezes até medito entre uma demanda e outra.&lt;br /&gt;Nos revezes naturais da difícil profissão costumo dizer, apontando um canto da sala que ali bato a cabeça, para me resignar ao insucesso que pode nem ser definitivo.&lt;br /&gt;Mas, no dia seguinte, estarei de volta para pensar como resolver da melhor forma o não êxito.&lt;br /&gt;A propósito de amuletos e superstições sou completamente indiferente.&lt;br /&gt;Mas, vejam, por conta, exatamente de meus apelos profissionais tenho diante de mim uma disposição legal que me interessa muito, porque vem em abono da minha “tese” que é identificada pelo número 666.&lt;br /&gt;Bem poderia ser 665 ou 667 mas o número 666 existe e tenho que conviver com ele.&lt;br /&gt;Todos sabem que esse algarismo, no capitulo bíblico do Apocalipse identifica a besta. Nestes termos: &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;13.16   E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13.17   Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13.18   Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, porque é número de homem; e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há interpretações desse texto qualificando o imperador Nero como a besta na sua época. E há intepretações que dão conta que, neste mundo atribulado representaria o anti-Cristo.&lt;br /&gt;E supersticiosos “maiores” que veem o 666 em toda parte, em muitos gestos espontâneos.&lt;br /&gt;Mirando o dispositivo de natureza jurídica com esse número, ignorei todas essas questões religiosas ou azares e dele me vali com toda força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginei naquele momento contando determinados objetos, no seu final, apurasse 666 unidades. Não adiantaria disfarçar ou dizer que não eram 666, mas 667. Não, porque o número existe e não pode ser omitido, substituído por 665 ou 667.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-sl1mYkK8Euc/Tr-jUQxGS_I/AAAAAAAAA3E/gxHT_oIiA00/s1600/besta.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-sl1mYkK8Euc/Tr-jUQxGS_I/AAAAAAAAA3E/gxHT_oIiA00/s320/besta.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674433624003726322" /&gt;&lt;/a&gt;Não, mesmo?&lt;br /&gt;Eis o que relata a Wikipédia:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Os números 13 e 666 retêm um significado peculiar na cultura e psicologia das sociedades ocidentais. É perceptível como muitos tentam evitar os supostos números de "azar" 13 e 666; e as fobias a esses números são chamadas de "triscaidecafobia" e "hexacosioihexecontahexafobia", respectivamente. Por exemplo, quando a gigantesca fábrica de CPU Intel introduziu o Pentium III 666MHz em 1999, eles escolheram para o mercado o Pentium III 667 com o pretexto de que a velocidade 666,666 MHz teria mais especificamente proximidade ao inteiro 667 do que o inteiro 666 MHz. Curiosamente, também, da mesma forma a empresa desenvolvedora de softwares Corel, ao lançar o que seria a versão 13 do seu conjunto de ferramentas para editorações gráficas, os lançou batizando-os de CorelDraw Graphics Suite X3, que é a versão 13 e posterior a versão 12, caracterizando assim sua superstição ao número.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Conseguiram pronunciar hexacosioihexecontahexafobia, medão do número 666? Eu ainda não.&lt;br /&gt;As superstições estão aí. Nos casos acima relatados, as empresas usaram 666,6 e “arredondaram” para 667 e no tocante ao número 13, apenas X3.&lt;br /&gt;Há um famosíssimo cantor, segundo notícias, que estaria projetando construir um edifício e supersticioso ao extremo que é, pensava em excluir o 13° andar. Do 12° andar, o seguinte seria o 14°.&lt;br /&gt;Tem sentido isso? &lt;br /&gt;Se o prédio tiver, digamos, 20 andares, na verdade serão 19. Não dá para excluir o 13 e qualquer outro número. Ao chegar no 12° andar, o elevador apontará o 14° andar, mas todos sabendo que se trata do 13°.&lt;br /&gt;Besteirol, não?&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-84tVCPwst_Y/Tr-h0lvpQLI/AAAAAAAAA2g/YkpUa0KwLSs/s1600/borboleta_13.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 145px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-84tVCPwst_Y/Tr-h0lvpQLI/AAAAAAAAA2g/YkpUa0KwLSs/s200/borboleta_13.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674431980367331506" /&gt;&lt;/a&gt;Para mim, no joguinho do bicho e nos bilhetes da loteria, 13 é a borboleta. E como sou chegado numa borboleta azul andei caçando muitos desses bilhetes lotéricos. Nunca obtive prêmios, mas continuo com as borboletas, nem que seja a 13ª.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;DAS SUPERSTIÇÕES:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Gatos pretos&lt;/span&gt;: na idade média seriam bruxas transformadas, dai o azar quando se cruza com um deles. Mas, também, podem significar riqueza se andar por perto, caseiros, dai "dinheiro caindo do céu".&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Número 13&lt;/span&gt;: Doze os apóstolos mais Jesus. Judas traiu Jesus, o que "amaldiçoa" o número treze; a sexta-feira 13 é de "azar" porque Jesus Cristo fora crucificado nesse dia.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Trevo de quatro folhas&lt;/span&gt;: quatro as estações, quatro as fases da Lua - número completo. Pela raridade do trevo de quatro folhas, se encontrado, ele é de sorte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fotos e imagens:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(1) Besta: animalzinho estéril mal afamado, especializado em carregar cargas (Google);&lt;br /&gt;(2) "Borboleta 13" segundo estampado no Google;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-D9UU9AOpfm0/Tr-iqWhzHII/AAAAAAAAA24/Tq0BbyFdLfQ/s1600/trevo%2B13.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 264px; height: 209px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-D9UU9AOpfm0/Tr-iqWhzHII/AAAAAAAAA24/Tq0BbyFdLfQ/s320/trevo%2B13.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674432903995661442" /&gt;&lt;/a&gt;3) Trevo de 4 folhas e o 13. Mastiguei muitos ramos de trevo, porque azedinhos. Havia um de 4 folhas comigo conservado há décadas, pela sua raridade, num livro que desapareceu. Daria sorte o de 4 folhas e azar o 13. Ambos dão "sorte".&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-T4Afu1mMqQ8/Tr_UoW21wkI/AAAAAAAAA3c/puiithenTBc/s1600/digitalizar0017.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 199px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-T4Afu1mMqQ8/Tr_UoW21wkI/AAAAAAAAA3c/puiithenTBc/s200/digitalizar0017.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674487845305565762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Última forma: eu encontrei o trevo de quatro folhas no livro "Eneida" de Virgílio que meu pai adquiriu em janeiro de 1944. Calculo que essa folhinha, bem embaladinha lá esteja desde a década de 40.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-gQ_IZISeVpI/Tr_Vf5tpNtI/AAAAAAAAA3o/oBTzKJkcwyg/s1600/gato%2Bpreto%2B13.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 171px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-gQ_IZISeVpI/Tr_Vf5tpNtI/AAAAAAAAA3o/oBTzKJkcwyg/s200/gato%2Bpreto%2B13.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674488799555040978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(4) O gato preto e o 13. O gato por ser preto leva má fama pelo seu olhar fixo, verde e alerta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-4291668809150040066?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/4291668809150040066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=4291668809150040066&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/4291668809150040066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/4291668809150040066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/11/superticoes-besta-e-o-13.html' title='SUPERSTIÇÕES: A besta e o 13'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-sl1mYkK8Euc/Tr-jUQxGS_I/AAAAAAAAA3E/gxHT_oIiA00/s72-c/besta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-2364344339210988070</id><published>2011-10-30T09:03:00.012-02:00</published><updated>2011-11-25T17:39:42.575-02:00</updated><title type='text'>ONDE ESTAVA DEUS?</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Esta crônica já publicada em outros espaços, até mesmo no meu “Artigos” um blog no qual exponho minha face de zanga por tudo o que vejo em minha volta, não concordo e me revolto (já disse, a minha “face 2”). (1).&lt;br /&gt;Quantas vezes vacilo me questionando o que espero dessas minhas opiniões irresignadas. Mas, quando chega o fim de semana ou uma hora qualquer de alguma reflexão resisto à preguiça e escrevo, se não para ninguém, pelo menos para mim.  (2)&lt;br /&gt;Lá fora o meu deserto. E esbravejo.&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Volto à crônica. Ela se identifica com este “Temas”, bem mais acessado que aqueloutro. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No imenso “Guerra e Paz”, Leon Tolstoi, ao descrever a barbárie das batalhas de conquista de Napoleão – o romance é todo centrado na invasão à Rússia – defende que também a História não se rege apenas pela só ação do livre-arbítrio do homem, mas por certas leis imperceptíveis.  Daí para a História, diz ele, “também é necessário renunciar à liberdade da qual temos consciência e reconhecer uma dependência que não sentimos” e que a História não investiga os “elementos homogêneos, infinitesimais que conduzem as massas”.&lt;br /&gt;Essa crença do autor russo é preocupante ao indicar que os horrores da guerra teriam uma causa transcendente, além das meras “causas imediatas e próximas” como adota a História nos livros para explicar as conflagrações.    &lt;br /&gt;Há tempos, vinha meditando sobre tais ideias e me perguntava o que diria Tolstoi sobre a ascensão de Hitler e do nazismo na Alemanha que além das conquistas territoriais, patrocinaram a matança de milhões de judeus – um povo que provém dos remotos tempos bíblicos - algumas minorias e milhões de soldados e civis também vítimas do conflito sem contar a gigantesca destruição de cidades inteiras.&lt;br /&gt;Há uns anos, indagações surpreendentes fez o Papa Bento XVI ao visitar o campo de concentração em Auschwitz, Polônia, local de extermínio e tortura nazista onde exalam os horrores do sofrimento a maioria judia:&lt;br /&gt;-  “Onde estava Deus naqueles dias? Por que ele se manteve em silêncio? Como ele permitiu essa opressão sem fim, esse triunfo do mal?” perguntara o papa.  E acrescentaria ser “impossível adivinhar o plano de Deus.”&lt;br /&gt;Esse desabafo papal, digamos assim, incomodou-me porque me levara de novo às ideias de Tolstoi. O horror nazista não fora, então, a mera expressão do livre-arbítrio de um louco que convenceu quase um país inteiro do acerto de suas ações criminosas e, pior, amealhou adeptos até mesmo fora dele? Quais leis conduziram, então, a mão assassina do nazismo? &lt;br /&gt;E as bombas atômicas americanas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945 que decretaram a rendição do Japão sob os efeitos de escombros inimagináveis e milhares de mortos? “Impossível adivinhar o plano de Deus”, disse o Papa.&lt;br /&gt;Há um livro que me impressionou, “Mistério e Magias do Tibete”, de Chiang Sing que me levou mesmo a escrever, com base em revelações trazidas na obra, artigo de natureza política explanando sobre a invasão chinesa naquele país. &lt;br /&gt;Essa autora se aproxima de Tolstoi ao revelar que as Divindades “quando a Humanidade estaciona e é incapaz de evoluir de acordo com as leis do Amor” abre a jaula onde mantidos espíritos maléficos, “potências das Trevas”, que encarnam entre os homens:  “São elas que fazem as guerras, que desencadeiam os crimes e as baixas paixões, os déspotas e perseguidores”. Nessa jaula estão os Herodes, os Atilas, os Neros, os papa perversos, “todos os que oprimiram e ensanguentaram a terra.” (3)&lt;br /&gt;E eu incluo Hitler nessa súcia. &lt;br /&gt;E nesse passo, “quando a Humanidade para no meio do caminho evolutivo, é preciso sacudi-la, agitá-la, como se faz com um rebanho indolente.” E como decorrência, instala-se o pânico universal por conta “dessas almas más” e “então, a evolução se precipita, os fracos morrem, os fortes lutam e alcançam a evolução”. &lt;br /&gt;Há aqui que se fazer concessões à doutrina reencarnacionista.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-oBlFQ6hvNBI/Tq0xTnU6iUI/AAAAAAAAA1I/AUH4CLq-9uQ/s1600/catastrofes-naturais-1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 140px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-oBlFQ6hvNBI/Tq0xTnU6iUI/AAAAAAAAA1I/AUH4CLq-9uQ/s200/catastrofes-naturais-1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669241718973303106" /&gt;&lt;/a&gt;Olho para as estrelas à noite e constato a minha pequenez, a pequenez do planeta e me recolho sem pensar nessa imensidão celeste, algo como um primata do início da evolução que não entendia sequer o fogo e a água. Entendo hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotos do supertelescópio Hubble dão a dimensão artística do universo. O que mais nos resta dessa imensidão insondável que não seja a ignorância?&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-KJtA4rd4HCQ/Tq0zAtNkByI/AAAAAAAAA1U/fHc4wD_dGig/s1600/pillars-of-creation.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 246px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-KJtA4rd4HCQ/Tq0zAtNkByI/AAAAAAAAA1U/fHc4wD_dGig/s320/pillars-of-creation.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669243593158821666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acho que nessa nossa pequenez mental, olhando para o chão, ciscando, desrespeitando o equilíbrio do planeta com a devastação ambiental impiedosa que se processa, pode significar por conta dos denominados  “fenômenos naturais” cada vez mais destruidores,  gradual depuração.&lt;br /&gt;E então, não há como invocar Deus pelo que advier daí: “Onde estava Ele?”. &lt;br /&gt;Melhor: “Onde estamos nós hoje neste mundo pequeno que estamos devastando de modo implacável, irresponsável, lançando sem cessar, por essas ações, tal qual bombas com seus efeitos irreparáveis. A linguagem que prevalece acima de tudo é a do dinheiro, da corrupção, do egoismo. Por isso, não precisamos que novas "potências das trevas" sejam desenjauladas. De modo inconsequente estamos fazendo o seu papel.  &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/--L4d7dIm3v0/Tq0w5ISlMJI/AAAAAAAAA08/25Mrmf1ZWMc/s1600/apocalipse%2B%25284%2529.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 126px;" src="http://1.bp.blogspot.com/--L4d7dIm3v0/Tq0w5ISlMJI/AAAAAAAAA08/25Mrmf1ZWMc/s200/apocalipse%2B%25284%2529.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669241263965417618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Referências:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(1) Meu blog “Artigos” de 12.10.2009 e também no www.votebrasil.com &lt;br /&gt;(2) “Preguiça” – “Sete Pecados Capitais” de 16.01.2011&lt;br /&gt;(3) “Tibet: o que teme a China” no meu blog “Artigos” e no www.votebrasil.com. de 16.04.2009. V. também “Mistérios e Magias do Tibet” 27.02.2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fotos /Imagens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(1) Google&lt;br /&gt;(2) Hubble: "Pillar of creation"&lt;br /&gt;(3) Fottus.com/sem-categoria/apocalipse&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-2364344339210988070?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/2364344339210988070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=2364344339210988070&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/2364344339210988070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/2364344339210988070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/10/onde-estava-deus.html' title='ONDE ESTAVA DEUS?'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-oBlFQ6hvNBI/Tq0xTnU6iUI/AAAAAAAAA1I/AUH4CLq-9uQ/s72-c/catastrofes-naturais-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-6411849858625164296</id><published>2011-10-16T07:37:00.012-02:00</published><updated>2011-10-16T09:15:21.375-02:00</updated><title type='text'>MINHA ENTREVISTA COM SÓCRATES</title><content type='html'>Há muito, bem me lembro, ameacei estudar filosofia pura numa faculdade do interior de São Paulo. Lá estive mas essa ideia não foi avante porque teria que viajar com alguma regularidade havendo dificuldades em atender meus compromissos profissionais.&lt;br /&gt;Há pouco me debrucei sobre alguns episódios da vida de Sócrates até porque me chamara a atenção comentário de Will Durant no capítulo que trata de Platão. Num certo trecho:&lt;br /&gt;“Mas parece-nos que em boa medida Sócrates deve sua fama à fértil imaginação de Platão que empregava o magnífico perambulador como alto-falante de sua própria filosofia. O quanto do Sócrates de Platão foi realmente Sócrates, é uma coisa que provavelmente nunca o saberemos. Tomemos pois Platão como significado ao mesmo tempo a si próprio e a Sócrates”. (1) &lt;br /&gt;Claro que essa observação me decepcionou um pouco, embora Platão ao se referir ao seu mestre, diria que Sócrates fora “o mais sábio e o mais justo dos homens.” (2) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-NJJXPB4NdSc/Tpqn3ASPUVI/AAAAAAAAAy0/x87rocmmpMI/s1600/digitalizar0015.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 132px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-NJJXPB4NdSc/Tpqn3ASPUVI/AAAAAAAAAy0/x87rocmmpMI/s200/digitalizar0015.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5664024044782965074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já tarde da noite, na minha poltrona, cochilando, sem conseguir me fixar mais na leitura, do modo mais inesperado fiquei frente a frente com uma das imagens mais conhecidas do filósofo. Afinal, com dúvidas, tinha o que lhe indagar. Não me assustei e nem me envaideci pela honra, afinal era Sócrates na sua extrema simplicidade. Seguiu-se o seguinte diálogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates: Eis-me aqui, o que deseja? Novamente me condenar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;- Me diga, Sócrates, com a sua fama merecida de sábio e suas palestras públicas como pôde ser acusado de corromper a juventude e difundir ideias contrárias à religião tradicional?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates: Foi um certo Meleto quem comandou essas acusações. Pelo jeito ele e seus aliados foram muito convincentes, porque fui condenado à morte bebendo cicuta.(3) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;- Além dessa falsidade e da injustiça se bem sei, e como sei pouco! – parece que sua sapiência também incomodava seus acusadores...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates: Sim, é verdade, mas na minha defesa eu deixara claro que “o verdadeiro saber consiste em saber que não se sabe”. E mais, proclamara: “Ó homens, é muito sábio entre vós aquele que, igualmente a Sócrates, tenha admitido que sua sabedoria não possui valor nenhum”. Sobre a justiça, nem sempre ela se manifesta, muitos são os que lavam as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;- Mas, eminente e imortal filósofo, seus discípulos propuseram pagar pela sua liberdade...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates: É verdade, mas disse a Críton que numa outra qualquer cidade poderia ouvir: “eis um velho que, já com pouco tempo para viver e por ser de tal maneira apaixonado pela vida, não hesitou, a fim de conservá-la, em transgredir as leis mais sagradas”. Disse isso a Críton, mas me referia na verdade às próprias cominações que eu mesmo enfrentaria com a fuga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;- Mas, a vida não se sobrepõe a esses comentários populares? Como ressaltou em sua defesa o senhor tinha família e três filhos para criar, um já crescido e duas crianças. Não haveria aí um compromisso com a vida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates: Essa sua indagação parece conduzir a minha resignação à morte à qual fui condenado como se fosse um suicídio. Mas, eu disse a Cebes que não aceitava o suicídio, porque “os deuses cuidam dos homens e que os homens são posses dos deuses”. Por isso, “é necessário aguardar que o deus nos envie uma ordem formal para sairmos da vida, como a que hoje me envia.” Mas, disse também que “um homem que se insurge no momento da morte não ama a sabedoria, mas sim o seu corpo, e esse homem amará também as riquezas, as honrarias...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;- Em alguns momentos, acreditando que a alma dos justos tem um lugar entre os justos, seus iguais, não foi o senhor um pouco cruel em se referir ao corpo, com o físico?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates: O corpo nos enche de amores, de desejos, de receios, de mil ilusões e de toda classe de tolices...”Quem faz nascer as guerras, as revoltas e os combates? Nada mais que o corpo, com todas as suas paixões.” - Essas “guerras têm origem apenas no desejo de acumular riquezas e somos obrigados a acumulá-las, para servi-lo, como escravos, em suas necessidades.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;- O senhor defendia o renascimento (reencarnação)...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates: Sempre acreditei que os vivos nascem dos mortos, como estes daqueles, prova incontestável de que as almas dos mortos existem em algum lugar, de que retornam à vida. Quando voltam à vida elas já têm conhecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;- O senhor usufrui ao lado dos seus iguais a tranquilidade de Hades – o mundo invisível dos mortos, como esperava, pelo seu modo justo de viver?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates: Tenho o que mereço. Nada mais poderei dizer porque não autorizado. Sugiro que medite sobre isso. Acho mesmo que o senhor já tem as respostas...mesmo dos renascimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;- Estou um pouco confuso. Parece que o senhor aceita a metempsicose e ao mesmo tempo assume posições que a contradizem: sim, o senhor disse que os descomedidos sem pudor, penetram nos corpos de asnos e animais semelhantes e os que cometeram injustiças, tiranias e rapinagens, animam os corpos de lobos, gaviões, falcões...os animais são bons respeitando os seus instintos, penso, mas, então, a contradição: em outro momento o senhor defendeu que se a alma maculada, impura, se afasta do corpo, é ela carregada com esse peso e, com medo do mundo invisível, do Hades, se torna visível, vagando em volta dos túmulos, dos cemitérios, fantasmas medonhos, espectros assustadores...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates: Sim, há os perdidos, fora do mundo invisível que o temem. No que se refere à metempsicose, seria bom conversar com Platão, mas sei que essa missão é impossível. &lt;br /&gt;Estarei me retirando agora. Meu tempo está esgotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pude ainda dizer-lhe antes de acordar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;- Perdoe-me pela minha ignorância, grande filósofo – que até agora nos incita à reflexão. Espero que alguém mais instruído me interpele para esclarecer esses e outros pontos que ainda tenho dúvidas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua imagem foi desaparecendo devagar. Mas, pude ver, num último instante, que naquela sua imagem severa, esculpida, seus olhos límpidos haviam brilhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(1) Will Durant, “Os grandes pensadores” – Cia. Ed. Nacional (1969);&lt;br /&gt;(2) Platão, “Os pensadores” – Nova Cultural (1999):&lt;br /&gt;“Apologia de Sócrates”&lt;br /&gt;“Criton”&lt;br /&gt;“Fédon”&lt;br /&gt;(3) Veneno extraído de ervas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Imagem:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Busto de Sócrates, escultura grega do século I a.C  (Metropolitan Museum of Art – Nova York)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-8u4Jv5R4C50/TpqpRJcJjNI/AAAAAAAAAzA/JKkJCOfl1-A/s1600/800px-David_-_The_Death_of_Socrates.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 208px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-8u4Jv5R4C50/TpqpRJcJjNI/AAAAAAAAAzA/JKkJCOfl1-A/s320/800px-David_-_The_Death_of_Socrates.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5664025593428675794" /&gt;&lt;/a&gt;Acima, quadro de Jacquer-Louis David, “A morte de Sócrates” (1787). Sócrates rodeado por seus discípulos – Platão sentado desconsolado na beira da cama e Críton com a mão sobre o joelho do filósofo. Sócrates aponta a mão esquerda, o indicador, para o alto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-6411849858625164296?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/6411849858625164296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=6411849858625164296&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/6411849858625164296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/6411849858625164296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/10/minha-entrevista-com-socrates.html' title='MINHA ENTREVISTA COM SÓCRATES'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-NJJXPB4NdSc/Tpqn3ASPUVI/AAAAAAAAAy0/x87rocmmpMI/s72-c/digitalizar0015.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-4136202685192209314</id><published>2011-10-02T07:18:00.015-03:00</published><updated>2011-11-13T11:51:22.411-02:00</updated><title type='text'>O VÍCIO DE FUMAR (De quando o médico foi a vítima)</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não serei condescendente!&lt;br /&gt;Muitos são os fumantes que atribuem ao cigarro que sustentam entre os dedos indicador e médio, amarelados pela nicotina, mero “habito de fumar”. (*)&lt;br /&gt;Por favor, que hábito nada! É vício puro. Porque o fumante que um dia assume a luta para deixar de fumar é um sofredor: a fumaça do cigarro por perto o seduz ao penetrar em suas narinas, o cigarro por perto é a sua tentação irresistível. A abstinência para muitos e sofrimento tal qual qualquer outra droga.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-ZwMWD1rObAk/Tog6v0xLvtI/AAAAAAAAAyM/H-uWhX0d1xc/s1600/cigarro%2Bmaced%25C3%25B4nia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 187px; height: 269px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZwMWD1rObAk/Tog6v0xLvtI/AAAAAAAAAyM/H-uWhX0d1xc/s320/cigarro%2Bmaced%25C3%25B4nia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658837525084225234" /&gt;&lt;/a&gt; Quanto a mim, em quantas reuniões empresariais naqueles dias em que o cigarro era “habito”, não saí delas com a roupa malcheirosa...e dor de cabeça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-RwrxNwuCaAI/Tog8y9_xeeI/AAAAAAAAAyc/nGOQ21kFZy4/s1600/infinito.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 33px; height: 20px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-RwrxNwuCaAI/Tog8y9_xeeI/AAAAAAAAAyc/nGOQ21kFZy4/s200/infinito.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658839778124200418" /&gt;&lt;/a&gt;Ao longo dos anos em que trabalhei na indústria automobilística, em duas delas, convivi com um mesmo médico – já devo ter me referido a ele em alguma outra crônica - que, sem nenhuma influência da profissão, tinha ideias interessantes.&lt;br /&gt;Por exemplo: estudante que era de temas espirituais, fazendo até palestras e conferências, costumava dizer que há dois tipos de homens: o ser humano inteligente, subjetivo, intuitivo e o "humanóide", aquele objetivista, materialista que faz da vida, sobretudo, uma operação matemática.&lt;br /&gt;Os subjetivistas, para ficar no menos, segundo ele, seriam aqueles que espontaneamente prestam atenção a uma árvore, na beleza de uma planta, de uma flor, na amizade de um cão, possuem interioridade onde cabem certos valores éticos dos quais não abrem mão. Poetas. Os outros, isto é, os "humanóides", mesmo com elevada cultura, olhariam uma árvore pelo seu valor econômico, são indiferentes a certas belezas que o mundo oferece, porque não mensuráveis economicamente, calculistas, monetaristas, mantendo apenas os princípios básicos daqueles mesmos valores éticos, porque vivem em sociedade e dela dependem. Pouca ou nenhuma “interioridade” possuem porque eles são do mundo e a ele pertencem. Preocupam-se em acumular riquezas como se fossem imortais.&lt;br /&gt;Evidentemente que essa classificação feita pelo meu amigo médico é muito radical, porque todos nós temos nossas contradições, claro que alguns mais que os outros.&lt;br /&gt;O homem é contraditório e ponto final. Claro que também esse médico, meu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-lFbRjXZ1_CM/Tog7dK5BEqI/AAAAAAAAAyU/ekHDcYYLAxM/s1600/composi%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bdo%2Bcigarro.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-lFbRjXZ1_CM/Tog7dK5BEqI/AAAAAAAAAyU/ekHDcYYLAxM/s320/composi%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bdo%2Bcigarro.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658838304116773538" /&gt;&lt;/a&gt;Pois bem, esse médico era fumante. Para “negar” o seu vício, chegou mesmo a escrever um artigo no jornalzinho da empresa explanando sobre os perigos do fumo para a saúde, destacando os malefícios aos pulmões: "O grande problema não está na absorção da nicotina e sim na inalação dos demais produtos do fumo que realizam uma obstrução nos brônquios e alvéolos pulmonares trazendo portanto uma diminuição na circulação cardiopulmonar (chamada pequena circulação)", escrevera ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos depois, recebendo proposta vantajosa de outra empresa, viu-se instado a fazer um exame radiográfico de rotina. A chapa revelou um ponto suspeito exatamente...nos seus pulmões.&lt;br /&gt;A despeito dessa tumor, conforme se confirmou depois, foi admitido na outra empresa. Fez uma cirurgia, sendo necessário extirpar parte do órgão afetado. Recomendação básica de seus (colegas) médicos: jamais voltar a fumar !&lt;br /&gt;Voltou à vida normal, com alguma moderação. Atendeu prontamente ao conselho vital: nunca mais fumou !&lt;br /&gt;Que eu saiba, depois que abandonou o cigarro, nunca teve desejos secretos de fumar, nem "delírios" pela abrupta ausência da nicotina. Talvez porque houvesse agora uma imperiosa necessidade em largar o vício: a preservação da vida. Claro que cada um reage de uma maneira, mas como o cigarro reage igualmente sobre todos, fumantes e não fumantes, dia virá que tal vício será definitivamente uma postura anti-social, "marginal" (já não é?).&lt;br /&gt;E nessa nova situação de sobrevivência, mais comedido, esse meu amigo viveu ainda muitos anos, tendo ainda prestado bons serviços à área de medicina do trabalho.&lt;br /&gt;Tenho certeza que, esteja em que plano estiver, esse meu amigo não estará magoado pela confidência que agora faço sobre sua experiência. Porque, antes de tudo, ele não era um "humanóide", apenas um ser humano com suas contradições e fraquezas, como nós todos que, felizmente, apesar dos pesares, deixou de fumar e sobreviveu, certamente, alguns anos a mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Legendas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Esta crônica não é nova, mas não perdeu a atualidade. Já escrevi sobre o vício do cigarro no portal www.votebrasil.com e no blog http://martinsmilton2.blogspot.com (“A (in) tolerância ao tabagismo” de 14.06.2009)&lt;br /&gt;(1) Cigarros Macedônia, velha marca, quebra-peitos e detonadores, como tantas outras, de milhares de pulmões&lt;br /&gt;(2) Figura das drogas contidas no cigarro. Fonte: portaldoprofessor.mec.gov.br&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-5BzE5czBfPY/Tr_KzuQJAAI/AAAAAAAAA3Q/7MOBUUA_0SE/s1600/digitalizar0016.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 143px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-5BzE5czBfPY/Tr_KzuQJAAI/AAAAAAAAA3Q/7MOBUUA_0SE/s200/digitalizar0016.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674477045447983106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(3) Imagem impressionante num maço de cigarros "Free" advertindo sobre os seus efeitos maléficos à saúde dos pulmões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-4136202685192209314?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/4136202685192209314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=4136202685192209314&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/4136202685192209314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/4136202685192209314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/10/o-vicio-de-fumar-de-quando-o-medico-e.html' title='O VÍCIO DE FUMAR (De quando o médico foi a vítima)'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ZwMWD1rObAk/Tog6v0xLvtI/AAAAAAAAAyM/H-uWhX0d1xc/s72-c/cigarro%2Bmaced%25C3%25B4nia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-1872321144668377509</id><published>2011-09-21T13:48:00.005-03:00</published><updated>2011-09-21T14:00:20.654-03:00</updated><title type='text'>SETE PECADOS CAPITAIS: A IRA</title><content type='html'>É ira um pecado? Ou se trata de um distúrbio psicológico com graus de manifestação para cada um.&lt;br /&gt;Porque a ira explode naqueles momentos de contrariedade do ofendido ao se defrontar com a desforra, com a humilhação, acuado, desrespeitado nos seus valores.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Sm5ybykCSTs/TnoWmKuBMMI/AAAAAAAAAx0/FXCnDtvvlJY/s1600/Ira.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 197px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Sm5ybykCSTs/TnoWmKuBMMI/AAAAAAAAAx0/FXCnDtvvlJY/s320/Ira.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654857127085289666" /&gt;&lt;/a&gt;A ira não é um “pecado” apenas dos mortais. Do texto bíblico, sintetizado num portal católico se extrai o seguinte da ira manifesta das divindades:&lt;br /&gt;“Moisés, ao deparar com o bezerro de ouro, deixa-se arrebatar pelo furor da ira santa, e quebra as tábuas da Lei (Ex XXXII, 19). Deus, muitas vezes, ira-se contra os pecadores (Sl CV, 40). Nosso Senhor lança mão do chicote, e tange para fora, irado, os vendilhões do Templo (Mt XXI, 12). Zanga com os Fariseus, que andavam espiando, para ver se haveria de curar, em dia de Sábado, o enfermo com a mão ressequida (Mc III, 5). São cóleras santas que têm justificativa no fim almejado: debelar ou fustigar o mal, e emendar os pecadores.” (1)&lt;br /&gt;Mais sobre a “ira de Deus”:&lt;br /&gt;“Só metaforicamente a Bíblia se refere (à ira de Deus): é um antropomorfismo, i.é. falar de Deus como se falaria de um homem. Com tal metáfora, quer a Bíblia ensinar que Deus é justo e tem suma aversão ao pecado e real tendência para puni-lo (Dt 32,16; 3 Rs 16,17).” (2) &lt;br /&gt;Se são cóleras santas, não deixam de ser cóleras. Os textos transcritos revelam que há um ponto, mesmo entre os humildes e santos, que a explosão se dá e a reação se manifesta em maior ou menor escala proporcional à afronta recebida.&lt;br /&gt;A ira, a raiva podem se exceder, especialmente nestes tempos em que um novo vocábulo foi inserido no nosso cotidiano, o estresse, que nos deprime e nos atormenta. &lt;br /&gt;Há, de outra parte, uma dose de desequilíbrio que nasce com seres humanos tão diferenciados entre nós, como entre nós estão os sábios, caridosos e ilustrados.&lt;br /&gt;A presença daqueles só revela que este mundo – e já escrevi sobre isso, alhures – é uma escola única na qual são “aceitos” tanto os primários como os alunos superiores.&lt;br /&gt;Entre os primários, até de modo incompreensível – e não há se falar na infelicidade do nascimento em condições precárias porque não é só nesse segmento que os maus instintos eclodem – os semelhantes só são semelhantes até o momento em que uma qualquer motivação, até de natureza econômica, devam ser agredidos ou mesmo exterminados.&lt;br /&gt;No capítulo da ira está o rancor e o desejo de vingança. Nestes casos, sou obrigado a reconhecer que tais estágios envenenam a mente dos que carregam tais sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-kMRmcHeRgYs/TnoXIX7AG9I/AAAAAAAAAx8/1V9T-2A30R0/s1600/MPM%2BIra.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-kMRmcHeRgYs/TnoXIX7AG9I/AAAAAAAAAx8/1V9T-2A30R0/s200/MPM%2BIra.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654857714744957906" /&gt;&lt;/a&gt;A ira vai e volta.&lt;br /&gt;Nestes tempos, creio que mais do que qualquer outro, até pelo crescimento vertiginoso da população e das cidades, aumentando a pobreza, a fome, o vício e a violência, está difícil de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outra, o bullying sempre existiu, mas ele se intensifica nestes tempos duros, pela ira, pela inveja do estudante mais forte, dando-se a agressão constante a um colega de escola mais fraco ou retraído. E o que se pode chamar de bullying se dá, também, pelo assédio moral que se avoluma dentro das empresas. (3).&lt;br /&gt;São gestos gratuitos de intolerância que se bem pensados não têm explicação lógica, salvo para compensar frustrações reprimidas, desvios emocionais. O agressor se afirma perante seus iguais pela truculência moral.&lt;br /&gt;Tenho para mim que a ira, como se verdadeira doença, se manifesta no trânsito caótico das grandes cidades. Qualquer desatenção, um para-choque amassado é o suficiente para os motoristas se engalfinharem e se matarem.&lt;br /&gt;A ira, pois, está numa região cinzenta entre o pecado e a insanidade momentânea ou...permanente; faz parte da índole do agressor e também do agredido.&lt;br /&gt;Não escrevo este texto para insinuar autoajuda até porque não tenho nenhum preparo para tanto, mas eu mesmo, em muitas oportunidades, guardando forte ira, ódio, tentei, com algum resultado positivo, mudar a atitude mental, ocorrendo casos em que o meu desafeto se aproximou amistoso se desculpando&lt;br /&gt;Reconheço, porém, quão difícil em muitos momentos controlá-la. Dotado de “pavio curto” não só por isso, quantas vezes já me vi afirmando irado:&lt;br /&gt;- Esse “cara” vai ter o troco. “Malandro não estrila, espera a vez.”&lt;br /&gt;E quando “esperei a vez”, quanto perdi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem (1) / Foto (2):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) http://jesusnaessencia.blogspot.com &lt;br /&gt;(2) Foto: Milton Pimentel Martins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Legendas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) “O Sete Pecados Capitais – Psicologia Cristã” de Waldemar Magaldi Filho&lt;br /&gt;(2) “Dicionário da Bíblia” – Bíblia Sagrada (Encyclopaedia Britannica Publishers, Inc. 1980)&lt;br /&gt;(3) V. meu artigo / crônica “Bullying” em http://martinsmilton2.blogspot.com/2010/05/bullying.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pecados e Pecadilhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a publicação do “pecado” da ira, hoje, concluo a série dos “sete pecados capitais.&lt;br /&gt;Os outros foram publicados nas datas abaixo neste “Temas”:&lt;br /&gt;17.07.2011 - Soberba&lt;br /&gt;03.05.2011 - Inveja&lt;br /&gt;20.02.2011 – Luxúria&lt;br /&gt;16.01.2011 – Preguiça&lt;br /&gt;03.01.2011 – Avareza&lt;br /&gt;26.12.2010 – Gula (nesta crônica foram dadas explicações e informações da origem dos "sete pecados capitais".)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-1872321144668377509?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/1872321144668377509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=1872321144668377509&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/1872321144668377509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/1872321144668377509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/09/sete-pecados-capitais-ira.html' title='SETE PECADOS CAPITAIS: A IRA'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Sm5ybykCSTs/TnoWmKuBMMI/AAAAAAAAAx0/FXCnDtvvlJY/s72-c/Ira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-1806148685561266305</id><published>2011-09-14T16:54:00.012-03:00</published><updated>2011-09-15T08:57:32.220-03:00</updated><title type='text'>VIDA DE CACHORRO, alegrias e tristezas</title><content type='html'>Por que os gatos e principalmente os cachorros nos encantam sobre os outros animais? É porque, por alguma razão não explicada eles se aproximam de nós, nós os amamos e somos amados. Por eles, incondicionalmente. Os cães se tornam policiais, guias de cegos, companheiros...&lt;br /&gt;E os cavalos, a sua beleza e sua elegância? Uma vaca mansinha, amorosa? É uma questão de oportunidade. Esses e outros animais não podem estar conosco numa sala ou num quintalzinho. &lt;br /&gt;E o que mais dói: embora amemos as vacas, vendamos os nossos olhos de modo a não saber ou pensar o que passam quando carregadas de modo brutal num caminhão com outros da espécie e levados para o matadouro.(1)&lt;br /&gt;Por conta de sustentar gatos e cães as fábricas de rações – algumas malcheirosas - prosperam. Esses animais, num visível exagero são tratados como filhos, vestidos e as cachorrinhas, particularmente, até mesmo com vestidinhos e fitinhas cor de rosa. Os animais menores, de regra pouco caminham com seus donos (as), porque carregados nos braços como bibelôs ou bichinhos de pelúcia naquela relação dengosa e, por que não, amorosa de proteção e carinho mútuos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sempre me chama a atenção o cão vira-lata que, fielmente, segue seu dono ou protetor, seja ele um indigente, alcoólatra, catador de papel, magro tal qual o seu senhor, dividindo as migalhas mas, jamais, faltando com a lealdade. Ele é leal, mesmo sob pancadas. Nessas desfeitas, seu olhar é tristonho, ressente-se da reciprocidade não recebida nessa relação. Mas, continua caminhando junto ao seu dono.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Há em Piracicaba a denominada “rua do Porto” que, em razoável extensão, margeia o rio. Via aprazível que concentra inúmeros restaurantes instalados em casinhas antigas, mas com a tradição de servir peixes como especialidade, a céu aberto, sob árvores e coberturas, beirando a margem do Piracicaba.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Todo domingo, nas minhas andanças por ali me deparo com um vira-lata, velho (uns 17 anos), cinzento escuro, que se ajeita numa escadinha numa dessas casinhas. Passei a afagá-lo com um agrado que talvez ele nunca recebesse, até o dia em que, de mau humor rosnou para mim. Parei. De vez em quando eu passo por ele e até acho que ele espera um agrado, mas não mais fiz.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Paralelamente à rua do Porto, uma avenida com algum movimento a separa do parque batizado com o mesmo nome (parque da rua do Porto), muito agradável, com pista para caminhada com dois quilômetros, sob árvores frondosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-gfW0AB-G9xQ/TnEHPj66D1I/AAAAAAAAAxE/_7ioGCBsefk/s1600/c%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 188px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-gfW0AB-G9xQ/TnEHPj66D1I/AAAAAAAAAxE/_7ioGCBsefk/s200/c%25C3%25A3o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652306971248430930" /&gt;&lt;/a&gt;Domingo desses, assisti nessa rua, sem nada poder fazer, uma cena impressionante de amor a uma cachorrinha mimada. Num dado momento, percebendo a dona que o animal solto na rua do Porto continuaria sob seu controle, resolveu livrá-la da corrente. Mas, o animalzinho rebelou-se e passou a não obedecer aos chamados da dona para que ficasse próximo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que elevava ela a voz, a cadelinha a olhava perplexa, mantendo distância segura para não ser apanhada, como se não reconhecesse mais sua dona.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Num dado momento saiu por uma ruela e correu para a avenida movimentada. A mulher pôs-se a gritar desesperada, com todos os pulmões, correndo, prevendo o atropelamento iminente da cachorrinha: &lt;br /&gt;- Não! Não, volte aqui, volte aqui...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A tragédia não ocorreu. A mulher, já na avenida ergueu os braços gritando desesperada. A cadelinha, por sua vez, de repente, já do outro lado, estancou, cheirando sabe lá o quê num canto dos alambrados do parque e foi recapturada. Com visível alívio e emoção a dona a prendeu na corrente e saiu rapidamente como que querendo esquecer o que passara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu mesmo já tive essa experiência com minhas cadelinhas vira-latas. Uma delas, já velha, um dia escapou e, no seu anseio de liberdade, foi encontrada por mim a alguns quilômetros, nas margens do Rio Piracicaba perfeitamente entrosada com o ambiente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A cadela preta, também já velha, quando escapava sai às carreiras pelo bairro, correndo o risco do atropelamento. De repente, ela para cansada e faz questão de voltar à sua “prisão”. (2) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo, a propósito, a imprensa local noticiou que um cãozinho de 30 centímetros de altura enfrentou um cão pitbull que mordia com ferocidade sua dona, que mal se defendia, protegendo seu filho pequeno da fera. O bichinho, em desvantagem, conseguiu que o pitbull soltasse a perna da mulher e, ao ser atacado pelo animal enlouquecido, foi “estraçalhado” por ele. Deu no jornal. Um heroizinho sem medalhas. Mas, o menino perguntava por ele: &lt;br /&gt;- Quando ele vai voltar?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vida de cachorro e de seus fãs é assim. Alegrias e tristezas. Gatos e cachorros também morrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Legenda:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) V. crônica "Renuncia à carne (animais brutalizados)" de 08.03.2009 e também "Fábula: a vaca e o leão" de 04.07.2010 (a mais acessada deste "Temas");&lt;br /&gt;(2) Sobre essa cadelinha preta, v. minhas crônicas também neste "Temas":&lt;br /&gt;“A (in) sustentável leveza do ser...animal” de 26.06.2011&lt;br /&gt;“Mensagens &amp; imagens” de 23.01.2011&lt;br /&gt;“Dias amargos” de 28.11.2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Fotos:&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cachorrinha da foto é da mesma raça da fugitiva na rua do Porto - Piracicaba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-IM96Da3-MfQ/TnEJ-SFl6SI/AAAAAAAAAxU/X1j_Wd2Uq4o/s1600/012.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 112px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-IM96Da3-MfQ/TnEJ-SFl6SI/AAAAAAAAAxU/X1j_Wd2Uq4o/s200/012.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652309972938516770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Imagem da rua do Porto, numa segunda-feira. No domingo, o movimento é intenso com os restaurantes e com frequentes barracas de artezanato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-1806148685561266305?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/1806148685561266305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=1806148685561266305&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/1806148685561266305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/1806148685561266305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/09/vida-de-cachorro-alegrias-e-tristezas.html' title='VIDA DE CACHORRO, alegrias e tristezas'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-gfW0AB-G9xQ/TnEHPj66D1I/AAAAAAAAAxE/_7ioGCBsefk/s72-c/c%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-8323735178953648427</id><published>2011-09-04T11:35:00.012-03:00</published><updated>2011-09-04T13:21:24.517-03:00</updated><title type='text'>TRADIÇÕES, MEMÓRIAS, FRAGMENTOS (II)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Como já expliquei antes, farei desse título uma série referindo-me a momentos diferentes de memória e fragmentos dela. Assim, para diferenciar esses “momentos diferentes”, o segundo texto será sempre grafado em itálico para estabelecer o contraponto. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tradições e outros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que os sonhos, se não fossem importantes nós não sonhávamos. Eles anulam tempo e espaço, fazem-nos viajar, reviver e conviver, “pessoalmente”, com episódios já vividos e reprisados e nos encontrar com entes que da mesma forma fizeram parte de nossa vida, ou deram um sentido especial. Bom ou ruim.&lt;br /&gt;É nesse lapso que até mesmo a censura pode ser anulada. De onde provêm essas sensações virtuais, essa liberdade...essa libertinagem?&lt;br /&gt;Uma espécie de arquivos na mente (superior?) como um google que eclode sem ser acessado. &lt;br /&gt;Talvez até já tenha me referido ao sonhar acordado. Na Barão de Itapetininga, que é uma rua (agora já não sei) que gosto de São Paulo, parei numa loja de discos, porque garoava, um resquício daquela garoa que dera um qualificativo no passado à grande cidade e, à espreita, vi aquelas imagens de pessoas que irradiavam menos ou mais calor, não reclamando do vento forte e molhado e, quem sabe, tendo tudo aquilo como bênçãos. A alma lavada.&lt;br /&gt;Um sentido de serenidade numa cidade sacrificada pela sua grandeza e para mim, também um sentido emocionado de anonimato naqueles instantes.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-4WDwzlhx2go/TmOOSbKgxeI/AAAAAAAAAwk/sG9mnmpURBs/s1600/xavioer%2Bde%2Btoledo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-4WDwzlhx2go/TmOOSbKgxeI/AAAAAAAAAwk/sG9mnmpURBs/s320/xavioer%2Bde%2Btoledo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648514804833371618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Acordo” e volto ao chão da Barão molhado. Reflito das quantas vezes frequentara o Mappin, antiguíssimo ali na esquina com a Xavier de Toledo, uma tradição que veio abaixo pela falência, uma perda, porque fora um referencial por décadas. Mais que o Teatro Municipal do outro lado.&lt;br /&gt;Afinal tudo prescreve. A vida prescreve. E quando ela prescreve, no seu tempo pré-fixado nem sei bem como e por quais motivações, na mais das vezes, desaparecem as próprias experiências da vida que não chegaram a ser contadas. Já devo ter falado disso, também, em alguma crônica passada.&lt;br /&gt;Vindo da PUC de São Paulo, lá das Perdizes, no meu velho fusca-64 vermelhinho que nunca me deixara na mão – e quando deixava, bastava uma lixada na abertura do platinado para ele voltar a funcionar -, me vejo parando, uma vez por semana, pelo menos, na Leiteria Americana, também na Xavier de Toledo. Ali, relaxava um pouco às dificuldades das provas (direito penal, meu carrasco), matava a fome com mini-pizzas e chocolate quente nos dias frios.&lt;br /&gt;Lá pelas tantas chegava a São Caetano do Sul com tantas aventuras e sonhos para contar. Mesmo que o interesse seja muito restrito ou seja apenas do meu interesse que digam respeito somente a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-NDAu86nvBUM/TmON3eDu7uI/AAAAAAAAAwc/U-FDwWY8A7w/s1600/infinito.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 33px; height: 20px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-NDAu86nvBUM/TmON3eDu7uI/AAAAAAAAAwc/U-FDwWY8A7w/s200/infinito.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648514341753777890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Memórias, fragmentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corriam aqueles tempos em que ter um Fusca 1300 era ser rei na paquera.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-CgAUkHWmf-/TmOitb2iRoI/AAAAAAAAAws/M3fu3qQmEwE/s1600/cine%2Bvit%25C3%25B3ria.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 130px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-CgAUkHWmf-M/TmOitb2iRoI/AAAAAAAAAws/M3fu3qQmEwE/s200/cine%2Bvit%25C3%25B3ria.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648537259107042946" /&gt;&lt;/a&gt;Em São Caetano, o cine Vitoria sob um prédio com alguns andares, tinha logo ao lado das bilheterias, um bar de bom padrão. Quantas vezes ali me servi de pizzas do tamanho de um prato ou arrisquei um licorzinho ameno nas madrugadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa das salas do prédio, instalara-se o Centro Acadêmico que, como se deduz, concentrava esses estudantes que já haviam ingressado no curso superior.&lt;br /&gt;Muitos desses acadêmicos se reuniam ali ao lado do “bar vitória” ou na esquina. Nos contatos que tive com alguns deles constatei que exalavam cultura, bem informados, revelando todo o meu despreparo.&lt;br /&gt;Um deles, acadêmico de direito do Largo de São Francisco, aprendera inglês em contato com o “éter” – enquanto eu fugia desesperado das aulas da língua ministradas por professora rigorosa. Foi naqueles dias que pela primeira vez devo ter ouvido a obra “Crime e castigo” de Dostoiévski e muito mais:&lt;br /&gt;“Sartre disse...”, “Foi Bertrand Russell quem disse...”; “O livro”O Lobo da estepe” de Herman Hesse...” (1); “Herbert Marcuse no livro “Eros e a Civilização defende que...”&lt;br /&gt;Para mim uma humilhação. Imaginem que poucos anos antes eu me ocupava em ler livros de Edgar Rice Burroughs sobre o personagem Tarzan! Lembro que já havia lido “Dom Casmurro” de Machado de Assis.&lt;br /&gt;Alguns dos livros mais citados pelos acadêmicos da esquina do Cine Vitória procurei ler mas, por exemplo, “Lobo da Estepe” preciso reler porque não me lembro de absolutamente nada do seu “enredo”. (2)&lt;br /&gt;Bem, passados tantos anos, me pergunto por onde andam esses intelectuais tão jovens. Sei que um deles já “mudou de lado”, outro se deu bem na vida profissional...mas, e os demais que me marcaram tanto? Perderam-se no tempo, nalgum lugar.&lt;br /&gt;Porém, se havia assunto que me preocupava desde então, era a preservação das florestas. Essa pequena crônica abaixo se situa naqueles idos e a idéia, mais tarde, inspiraria um poema com o mesmo tema, já publicado neste Temas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“Paisagem&lt;br /&gt;Vez por outra busco uma estrada com vegetação cerrada que toma ambos os lados. Próximo a uma baixada onde a vista se perde, lá embaixo é qualquer coisa de magnífico, notar os raios solares beijando as frondosas árvores, seculares árvores, talvez.&lt;br /&gt;Bem à minha frente, eis uma delas, várias delas nas redondezas. São rainhas, sem trono nem coroa. Seu reino é a própria dignidade que externam, é a sombra também secular que propiciam.&lt;br /&gt;Aqui me sinto bem! Esqueço os problemas mesquinhos, perco o egoísmo e o espírito anda por lá, por aqui.&lt;br /&gt;Outro dia voltei ao local tão sereno. As árvores seculares foram destronadas: o progresso ultrajou-as. “Aqui a natureza dará lugar ao progresso”, dizia uma placa.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Isso escrevi na década de 60. Nem pensar no hoje, “natureza dando lugar ao progresso”...e à cobiça desenfreada! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Legendas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) De Hermann Hesse (“Siddharta”), v. “A Sabedoria dos rios” crônica de 22.11.2009&lt;br /&gt;(2) Resenha de livros: &lt;br /&gt;“Dos livros que não consegui ler ainda...e os já lidos” de 17.10.2010&lt;br /&gt;“Madame Bovary e Anna Karenina – duas personagens” de 28.03.2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fotos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1. Rua Xavier de Toledo à noite, foto de Fernando Martins (Google)&lt;br /&gt;2. Entrada do Cine Vitória (SCSul), hoje desativado. À direita é possível divisar a entrada do também extinto “bar vitória”. Foto obtida em www.panoramio.com (Google)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-8323735178953648427?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/8323735178953648427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=8323735178953648427&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/8323735178953648427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/8323735178953648427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/09/tradicoes-memorias-fragmentos-ii.html' title='TRADIÇÕES, MEMÓRIAS, FRAGMENTOS (II)'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4WDwzlhx2go/TmOOSbKgxeI/AAAAAAAAAwk/sG9mnmpURBs/s72-c/xavioer%2Bde%2Btoledo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-8626781521942115160</id><published>2011-08-24T17:22:00.013-03:00</published><updated>2011-08-24T18:31:06.109-03:00</updated><title type='text'>POEMAS, para não dizer que não falei de... (VI)</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(Estas composições são de diferentes épocas, lembrando que algumas ou todas já ilustraram crônicas neste Temas – agora nestas resenhas eu as tenho recuperado e compilado).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(V. texto no final sobre rodeios)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAIXÕES NO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como são fortes, candentes&lt;br /&gt;Os primeiros amores, &lt;br /&gt;Ardentes&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-fQZziDnInv8/TlVe7YZNrFI/AAAAAAAAAwM/YDFz6waCMd0/s1600/sol%2Bestranho.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 132px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-fQZziDnInv8/TlVe7YZNrFI/AAAAAAAAAwM/YDFz6waCMd0/s200/sol%2Bestranho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644522082232282194" /&gt;&lt;/a&gt;Marcam n’ alma&lt;br /&gt;Lembranças tênues&lt;br /&gt;Calmas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento mágico&lt;br /&gt;Musicado, apaixonado&lt;br /&gt;Nostálgico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amores passados,&lt;br /&gt;São adocicados&lt;br /&gt;Calados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem constante&lt;br /&gt;Um rosto jovem&lt;br /&gt;Distante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira namorada&lt;br /&gt;Dúvida amarga&lt;br /&gt;Amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                            MELHOR TEMPO&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-oOPKkwcQHy4/TlVec9FOZBI/AAAAAAAAAwE/6TGEb1DkkbU/s1600/Foto%2BMPM%2BVelas.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 132px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-oOPKkwcQHy4/TlVec9FOZBI/AAAAAAAAAwE/6TGEb1DkkbU/s200/Foto%2BMPM%2BVelas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644521559504610322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Qual, pois, o melhor tempo...&lt;br /&gt;Estes de hoje&lt;br /&gt;Tecnológicos, metálicos,&lt;br /&gt;Úteis, soberbos&lt;br /&gt;Televisivos...aborrecidos&lt;br /&gt;Poluídos&lt;br /&gt;Amargurados&lt;br /&gt;Dos terrores e humores&lt;br /&gt;Estremecidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou aqueloutros, de antes&lt;br /&gt;Criativos&lt;br /&gt;Ritmos (de vida)&lt;br /&gt;(Mais) confiáveis,&lt;br /&gt;Serenos, &lt;br /&gt;Rimas e poesias &lt;br /&gt;Amáveis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondo: é de cada um&lt;br /&gt;Para mim, de coração, &lt;br /&gt;não há saudades do hoje&lt;br /&gt;Só do ontem até longínquo:&lt;br /&gt;dos meus amores&lt;br /&gt;enternecidos&lt;br /&gt;alegrias, tristezas&lt;br /&gt;levezas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo &lt;br /&gt;Da vida indo&lt;br /&gt;Até chegar ao agora&lt;br /&gt;Com uma dose de angústia&lt;br /&gt;Do que vi, vivi e vai indo&lt;br /&gt;Embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LUA, LUAR&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-24JjUXTopvQ/TlVeBvXCWqI/AAAAAAAAAv8/z5owlYPO5C0/s1600/noite.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 159px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-24JjUXTopvQ/TlVeBvXCWqI/AAAAAAAAAv8/z5owlYPO5C0/s320/noite.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644521091964754594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Despertou-me ó luz prateada&lt;br /&gt;Brilho tépido, candente, o luar&lt;br /&gt;Obriga-me a desfrutar do seu momento&lt;br /&gt;Da graça, do amor e da nostalgia &lt;br /&gt;Convida-me a olhar para fora do que sou&lt;br /&gt;Indago assim inspirado o que há além &lt;br /&gt;Sua luz não esconde os piscares infinitos&lt;br /&gt;Da Terra aprisionado estou o bastante&lt;br /&gt;O peso do meu tempo, bem sei, não permite,&lt;br /&gt;Tocar na sua fronte, tão perto e tão distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos de Milton Pimentel Martins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;RODEIOS&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Não falo de poesia, mas da estupidez humana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos “acostumados” com os maus tratos aos animais. Mas, se tem espetáculo sórdido são os que usam animais para o divertimento público, como são as touradas e os rodeios, entre outros. Há até caçadores que organizam “safaris safados” para abater animais em extinção.&lt;br /&gt;Os rodeios se popularizaram no Brasil. Todos sabem que para obter a reação dos animais (touros) a sua genitália é pressionada causando-lhes dor e desespero. Esses falsos vaqueiros covardes sobre eles montam devendo ficar equilibrados por oito segundos enquanto eles (os animais) reagem com saltos intensos.&lt;br /&gt;O rodeio de Barretos e o mais conhecido e o mais torpe.&lt;br /&gt;A despeito dessa crueldade permanente, houve alguma reação oficial (do MP de Barretos) ao saber que um bezerro “ficou paralítico depois que um peão saltou sobre ele para completar a prova chamada bulldog, que visa a imobilizar o animal no menor tempo possível”. (1) &lt;br /&gt;Por conta desse incidente, o Ministério Público está abrindo inquérito civil para apurar responsabilidades pelos indícios de maus-tratos, até porque o animal, com 18 meses de vida, tal a lesão, teve que ser sacrificado.&lt;br /&gt; Ora, e esse vergonhoso rodeio de Barretos já não significa no seu todo, maus-tratos aos animais?&lt;br /&gt;Eu não vejo em que, salvo o vil metal que circula – e por sua conta essa crueldade é aceita como “normal” -, como uma “festa” dessas pode honrar o nome de uma cidade ou qualquer outra que se vale dessa prática covarde.&lt;br /&gt;Abaixo os rodeios, abaixo a covardia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) “O Estado de São Paulo” de 23.08.2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-8626781521942115160?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/8626781521942115160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=8626781521942115160&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/8626781521942115160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/8626781521942115160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/08/poemas-para-nao-dizer-que-nao-falei-de.html' title='POEMAS, para não dizer que não falei de... (VI)'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-fQZziDnInv8/TlVe7YZNrFI/AAAAAAAAAwM/YDFz6waCMd0/s72-c/sol%2Bestranho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-56606579712836012</id><published>2011-08-14T16:41:00.012-03:00</published><updated>2011-08-14T18:59:55.285-03:00</updated><title type='text'>TRADIÇÕES, MEMÓRIAS, FRAGMENTOS (I)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Explicação:&lt;/span&gt; pretendo fazer desse título uma série referindo-me a momentos diferentes de memória e fragmentos dela. Assim, para diferenciar esses “momentos diferentes”, um dos textos será sempre grafado em itálico para estabelecer o contraponto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-UnYgILIHFhg/TkgmcLSQUcI/AAAAAAAAAvM/LaXg_vDGG9o/s1600/largo%2Bde%2Bs%25C3%25A3o%2Bfrancisco.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 170px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-UnYgILIHFhg/TkgmcLSQUcI/AAAAAAAAAvM/LaXg_vDGG9o/s320/largo%2Bde%2Bs%25C3%25A3o%2Bfrancisco.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640800798789095874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A palavra tradição, nos dicionários, não significa apenas referências históricas ou culturais preservadas ao longo do tempo, de geração em geração tantas vezes.&lt;br /&gt;Há festas tradicionais, lojas e empresas também tradicionais, atividades populares e culturais que sobrevivem à intempérie do tempo. Quanto a estas, sem muito esforço para citar, ainda sobrevivem as festas juninas e forte o carnaval, claro que não com aquela alegria dos salões de antes.&lt;br /&gt;TRADIÇÃO, significa, também, recordação, memória.&lt;br /&gt;Hoje, olhando para trás, lembro-me de um “fenômeno” que se deu mesmo comigo, essencialmente natural, nada novo.&lt;br /&gt;Quando jovem (refiro-me à minha geração) não havia uma perspectiva de futuro, isto é, não se pensava muito sobre o que viria pela frente e no que se refere ao dia-a-dia tudo se resumia às novidades e experiência inéditas daquele momento às vezes recebidas com indiferença.  Porque no dia seguinte novas alternativas se apresentariam.&lt;br /&gt;À medida que o tempo passa a vida “cobra” compromissos que vão sendo suportados com alguma relutância num canto qualquer da mente e se tornam nosso futuro. E mais além, nossas tradições. Por exemplo, eu gostava de jornalismo, mas a moda era estudar Direito, essa “tradição” do meu tempo que me influenciou.&lt;br /&gt;Somos, por conta desse “fenômeno”, despertados por uma música que nos faz retornar ao passado naqueles tempos que tiveram algum significado, incluindo as pessoas em volta que lá estavam.&lt;br /&gt;Aqueles acordes mágicos.&lt;br /&gt;Ou ouvir um nome que nos faz lembrar de alguém que de algum modo fora importante para nós e até mesmo estalos de memória inexplicáveis que nos fazem recordar fatos ou pessoas gratos ou não. Aí incluídas as paixões, que eclodem geralmente enfeitadas com alguma emoção.&lt;br /&gt;Nesses estalos muitos são os poetas que encontram inspiração.&lt;br /&gt;Voltarei.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-kLLcO4yrVck/TkhEqHuQoxI/AAAAAAAAAvc/VM3g3NuUnSg/s1600/infinito.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 33px; height: 20px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-kLLcO4yrVck/TkhEqHuQoxI/AAAAAAAAAvc/VM3g3NuUnSg/s200/infinito.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640834023699817234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Memórias – fragmentos: “Meus oito anos”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Um amigo de mais de 50 anos me fez recordar dia desses a poesia imortal de Casimiro de Abreu, “Meus oito anos”, que começa com está estrofe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! que saudades que eu tenho&lt;br /&gt;Da aurora da minha vida,&lt;br /&gt;Da minha infância querida&lt;br /&gt;Que os anos não trazem mais !&lt;br /&gt;Que amor, que sonhos, que flores,&lt;br /&gt;Naquelas tardes fagueiras&lt;br /&gt;À sombra das bananeiras,&lt;br /&gt;Debaixo dos laranjais !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu incluo, também, “Meus tempos de criança”, música de Ataufo Alves com este trecho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não sai da gente essa lembrança&lt;br /&gt;Aos domingos missa na matriz&lt;br /&gt;Da cidadezinha onde eu nasci&lt;br /&gt;Ai, meu Deus eu era tão feliz&lt;br /&gt;No meu pequenino Miraí&lt;br /&gt;Que saudade da professorinha&lt;br /&gt;Que me ensinou o Bê a Bá&lt;br /&gt;Onde andará Mariazinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situo-me nesse lapso da vida, numa casinha humilde com um quintalzinho, num dos cantos, um poço e a bomba manual para trazer a água. Ali era meu pequeno reduto, de fazer aterros com carrinhos de plástico enquanto minha mãe se movimentava lavando a roupa e cuidando da casa.&lt;br /&gt;Lá fora na rua de terra batida, dálias enormes exultavam insistentes pelas calçadas mal traçadas – agora não mais as vejo - e “copos-de-leite” viçosos à beira de brejos fétidos.&lt;br /&gt;Os campos eram abertos e eu os explorava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-l93lrfP_jss/Tkgm6pMRFUI/AAAAAAAAAvU/WBRKBgM-eS8/s1600/lua.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-l93lrfP_jss/Tkgm6pMRFUI/AAAAAAAAAvU/WBRKBgM-eS8/s200/lua.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640801322213119298" /&gt;&lt;/a&gt;Aquelas tardes iluminadas que não acabavam, a noite vacilava em chegar e quando chegava o luar era límpido naquelas noites escuras sem iluminação de qualquer natureza lá fora, aquele disco iluminado que eu nunca consegui entender. Quem disse que é um satélite? Quem disse? Quem influencia quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco depois, no segundo ano do primário, aulas à tarde, minha professora, muito bonita, pálida, sem pintura.&lt;br /&gt;Sempre que ela faltava lá vinham as substitutas, esforçadas mas nada da aula fluir. Tudo monótono. Sonolento, quatro horas de tormento.&lt;br /&gt;E aí eu ficava doente, com “dor de barriga”, uma desculpa para tentar fugir da aula na ausência de minha professora efetiva. Mas, no fim sempre ia para o sacrifício. Não adiantava nada me queixar com meus colegas na fila para as salas de aula. Eu era aluno exemplar naqueles tempos.&lt;br /&gt;E ela faltava muito, muitas eram as dores. Às vezes chegava atrasada e as “dores” passavam na hora.&lt;br /&gt;Se fui feliz nesses oito ou dez anos? Que me lembre, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fotos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Largo de São Francisco (SP) - Faculdade de Direito, exemplo de tradição (Google)&lt;br /&gt;2. Lua cheia - Foto de Milton Pimentel Martins&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-56606579712836012?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/56606579712836012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=56606579712836012&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/56606579712836012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/56606579712836012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/08/tradicoes-memorias-fragmentos-i.html' title='TRADIÇÕES, MEMÓRIAS, FRAGMENTOS (I)'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-UnYgILIHFhg/TkgmcLSQUcI/AAAAAAAAAvM/LaXg_vDGG9o/s72-c/largo%2Bde%2Bs%25C3%25A3o%2Bfrancisco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-338007198411186273</id><published>2011-07-31T08:10:00.009-03:00</published><updated>2011-07-31T11:15:01.569-03:00</updated><title type='text'>“DOUTOR, O SENHOR FOI ABDUZIDO?”</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-bCENTRWhxws/TjU578cyfnI/AAAAAAAAAus/cy5VrxW82j4/s1600/galaxiesM81M82_small.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 315px; height: 245px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-bCENTRWhxws/TjU578cyfnI/AAAAAAAAAus/cy5VrxW82j4/s320/galaxiesM81M82_small.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635474210725985906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em 02 de março de 2009 contei uma história neste Temas, “O Solitário” relatando uma lenda que se criou em torno de um médico que, por uns dois anos viveu humildemente no interior de Minas Gerais. De modo silencioso praticou gestos humanitários de cura entre os vizinhos. Também curou animais.&lt;br /&gt;O final da história fora assim relatado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“Mais tarde, retornando, os vizinhos notaram que o "feiticeiro" continuava ausente. À tarde saíram à sua procura. Não o encontraram e não descobriram qualquer vestígio de seu paradeiro. Entraram na casinha e ela estava limpa como se esperasse a volta breve do seu morador. Mas, ele não voltou no dia seguinte e não mais. Os seus vizinhos agradecidos por tantos favores, preocuparam-se em cuidar dos animais como ele cuidava. Na mente simples daquelas pessoas, o homem solitário viajara para sempre com os extraterrestres. Afinal, não fora abandonado por eles depois de o terem sequestrado numa noite de chuva forte?&lt;br /&gt;Mas, há outra versão: não gostaria de se constituir numa "atração turística". Parece que já vinha se preparando para outra morada, adiara por causa dos seus animais e pela carência de seus vizinhos, mas os estudantes foram a gota d’água. Hoje, quem sabe, estará nalgum outro recanto, curando animais e homens, em silêncio, levando uma vida simples sob o manto da natureza e das divindades que sua alma procura.&lt;br /&gt;Ou por outra, voltado à sua vida de médico clínico na emergência de algum hospital no mais absoluto anonimato. Parece que assim se dera, alguém dissera um dia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-rUiVCffAmt4/TjU4rsZYyII/AAAAAAAAAuk/FrxO4hsP7Lk/s1600/infinito.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 33px; height: 20px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-rUiVCffAmt4/TjU4rsZYyII/AAAAAAAAAuk/FrxO4hsP7Lk/s200/infinito.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635472832027216002" /&gt;&lt;/a&gt;O repórter, na recepção do hospital, por horas, se acomodara numa poltrona confortável a espera. Pedira à recepcionista que indicasse o médico quando saísse para uma entrevista.&lt;br /&gt;De repente, pego num bocejo, com fome, por volta das 13h00 sai entre outros servidores, sinal  tímido da recepcionista com o indicador, um médico de complexão franzina, de cabelo curto. O jornalista se apressa, aperta o passo e o alcança no estacionamento, sem ser notado pelo médico.&lt;br /&gt;Arrisca:&lt;br /&gt;- Doutor, o senhor foi abduzido?&lt;br /&gt;O médico para perplexo, se volta e lá está um jovem barbado, com uma mochila acomodada nas costas, de paletó, calça jeans, micro-gravador na mão:&lt;br /&gt;- O que disse?&lt;br /&gt;- Perguntei se o senhor foi abduzido. Eu o conheci no interior de Minas há alguns anos e até hoje tenho as gravações de suas respostas. O senhor nunca respondeu a essa pergunta.&lt;br /&gt;- Mas, eu fui perguntado? – Não vou responder nada disso. Tudo aquilo que você sabe, são lendas...&lt;br /&gt;- Mesmo a cura dos animais com chás de ervas; parto sem dor?&lt;br /&gt;- Lendas...mas, cuidei de pessoas, crianças. Dos animais, também...&lt;br /&gt;- Lendas? Mas, não foram importantes aqueles tempos para o senhor?&lt;br /&gt;Pensou um pouco:&lt;br /&gt;- Vou explicar uma coisa: às vezes assumo que algumas abduções relatadas por algumas pessoas podem não ser meros delírios. Seriam essas experiências de abdução tal qual os “nossos” macacos de laboratório...&lt;br /&gt;- OK. Como o senhor vê o avanço do mundo nestes tempos. O fim será em dezembro de 2012?&lt;br /&gt;- Não sou profeta, nada tenho a dizer sobre essa data. Sou médico cirurgião e na verdade o senhor está me atrasando. Tenho que voltar logo para o hospital. Encara o repórter: -  Mas, estou preocupado com a predação ambiental. Não sei como será o mundo dos meus, dos seus netos. Desertificação, escassez de água, fome...&lt;br /&gt;- A devastação na Amazônia o assusta?&lt;br /&gt;- Demais da conta. Há na índole do brasileiro ou de muitos algo genético de indiferença e de desrespeito herdados de nossos antepassados. Os atos de inconsequência são criminosos e não há controle. A Amazônia é ainda o ultimo reduto de esperança, de equilíbrio ambiental. Pode me chamar de entreguista, mas sou partidário da instalação de uma força internacional de preservação, porque predomina entre os brasileiros a irresponsabilidade impossível de controlar. A corrupção. Não têm condições mentais de perceber o mal que fazem para a humanidade...e para os seus descendentes. E emendou: já falei demais, preciso partir.&lt;br /&gt;- E os animais, o senhor não cuida mais deles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-FaiQC-eKwxI/TjU6V2tfCtI/AAAAAAAAAu0/nq_QgzLZGR4/s1600/hubble-eskimo-nebula.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-FaiQC-eKwxI/TjU6V2tfCtI/AAAAAAAAAu0/nq_QgzLZGR4/s200/hubble-eskimo-nebula.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635474655862000338" /&gt;&lt;/a&gt;- Sou médico-cirurgião, trabalho intensamente no hospital mas sempre que possível cuido deles. Tenho um amigo veterinário abnegado pela causa. Na verdade eles são vítimas da predação e da crueldade humanas. Se tudo está ligado com tudo, nós recebemos a violência que infligimos a eles. Veja só a Noruega, um país que eu conheço, com aquela cultura, desenvolvimento e riqueza... precisaria trucidar baleias como faz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Doutor, o senhor está insinuando...&lt;br /&gt;- Não estou insinuando nada, os eventos estão aí. Olhe para o alto. Passe bem.&lt;br /&gt;Entrou no carro, sem luxo e partiu.&lt;br /&gt;O repórter que a tudo gravara, saíra insatisfeito com a entrevista forçada. Haveria algo mais a perguntar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos NASA (Telescópio Hubble)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Galaxias&lt;br /&gt;2. Nebulosa do esquimó&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-338007198411186273?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/338007198411186273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=338007198411186273&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/338007198411186273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/338007198411186273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/07/doutor-o-senhor-foi-abduzido.html' title='“DOUTOR, O SENHOR FOI ABDUZIDO?”'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-bCENTRWhxws/TjU578cyfnI/AAAAAAAAAus/cy5VrxW82j4/s72-c/galaxiesM81M82_small.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-5316233253218681746</id><published>2011-07-17T08:32:00.012-03:00</published><updated>2011-07-17T11:42:53.802-03:00</updated><title type='text'>SETE PECADOS CAPITAIS: SOBERBA</title><content type='html'>“Pecados e pecadilhos” já publicados&lt;br /&gt;03.05.2011 - Inveja&lt;br /&gt;20.02.2011 – Luxúria&lt;br /&gt;16.01.2011 – Preguiça&lt;br /&gt;03.01.2011 – Avareza&lt;br /&gt;26.12.2010 – Gula (nesta crônica foram dadas explicações e informações da origem dos "sete pecados capitais"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOBERBA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-im32q_mqVjU/TiLJzMMnG8I/AAAAAAAAAt0/D9aczLDae_o/s1600/soberba%2BIII.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 248px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-im32q_mqVjU/TiLJzMMnG8I/AAAAAAAAAt0/D9aczLDae_o/s320/soberba%2BIII.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630284365451172802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra “soberba” tem significado que pode conter um sentido enfático, de realce: aquela obra é soberba; aquele edifício é soberbo.&lt;br /&gt;Como Machado de Assis no seu “Quincas Borba”:&lt;br /&gt;“E depois o noivo é rico...”Rubião pensou na carruagem e nos cavalos que levaria, tinha visto uma parelha &lt;span style="font-style:italic;"&gt;soberba&lt;/span&gt; no Engenho Velho, dias antes...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é essa “soberba” a inserida nos “pecados capitais”.&lt;br /&gt;Ela se refere àqueles desvios de personalidade que fazem acreditar a  muitos indivíduos, geralmente com alguma forma de poder, o centro do mundo e agem como se fossem imortais, não só pelos seus atos mas pelo modo como pensam e pela possibilidade de convencer incautos.&lt;br /&gt;Nestes tempos inglórios e em todos os tempos essas figuras se sobressaem às vezes incompreensíveis pelo que fazem e pelos restos desgraçados que deixam pelo mundo por anos, décadas.&lt;br /&gt;É, pois, no mundo político em que a soberba extrema se mistura com a arrogância e com isso a perda dos escrúpulos mínimos. Que o digam os ditadores que se prendem ao poder como se, naquela linha de esquecerem a mortalidade, e para não descerem desses degraus os deles não cair, sacrificam opositores e inocentes.&lt;br /&gt;Tudo pelo poder e para isso, os fins justificam os meios. Promovam-se guerras e guerrilhas, derrubem aviões e edifícios. Explodam-se bombas no meio da multidão desavisada. Afinal, o poder assim exige e “a minha vontade, em seu nome, haverá que prevalecer”. &lt;br /&gt;Não são batalhas para mudar o que está mal, dentro daquele princípio de que uma revolução se faz necessária para minorar o sofrimento dos mais humildes, mas para se manter o poder e as castas dominantes e servis. Ou tomá-lo para nada mudar. O ruim substituído pelo pior!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-mYOtcwWExFA/TiLKTQjTweI/AAAAAAAAAuE/OKkia9-_tJc/s1600/soberba%2BII.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 132px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-mYOtcwWExFA/TiLKTQjTweI/AAAAAAAAAuE/OKkia9-_tJc/s200/soberba%2BII.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630284916375929314" /&gt;&lt;/a&gt;Nessa corja de estúpidos se inscrevem os corruptos que não se prestam a questionar de onde vem o produto de seu roubo, sejam obras inacabadas de pequenas casas aos mais pobres, alimentos às crianças em escolas humildes e sacrificadas. Da infelicidade daqueles que os recursos que subtraem poderiam minorar. O que importa são os valores vultosos sempre maiores que não os satisfazem. Não há limites para o corrupto de todos os matizes, porque são os eleitos da “imortalidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se considero a preguiça moderada um pecadilho, a soberba é o pior dos pecados porque ela tende a cegar, sucumbindo a consciência e os escrúpulos. Ora, os escrúpulos são para os fracos...&lt;br /&gt;Dentro do possível não dei conotação religiosa nesta série de “pecados”, mas cai bem aqui Provérbios 16:18&lt;br /&gt;“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha vida profissional, me deparei com muitos desses espécimes. Na empresa tudo gira em torno de suas idéias, são autoritários, improdutivos e afetam o ambiente de trabalho. Confundem autoritarismo com autoridade. Não se dão conta de que autoridade se obtém com a distribuição dos trabalhos, com a participação e com a troca de idéias.&lt;br /&gt;Muitos desses, com o passar do tempo, afastados, numa poltrona, esquecidos, têm consciência de que nada fizeram, não construíram sua subjetividade e vegetam. Quando instados, não sabem de outra coisa que não seja falar de seu passado na empresa – um assunto aborrecido porque ele ficou e a empresa avançou de um modo ou outro...sem eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-w2snKJxCEjg/TiLKCeuNtzI/AAAAAAAAAt8/mmRQ1Nktv50/s1600/soberba.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 178px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-w2snKJxCEjg/TiLKCeuNtzI/AAAAAAAAAt8/mmRQ1Nktv50/s200/soberba.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630284628121990962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuidem, por sua vez os intelectuais e os ditos sábios para não demonstrem ser “os donos da verdade”. Posicionarem-se no pedestal de estátuas. Moderação, moderação faz bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta dessas impressões, neste Temas já publiquei e republiquei a história “Reavaliações e renúncias” em 10.10.2010  da qual transcrevo este trecho de ex-executivo que preferiu renunciar a esse mundo, o mundo da soberba. Muitos são os que conseguem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;- Mas, o que parece certo é que a soberba é mais agressiva, mais ambiciosa, assustadora e predomina no mundo. Eu sei disso porque convivi nesse mundo de competição e posso dizer que combati a soberba com a soberba. Mas, os tempos mudaram. Sendo a soberba uma não virtude ela tende a manter as desigualdades subestimando ou minimizando as virtudes do respeito ao próximo, da honestidade, da lealdade, do altruísmo. A modéstia contrapõe-se à arrogância e à violência. Proponho, pois, um mundo "modesto"? Uma utopia? Trazer o céu para a terra? Não é bem isso. Seria uma impossibilidade. Sabemos que nosso mundo é naturalmente o mundo das desigualdades. Com ela, a modéstia, cultivada numa permanente autocrítica do indivíduo, possivelmente fizéssemos o mundo apenas um pouco menos desigual, um pouco menos doente. Com mais amor, mais amizade, mais lealdade, mais altruísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Imagens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Gravura de Karel van Mallery (1571/1635). Fonte: www.baciadasalmas.com&lt;br /&gt;(2) Gooogle (gravura repetida em outros blogs)&lt;br /&gt;(3) idem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ESPECIAL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piano: Silvio Pimentel Martins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema: Ernesto Nazareth, "Brejeiro"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="400" height="257" src="http://www.youtube.com/embed/9E5XlrmC-FU" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-5316233253218681746?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/5316233253218681746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=5316233253218681746&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/5316233253218681746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/5316233253218681746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/07/sete-pecados-capitais-soberba.html' title='SETE PECADOS CAPITAIS: SOBERBA'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-im32q_mqVjU/TiLJzMMnG8I/AAAAAAAAAt0/D9aczLDae_o/s72-c/soberba%2BIII.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-7557815420060834459</id><published>2011-07-03T11:10:00.009-03:00</published><updated>2011-07-03T11:31:55.465-03:00</updated><title type='text'>POEMAS, para não dizer que não falei de... (V)</title><content type='html'>(Estas composições são de diferentes épocas, lembrando que algumas ou todas já ilustraram crônicas neste Temas – agora nestas resenhas eu as tenho recuperado e compilado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;IMPOTÊNCIAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/--vEdYUaCrk4/ThB6r-2GOII/AAAAAAAAAtc/nyyBIavyZBs/s1600/devasta%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 194px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/--vEdYUaCrk4/ThB6r-2GOII/AAAAAAAAAtc/nyyBIavyZBs/s320/devasta%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625130830608611458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sereno, medito neste meu canto&lt;br /&gt;Uma avenca aos trinta anos me encara&lt;br /&gt;Orquídeas sorriem e olhinhos delicados&lt;br /&gt;Miram violetas roxas com ternura e encanto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estanco surpreso com essa beleza&lt;br /&gt;As multicores irradiadas à tépida luz&lt;br /&gt;Nem mais haveria, porque elas exultam&lt;br /&gt;Nesta plaga de recolhimento e singeleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me constrangeria se ali caísse em oração&lt;br /&gt;Agradecido por aquelas existências reais&lt;br /&gt;Sorrisos doces em oferendas, momentos de paz&lt;br /&gt;Nestes tempos doentes, de guerras e destruição,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transporto-me então para outra realidade, dura&lt;br /&gt;Lá, tombam árvores, queimam-se florestas&lt;br /&gt;O fogo desencadeia indescritível tragédia&lt;br /&gt;Ceifando tudo, a vida, os bichos, a doçura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exala de mim amarga tristeza e dor&lt;br /&gt;Por clamar em silêncio, sem ouvidos&lt;br /&gt;Ameaço gritar aos quatro ventos&lt;br /&gt;Mas os sons se perdem em obscuro torpor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não reconheço esses ventos maculados&lt;br /&gt;Sopram eles espíritos de tormentas assistidas&lt;br /&gt;Neste fogaréu imenso de provações&lt;br /&gt;Insensibilidades, ódios e odores desregrados,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saberiam todos que este solo esgotado&lt;br /&gt;Não haverá por muito como se refazer desses abusos&lt;br /&gt;Apontando em riste e em lágrimas secas&lt;br /&gt;Que pouco sobrará destes tempos abusados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resigno-me à minha impotência já tanto esquecido&lt;br /&gt;Perante minhas poucas orquídeas, violetas e avencas&lt;br /&gt;Intuindo no íntimo com angústia e melancolia&lt;br /&gt;Que fenecem os tempos neste clima embrutecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;COQUEIRO QUE DÁ COCO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-bU00N6iv5q0/ThB51JlH5jI/AAAAAAAAAtM/2cU1djTmYDY/s1600/DSC_4219.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-bU00N6iv5q0/ThB51JlH5jI/AAAAAAAAAtM/2cU1djTmYDY/s320/DSC_4219.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625129888597403186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Meu querido amigo coqueiro&lt;br /&gt;Que plantei como anão&lt;br /&gt;Hoje bate nas nuvens&lt;br /&gt;Complicando a colheita aqui do chão&lt;br /&gt;Você quebra as telhas&lt;br /&gt;Engrossa o tronco gigante,&lt;br /&gt;Assim, meu caro amigo&lt;br /&gt;Que cultivei, vi crescer e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;cocar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ficarei com você até não sei&lt;br /&gt;Não pelos cocos às dezenas que devolve&lt;br /&gt;Mas, a sua doçura líquida que me comove.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ANTIGA-IDADE, Antiguidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-ZYy3Wh9tbeI/ThB6RtfKL7I/AAAAAAAAAtU/jwxIAuqq7GY/s1600/pir%25C3%25A2mide"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 262px; height: 192px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZYy3Wh9tbeI/ThB6RtfKL7I/AAAAAAAAAtU/jwxIAuqq7GY/s320/pir%25C3%25A2mide" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625130379272400818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Caminho olhando pra frente&lt;br /&gt;Firme, busco compreensão sentida,&lt;br /&gt;Dessa coisa que sacode ardente   &lt;br /&gt;Dessa centelha frágil chamada vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o que é isso tudo, afinal&lt;br /&gt;Se a cada momento dado, há impostas&lt;br /&gt;barreiras, desafios, sem prévio sinal?&lt;br /&gt;Remexendo interiores, sem respostas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho ansioso para o alto, então&lt;br /&gt;Ouço a voz universal, tênue e piedosa&lt;br /&gt;Sinto-me entre as estrelas, em solidão&lt;br /&gt;Nada sei dessas luzes silenciosas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto-me para mim, miro-me n’alma&lt;br /&gt;Medito no todo dessa realidade (?)&lt;br /&gt;Insisto em desvendar a centelha calma&lt;br /&gt;Mas, apenas intuo que já vivo antiga-idade... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;As outras compilações serão encontradas neste Temas nas datas seguintes com os respectivos títulos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I – &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;09.01.2011&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ondas de vida&lt;br /&gt;És jovem sessentão&lt;br /&gt;Poeta beberrão&lt;br /&gt;Presente, passado e futuro&lt;br /&gt;Paixões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II – &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;31.01.2011&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Orquídeas e beija-flores&lt;br /&gt;Passado-presente&lt;br /&gt;Antigo sim, velho jamais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III – &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;13.03.2011&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Etéreos&lt;br /&gt;Contradições e silêncio&lt;br /&gt;Entardeceres&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;IV – &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;16.05.2011&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Templo violado&lt;br /&gt;Nu artístico&lt;br /&gt;A noite &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NOTAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclui nas resenhas constantes do título “Dos livros que não consegui (ainda?) ler. E os já lidos” de 17.10.2010 comentários sobre o livro “O Presidente negro” de Monteiro Lobato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para lembrar: na crônica de 28.03.2010 comento e comparo duas obras importantes: “Madame Bovary e Anna Karenina. Duas personagens”, respectivamente de Flaubert e Tolstoi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Imagens / fotos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) pedranocaminho.blogspot.com&lt;br /&gt;(2) Milton Pimentel Martins do coqueiro que inspira o poema&lt;br /&gt;(3) Google&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-7557815420060834459?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/7557815420060834459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=7557815420060834459&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/7557815420060834459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/7557815420060834459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/07/poemas-para-nao-dizer-que-nao-falei-de.html' title='POEMAS, para não dizer que não falei de... (V)'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--vEdYUaCrk4/ThB6r-2GOII/AAAAAAAAAtc/nyyBIavyZBs/s72-c/devasta%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-7120252244372622539</id><published>2011-06-26T01:18:00.016-03:00</published><updated>2011-07-01T08:28:06.546-03:00</updated><title type='text'>A (IN) SUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER...ANIMAL!</title><content type='html'>O livro “ A Insustentável leveza do ser” de Milan Kundera – que acabei de ler - constitui-se obra de amor, erotismo e mistura seus episódios com a invasão soviética que pôs fim à denominada “Primavera de Praga”, um movimento com timbres democráticos iniciado em janeiro de 1968 pelo líder político Alexander Dubcek, na Tchecoslováquia. (1)&lt;br /&gt;Preocupada com a repercussão do movimento iniciada a partir de Praga, a União Soviética em agosto daquele ano invadiu o país – então um satélite soviético - e com truculência não só impediu o avanço democrático na Tchecoslováquia como passou a perseguir os principais líderes e intelectuais que aderiram às mudanças.&lt;br /&gt;É nesse clima que a história se desenvolve, a ponto de um dos principais personagens, um médico-cirurgião, perseguido, para sobreviver se torna lavador de vidraças e vitrinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, é no final do livro que o autor foge um pouco do romance e avança sobre temas diferenciados, envolve sim, seus personagens, mas de certo modo se afasta da trama central. &lt;br /&gt;O principal deles que me surpreendeu muito, foi o modo que denunciou a violência que o homem pratica contra os animais. “O direito de matar um veado ou uma vaca é a única coisa sobre a qual a humanidade inteira manifesta acordo unânime, mesmo durante as guerras mais sangrentas.”&lt;br /&gt;Muitos são os pontos que me falaram muito de perto, por tudo que já experimentei nestes meus tempos: “Uma novilha se aproxima de Tereza, para, e olha para ela longamente com grandes olhos castanhos”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-TXrAr8k4CJA/Tga0V5ydLGI/AAAAAAAAAs0/76AoTWtuwTw/s1600/vaca%2Bvoadora.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 149px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-TXrAr8k4CJA/Tga0V5ydLGI/AAAAAAAAAs0/76AoTWtuwTw/s200/vaca%2Bvoadora.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622379473201343586" /&gt;&lt;/a&gt;Esse olhar sereno eu encontrei numa vaca a quem dera de beber e ao seu bezerrinho, há anos. Já relatei essa experiência inspiradora. (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Devidamente saciada, o animal ergueu a cabeça e seus olhos bateram nos meus. Havia no seu olhar muita doçura, gratidão...amor. Não! Definitivamente, não conseguirei mais voltar a comer carne.”&lt;/span&gt;) (2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o que mais se destaca, é o relato do câncer que vitimou a cadelinha Karenin (tudo a ver com o personagem de Tolstoi, Anna Karenina), a ponto de, no auge da doença, ser sacrificada por falta de qualquer outra opção.&lt;br /&gt;Isso se deu comigo, com a minha cadelinha “Preta”. Já escrevi também sobre essa dolorosa experiência, dolorosa, acreditem ou não. Às vezes, ainda hoje, tenho a impressão de ouvir suas arfagens perto de minha janela.&lt;br /&gt;Ao contrário da cadelinha do livro, terminal, a minha tinha vida ainda, parecia saber de sua grave doença e parecia querer viver, o que tornou a decisão difícil e muitas vezes adiada.&lt;br /&gt;No dia da despedida, como que pressentido que eu decidira pela sua morte, olhou-me de lado à minha carícia no seu focinho, aparecendo aquele branco resignado dos seus olhos que nunca mais conseguirei esquecer. Carrego comigo um remorso que não se apaga por não ter retribuído a afeto incondicional que sempre, por 17 anos, recebi. (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Nunca imaginei que naquele momento que não tive coragem de assistir, o nó na garganta, escondido no meu escritório, se convertesse em soluços amargos. Aquele sentido de perda que ainda me afeta...”&lt;/span&gt;). (3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-qqC2wZBLdEc/TgazwuURnuI/AAAAAAAAAss/9-fFj9kgLbQ/s1600/300px-Altamira-1880.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 152px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-qqC2wZBLdEc/TgazwuURnuI/AAAAAAAAAss/9-fFj9kgLbQ/s320/300px-Altamira-1880.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622378834466807522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sempre implico com Nietzsche porque, do alto da minha impossibilidade intelectual, não consegui ler ainda qualquer dos seus livros, apenas resenhas. Já disse isso numa crônica que indico abaixo. Mas, Kundera relata que o filósofo alemão, sai de um hotel em Turim, ano de 1889, no momento em que um cocheiro espanca seu cavalo com um chicote: “Nietzsche se aproxima do cavalo, abraça-lhe o pescoço, e sob o olhar do cocheiro, explode em soluços.” (...) Nietzsche veio  pedir ao cavalo perdão por Descartes – que considera o animal um autômato, uma máquina animada...” Quando um animal geme, não é uma queixa, é apenas o ranger de um mecanismo que funciona mal.” (4)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma frase de Milan Kundera que concordo integralmente porque com outras palavras também já a externei em crônicas:&lt;br /&gt;“A verdadeira bondade do homem só pode se manifestar com toda pureza, com toda a liberdade, em relação àqueles que não representam nenhuma força. O verdadeiro teste moral da humanidade (o mais radical, num nível tão profundo que escapa ao nosso olhar) são as relações com aqueles que estão a nossa mercê: os animais. É aí que se  produz o maior desvio do homem, derrota fundamental da qual decorrem todas as outras”. (5).&lt;br /&gt;Se me surpreendi com esse capítulo do livro de Milan Kundera, não tenho como negar. Positivamente. Descobri essas passagens tardiamente – antes tarde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Referências&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Editora Nova Fronteira, 32ª  edição (1985). O livro inspirou filme do mesmo nome, de 1988, dirigido por Philip Kaufman, com os atores Daniel Day-Lewis, Juliette Binoche e Lena Olin;&lt;br /&gt;(2) V. “Renúncia à carne (Animais brutalizados)” publicada neste blog em 08.03.2009 (também “Fábula a vaca e o leão” de 04.10.2010 crônica mais acessada do blog);&lt;br /&gt;(3) V. “Mensagens e imagens” de 23.01.2011 (e também “Dias amargos” de 28.11.2010);&lt;br /&gt;(4) Sobre Nietzsche, ver crônica “Dos livros que não consegui ler ainda...e os já lidos” de 17.10.2010;&lt;br /&gt;(5) V. “Matança das baleias e outros bichos” de 12.12.2010. Também "Animaizinhos e Bichos" de 10.04.2009 e "O Leitãozinho" em http://golp-piracicaba.blogspot.com/2010/04/o-leiotaozinho.html&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Imagens / Fotos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(1) Vacilei em aproveitar essa 1ª imagem, não porque provenha de um site entre pitoresco e extravagante, mas porque poderia não ser bem apreendida. Mas, de certo modo ilustra o que digo na crônica. (Fonte: www.andreagaddini.it/voobovino.html)&lt;br /&gt;(2) Figuras encontradas na Caverna de Altamira a 30 km de Santander, Cantábria (Espanha), datadas entre 15 mil a 12 mil anos AC. São desenhos de bisões, cavalos, cervos. São nossos “antepassados” homenageando seus animais que parecem levitar, mas os desenhos são realçados pelas saliências nas paredes da caverna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ESPECIAL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andre Rieu &amp; The Harlen Gospel Choir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Excepcional apresentação que deve ser assistida até o fim.&lt;br /&gt;Música: "I will follow him" de Frank Porcel e Paul Mauriat (tradução abaixo). &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="400" height="330" src="http://www.youtube.com/embed/DxK3oRBxd6I" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Eu o Seguirei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu O seguirei&lt;br /&gt;O seguirei aonde quer que Ele possa ir,&lt;br /&gt;E perto d’Ele, eu sempre estarei&lt;br /&gt;E nada pode me manter distante,&lt;br /&gt;Ele é meu destino.&lt;br /&gt;Eu O seguirei,&lt;br /&gt;Desde quando Ele tocou meu coração eu soube,&lt;br /&gt;Não há oceano profundo demais,&lt;br /&gt;Ou montanha tão alta que possa me manter,&lt;br /&gt;Me manter longe, longe de Seu amor&lt;br /&gt;Eu O amo, eu O amo, eu O amo,&lt;br /&gt;E aonde quer que Ele vá,&lt;br /&gt;Eu seguirei, eu seguirei, eu seguirei.&lt;br /&gt;Ele sempre será meu verdadeiro amor, meu verdadeiro amor, meu verdadeiro amor,&lt;br /&gt;De agora até sempre, sempre, sempre&lt;br /&gt;Eu O seguirei,&lt;br /&gt;Desde quando Ele tocou meu coração eu soube,&lt;br /&gt;Não há oceano profundo demais,&lt;br /&gt;Ou montanha tão alta que possa me manter,&lt;br /&gt;Me manter longe, longe de Seu amor&lt;br /&gt;Nós O seguiremos, onde quer que Ele possa ir,&lt;br /&gt;Não há oceano profundo demais,&lt;br /&gt;Ou montanha tão alta que possa nos manter,&lt;br /&gt;Nós O seguiremos, aonde quer que Ele possa ir,&lt;br /&gt;Não há oceano profundo demais,&lt;br /&gt;Ou montanha tão alta que possa nos manter,&lt;br /&gt;Nos manter longe, longe de Seu amor&lt;br /&gt;Eu O amo, Eu seguirei&lt;br /&gt;Verdadeiro amor, sempre&lt;br /&gt;Eu O amo, eu O amo, eu O amo, E onde Ele for,&lt;br /&gt;Eu seguirei, eu seguirei, eu seguirei,&lt;br /&gt;Ele sempre será meu verdadeiro amor,&lt;br /&gt;De agora até sempre, sempre, sempre...&lt;br /&gt;Não há oceano profundo demais,&lt;br /&gt;Ou montanha tão alta que possa me manter,&lt;br /&gt;Me manter longe, longe de Seu amor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-7120252244372622539?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/7120252244372622539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=7120252244372622539&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/7120252244372622539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/7120252244372622539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/06/in-sustentavel-leveza-do-seranimal.html' title='A (IN) SUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER...ANIMAL!'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-TXrAr8k4CJA/Tga0V5ydLGI/AAAAAAAAAs0/76AoTWtuwTw/s72-c/vaca%2Bvoadora.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-7760426278087385190</id><published>2011-06-19T07:23:00.014-03:00</published><updated>2011-06-26T08:14:37.614-03:00</updated><title type='text'>AQUELES QUE RENUNCIAM</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O assunto que trato hoje nestes Temas, alerte-se, é meio tabu ou por outra, não tem aquele final no qual implicitamente há uma moral, como a “a moral da história”. O desenvolvimento se inspira em fatos. Faz parte das minhas andanças por esses caminhos retos ou tortuosos.&lt;br /&gt;Quero avisar que, depois de mais de uma centena de composições aqui publicadas, nem sei se há muito ineditismo ou repetições nesta. Lugar comum? Obviedades? Não sei. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.&lt;br /&gt;Certa vez, a um materialista / ateu absolutamente cético ou exibido, tendo diante de nós um corpo sem vida de um amigo comum, desafiei-o.&lt;br /&gt;- Explique a diferença entre o Alcides deitado naquele caixão inerte e você aí de pé perplexo e emocionado. Considere que há uns dias, falávamos com ele no almoço. Hoje ele está lá, sem expressão, sem respiração, sem voz.&lt;br /&gt;Ele apenas me olhou aborrecido e respondeu:&lt;br /&gt;- É por isso que não acredito em nada. O que dizer daquela massa inerte que não durará muito para se decompor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.&lt;br /&gt;É muito comum pessoas com alguma interioridade ao acordarem de um sono profundo, sentirem-se angustiados ao constatar que voltaram a ser regidas pela lei da gravidade, devendo carregar seu corpo denso, nesta morada meio sem sentido neste planeta tão desigual. Porque no sono, parece, a alma, o espírito ou o nome que se queira dar a essa luz que nos diferencia dos mortos, desliza no éter sem peso, com liberdade e com a velocidade do pensamento.&lt;br /&gt;Quanto vezes, vi-me levitando num sono “real” e ainda por cima envaidecido por exibir esses meus “poderes”. No sonho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.&lt;br /&gt;O retorno, pois, à luta terrena pode causar certo desconforto, mas há que lutar porque há uma música religiosa que proclama que “a vida é luta sem quartel”. Esse fenômeno que se verifica no momento em que se desperta, dá uma idéia entre a possível vida leve do outro lado e a vida densa deste lado, do lado que julgamos ter consciência de nós mesmos. De viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.&lt;br /&gt;São essas variáveis que nos fazem lutadores, felizes tantas vezes, esse sentimento que exulta e nos faz poetas. Mesmo que composições não ritmadas, sem rimadas e sequer escritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. &lt;br /&gt;Mas, há seres humanos que se fixam demais no peso da vida, no que ela pode ter de amargo, assumem a falta de perspectiva, que não absorvem seu limite ou que se sentem derrotados (assumem a condição de "perdedores", em oposição aos "vencedores", um conceito vazio no qual predominam os bens materiais nada a ver com as indagações profundas da vida e da individualidade de cada um). Ao acordarem, diariamente, se angustiam por mais aquele dia de vida consciente, tendo à sua frente menores desafios e mais amarguras sem causa que atormentam. A vida torna-se um fardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.&lt;br /&gt;A moça que conheci era inteligente, tinha boa postura profissional e cultura formal. Viajara diversas vezes para o Exterior.&lt;br /&gt;Sua vida particular não fugia muito da média. Trabalhara em São Paulo, morando sozinha, visitava os pais quase que semanalmente e tinha bons amigos. Demonstrava alguma devoção religiosa, assistindo, normalmente, missa dominical.&lt;br /&gt;No seu relacionamento profissional cotidiano, porém, mostrava-se insegura. Insistia em lembrar os tempos em que fizera teatro amador. Dai seus gestos teatrais, sua entonação de voz. &lt;br /&gt;Somente depois de algum tempo, começou a se descontrair, embora, com alguma regularidade, revelasse momentos depressivos, um estado que não se afastava muito de qualquer um de nós.&lt;br /&gt;Certo dia, imaginando que bem me situava na vida profissional me perguntou:&lt;br /&gt;- O que você está fazendo aqui, essa perda de tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.&lt;br /&gt;Certo dia, soube que ela resolvera mudar sua vida profissional. Aceitara proposta de trabalho de volta em São Paulo que possibilitaria um convívio num outro ambiente mais "inteligente" no qual se dera melhor no passado.&lt;br /&gt;Tempos depois, por razões de mercado de trabalho, fora ela demitida. Ficara desempregada, frustrando todas suas expectativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-dQriWj3ar-w/Tf3R3JSM05I/AAAAAAAAAsM/UMq4xOxsiYw/s1600/suicidio.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 235px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-dQriWj3ar-w/Tf3R3JSM05I/AAAAAAAAAsM/UMq4xOxsiYw/s320/suicidio.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619878655343514514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Meses mais tarde, nas vésperas das festas de fim de ano, período em que a solidão bate forte porque o espírito natalino pode não ser apreendido por aqueles angustiados, tomando um velho revólver esquecido, carregado parcialmente, mirou-o contra o próprio peito, apertando o gatilho.&lt;br /&gt;O tiro fora fatal. Atingira o coração. Nos segundos que se seguiram até sua morte, às pessoas que vieram em seu socorro, disse tenuemente que se arrependera e de que não queria morrer.&lt;br /&gt;Apenas um momento de irreflexão, conduziu-a a um caminho sem volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. &lt;br /&gt;Tal gesto, mesmo que num momento de amargura e dor, exige uma imensa coragem e renúncia porque a viagem ao desconhecido tivera a hora antecipada e, sobretudo, uma atitude antiautopreservação.&lt;br /&gt;O instinto de defesa é anulado, sobrepondo-se o sonho e a esperança da leveza e do encontro com divindades, num mundo no mínimo não tão denso e amargo como o seu. Por ruim que fosse, certamente seria melhor do que a vida vivida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10.&lt;br /&gt;Nesses casos, sempre me pergunto: que tipo de vozes interiores ouve o suicida no exato momento em que age contra a própria vida? Que vozes tão eloquentes são essas que suplantam o instinto primário da preservação? Se, ao longo da vida, somos preparados para a morte natural, aí incluída a acidental, quais os efeitos do suicídio no exato momento da passagem para o outro lado da existência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11.&lt;br /&gt;Essas perguntas, ao longo do tempo, têm me afligido muito.&lt;br /&gt;Para os que acreditarem na doutrina, as respostas podem ser encontradas na literatura espírita (especialmente o livro psicografado "Memórias de um suicida" *) e mesmo espiritualista. Todas elas concordam que o suicida atormentado, ao chegar nesse plano, passa pelas mais terríveis experiências, por imensa dor, pois que fugira da luta, abreviara sua estada voluntariamente, interrompera um ciclo de tarefas às vezes por motivos fúteis, incompreensíveis. Destruíra sua própria morada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12.&lt;br /&gt;Nesse plano, dizem os espiritualistas, a marca da renúncia à vida perdura por longo tempo até que volta o suicida a ser admitido numa escala menos atribulada de aprendizado. Esse gesto extremo, explicaria as grandes anomalias e doenças físicas de certas pessoas, que são submetidas à lei da causa e efeito na reencarnação seguinte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13.&lt;br /&gt;Na limitada compreensão que tenho  (temos) da vida, tudo parece muito injusto e triste. A Lei de Talião aplicada. Mas, esses eventos não podem, ou não devem ser tomados nos limites de uma existência ou nos poucos anos de uma vida. Há uma transcendência que martela, martela e quanto a mim, me conduz a admitir a explicação da reencarnação. Porque, "com a morte, não se perde nada daquilo que a alma adquiriu. As experiências que o homem fez nas vidas passadas, tornam-se instintos e incitam-no ao progresso, até inconscientemente" (cf. "Bhagavad Gîtâ"). &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-zoYL_pG6Vdw/Tf3TAN8Jh8I/AAAAAAAAAsc/LaJyGthT0W8/s1600/infinito.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 33px; height: 20px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-zoYL_pG6Vdw/Tf3TAN8Jh8I/AAAAAAAAAsc/LaJyGthT0W8/s200/infinito.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619879910723651522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(*) “Memória de um suicida”, psicografada pela médium Yvonne do Amaral Pereira (Federação Espírita Brasileira).&lt;br /&gt;Ver crônica de 03.04.2011 o pesadelo de local inóspito, embrutecido: "Alucinações, sonhos(?!)" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem/ fonte: Sociologando.wordpress.com (Google)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ESPECIAL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;J.C. Bach - Prelude III in C# Major Book I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Piano: Silvio Pimentel Martins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="400" height="257" src="http://www.youtube.com/embed/u1OPtsXsAUY" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-7760426278087385190?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/7760426278087385190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=7760426278087385190&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/7760426278087385190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/7760426278087385190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/06/aqueles-que-renunciam.html' title='AQUELES QUE RENUNCIAM'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-dQriWj3ar-w/Tf3R3JSM05I/AAAAAAAAAsM/UMq4xOxsiYw/s72-c/suicidio.gif' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-2413279963408560806</id><published>2011-06-12T08:29:00.008-03:00</published><updated>2011-06-12T09:11:01.963-03:00</updated><title type='text'>LEI DE MURPHY: CARRO "ANTIMILITAR"</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Esta crônica não e nova mas eu a divulgo porque o relato é verdadeiro e curioso. Fatos como este, havia alguém que qualificava como "maldade das coisas inanimadas."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Lei de Murphy&lt;/span&gt;" como popularmente conhecida: "Se alguma coisa pode dar errado, dará. Dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comprovação dessa "lei" ocorreu numa indústria automobilística (Chrysler), naqueles tempos em que o civil "batia continência" até para soldado raso do Exército.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa bela manhã, eis que foi anunciado pela administração que um grupo de militares, comandado por um general, visitaria a fábrica "dois", isto é, a filial, que contava em suas instalações, com uma área "suja", digamos assim: uma fundição antiga. No seu recinto havia muita poeira em suspensão, calor e ruído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por isso despertasse alguma curiosidade, porque os fornos imprimiam ao ferro derretido aquele vermelho vivo, solar que, ao descer para as formas dos blocos do motor ou virabrequim, rebrilhava ameaçador lembrando as lavas de um vulcão miniatura descendo pelas encostas. Essas operações eram realizadas e presenciadas diretamente "na fonte".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que a recepção fora cuidadosamente preparada. O melhor automóvel foi lavado e perfumado. De porte grande, um Charger RT (“O lado emocionante da vida”) com motor potente, de excelente qualidade, testado milhões de vezes em outros veículos na matriz americana, embora um sacrilégio na época pelo seu alto consumo de gasolina, mesmo com a crise do petróleo sendo já então amenizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro estava pronto para conduzir os militares à fundição. Ao seu lado, foi posto um carro menor (um Polara), mais popular, também lavado, apenas como reserva ou para atender algum visitante ou acompanhante que não coubesse no outro carro.&lt;br /&gt;Encerrada a reunião, com troca de amabilidades, "abobrinhas", salgadinhos e água, chegou a hora da visita à fundição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-X-L6mwYi7js/TfSkbP1k1eI/AAAAAAAAArk/uPn9oU5pNWg/s1600/Dodge%2BCharger.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 187px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-X-L6mwYi7js/TfSkbP1k1eI/AAAAAAAAArk/uPn9oU5pNWg/s320/Dodge%2BCharger.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617295423252518370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O diretor da fábrica, sujeito exigente, pôs-se a enaltecer merecidamente as qualidades do carro, como bom vendedor que (também) era.&lt;br /&gt;Todos entram no veículo de luxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aciona-se a partida e ela falha. Novamente e nada de pegar. Depois de uma dezena de tentativas, o gerente da fábrica abandona o carro renitente, constrangido, furioso e, naquele seu olhar homicida, busca algum culpado pelo vexame. Não havia culpados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-mxum9QFT8TA/TfSk_VVcpoI/AAAAAAAAArs/9VsOm4uPMbw/s1600/Polara.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-mxum9QFT8TA/TfSk_VVcpoI/AAAAAAAAArs/9VsOm4uPMbw/s200/Polara.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617296043203667586" /&gt;&lt;/a&gt;Resignando-se, perguntou a um funcionário próximo se o pequeno carro do lado estava apto para conduzir parte da delegação até a fundição. Obtendo resposta positiva, sem vacilar, convidou seus visitantes a embarcarem e lá foi ele dirigindo o carrinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirando o enguiço do carro de luxo, a visita fora normal. Enquanto esta prosseguia, não havia meios de fazer funcionar a partida do carrão. O mecânico olhava para o motor como se fosse a própria esfinge. Pensava-se em rebocá-lo à oficina mecânica para ser consertado. Ao fim da visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais algumas amabilidades e uma hora depois os militares foram para seu quartel.&lt;br /&gt;Assim que transpuseram a portaria, na última tentativa de acioná-lo antes de ser rebocado para a oficina, eis que o carro pegou ruidosamente, emitindo aquele som cadenciado de motor a qualquer prova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos, perplexos, não tinham explicação para a peça pregada pelo carrão.&lt;br /&gt;Alguém, já que todos se divertiam com a gafe, completou com ironia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É que a lei de Murphy é irrevogável. É um verdadeiro Ato Institucional. E até os milicos a cumprem ! Na "marra"!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-2413279963408560806?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/2413279963408560806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=2413279963408560806&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/2413279963408560806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/2413279963408560806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/06/lei-de-murphy-carro-antimilitar.html' title='LEI DE MURPHY: CARRO &quot;ANTIMILITAR&quot;'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-X-L6mwYi7js/TfSkbP1k1eI/AAAAAAAAArk/uPn9oU5pNWg/s72-c/Dodge%2BCharger.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-1962917825737122316</id><published>2011-06-05T13:37:00.008-03:00</published><updated>2011-06-05T15:45:42.725-03:00</updated><title type='text'>A ESTAÇÃO DE TREM E SUA LUZ</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-pX638hVE8vg/TeuxJqqHOaI/AAAAAAAAArE/0ETARTOB3-E/s1600/R.Pires%2Balterada.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-pX638hVE8vg/TeuxJqqHOaI/AAAAAAAAArE/0ETARTOB3-E/s320/R.Pires%2Balterada.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614776140075317666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem devo explicar como é que, por cerca de um ano, me obriguei a frequentar uma velha estação perdida nos trilhos da Santos a Jundiaí. &lt;br /&gt;Quantas vezes me vi sozinho porque, por uma qualquer razão cheguei mais cedo na sua velha estrutura e por muitos minutos me vi só na sua plataforma, sua construção antiga, pintada de marrom terra, dando aquele sentido melancólico do tempo passado, do tempo perdido no tempo.&lt;br /&gt;Nessas vezes em que chegava mais cedo, acomodando-me no velho banco desgastado de sempre, com aqueles pés de ferro trabalhado, pesado, não conseguia me livrar da luz que provinha daquela lâmpada instalada num candeeiro muito antigo, sem graça, sem métrica, sem poesia.&lt;br /&gt;Mariposas se encantavam com a luz naquelas horas da noite e, quanto a mim, um facho dela, insistente, em linha reta ligava-se aos meus olhos míopes.&lt;br /&gt;Aquele rebrilhamento que me incomodava um pouco mas que parecia dialogar, me consolar&lt;br /&gt;- O que o fez chegar nesta lonjura? E aqui estar só, emprestando os meus raios? A sua sorte é perseverar.&lt;br /&gt;Pouco antes de o trem chegar, depois de algum tempo, estação com mais passageiros àquela hora como todos os dias, olhava para a luz sem entender o que alcançaria quando não mais voltasse àquela estação envelhecida, sem atrativos, uma lâmpada fraca, desprotegida que falava comigo...ou eu com ela?&lt;br /&gt;Embarco para o retorno. A composição estava vazia, Me acomodo num banco cujo estofado de espuma de borracha ao lado se soltava do assento. Fora cortada por gilete ou por algum instrumento semelhante, esses vândalos que por ali se acomodavam no sofrimento da madrugada ao começo da noite com a marmita de seu almoço trivial, por lavar, escondida na mochila. &lt;br /&gt;Mesmo com alguns amigos por perto na estação, sabia de minha solidão e que teria que reagir a partir do momento em que nunca mais voltasse à estação e sua lâmpada mágica.&lt;br /&gt;No vagão onde embarcava, algumas vezes o mesmo, ostentava externamente, próximo da porta, bem desenhado, em romanos, o número XXI.&lt;br /&gt;Chamou-me a atenção o 21 porque certa vez meu pai dissera que queria viver até o ano 2000 para se certificar de tudo o que a humanidade enfrentaria. Faleceu em 1987.&lt;br /&gt;Tão distante dessa data na minha vida, principalmente nestes tempos da estação antiga, como pensar no século XXI que os muitos profetizavam o fim do mundo: “de mil passou, de dois mil não passará.” Como será o século XXI? Onde estarei, como estarei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-PB4QOqAjIAc/Teuxlv0jCpI/AAAAAAAAArM/8hXj4hS1IL0/s1600/trem%2Bantigo.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-PB4QOqAjIAc/Teuxlv0jCpI/AAAAAAAAArM/8hXj4hS1IL0/s200/trem%2Bantigo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614776622497598098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez o trem chegou à minha estação de desembarque. Desliguei-me dessas reflexões prematuras e segui para casa para o jantar tardiamente, comida requentada.&lt;br /&gt;Amanhã tudo de novo, de novo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, na metade da década de ouro de 60, vive minhas glórias estudantis e, a despeito de tudo, felicidades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;XXI: Minhas angústias por tudo o que vejo. Parece que a humanidade, nunca estará totalmente em paz – não tem essa índole -, predadora, caminha para a tragédia.&lt;br /&gt;A maioria, sim, rejeita esses tempos de obscuridade, mas a minoria insana, implacável, tem predominado na sua insanidade.&lt;br /&gt;Há os que profetizam que esses tempos trágicos, de 2012, dezembro, não passaram.&lt;br /&gt;A volta à estação...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-nIQHB9mWK6M/TeuydDjM-lI/AAAAAAAAArU/kqz5f_0bxyE/s1600/infinito.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 33px; height: 20px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-nIQHB9mWK6M/TeuydDjM-lI/AAAAAAAAArU/kqz5f_0bxyE/s200/infinito.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614777572686363218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-1962917825737122316?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/1962917825737122316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=1962917825737122316&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/1962917825737122316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/1962917825737122316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/06/estacao-e-sua-luz-nem-devo-explicar.html' title='A ESTAÇÃO DE TREM E SUA LUZ'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-pX638hVE8vg/TeuxJqqHOaI/AAAAAAAAArE/0ETARTOB3-E/s72-c/R.Pires%2Balterada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-332917909497636844</id><published>2011-05-30T23:01:00.008-03:00</published><updated>2011-06-16T07:28:45.683-03:00</updated><title type='text'>SETE PECADOS CAPITAIS / INVEJA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-s2REYnqbcYQ/TeRNaciVK-I/AAAAAAAAAq4/_NWf55GrZQ4/s1600/inveja%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-s2REYnqbcYQ/TeRNaciVK-I/AAAAAAAAAq4/_NWf55GrZQ4/s400/inveja%2B2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612696152342604770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Pecados e pecadilhos” já publicados&lt;br /&gt;20.02.2011 – Luxúria&lt;br /&gt;16.01.2011 – Preguiça&lt;br /&gt;03.01.2011 – Avareza&lt;br /&gt;26.12.2010 – Gula (nesta crônica foram dadas explicações e informações da origem dos "sete pecados capitais"&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sempre que possível para esses “pecados” valho-me de minha experiência pessoal para quem já viu e vê tanta coisa neste lapso de existência em que vivo e sobrevivo. Não esperem um tratado filosófico sobre a inveja, apenas o sentimento dela. Nela, incluo o ciúmes pelo êxito de outrem e tudo o mais de inconformismos do indivíduo que não reflete sobre o seu próprio lugar.&lt;br /&gt;De todas as definições ou um sentido de objetividade para a inveja é aquela inscrita em inumeráveis para-choques de caminhões, reflexo da sabedoria popular autêntica: “A inveja não mata mas maltrata.”&lt;br /&gt;Às vezes, mata!&lt;br /&gt;Tenho para mim, que trabalhei por décadas na indústria automobilística, é nesse âmbito que a dor da inveja se manifesta de modo bastante eloquente. E por quê?&lt;br /&gt;Porque é dentro da indústria que se dá a competição saudável ou não entre os concorrentes, a terrível “dor de cotovelo” daquele que esperava uma promoção e foi preterido. O desgosto de ter como superior hierárquico exatamente aquele com quem competia e até subestimava. “Apenas porque bajulava de modo mais eficaz”.&lt;br /&gt;É ele agora que participa das reuniões superiores e terá o preterido que esperar as novidades provindas do seu ex-“adversário”, agora seu chefe. &lt;br /&gt;Como essa situação constrange, magoa! E não há meio de contornar. Amanhã de manhã o preterido haverá que chegar ao seu posto de trabalho e esperar as ordens de seu novo chefe que lhe fora imposto “goela abaixo”. Ah, a manutenção do emprego, do carro, do pagamento das contas, da casa, da família!&lt;br /&gt;Eu me deparei, sim, com situações dessa natureza.&lt;br /&gt;O colega, mesmo expondo ocasionalmente algumas bobagens cotidianas tinha um talento especial para a tarefa gerencial. Coisa que eu não tinha muito. Eu sobrevivia mais pela eficiência do que pela aparência, da média. Mas, o que fazer? Do ponto de vista da empresa, esse parceiro, ERA MELHOR DO QUE EU. Eu demorei em reconhecer essa realidade a despeito da influência que direta ou indiretamente produzia ele no todo do departamento.  E nesse meio tempo, o meu constrangimento e amarguras demoraram muito para serem superados, se é que foram.&lt;br /&gt;A inveja, no meu conceito, também se dá, pela desconsideração, pela subestimação gratuita entre as pessoas.&lt;br /&gt;Uma manhã, eu estava naquele estágio mental de ter visto o “passarinho verde cantante”. &lt;br /&gt;Em estado de graça, estava postado na porta da minha sala de trabalho na empresa Chrysler, em São Bernardo do Campo. &lt;br /&gt;O pavilhão do departamento estava um pouco abaixo do nível do piso, tanto que de vez em quando, nas chuvas fortes, havia invasão das águas pluviais em toda a sua área.&lt;br /&gt;Logo à direita, por isso, havia uma pequena escada, com dois degraus.&lt;br /&gt;Um daqueles funcionários se bem me lembro da área comercial da empresa, geralmente onde trabalham os mais soberbos, me encarou com aquele olhar torto do deboche, provavelmente me qualificando mentalmente como um sujeito naquele nível dos dois degraus abaixo. Um bullying mental.&lt;br /&gt;Eis que, no primeiro degrau ele escorregou, tropeçou e o tombo inevitável se deu forte à minha frente.&lt;br /&gt;Ele se levantou, talvez dolorido, me encarou perplexo, envergonhado e mais do que depressa saiu dali. &lt;br /&gt;Essas coisas inexplicáveis irradiadas pelo éter, nesse lapso invisível sem espaço.  &lt;br /&gt;A inveja...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: desenho do artista João Werner que não o intitulou como representação da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;inveja&lt;/span&gt;. Mas, achei que a forma do desenho diz alguma coisa sobre ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-332917909497636844?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/332917909497636844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=332917909497636844&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/332917909497636844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/332917909497636844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/05/sete-pecados-capitais-inveja.html' title='SETE PECADOS CAPITAIS / INVEJA'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-s2REYnqbcYQ/TeRNaciVK-I/AAAAAAAAAq4/_NWf55GrZQ4/s72-c/inveja%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-377276530922742437</id><published>2011-05-24T22:22:00.012-03:00</published><updated>2011-05-24T22:52:11.885-03:00</updated><title type='text'>“A CIÊNCIA DO NÃO”  (Segundo Malba Than)</title><content type='html'>Nessas folgas de leitura, entre ler a literatura densa – como há pouco se deu com a leitura de “Os Sertões” – procuro velhos livros que provieram não sei de onde, estão na minha estante e os vou lendo ocasionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um desses é de Malba Tahan, velha edição da “Coleção Saraiva” sob o título “O Terceiro Motivo (Contos e Lendas Orientais)”. O conto principal é esse que dá nome ao livro embora inúmeros outros contos façam parte do pequeno volume.  A edição é de 1962. Alguns desses contos são cheios de moral (do tipo “moral da história”), de ensinamentos e até um pouco de esperteza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis como descrevia o escritor brasileiro, Júlio Cesar de Melo e Souza (*), que adotou o pseudônimo acima, Malba Than a antiga ou imaginada Bagdá de uma época indefinida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Vamos partir, hoje mesmo, ó irmão dos árabes, vamos partir ao passo lento de nossa caravana, tomando o rumo da majestosa Bagdá, a pérola do Oriente.&lt;br /&gt;Como é formosa a rica, hospitaleira e boa, a gloriosa capital do Islã! Admiremos, com a veneração sincera dos crentes, as suas mesquitas opulentas: percorramos as suas praças alegres movimentadas: visitemos os seus mercados, fervilhantes de vida, onde se reúnem xeiques e lojistas dos quatro cantos do mundo.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, esses sonhos, esse tempos de paz, quando ela era querida. Depois, a cidade se transformaria num campo de ódio e de batalha, porque há os que não querem a paz e menos ainda o retorno de Bagdá aos tempos da “pérola do oriente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, essa violência não é exclusividade do Iraque. O planeta esta doente. Parece que, no conjunto, a humanidade não quer a paz – não vive sem a violência que se expande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que me honram com sua presença neste blog, talvez saibam que num outro, escrevo sobre assuntos indigestos, políticos, sociais e o que mais me aflija no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trecho do livrinho de Malba Tahan que transcrevo abaixo talvez estivesse melhor situado nesse outro blog, mas trago o assunto para este e, quem sabe, proximamente eu o aproveite naquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se da “ciência do não”. Eis como fora ela exposta. O trecho transcrito é longo mas vale conhecer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“- A Ciência do Não, ó Príncipe do Islã, envolve leis, princípios e teorias que exprimem preciosos conhecimentos para aqueles que desejam governar com critério e dignidade.&lt;br /&gt;- E é muito antiga essa Ciência? – inquiriu o Califa de Bagdá – esboçando um sorriso de benevolência.&lt;br /&gt;- Antiquíssima – atalhou o sábio Zeidan, num gesto afirmativo, ostentando saber, - Tal ciência acompanha o mundo e os homens desde os primeiros albores da criação. A palavra “não” é obra propriamente divina; foi inventada por Deus. Ao primeiro homem, o nosso pai Adão, ainda entre as sombras deliciosas do Paraíso, o Onipotente prescreveu: “Não comerás do fruto daquela árvore!” e, nessa proibição categórica, já tinha início, bem viva e palpitante, a formidável Ciência do Não! Dos dez mandamentos da lei de Moisés (mandamentos ditados milagrosamente no monte Sinai, por Deus Criador), sete começam pela negativa absoluta: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não.&lt;/span&gt; É sempre útil recordar as determinações imutáveis do Decálogo: “Não pronunciarás em vão o nome do Senhor, teu Deus”, “Não matarás”, “Não cometerás adultério”, “Não furtarás”, “Não levantarás falso testemunho”,”Não desejaras a mulher do próximo”, “Não cobiçaras as coisas alheias.” (...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-oGyxPkV908I/TdxbXfDBv3I/AAAAAAAAAqY/wWBYIAkiQuk/s1600/nao1.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 188px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-oGyxPkV908I/TdxbXfDBv3I/AAAAAAAAAqY/wWBYIAkiQuk/s200/nao1.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610459694826110834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“E assim o Príncipe, para a defesa do erário, para resguardo mesmo do seu bom nome, vê-se forçado a dizer vinte mil vezes. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não! Não! Não!&lt;/span&gt; (...) Proferir &lt;span style="font-style:italic;"&gt;não&lt;/span&gt; é, em geral, bem mais difícil do que responder sim. E governar, ó Comendador dos Crentes, governar é dizer &lt;span style="font-style:italic;"&gt;não&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não&lt;/span&gt;, para aqueles que planejam guerras e conquistas. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não&lt;/span&gt;, para aqueles que solicitam criação de cargos inúteis ou promoções iníquas. A Ciência do Não é, pois, imprescindível para a cultura do verdadeiro Rei! Repito – Governar é contrariar, é proibir, é vetar!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora pergunto: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;QUAL PAÍS QUE VOCÊ CONHECE NO QUAL A PALAVRA GOVERNAR É SIM? Adivinhou, hem!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Nascido no Rio de Janeiro de 06.05.1895 e falecido em Recife em 18.06.1974.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pequena Nota&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na crônica “Dos livros que não consegui ler (ainda). E os já lidos...” de 17.10.2010 faço resenha e comento os livros seguintes, entre outros:&lt;br /&gt;“Os Sertões" de Euclides da Cunha&lt;br /&gt;"Grande Sertão: Veredas" de Guimarães Rosa &lt;br /&gt;Autor Friedrich Nietzsche&lt;br /&gt;"Ulisses" de James Joyce&lt;br /&gt;"1984" de George Orwell&lt;br /&gt;"Admirável mundo novo" de Aldous Huxley&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-377276530922742437?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/377276530922742437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=377276530922742437&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/377276530922742437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/377276530922742437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/05/ciencia-do-nao-segundo-malba-than.html' title='“A CIÊNCIA DO NÃO”  (Segundo Malba Than)'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-oGyxPkV908I/TdxbXfDBv3I/AAAAAAAAAqY/wWBYIAkiQuk/s72-c/nao1.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-3356909619590762606</id><published>2011-05-16T18:45:00.010-03:00</published><updated>2011-05-20T10:16:32.347-03:00</updated><title type='text'>“POEMAS”, para não dizer que não falei... (IV)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Alguns poemas já divulgados em crônicas neste blog, escritos em épocas muito diferentes e distantes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;TEMPLO VIOLADO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-aeDYQ5i87rI/TdGdm9nW3xI/AAAAAAAAAp4/hnKMB87SWxw/s1600/motosserra.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 241px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-aeDYQ5i87rI/TdGdm9nW3xI/AAAAAAAAAp4/hnKMB87SWxw/s320/motosserra.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607436303753207570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos recantos fechados da floresta,&lt;br /&gt;Atuam Espíritos cultivando flores&lt;br /&gt;O portal místico decomposto em cores,&lt;br /&gt;Pelo sol enfeitado por estreitas frestas.&lt;br /&gt;Um Templo sob azul e límpida nascente&lt;br /&gt;Permitia saciar n'Alma adormecida,&lt;br /&gt;Inspiração profunda no mundo perecida&lt;br /&gt;Intuindo orações de elevação crescente.&lt;br /&gt;E assim, naquele ambiente purificado&lt;br /&gt;Buscavam consolo e amor, desiludidos&lt;br /&gt;Palavras interiores de paz, esquecidos,&lt;br /&gt;Ali o filósofo apreendia a magia do iniciado.&lt;br /&gt;Haveis que instrumento de trêmulo corte,&lt;br /&gt;Trepidando fio, avançando duro e feroz,&lt;br /&gt;Fez do Templo nada, senão estalo atroz&lt;br /&gt;Num dia em que ao céu clamou a morte.&lt;br /&gt;Que delírio insano ocorrera, porém ?&lt;br /&gt;Na inscrição berrante anunciava tal torpeza:&lt;br /&gt;"O progresso derrotara, forte, a natureza"&lt;br /&gt;Restara então, do Templo, nada mais que desdém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NU ARTÍSTICO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Estanco na figura nua&lt;br /&gt;Mulher linda, perfeita&lt;br /&gt;O clamor da beleza pura&lt;br /&gt;Que a refinada obra acentua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fixo-me nas reentrâncias&lt;br /&gt;Nos picos e declives espessos&lt;br /&gt;Penso num abraço&lt;br /&gt;Num beijo ardente à perfeição&lt;br /&gt;Mas, ela ali não vive&lt;br /&gt;É pura inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é ela real, pois.&lt;br /&gt;Uma miragem é o que vejo&lt;br /&gt;O artista que a obra fez&lt;br /&gt;Assim graciosa e linda&lt;br /&gt;Instiga o solitário desejo.&lt;br /&gt;Reajo a tal beleza inatingível&lt;br /&gt;Fixando-me ainda na imagem&lt;br /&gt;Vingo-me, assim, jocoso, então,&lt;br /&gt;Rio de piada antiga:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-HEpNyhs6lOw/TdGcHg_Fa3I/AAAAAAAAApw/LXs46Hv5Lmo/s1600/seios%2Blindos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 212px; height: 250px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-HEpNyhs6lOw/TdGcHg_Fa3I/AAAAAAAAApw/LXs46Hv5Lmo/s320/seios%2Blindos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607434663980526450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Senhora com decote revelador&lt;br /&gt;Lindos seios à mostra, encantos&lt;br /&gt;A marca selada da mulher,&lt;br /&gt;Pergunta ao dançarino fogoso:&lt;br /&gt;- Sabes dizer os atributos da mulher&lt;br /&gt;De que mais lindo ela tem?&lt;br /&gt;- Sei-os, senhora, mas não direi...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A NOITE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-ZN2uJo8CATs/TdGf7Pt88GI/AAAAAAAAAqA/EvAIpKU_reg/s1600/noite.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 132px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZN2uJo8CATs/TdGf7Pt88GI/AAAAAAAAAqA/EvAIpKU_reg/s200/noite.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607438851233345634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A noite tudo encombre:&lt;br /&gt;o sono da criança&lt;br /&gt;os beijos dos amantes&lt;br /&gt;o sonho da alma nobre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite é decantada:&lt;br /&gt;é a musa do poeta, &lt;br /&gt;é o repouso da saudade,&lt;br /&gt;é o descanso da passarada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite é temida:&lt;br /&gt;nela tristes seres cantam,&lt;br /&gt;dança a deusa d’água,&lt;br /&gt;triste se torna a vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite muito inspira:&lt;br /&gt;escondem os namorados,&lt;br /&gt;doces se tornam os lírios,&lt;br /&gt;a vida em silêncio aspira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite é mística:&lt;br /&gt;nela os fiéis oram, &lt;br /&gt;nela a esperança renasce,&lt;br /&gt;nela o filósofo pratica...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite é estranha:&lt;br /&gt;ela esconde os ódios,&lt;br /&gt;encobre a beleza,&lt;br /&gt;desaparece a vergonha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite tudo encobre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto da noite, de Milton Pimentel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-3356909619590762606?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/3356909619590762606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=3356909619590762606&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/3356909619590762606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/3356909619590762606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/05/poemas-para-nao-dizer-que-nao-falei-iv.html' title='“POEMAS”, para não dizer que não falei... (IV)'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-aeDYQ5i87rI/TdGdm9nW3xI/AAAAAAAAAp4/hnKMB87SWxw/s72-c/motosserra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-416195334094615083</id><published>2011-05-08T07:36:00.009-03:00</published><updated>2011-05-13T15:31:02.800-03:00</updated><title type='text'>FRAGMENTOS MATERNOS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Explicação: eu escrevi uma crônica “autobiográfica” (“Fragmentos Paternos” de 13.02.20110) sobre meu pai que, para minha surpresa tem sido muito acessada. Surpresa porque há outras melhores que se perdem esquecidas nas páginas que compõem este blog. Aliás, este blog, por tudo, pelo seu resultado, é uma surpresa.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falarei, pois, de fragmentos de minha mãe, episódios que se perdem na memória, porque o tempo implacável, como é, desbota imagens e ternuras.&lt;br /&gt;Minha mãe fora criada por madrasta de quem não guardara boas recordações. Aprendera a ler praticamente sozinha, naqueles idos de educação limitada, naqueles idos em que o homem não tinha lá muitos compromissos com a formação – meu pai era guarda-livros, porém - e as mulheres menos ainda. Claro que em determinados segmentos sociais a educação era importante.&lt;br /&gt;Talvez não tenha muito que contar, porque todas as mães têm aquele mesmo sentimento de amor, ainda que reservado.&lt;br /&gt;Foi esse o caso dela. Sofrera demais pelo alcoolismo do meu pai – naqueles idos que alcoólatra era vadio -, houve períodos em que ela praticamente administrou a casa, entre choros e esperanças de que o marido viesse sóbrio naquela noite.&lt;br /&gt;Se não viesse, sua angústia ia ao extremo, sua amargura de tantos e tantos dias, meses, anos...voltava e dava um nó na garganta mais uma vez. Dos soluços ao choro copioso.&lt;br /&gt;Sua ansiedade incontida na iminência de comprar a casa onde morávamos – como relatei na crônica “Fragmentos Paternos”.&lt;br /&gt;Nos bons momentos o amor estava presente.aquele sentimento de ternura revelada, sim, mas sem ser expansiva, só aparentemente distante pelos seus desgostos. Tudo isso me influenciou. Aliás, tudo isso me influenciou de um modo indelével. &lt;br /&gt;Por essa ordem, eu também assim agi, de certo modo, com meus filhos e há os que reclamam.&lt;br /&gt;Com minha mãe por perto tive toda a liberdade para brincar, andar descalço pelas ruas, andar de bicicleta, tomar chuva, jogar bola nos campos enlameados, fazendo química no meu “laboratório ideal”, cuidando do quati enquanto esteve aos nossos cuidados. Liberdade sem medo.&lt;br /&gt;Fora ela muitas vezes chamada no colégio para ouvir recomendações e alertas da diretoria sobre minhas “aprontadas” e indisciplinas.&lt;br /&gt;Mas, nada que a envergonhasse, nada.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-E78R40s0chg/TcZ011QgyrI/AAAAAAAAAo8/n1zWJrxue1Q/s1600/digitalizar0011.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 211px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-E78R40s0chg/TcZ011QgyrI/AAAAAAAAAo8/n1zWJrxue1Q/s320/digitalizar0011.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604295254487386802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Seus cuidados com as plantas, com os cachorros tão amorosos naquele quintal que continha além de videira num caramanchão que não dava uva, apenas uns cachinhos mirrados, também pé de tomate “japonês” e uvaia.&lt;br /&gt;As bananas miúdas das bananeiras no fundo do quintal que ela convertia em bananada jamais imitada.&lt;br /&gt;Que lembranças doces!&lt;br /&gt;Quando mudei do ABC e ela também, com a viuvez, meus contatos, além de visitas periódicas, por anos a fio, foram aos domingos, pelo telefone. &lt;br /&gt;Com o passar dos anos, ela percebeu que sua mente já não respondia ao que pretendia transmitir e isso a fez perder a vontade pela vida. Sabia tudo o que enfrentara. Pouco mais a frente deu-se seu passamento.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Zc8TkYg8lyQ/TcZ0Jz3gkOI/AAAAAAAAAo0/3zzdEprQSZI/s1600/digitalizar0010.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 136px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Zc8TkYg8lyQ/TcZ0Jz3gkOI/AAAAAAAAAo0/3zzdEprQSZI/s200/digitalizar0010.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604294498199834850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher corajosa, bondosa, que faz parte da minha interioridade, da minha vida. Dona Cila. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos:&lt;br /&gt;(1)  A avenca foi plantada por minha mãe e está conosco há cerca de 30 anos;&lt;br /&gt;(2) Tempos sem registro na memória&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-416195334094615083?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/416195334094615083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=416195334094615083&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/416195334094615083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/416195334094615083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/05/fragmentos-maternos.html' title='FRAGMENTOS MATERNOS'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-E78R40s0chg/TcZ011QgyrI/AAAAAAAAAo8/n1zWJrxue1Q/s72-c/digitalizar0011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-3538525427650853532</id><published>2011-05-01T16:15:00.015-03:00</published><updated>2011-05-14T19:16:21.763-03:00</updated><title type='text'>O QUE ESTOU VENDO NESTES TEMPOS DESREGRADOS</title><content type='html'>Sobre o que se passa em nossa volta neste planetinha cada vez menor já me posicionei muitas vezes.&lt;br /&gt;Em pleno século XXI ainda não criou o homem juízo. Pensa em termos imediatos, promove guerras sem causa – salvo em nome do poder efêmero - destrói o planeta sem medir as consequências, ignorando o futuro dele e dos seus descendentes.&lt;br /&gt;Já não bastassem semelhantes não tão semelhantes, assassinos e violadores (sociopatas criminosos)!&lt;br /&gt;O predador é assim: tudo tem um valor econômico e esse valor se sobrepõe aos valores “espirituais” de uma floresta, ou de um riacho límpido. Estes não são mensuráveis. E lá se vão as margens devastadas que se deterioram nas cheias, afetando sua vazão.&lt;br /&gt;Muito se devastou nos Estados Unidos. Milhares são as casas de madeira...&lt;br /&gt;Entro numa igreja qualquer, aqui como lá ou na Europa e constato, no seu acabamento e nos milhares de bancos reservados aos fiéis quanto de florestas foi predada ao longo dos séculos.&lt;br /&gt;Mas, é por aqui que ainda temos a grande floresta Amazônica que tal qual ação de formigas cortadeiras implacáveis vai sendo dizimada. É daquelas matas que se expande o fluxo da umidade pelo continente influenciando o próprio clima da Terra.&lt;br /&gt;E o seu reservatório de água? Há os que se assustam com a conversa velada de sua internacionalização por conta da sobrevivência do planeta, num futuro. Essa revolução pode amadurecer à medida que aumentarem os desertos e se dê a escassez de água em regiões maiores.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-CIEJZk1RKAI/Tb2zr_Nq4HI/AAAAAAAAAn8/EIb6qoMogjo/s1600/poluicao%2Bnas%2Baguas.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-CIEJZk1RKAI/Tb2zr_Nq4HI/AAAAAAAAAn8/EIb6qoMogjo/s200/poluicao%2Bnas%2Baguas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601831079803281522" /&gt;&lt;/a&gt;Bem, é como somos irresponsáveis no cuidar desses recursos, como se fossem estrume de gado e não essenciais à vida!&lt;br /&gt;Aumentam os desastres naturais não só aqui nestas terras mas no planeta e se fossem enxergados não como "causas naturais”, mas aquela questão de "causa e efeito", a mão do homem e sua insanidade inconsequente seriam identificadas na maioria dos casos.&lt;br /&gt;Mas, quem nisso acredita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um poema, mesmo sem rima como é o caso desse abaixo, tem a virtude de permitir a inserção de simbolismos, numa medida importante – na denominada liberdade poética - embora possa exigir alguma reflexão do esforçado leitor.  Chamarei de &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TORMENTAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deparo-me inebriado&lt;br /&gt;Na fronte da orquídea multicolor &lt;br /&gt;Desligo-me do meu tempo&lt;br /&gt;Do que me afronta o mundo,&lt;br /&gt;Sinto elementos sutis, superiores&lt;br /&gt;A contemplar – e contemplo!&lt;br /&gt;Por um instante, uma fração&lt;br /&gt;Sou sacudido por estampido&lt;br /&gt;Há algo de tenebroso acontecido...&lt;br /&gt;Volto-me para o alto – céu límpido&lt;br /&gt;Não há tormentas anunciadas&lt;br /&gt;Pássaros esvoaçam, me acalmam,&lt;br /&gt;Cheiro de enxofre e dor se expandem no ar&lt;br /&gt;Logo adormeço no pesadelo que vivo,&lt;br /&gt;Deu-se a derribada da velha paineira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vvJrTb-DNJ0/Tb24Hs32hmI/AAAAAAAAAoE/AFNLmqn8Npc/s1600/fLOR%2BDA%2BPAINEIRA.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 142px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-vvJrTb-DNJ0/Tb24Hs32hmI/AAAAAAAAAoE/AFNLmqn8Npc/s200/fLOR%2BDA%2BPAINEIRA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601835953962780258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florida e chorosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lzQ6daXAU7I/Tb252g7e_mI/AAAAAAAAAoU/j8w1TwnnwAE/s1600/riocotia2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-lzQ6daXAU7I/Tb252g7e_mI/AAAAAAAAAoU/j8w1TwnnwAE/s200/riocotia2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601837857722269282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Deu-se um tiro no peito do seu algoz&lt;br /&gt;Que tombam no instante do estampido&lt;br /&gt;No chão, no choro misturam-se sangue e resina&lt;br /&gt;Mistura de dor e ódio!&lt;br /&gt;O que mais terei que ver?&lt;br /&gt;Nestes tempos dolorosos?&lt;br /&gt;Serei um desiludido pessimista?&lt;br /&gt;Ou um alienígena no meu tempo?&lt;br /&gt;Não sei, volto-me para a orquídea&lt;br /&gt;Linda, irradiando beijos&lt;br /&gt;Tento esquecer o instante do mundo&lt;br /&gt;Mas, ele está logo aqui, agora&lt;br /&gt;Envolto na orquídea, &lt;br /&gt;Envolto em mim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-3538525427650853532?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/3538525427650853532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=3538525427650853532&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/3538525427650853532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/3538525427650853532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/05/o-que-estou-vendo-nestes-tempos.html' title='O QUE ESTOU VENDO NESTES TEMPOS DESREGRADOS'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-CIEJZk1RKAI/Tb2zr_Nq4HI/AAAAAAAAAn8/EIb6qoMogjo/s72-c/poluicao%2Bnas%2Baguas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-9020971724603724390</id><published>2011-04-24T16:06:00.006-03:00</published><updated>2011-04-24T16:16:25.289-03:00</updated><title type='text'>DA VAIDADE AO PÓ (Reflexões sobre a "terra prometida")</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Yhfzi-TCSRg/TbR2NEq1dpI/AAAAAAAAAnU/8gEp5bbFYV0/s1600/4558919305_cc1b6348ab_b.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Yhfzi-TCSRg/TbR2NEq1dpI/AAAAAAAAAnU/8gEp5bbFYV0/s400/4558919305_cc1b6348ab_b.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599230203692152466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"E disse-lhe o Senhor. Esta é a terra de que jurei a Abraão, Isaque e Jacó, dizendo: A tua semente a darei: mostro-ta para a veres com os teus olhos, porém para lá não passarás. &lt;br /&gt;Assim, morreu ali Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe, conforme ao dito do Senhor,&lt;br /&gt;E o sepultou num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor, e ninguém tem sabido até hoje a sua sepultura" (Deut. 34, 4,6)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efetivamente, no que concerne a mim, não sou alguém religioso no sentido tradicional. Mas, por vezes, me assaltam algumas indagações.&lt;br /&gt;Eis que, rodando ao acaso o controle remoto da televisão, assisti às cenas finais de um filme em que era encenada a morte de Moisés que, diante do comando de Deus, teria mesmo se irritado com Ele –“cruel” -, atitude que parece ser fantasiosa à luz do relato bíblico. A abertura destas reflexões narram o fim de Moisés, assim decidido por Deus porque ele "prevaricara", segundo a Bíblia.&lt;br /&gt;Ocorreu-me, então, melhor refletir sobre essa passagem bíblica.&lt;br /&gt;Com efeito, ao longo de nossa vida, deparamo-nos com pessoas especiais que fazem diferença no mundo, com tarefas exemplares realizadas em prol dos semelhantes, outras com idéias beneficamente influentes e que, por uma contingência qualquer ou naturalmente, morrem abruptamente.&lt;br /&gt;Deixam inacabadas as grandes obras começadas ou permanecem indeléveis na memória de todos, por tudo o que fizeram ou que pensaram e transmitiram. Seu passamento gera, às vezes, grandes comoções coletivas. As pessoas de um modo geral, têm a sensação de perda, decorrendo daí aqueles comentários chavões, mas nem por isso insinceros: "o mundo ficou mais pobre com a morte de fulano"; "foi-se fulano, ficaram as obras". E assim por diante.&lt;br /&gt;Cada um que, neste instante, se puser a pensar, encontrara alguém com esse qualificativo cujo passamento gerou alguma ou muita emoção.&lt;br /&gt;E essas perdas de valores humanos, a obra inacabada que deixam, tornam "injusta" a morte, dolorosa, pranteada.&lt;br /&gt;Mas, certamente, toda obra, por menor que seja, deixa alguma lição:  o pai transmite ao filho lições de solidariedade, o filantropo por seus atos desprendidos de caridade, de resignação que um modesto servidor dá a cada dia na execução de seu trabalho mais humilde, pelas palavras de encorajamento que alguém proferiu para amenizar a angustia do amigo...&lt;br /&gt;E apesar de tudo, muitas dessas pessoas que fazem diferença, acabam por não ver a "terra prometida" e desaparecem da vida como que por encanto e, a maioria delas, no pó, acaba sendo mesmo esquecida e "ninguém mais saberá de sua sepultura".&lt;br /&gt;Que é conscientemente difícil aceitar esse "jogo da vida", não tenho a menor dúvida.&lt;br /&gt;Mas, não teria a passagem bíblica relatando a morte de Moisés antes que pudesse adentrar à "terra prometida" também esse significado ? De que de nossas obras, grande ou pequenas, ficam as sementes para serem plantadas ou usufruídas num processo permanente de renovação, pelos nossos descendentes ou pelos nossos semelhantes para continuá-la ?&lt;br /&gt;Moisés, que tanto fizera pelo seu povo, fora privado de adentrar à terra prometida, embora lhe fosse dado vê-la, "apenas" porque prevaricara perante Deus.&lt;br /&gt;E isso com Moisés. Quanto a nós, qual o grau de prevaricação que temos perante Ele?&lt;br /&gt;Eis porque, mesmo para as figuras humanas luminares de nossos dias e de todos os tempos, muitas não ficam para ver o resultado final de sua obra, isto é, não chegam até à "terra prometida", sequer a vêem, a virtual recompensa que poderia advir pelo esforço empreendido.&lt;br /&gt;Talvez porque tudo por aqui seja "vaidade de vaidade".&lt;br /&gt;Até para Moisés isso fora demonstrado, aparentemente por um capricho de Deus. Porque os exemplos e as obras ficam para a posteridade, tal qual sementes plantadas. E ao germinarem, não necessariamente será identificado ou lembrado o semeador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uma contradição que constatei? Sintetizada nestas linhas extraídas de poema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Da mais humilde à mais soberba criatura&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A vaidade impulsiona o mundo, porém&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas, no fim, nada restará senão o pó, o além...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Foto:&lt;/strong&gt; A “mão de Deus” sobre a cidade minúscula, “ameaçada” (ou protegida?) pela tormenta que chega (Foto de Milton Pimentel Martins – v. Galeria Mirtão no Flickr)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-9020971724603724390?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/9020971724603724390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=9020971724603724390&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/9020971724603724390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/9020971724603724390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/04/da-vaidade-ao-po-reflexoes-sobre-terra.html' title='DA VAIDADE AO PÓ (Reflexões sobre a &quot;terra prometida&quot;)'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Yhfzi-TCSRg/TbR2NEq1dpI/AAAAAAAAAnU/8gEp5bbFYV0/s72-c/4558919305_cc1b6348ab_b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-1602558457327306005</id><published>2011-04-17T19:03:00.006-03:00</published><updated>2011-04-17T19:39:21.631-03:00</updated><title type='text'>"SERMÃO DA MONTANHA", fragmentos ”históricos” que ficam</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;De um modo geral todos na sua caminhada nesta estrada que não se divisa o fim, têm algo que contar. Muitos são os que não contam o que implica na perda de uma experiência, de um fragmento histórico, de uma inspiração poética.&lt;br /&gt;O tema desta crônica é real e se afasta daquele sentido tépido, ameno de outras que damos às nossas experiências e as experiências tidas com tipos humanos diversos com que cruzamos ao longo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não! Não foi  nada ameno e vivido num período de muita tensão e incerteza. Esta passagem já contei muitas vezes, mas tenho aproveitado este Temas - nem sempre sustentado com o ânimo que pareço demonstrar -, para reunir todas essas experiências. São os meus fragmentos históricos. &lt;br /&gt;Para mim o relato abaixo foi emocionante e, como tal, inesquecível, até porque nessa quadra da vida política brasileira, desenhavam-se novos rumos. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim...   &lt;br /&gt; ...na greve de 1980 no ABC. Aquela que durou 41 dias e que para sua deflagração, não houve a ação de piquetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhava numa multinacional, em Santo André. Lá pelo 15° dia de paralisação, o ócio do dia-a-dia sem trabalho, sem solução, incentivou que as empresas tomassem algumas medidas para tentar, o quanto possível, esvaziar a greve e trazer os empregados de volta à linha de produção. (1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi decidido, então, "chamar os empregados à responsabilidade", através de uma circular redigida por mim a mando da diretoria, remetida a todos eles, nos respectivos endereços residenciais. Essa circular foi redigida até com termos ríspidos, lembrando, no final que, para continuar garantindo o emprego e o sustento dos empregados e famílias, era necessário que voltassem imediatamente ao trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Devo acentuar que era chamado para reuniões em São Bernardo do Campo, onde se situava a matriz da empresa (Chrysler) de regra sempre que havia necessidade de redigir alguma circular aos empregados. Isolava-me numa sala e de lá saía o que interessava à empresa dizer.  &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reação à carta fora praticamente nula. Até o 25° dia, a greve manteve-se com altos índices de paralisação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fw_ioScFIx0/TatkfD9rUfI/AAAAAAAAAm8/q23WC4f4t1c/s1600/Santo_Andre%2B-%2Bfabrica.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 234px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-fw_ioScFIx0/TatkfD9rUfI/AAAAAAAAAm8/q23WC4f4t1c/s320/Santo_Andre%2B-%2Bfabrica.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596677446740693490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Numa tarde monótona, porém, quente, sufocante e sonolenta, poluída pela atividade de fábricas vizinhas, indústrias químicas, de pneus e a Refinaria de Capuava, dois veteranos empregados da fábrica, pertencentes ao setor de fundição, exatamente o mais sacrificado de todos, pela emanação de poeiras, gases e calor intenso, entraram cautelosos pelo portão principal da fábrica. No pátio, próximo da entrada para a área administrativa, fui chamado. Ambos portavam a carta que, com firmeza, nervosos, repudiaram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não podemos aceitar os dizeres desta carta. Nós estamos aqui trabalhando há mais de 15 anos e eu (o interlocutor mais velho, negro alto e magro, envelhecido pelo trabalho pesado naquele ambiente insalubre) fundi os primeiros blocos do motor de exportação para o México. O que é que o senhor espera que façamos ? Que nós "fiquemos heróis" com tantos colegas lá fora esperando, torcendo para que essa greve acabe logo? Que "nós seja" desrespeitados por eles como traidores, fura greve ?&lt;br /&gt;Que nossas famílias sejam ameaçadas pelos outros grevistas dos barracos vizinhos? O senhor pensa que estamos calmos em casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perplexo, nada pude responder, tal o peso moral das palavras, do sermão que acabara de ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto se retiravam dignos e corretos, não pude externar, um pouco por vergonha, outro pouco para não deixar interpretar que a atitude fosse demagógica, minha emoção, meu respeito pelos profissionais simples que, com poucas palavras, pronunciadas corretamente, me passaram, para o momento, um verdadeiro "sermão da montanha", sem saberem que a carta fora redigida por mim. E lá foram eles cheios de dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mateus 5.3)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Referências&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Sobre a greve de 1978 ("Greve de 1978: início de tudo" de 11.05.2010), tenho um artigo indigesto que pode ser lido no portal www.votebrasil.com e no blog martins.milton2.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto da fábrica da Pirelli, em Santo André, então vizinha da fábrica da Chrysler, cuja área foi convertida há anos numa loja Carrefour. A empresa de pneus tem politica de preservação ambiental.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-1602558457327306005?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/1602558457327306005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=1602558457327306005&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/1602558457327306005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/1602558457327306005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/04/sermao-da-montanha-fragmentos.html' title='&quot;SERMÃO DA MONTANHA&quot;, fragmentos ”históricos” que ficam'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-fw_ioScFIx0/TatkfD9rUfI/AAAAAAAAAm8/q23WC4f4t1c/s72-c/Santo_Andre%2B-%2Bfabrica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-4664850892198173159</id><published>2011-04-10T16:44:00.029-03:00</published><updated>2011-04-15T16:19:53.298-03:00</updated><title type='text'>O QUE TENHO QUE VER AINDA?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0qww8jQxWwY/TaIK4AvgdDI/AAAAAAAAAmU/_gNLvuFPBbk/s1600/passarinho%2Bna%2Btorneira.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 315px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-0qww8jQxWwY/TaIK4AvgdDI/AAAAAAAAAmU/_gNLvuFPBbk/s320/passarinho%2Bna%2Btorneira.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594045644535788594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto-me quieto, um nó na garganta por toda aquela calamidade assassina que se deu na escola no bairro do Realengo, no Rio de Janeiro&lt;br /&gt;Tenho me queixado muito das coisas tresloucadas que tenho visto nos últimos tempos: tragédias ambientais como aquela que se deu, não faz muito, no próprio Rio de Janeiro, a predação ambiental produzida ou incentivada por desmiolados que não pensam no futuro, nas próximas gerações, o desrespeito aos animais, brutalizados e os que perdem seu habitat, ao tsunamis devastadores e mais frequentes, à crueldade que grassa pelo mundo especialmente pelas guerras sem causa.&lt;br /&gt;Tudo bem que há um outro lado da moeda, aquele que mostra um sentido de ternura que ainda tempera este mundo em desespero. &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Com efeito, neste meu canto, meu escritório aqui de casa que já tantas vezes me referi, me consolei por alguns instantes desses traumas que me ferem ao ver uma quantidade de passarinhos, saltitantes no zinco do muro, irradiando aquele sonzinho, em busca de nacos de mamão e bananas ali postos para eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-AqOEU9TQa4E/TaIMBPOHBeI/AAAAAAAAAmc/_rT-Vn_576w/s1600/PSSARO%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-AqOEU9TQa4E/TaIMBPOHBeI/AAAAAAAAAmc/_rT-Vn_576w/s200/PSSARO%257E1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594046902552692194" /&gt;&lt;/a&gt;A graça e a inspiração que infelizmente não posso tocar, o que seria um consolo físico maravilhoso, porque sua desconfiança natural não permite. “O homem vem aí...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um fantasma que não tem medo da luz do dia: minha cachorrinha preta, já morta, que está por aqui, transmitindo amor a seu modo. &lt;br /&gt;Não há o que temer.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Indago-me, então, nesse mesmo instante aquela seleção do tresloucado, dito doente mental, mas com discernimento suficiente para fazer sua seleção macabra de quem viveria e quem não viveria.&lt;br /&gt;- Fique tranquilo, disse a um menino apavorado, não vou matar você!&lt;br /&gt;E em seguida:&lt;br /&gt;- Vocês fiquem de costas que vou matar todos!&lt;br /&gt;Foram somente as mãos do tresloucado que acionaram as armas?&lt;br /&gt;“Onde estava Deus?” &lt;br /&gt;Como isso foi possível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do alto de tantos anos, rememorando tantos eventos dolorosos, constato que, por uma série de razões, essas tragédias crescem de modo assustador e já fazem parte de nosso dia-a-dia. Como nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atento ao esvoaçar dos passarinhos – não há jeito – volto-me para os meus tempos distantes sem medo. Liberdade sem medo.&lt;br /&gt;O meu passado está comigo. Dele não sou refém, porém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Pt5wEA1l6QY/TaIKgI5S8RI/AAAAAAAAAmM/RFIhR_ve0Ck/s1600/tempos.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 187px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Pt5wEA1l6QY/TaIKgI5S8RI/AAAAAAAAAmM/RFIhR_ve0Ck/s200/tempos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594045234407469330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;O presente é incerto. &lt;br /&gt;Se só o presente existe&lt;br /&gt;O que faço com o ontem?&lt;br /&gt;Dele tudo bate no peito&lt;br /&gt;Na alma que se questiona&lt;br /&gt;O que faço se o passado insiste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No silêncio daqueles instantes&lt;br /&gt;Eclode o sentimento da graça&lt;br /&gt;De amor, tristeza e calma&lt;br /&gt;Se o agora é o que conta&lt;br /&gt;Porque a vida plena está presente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no passado que ela ensina&lt;br /&gt;E no passado que ela inspira,&lt;br /&gt;Porém.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-MP6pJ4M3Po8/TaJFB4jJEfI/AAAAAAAAAms/pkcGHVx8r2U/s1600/infinito.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 33px; height: 20px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-MP6pJ4M3Po8/TaJFB4jJEfI/AAAAAAAAAms/pkcGHVx8r2U/s200/infinito.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594109585809543666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acho graça de alguns percalços. Num domingo como este de sol ameno, chuva à tarde, já lá se vão tantos anos, na minha vontade de parecer intelectual, andava pelas ruas de São Caetano do Sul, empunhando um Estadão de “5 mil páginas”, lendo artigos de fundo, contando que as meninas que rumavam para a missa das 10h40 na matriz, me vissem e se impressionassem. &lt;br /&gt;Até o momento em que taquei a testa num tapume na calçada coberto pelo jornal que lia e, de regra, pouco entendia. Acordei dos desvairamentos. Olhei para todos os lados para descobrir alguém que tivesse visto a testada para mais me envergonhar.&lt;br /&gt;Mas, não, não havia. Embrulhei o jornalão debaixo do braço e sai de mansinho.&lt;br /&gt;Destes momentos, neste presente, nessa sucessão de segundos, não há tapume para trombar e me acordar de um delírio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, não há delírios nestes tempo, de muita dor e desconsolo.&lt;br /&gt;O que tenho que ver ainda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto 1: http://passaregua.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tucano na cidade&lt;br /&gt;Parece que, por destruição do seu habitat natural, aves raras estão se aproximando das cidades. Este tucano foi filmado em Piracicaba, num bairro próximo do centro (imagens de Silvio P. Martins)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="400" height="255" src="http://www.youtube.com/embed/gSwInUhH64E" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-4664850892198173159?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/4664850892198173159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=4664850892198173159&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/4664850892198173159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/4664850892198173159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/04/o-que-tenho-que-ver-ainda.html' title='O QUE TENHO QUE VER AINDA?'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0qww8jQxWwY/TaIK4AvgdDI/AAAAAAAAAmU/_gNLvuFPBbk/s72-c/passarinho%2Bna%2Btorneira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-3683661665804423235</id><published>2011-04-03T08:42:00.009-03:00</published><updated>2011-11-23T19:40:21.106-02:00</updated><title type='text'>ALUCINAÇÕES, SONHOS (?)</title><content type='html'>Vejo-me dentro do carro - às vezes não é um carro -, eu o deixo estacionado num local absolutamente inóspito: ladeiras íngremes, barrancos ameaçadores, passagens estreitas infestadas por água imunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-i3mKlVkAZuc/TZhfN3Hea4I/AAAAAAAAAl0/vSYLrCGwygg/s1600/max-ernst-spiritual-repose.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 164px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-i3mKlVkAZuc/TZhfN3Hea4I/AAAAAAAAAl0/vSYLrCGwygg/s200/max-ernst-spiritual-repose.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5591323629118712706" /&gt;&lt;/a&gt;Parece que estou nas alturas. Essa sensação me atormenta porque sou um pouco acrofóbico. Bem pouco. Há situações em que me intranquilizo olhando para baixo lá do alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se fosse assim, você teria dificuldades do avião, me disse alguém. Vá lá!&lt;br /&gt;Equilibro-me naquelas tábuas, passando por sobre poças e poços. Aquela sensação de mundo perdido, sem verde, sem nada, caos.&lt;br /&gt;Quero voltar e sair dali. Mas onde deixei o carro. Desapareceu.&lt;br /&gt;Outra daquelas alucinações?&lt;br /&gt;Pois um dia havia estacionado o carro numa rua movimentada e fui resolver alguma coisa.&lt;br /&gt;Quando voltei, o carro havia desaparecido. Roubado?&lt;br /&gt;Ameaço ligar para casa para virem me buscar e ir à delegacia registrar a ocorrência.&lt;br /&gt; Entro no meio ovo do orelhão e de relance vejo o carro de volta dois passos à frente tão branco como sempre. Eu o ofendo:&lt;br /&gt;- Por onde você andou seu energúmeno.&lt;br /&gt;A resposta foram sons sutis de gargalhadas. Duendes que me perseguem. Somem coisas na minha frente e viro para um lado desesperado a procura e lá estão elas a menos de um palmo do nariz, na minha frente.&lt;br /&gt;Ou os documentos importantes que sumiram de repente e foram achados no arquivo, em busca exaustiva numa pasta que há anos não mexia.&lt;br /&gt;Não encontro o carro naquela imensidão depredada, sem vida por onde caminho e flutuo.&lt;br /&gt;Volto me equilibrando pelas tábuas, pinguelas, ainda com a sensação do que estou no alto. Me equilibro. &lt;br /&gt;Um grito surdo:&lt;br /&gt;- Socorro.&lt;br /&gt;Volto-me e chego à beira de um fosso cheio de água suja. Meto a mão naquela fossa na altura do meu antebraço e agarro a mão de alguém. &lt;br /&gt;Puxo-o.&lt;br /&gt;O salvado sai com facilidade, está vivo. Começa a devolver a água imunda que bebeu no pré-afogamento. Digo-lhe:&lt;br /&gt;- É isso mesmo, vomite essa água suja que lhe fará bem.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-a0ofNC7B-OQ/TZhiFQhr6rI/AAAAAAAAAl8/kwjYRNiE40E/s1600/henry-de-groux-a-grande-convulsao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 237px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-a0ofNC7B-OQ/TZhiFQhr6rI/AAAAAAAAAl8/kwjYRNiE40E/s320/henry-de-groux-a-grande-convulsao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5591326779855596210" /&gt;&lt;/a&gt;Olho para os lados e só vejo devastação, barrancos. Não sei mais do afogado que puxei. Não sei o caminho de volta, o carro.&lt;br /&gt;Numa fração, estou de volta. Piso no chão duro. O carro está no lugar de sempre me esperando para o trabalho dali a pouco.&lt;br /&gt;Olho-me no espelho com a cara deslavada, com a sensação ainda da minha mão na água suja puxando o afogado e confesso:&lt;br /&gt;- Cara você não sonha é um alucinado mesmo dormindo.&lt;br /&gt;Saio logo depois para o cotidiano “real”. (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagens&lt;br /&gt;(1) "Spiritual Repose", de Max Ernest&lt;br /&gt;(2) "A grande convulsão" de Henry de Groux&lt;br /&gt;(Fonte: http://casoual.wordpress.com)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) V. "Terrores e Tremores" de 06.06.2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-3683661665804423235?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/3683661665804423235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=3683661665804423235&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/3683661665804423235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/3683661665804423235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/04/alucinacao-mais-do-que-sonho.html' title='ALUCINAÇÕES, SONHOS (?)'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-i3mKlVkAZuc/TZhfN3Hea4I/AAAAAAAAAl0/vSYLrCGwygg/s72-c/max-ernst-spiritual-repose.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-7770102469754414006</id><published>2011-03-27T18:48:00.016-03:00</published><updated>2011-03-31T15:20:43.954-03:00</updated><title type='text'>O MEU TEMPO DO ONÇA</title><content type='html'>&lt;em&gt;TEMPO DO ONÇA: Essa frase foi cunhada a partir do modo de atuar do governador do Rio de Janeiro, capitão Luís Vahia Monteiro, que o governou de 1725 a 1732. Os relatos dão conta que era varão honestíssimo, exigindo o cumprimento rigoroso das leis. Seu apelido era Onça. Numa carta que escreveu ao rei Dom João VI, o governador chegou a declarar que "Nesta terra todos roubam, só eu não roubo". A frase é mesmo do “tempo do Onça” se considerarmos por aqui, como hoje e há muito age a classe política.&lt;br /&gt;Rigoroso sem olhar hierarquia e interesses influentes obteve forte oposição sendo deposto pela câmara dos vereadores em 1732.&lt;br /&gt;Há uma outra versão, mas me parece que essa é a verdadeira.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saio da escola, não me adapto de modo nenhum à caneta com pena dura, troquei várias e sempre há borrões, diferenças nos garranchos entre o excesso de tinta e pouca tinta. Insiro de novo no potinho cheio da carteira e a mesma coisa.&lt;br /&gt;Mas, dia desses eu achei uma Parker 21, caneta tinteiro famosa carregada com a tinta Parker Quinck. Uma evolução. Somente depois é que teria uma Parker 51, o suprassumo. &lt;br /&gt;Mas, antes, apareceram as esferográficas, canetas pequenas, muito ruins, que liberavam tinta no papel e nos dedos. Por isso, eram rejeitadas e descartadas. Não teriam futuro...&lt;br /&gt;À tarde dava uma chegada no bar do “seo” Pedro para assistir um pouco de televisão, torcendo para que exibisse desenhos do pica-pau ou qualquer outro. No fundo do bar, algumas cadeiras arrumadinhas, voltadas para a televisão. Quem quisesse, sempre que ligada – e não era muito – poderia se assentar por ali e passar o tempo vendo aqueles primórdios da televisão Tupi.&lt;br /&gt;Aparelho grosso, preto e branco repleto de válvulas que demoravam a esquentar e trazer a imagem. Cinco minutos.&lt;br /&gt;Muitas manhãs, quando possível, e à tarde, a molecada entrava por quase um caminho beirando a estrada de ferro e mais à frente, havia uma passagem que dava acesso para uma das principais vias da cidade. Ficávamos por ali vendo os trens se aproximarem como se fosse monstros até que alguém teve a idéia de colocar moedas sobre os trilhos e esperar o resultado. O trem passava a toda e as moedas saiam lisas. Algumas mais arrumadinhas viravam chaveiros.&lt;br /&gt;Não contente em ficar por ali, naquele meio perigo, uma manhã avançamos nos rumos dos trilhos e chegamos mais próximo da estação. Os seguranças apitaram e vieram com tudo. Corri feito doido e pulei o alambrado e escapei. Na descida da cerca, minha camisa enroscou naqueles ganchos e virou trapo. Como explicar em casa. Camisa esfarrapada, desculpa esfarrapada.&lt;br /&gt;Os outros moleques foram “detidos” e levaram um sermão daqueles porque era realmente uma área perigosa.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BOWTol-RbgA/TZC8LyP55SI/AAAAAAAAAlc/lJK2GaSjqYg/s1600/Rua%2BFlor%25C3%25AAncio%2Bde%2BAbeu%2Bem%2B1954.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 272px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-BOWTol-RbgA/TZC8LyP55SI/AAAAAAAAAlc/lJK2GaSjqYg/s320/Rua%2BFlor%25C3%25AAncio%2Bde%2BAbeu%2Bem%2B1954.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589174048219850018" /&gt;&lt;/a&gt;A minha sensação de êxito ao tomar o trem na estação de São Caetano e descer na estação da Luz e pagar o aluguel na rua Florêncio de Abreu e breve exploração do Jardim da Luz, então arrumadinho.&lt;br /&gt;A sorte de não ter ingressado na Escola Vocacional de uma grande empresa de bebidas, depois de seis meses de curso pré-admissão. O alívio veio mais tarde ao descobrir outras alternativas de vida. &lt;br /&gt;Não demoraria muito e fui trabalhar numa multinacional no Ipiranga, do ramo automobilístico de “faz tudo”, boizão que era.&lt;br /&gt;Espalhadas pelas mesas as calculadoras “facit” de última geração, as máquinas de escrever modernas da mesma marca eram para mim um mundo novo.&lt;br /&gt;Comunicações com a matriz na Europa a maior parte das vezes por telegrama, porque só havia uma linha telefônica, da antiga e inoperante CTB.&lt;br /&gt;Depois os telex.&lt;br /&gt;As cópias eram extraídas nas velhas heliográficas cuja matéria prima era amoníaco e a matriz papel vegetal.&lt;br /&gt;As circulares em mimeógrafo predominantemente a álcool, com a matriz datilografada num carbono no verso da página.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5khhoJF5MaY/TY-x7y-0YoI/AAAAAAAAAlM/uGK64xDUEAc/s1600/thermofax-oldphoto.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 253px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-5khhoJF5MaY/TY-x7y-0YoI/AAAAAAAAAlM/uGK64xDUEAc/s320/thermofax-oldphoto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588881303445725826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E finalmente, para cópias de documentos havia a famosa thermofax que utilizava papel próprio, tipo fax de hoje (que também já está saindo de moda) de cor de abóbora numa das faces e ali era impresso o documento copiado. &lt;br /&gt;A máquina de fotocópia exigia local a meia luz e demorava vários minutos por documento.&lt;br /&gt;Tempo do onça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KwAHpHKegeo/TY-ycIY5GUI/AAAAAAAAAlU/OG1ZvkBuRMs/s1600/digitalizar0008.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 151px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-KwAHpHKegeo/TY-ycIY5GUI/AAAAAAAAAlU/OG1ZvkBuRMs/s200/digitalizar0008.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588881858948045122" /&gt;&lt;/a&gt;Sou do tempo das máquinas de escrever capengas. Sempre apanhei delas. Quando advoguei em Santo André, já não tão do onça assim, mau datilógrafo, com muito cuidado ia datilografando petições com várias cópias em carbono. Erro grave no meio da página, tudo haveria que ser recomeçado. Muitos socos dei na minha máquina de escrever inocente.&lt;br /&gt;Quando me aproximei dos computadores – após a quebra da reserva de mercado porque com essa política, os computadores eram gracinhas (microdigital e outros) - quantos textos perdi, por falta de memória da máquina ou toque numa tecla errada. Por isso, anotava num papel qual a utilidade de cada uma.&lt;br /&gt;Tempo do onça&lt;br /&gt;Hoje com o “pen drive” e o celular o escritório está onde esteja um computador que possa ser conectado.&lt;br /&gt;Cada vez com maior rapidez o tempo avança e o tempo continua sendo o do onça. Amanhã de manhã porque as tardes são mais curtas.&lt;br /&gt;Fotos&lt;br /&gt;(1) Rua Florêncio de Abreu, década de 50. Fonte: Blog "São Paulo antiga".&lt;br /&gt;(2) Modelo de “thermofax” do tempo do onça. Veja a moda da secretaria...&lt;br /&gt;(3) Apanhando da máquina de escrever&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-7770102469754414006?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/7770102469754414006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=7770102469754414006&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/7770102469754414006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/7770102469754414006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/03/o-meu-tempo-do-onca.html' title='O MEU TEMPO DO ONÇA'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-BOWTol-RbgA/TZC8LyP55SI/AAAAAAAAAlc/lJK2GaSjqYg/s72-c/Rua%2BFlor%25C3%25AAncio%2Bde%2BAbeu%2Bem%2B1954.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-2460984087144455345</id><published>2011-03-20T07:57:00.016-03:00</published><updated>2011-05-31T19:28:43.929-03:00</updated><title type='text'>MISTURA FINA: a palavra "tsunami”, a Lua, “Os Sertões”, “frase caipiracicabana”</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A palavra “tsunami”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-puIo7kFlhts/TYXhe1I0dSI/AAAAAAAAAks/Xt4B5pCXJYg/s1600/thumbs_fotos-de-tsunamis-14.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 145px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-puIo7kFlhts/TYXhe1I0dSI/AAAAAAAAAks/Xt4B5pCXJYg/s320/thumbs_fotos-de-tsunamis-14.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586118832599364898" /&gt;&lt;/a&gt;Quando se deu a tragédia na Ásia em 2004, a palavra mais utilizada nos meios de comunicação foi “tsunami”, de origem japonesa.&lt;br /&gt;Por que não maremoto?&lt;br /&gt;Meio incomodado pelo seu uso comum de novo com a tragédia no Japão, num momento dado, me deparei com a coleção “Enciclopédia Exitus de Ciência e Tecnologia” e avancei para conhecer nela o significado mais pormenorizado de “maremoto”&lt;br /&gt;Não há nada de novo neste mundo, salvo o que for descoberto!&lt;br /&gt;Vejam a definição de maremoto nessa enciclopédia - edição de 1981:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Agitação violenta das ondas do mar, ou do oceano, em consequência de movimentos sísmicos que ocorrem na crosta suboceânica . As ondas agitadas por essa causa podem atingir grande altura e grande velocidade (cerca de 700km/hora), e, como consequência, podem adquirir enorme ação destruidora.&lt;br /&gt;Quando os maremotos ocorrem à pequena distância do litoral, os vagalhões, com mais de 20m de altura e mais de 1km de extensão, investem violentamente contra a faixa costeira, destruindo tudo o que encontram em seu caminho. Nesse sentido, são dignas de registro as ondas de extraordinária extensão e de formidável energia destruidora que ocorrem na faixa ocidental do Oceano Pacífico, e que assolam o litoral da Ásia, particularmente do Japão. Estas ondas têm o nome japonês, porém internacionalmente adotada, de tsunamis (de &lt;em&gt;tsu&lt;/em&gt;, porto, e &lt;em&gt;nami&lt;/em&gt;, onda e mar)."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aí os tsunamis mencionados na definição de maremoto. Termo internacionalmente adotado! Revelação numa publicação de 1981!  Ignorante é o que ignora... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lua cheia e luar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, sábado, espero ver a Lua no seu perigeu – o ponto em que o astro mais se aproxima da Terra – ou a apenas 356, 5 mil quilômetros. Vi pouco, entre nuvens.&lt;br /&gt;Este é também um espaço de poesia&lt;br /&gt;Neste meu canto que serve para tudo, para escritório, para reflexão, ouvir à noite  resmungos fantasmagóricos de minha cadelinha já morta na janela, sou sempre instado a me voltar para a Lua quando presente lá encima.&lt;br /&gt;Tenho para mim que se trata ela de prova presente do universo infinito ao alcance dos olhos, sem necessidade de telescópio. Ora, mas e o Sol? Ele brilha tanto que não pode ser encarado olho no olho, salvo em alguns momentos do dia com muita restrição. Já a Lua não, a Lua pertence à noite e reflete com serenidade a luz do Sol.&lt;br /&gt;Aliás, seleno, palavra que se refere às coisas da Lua (“Selene”, em grego significa Lua), tem muito a ver com sereno, aquele estágio interior nosso que se refere à paz e à tranquilidade. &lt;br /&gt;A noite pode significar a paz e induzir à reflexão, ao amor presente, à angustia de sua perda, lembranças que não se apagam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Hu69vVfOqTw/TYXjNFLJSMI/AAAAAAAAAk0/QBX4sblRrWs/s1600/lua%2Bcheia.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 192px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Hu69vVfOqTw/TYXjNFLJSMI/AAAAAAAAAk0/QBX4sblRrWs/s200/lua%2Bcheia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586120726689695938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Desperta-me ó luz prateada&lt;br /&gt;Brilho tépido, candente, o luar&lt;br /&gt;Obriga-me a desfrutar do seu momento&lt;br /&gt;Da graça, do amor e da nostalgia &lt;br /&gt;Convida-me a olhar para fora do que sou&lt;br /&gt;Indago assim inspirado o que há além &lt;br /&gt;Sua luz não esconde os piscares infinitos&lt;br /&gt;Da Terra aprisionado o bastante&lt;br /&gt;O peso do meu tempo, bem sei, não permite,&lt;br /&gt;Tocar na sua fronte, tão perto e tão distante.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os Sertões de Euclides&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devagar comecei a ler “Os Sertões” de Euclides da Cunha, a partir do capítulo “O Homem”. Antes tarde do que nunca.&lt;br /&gt;Mas, depois dessa parte, voltarei para o capítulo “A Terra”. &lt;br /&gt;Estou gostando muito.&lt;br /&gt;O grande escritor nessa sua obra imortal, faz revelações surpreendentes.&lt;br /&gt;Entre muitos episódios descritos com sua precisão reverenciada, ele destaca a influência paulista naqueles sertões norte-nordestinos bravios, descrevendo os horrores da seca já então. &lt;br /&gt;Curioso que num tópico, sob o título “Os jagunços: colaterais prováveis dos paulistas”, informa que os desbravadores deste Estado migraram àqueles “rincões longínquos”, formando colônias numerosas desde o século XVIII. &lt;br /&gt;De que não são culpados os paulistas? Até dos jagunços que seriam seus parentes próximos, descendentes.&lt;br /&gt;Quando concluída a leitura, voltarei até para refazer o texto sobre “Os Sertões” numa crônica que denominei “Dos livros que não consegui (ainda?) ler” de 17.10.2010 neste Temas.&lt;br /&gt;O texto abaixo foi extraído de antiga crônica que escrevi, citando trecho do livros de Euclides da Cunha (A Terra), referindo-se sobre as técnicas dos “fazedores de desertos”:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-iI4jhEXqJ4g/TYXgLOHpqKI/AAAAAAAAAkc/Du7ShkmFtsU/s1600/digitalizar0006.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 317px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-iI4jhEXqJ4g/TYXgLOHpqKI/AAAAAAAAAkc/Du7ShkmFtsU/s400/digitalizar0006.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586117396196337826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Esquecemo-nos, todavia, de um agente geológico notável – o homem. Este, de fato, não raro reage brutalmente sobre a terra e entre nós, nomeadamente assumiu, em todo o decorrer da história, o papel de um terrível fazedor de desertos. Começou isto por um desastroso legado indígena. Na agricultura primitiva dos silvícolas era instrumento fundamental – o fogo"&lt;br /&gt;A citação acima, refere-se aos desertos provocados na região do nordeste com as queimadas praticadas de modo desastroso que, ao longo do tempo, foram devastando imensas áreas de "flora estupenda".&lt;br /&gt;Não foi ela extraída de algum manual de entidade ecológica, entre tantas nacionais e internacionais que criticam a omissão brasileira na questão das queimadas havidas na floresta amazônica. Ela é de autoria de ninguém menos que Euclides da Cunha, ao estudar "a terra" em seu livro "Os Sertões", cuja primeira edição apareceu em 1902.&lt;br /&gt;Esse consagrado autor, já então no início do século, demonstrando certa perplexidade e amargura, apontava o absurdo das queimadas para abrir espaços para a atividade pastoril ou "ao mesmo tempo o sertanista ganancioso e bravo, em busca do silvícola e do ouro".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Frase caipiracicaba pura &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0n_UwP81ugo/TYXgyhwnwEI/AAAAAAAAAkk/90GiiTlVVEc/s1600/ilustra_caipiras.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 188px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-0n_UwP81ugo/TYXgyhwnwEI/AAAAAAAAAkk/90GiiTlVVEc/s200/ilustra_caipiras.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586118071483351106" /&gt;&lt;/a&gt;(Ouvida no trajeto Piracicaba – SP num ônibus da “Piracicabana”):&lt;br /&gt;Duas mulheres falando e falando muito em caipiracicabano carregado. Uma delas: “Noi precisa levá os travisseiro porque doi a costa”.&lt;br /&gt;Só digo que mesmo com "liberdade poética", doeu forte nos ouvidos. Eta nois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"OS SERTÕES" de Euclides da Cunha: Comentários sobre esse livro clássico serão encontrados na crônica "Dos livros que não consegui ler (ainda)...e os já lidos" de 17.10.2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fotos / Imagens&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A figura foi extraída do livro "Os Sertões" edição de 1952 da Livraria Francisco Alves. Autor: Ib Andersen;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotos e a figura, foram obtidas via Google.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-2460984087144455345?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/2460984087144455345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=2460984087144455345&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/2460984087144455345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/2460984087144455345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/03/mistura-fina-palavra-tsunami-lua-os.html' title='MISTURA FINA: a palavra &quot;tsunami”, a Lua, “Os Sertões”, “frase caipiracicabana”'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-puIo7kFlhts/TYXhe1I0dSI/AAAAAAAAAks/Xt4B5pCXJYg/s72-c/thumbs_fotos-de-tsunamis-14.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-2005031072336633969</id><published>2011-03-13T17:00:00.005-03:00</published><updated>2011-03-13T17:09:59.582-03:00</updated><title type='text'>“POEMAS”, para não dizer que não falei... (III)</title><content type='html'>Dia 14 de março é o “dia da poesia”. Divulgo mais algumas escritas ao longo do tempo. Perdoem-me poetas.&lt;br /&gt;Já expliquei que não são inéditos  já os tendo divulgados em crônicas minhas.&lt;br /&gt;A que mais gosto é “Etéreos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ETÉREOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3xY1impj6ZM/TX0j_pUWKXI/AAAAAAAAAj8/ypZPthEXVPc/s1600/borboleta%2Bazul%2B%2528I%2529.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 259px; height: 194px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-3xY1impj6ZM/TX0j_pUWKXI/AAAAAAAAAj8/ypZPthEXVPc/s320/borboleta%2Bazul%2B%2528I%2529.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583658689339206002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa de desânimo&lt;br /&gt;apatia&lt;br /&gt;Não sei o porquê &lt;br /&gt;de tal melancolia&lt;br /&gt;(ou nostalgia?)&lt;br /&gt;Desmedida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei não!&lt;br /&gt;Cadê a Inspiração&lt;br /&gt;os elementos Etéreos?&lt;br /&gt;Clamo, pois, só, no (meu) deserto&lt;br /&gt;Respostas não vêm&lt;br /&gt;Ilusões não há (mais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miro margaridas murchas&lt;br /&gt;(bem-me-quer, bem-me-quer!)&lt;br /&gt;Que se preparam para semente&lt;br /&gt;Sinto o sol...&lt;br /&gt;mas não me aqueço.&lt;br /&gt;Num momento, surpreso&lt;br /&gt;confuso&lt;br /&gt;Sinto o Etéreo, porém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma manchinha azul&lt;br /&gt;No éter&lt;br /&gt;Vindo, chegando, esvoaçando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, uma simples...&lt;br /&gt;Borboleta...azul!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela dança nos meus olhos&lt;br /&gt;Solene, encantada, frágil&lt;br /&gt;magnífica, rebrilhante...&lt;br /&gt;E pousa, então...&lt;br /&gt;na margarida&lt;br /&gt;a mais desfeita&lt;br /&gt;na gema amarela.&lt;br /&gt;(apenas três pétalas ressequidas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apreendi logo&lt;br /&gt;o valor da escolha...&lt;br /&gt;Da borboleta azul&lt;br /&gt;Etérea&lt;br /&gt;tão tênue&lt;br /&gt;tão efêmera&lt;br /&gt;Bem vinda...     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque na margarida&lt;br /&gt;murcha&lt;br /&gt;na gema&lt;br /&gt;Ela sentiu a vida&lt;br /&gt;(ainda)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim falava ela&lt;br /&gt;a borboleta azul&lt;br /&gt;Etérea&lt;br /&gt;na minha nostalgia&lt;br /&gt;(ou melancolia?)&lt;br /&gt;Naquele dia...    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CONTRADIÇÃO E SILÊNCIO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida caminha pra frente&lt;br /&gt;Sucedendo-se o dia-a-dia feliz ou triste,&lt;br /&gt;Não há sequer uma garantia&lt;br /&gt;Nessa sequência de luta sem nexo (ou sadia ?)&lt;br /&gt;Sinto que há nesse vai-e-vem&lt;br /&gt;Valores interiores, superiores, sutis.&lt;br /&gt;Como descobrir o que exprimem&lt;br /&gt;Se os embates da luta me reprimem ?&lt;br /&gt;Parece que essa luta sadia (ou doentia ?)&lt;br /&gt;Não começa no sexo e termina na morte:&lt;br /&gt;Há mensagens fortes nessa contradição&lt;br /&gt;Que só a Alma silenciosa possibilita audição".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BCONxwF5rz0/TX0jjXJkyTI/AAAAAAAAAj0/bINhaarxvnc/s1600/sempre%2Bviva.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 136px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-BCONxwF5rz0/TX0jjXJkyTI/AAAAAAAAAj0/bINhaarxvnc/s200/sempre%2Bviva.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583658203425851698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ENTARDECERES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega a pouco o entardecer&lt;br /&gt;Já chegara a hora da “ave-maria”&lt;br /&gt;Já escapam os morcegos dos ninhos &lt;br /&gt;Ouço no éter o som dos sinos&lt;br /&gt;Na mesma hora da meditação,&lt;br /&gt;Pássaros inocentes se abrigam&lt;br /&gt;Seja sob o sol que se esconde&lt;br /&gt;Ou sob as bênçãos da chuva&lt;br /&gt;Neste instante, a paz, haveria,&lt;br /&gt;Mas, encho-me de angústias e dúvidas&lt;br /&gt;Por que a tudo perseguir?&lt;br /&gt;Onde se perderam os ideais? &lt;br /&gt;Surpreendo-me, por avançar nas coisas da vida&lt;br /&gt;Pela constância dos entardeceres que vão&lt;br /&gt;Nada igual aos de ontem, mas iguais&lt;br /&gt;Há um sentido de perda e emoção&lt;br /&gt;Que me faz no silêncio soluçar,&lt;br /&gt;Incompreendo essa ânsia do quase choro&lt;br /&gt;Alerta-me sempre tênue chama do fundo d’alma&lt;br /&gt;Que esses entardeceres com hora marcada&lt;br /&gt;Tal qual imagens que me vejo no espelho&lt;br /&gt;Se sucedem, não voltam e, aos poucos, fenecem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos/Imagens: Google&lt;br /&gt;Flor Sempre-Viva&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-2005031072336633969?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/2005031072336633969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=2005031072336633969&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/2005031072336633969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/2005031072336633969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/03/poemas-para-nao-dizer-que-nao-falei-iii.html' title='“POEMAS”, para não dizer que não falei... (III)'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-3xY1impj6ZM/TX0j_pUWKXI/AAAAAAAAAj8/ypZPthEXVPc/s72-c/borboleta%2Bazul%2B%2528I%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-238849864240938824</id><published>2011-03-06T08:24:00.004-03:00</published><updated>2011-03-06T08:35:47.977-03:00</updated><title type='text'>OUTROS CARNAVAIS</title><content type='html'>Lá fui eu, naqueles tempos, num baile de carnaval, num clube sofisticado com amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O salão, um andar inteiro, estava ilustrado por grandes máscaras risonhas. Numa delas, vermelha e preta, uma boca enorme, saiam notas musicais. Não havia como não encará-la naquele semblante bem feito e bem humorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A folia já havia começado.  Estanco me vendo meio sem jeito entrando naquela roda doida, cantando no meio daquela turma toda, será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Turma geralmente bem comportada, apenas um esbarrão aqui, uma mão boba ali mas tudo fazia parte do refrão. As meninas de calça comprida, nada de shortinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indeciso entre a minha timidez e meu desajeito para aquilo tudo, sabendo que não conseguiria pular e cantar as músicas sucessos de sempre, desligar-me de todas as minhas indagações próprias daquela idade tão cheia de alternativas, de florescimentos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-S4AR1zLsYGA/TXNwDGnMjpI/AAAAAAAAAjc/aAzzgPPc390/s1600/carnaval_fulana_.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-S4AR1zLsYGA/TXNwDGnMjpI/AAAAAAAAAjc/aAzzgPPc390/s320/carnaval_fulana_.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580927561859108498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estou boquiaberto com o som e a alegria de tantos quando recebo um punhado de confete no rosto. Uma quantidade razoável desceu goela abaixo. Vi a autora da proeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma menina bonitinha, morena, cabelos soltos de quem recebi um aceno delicado. &lt;br /&gt;Talvez quisesse apenas compartilhar sua alegria com alguém que estivesse fora da roda. E provocá-lo para que nela entrasse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chão estava forrado de confetes. Catei um monte e esperei que com a volta da roda ela chegasse. Devolvi os confetes em seu rosto. Ela fechou os olhos, riu lindamente e seguiu empurrada pela roda saltitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos se esguelando: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Mamãe eu quero, &lt;br /&gt;mamãe eu quero, &lt;br /&gt;mamãe eu quero mamar.” (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! jardineira porque estás tão triste?  &lt;br /&gt;Mas o que foi que te aconteceu?&lt;br /&gt;Foi a camélia que caiu do galho,&lt;br /&gt;Deu dois suspiros e depois morreu. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi numa casca de banana que pisei, pisei,&lt;br /&gt;Escorreguei, quase caí,&lt;br /&gt;Mas a turma lá de trás gritou: Chi!&lt;br /&gt;Tem nêgo bêbo aí! Tem nêgo bêbo aí (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira branca, amor&lt;br /&gt;Não posso mais.&lt;br /&gt;Pela saudade&lt;br /&gt;Que me invade eu peço paz. (...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse enlevo todo, o baile se encerrou e não a vi sair e não mais a vi. Talvez não morasse na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, na mesma hora, circulei pelas imediações do salão esperando pelo menos revê-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvo ir embora, aguardando a quarta feira de cinzas que era ainda, por muitos, respeitada como dia religioso. Lembro-me que naquele passado  mais distante, nas primeiras horas,  uma tia recolhia cinzas do fogão a carvão e na rua as jogava para trás, pelos ombros, sem olhar para onde se espalhavam, num ritual muito próprio dela. E com esse gesto convidava a todos a uma oração rogando perdão pelos pecados e pelas graças recebidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca entendera bem o porquê das cinzas, até que um dia, no último ano do curso primário, uma professora explicara que as cinzas representavam a ideia da mortalidade, do pó, “ao pó voltaras”, nesse momento em que se extinguem todos os orgulhos e todas as vaidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou me afastando do clube, ouvindo claramente as mesmas músicas carnavalescas do baile da terça-feira, o derradeiro. Já distante, como se fosse uma ruptura àqueles sons alegres todos deu para ouvir  os acordes chorosos do samba-canção “Fechei a porta” sucesso estrondoso do cantor Jamelão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu não quero mais amar&lt;br /&gt;pra não sofrer ingratidão&lt;br /&gt;depois do que eu passei&lt;br /&gt;fechei a porta do meu coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dei pra ela todo o carinho&lt;br /&gt;e no entanto acabei sozinho.&lt;/strong&gt; (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho numa terça-feira de carnaval podia até ser verdade, mas a porta do coração estava escancarada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que entrasse a paixão sem bater e se esquentasse nas luzes que irradiavam no peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantos anos depois, essa música sempre me volta pelos carnavais da vida como uma homenagem daqueles tempos de amor e graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Composição: Sebastião Motta/ Ferreira dos Santos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem/Fonte: http://artigosedwardsouza.blogspot.com/2010/02/saudades-dos-antigos-carnavais-velhos.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-238849864240938824?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/238849864240938824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=238849864240938824&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/238849864240938824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/238849864240938824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/03/outros-carnavais.html' title='OUTROS CARNAVAIS'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-S4AR1zLsYGA/TXNwDGnMjpI/AAAAAAAAAjc/aAzzgPPc390/s72-c/carnaval_fulana_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-7667865804226078429</id><published>2011-02-27T07:43:00.010-03:00</published><updated>2011-02-27T08:33:37.417-03:00</updated><title type='text'>MISTÉRIOS E MAGIAS TIBETANOS EM EXTINÇÃO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Esta crônica, fora um artigo mais extenso, “político”, denominado “Tibete: o que teme a China”, publicado no portal www.votebrasil.com e no blog http://martinsmilton2.blogspot.com/ de 16.04.2009. Nesta crônica agora, foram excluídas referências mais detalhadas sobre à “colonização” da China sobre o Tibete. Meu interesse pelo Tibete se firmou depois que li o livro, há anos, de Chiang Sing, “Mistérios e Magias do Tibete”, com relatos surpreendentes do que lá viu nos mosteiros tibetanos – do seu ocultismo. Dou uma amostra, mais não é possível, por óbvias razões ir além).&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-M_FXAVCN4nc/TWosrdVh28I/AAAAAAAAAis/sxY7dFj0fXw/s1600/Tiberte%2B-%2BChina.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 269px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-M_FXAVCN4nc/TWosrdVh28I/AAAAAAAAAis/sxY7dFj0fXw/s320/Tiberte%2B-%2BChina.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578320213572705218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ao enveredar num misto de esoterismo e ocultismo, não houve vez em que o Tibete não chamasse minha atenção pelos relatos miraculosos que alguns monges ou lamas conseguiam realizar através da meditação e da força mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me refiro nessa linha, a Lobsang Rampa, pseudônimo de um inglês de Dublin, polêmico, sim que, dizem, nunca teria posto os pés no Tibete, embora despertasse com seus livros, a curiosidade para as magias praticadas naquele país. Li entre outros, o “Terceiro Olho”, não posso negar. Um best seller.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro para mim instigante, porém, foi escrito por uma brasileira, Chiang Sing (pseudônimo), falecida em 2002, cuja obra, “Mistérios e Magias do Tibet”, com várias edições li mais de uma vez. (1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprovadamente, conhecera ela o Tibete, mas buscando aqueles redutos mais reservados, herméticos, a ponto de presenciar fenômenos que fogem da aceitação, do sentido comum, neste nosso dia-a-dia atribulado em que os valores, de duvidosa oportunidade, nos apaixonam, porém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre inúmeros fenômenos místicos e as várias materializações que descreve, estes foram filmados, segundo ela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os tambores tocaram com mais força, à medida que iam se materializando os Yadans. Vimos gigantes, gnomos, lindas mulheres pequeninas de asinhas transparentes, delicadas colunatas de fogo de onde saiam salamandras, duendes e ondinas. Nossa emoção era tanta que mal podíamos respirar. O filme de Vasantara provou-nos que não tínhamos sido hipnotizados. Sem dúvida, nada é mais fantástico que a própria realidade...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre fenômenos dessa natureza, referindo-se nominalmente a Lobsang Rampa, disse o Dalai Lama (= “Oceano de Sabedoria”) que tais relatos são frutos da imaginação, mas deixara no ar depois de reconhecer algumas experiências físicas incomuns que se manifestam pela força mental, a seguinte ambigüidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É também importante manter em mente as limitações impostas pela própria natureza. Por exemplo, enquanto a investigação cientifica não pode apreender meus pensamentos, isso não significa que eles sejam inexistentes, nem que algum outro método de pesquisa não possa descobrir algo a respeito deles, e aí é que entra a experiência tibetana. Através do treinamento mental, desenvolvemos técnicas que a ciência atual não pode ainda explicar adequadamente. Isto, então, é a base da suposto "magia e mistério" do budismo tibetano.” (2) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é, pois, o caldo de cultura da “magia e mistérios” do Tibete.&lt;br /&gt;Mas, antes da invasão chinesa que se deu em 1950, pelas forças de Mao-Tse-Tung, o Tibete era muito atrasado. Eis o que revela a autora citada isso entre 1949/1950:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando ele tinha 14 ou 15 anos (o Dalai Lama), e já era considerado como rei-deus, tomou plena consciência da realidade do mundo moderno ao inaugurar a luz elétrica e a força na cidade medieval de Lhassa. Por essa ocasião, ele pôde assistir a alguns filmes ocidentais, coisa absolutamente inédita no Tibete e notou então o quanto o seu regime era ultrapassado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-C1tBrEzt03k/TWo1Ze9RPOI/AAAAAAAAAjE/F6_desmykv4/s1600/480px-Potala_from_W.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 218px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-C1tBrEzt03k/TWo1Ze9RPOI/AAAAAAAAAjE/F6_desmykv4/s320/480px-Potala_from_W.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578329800374828258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por livre interpretação, para explicar a mudança que adviria no Tibete mesmo com tanto mistério e magia, eis esta história simbólica que, no fundo, parece questionar essas práticas tão incomuns sugerindo a pergunta: qual a utilidade de tais poderes sem a correspondente espiritualização e obras?  Relatado por Chiang Sing:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Durante suas andanças pela Índia, Sidarta Gautama, o Buda, encontrou um eremita muito cansado, sentado à porta de sua cabana, no final de um bosque:&lt;br /&gt;- Há quanto tempo vives aqui? – perguntou Buda.&lt;br /&gt;- Vinte e cinco anos.&lt;br /&gt;- E qual o resultado desses anos de meditação?&lt;br /&gt;O eremita respondeu orgulhoso:&lt;br /&gt;- Sou capaz de atravessar um rio, andando sobre as águas!&lt;br /&gt;- Pobre amigo – disse Buda -, pouparia muito mais o tempo, se pagasses um barqueiro para atravessar o rio num barco...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruim que a China invasora, comunista e truculenta era também atrasada. A força do tacão passa a desdenhar da cultura e dos costumes do Tibete. E agora avança na tentativa de anulá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escritora e poeta Tsering Woeser, intelectual tibetana que não sabe escrever em tibetano, porque proibida a sua língua pelos chineses a partir dos anos 60, foi “educada em mandarim”. Em entrevista, eis como coloca as coisas no que se refere à pobreza da China quando da invasão e o Tibete invadido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Tibete não era um paraíso, perfeito, antes da invasão chinesa. Era pobre, muito pobre, uma região despovoada no alto do Himalaia. A China também era pobre. Sim, havia atraso, como em muitas outras partes em 1949. Hoje, 60 anos depois, o Tibete continua pobre.” (3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eventos que atestam a exclusão da cultura tibetana no Tibete se constata por esta nota:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na obra "Memória Proibida, a Revolução Cultural no Tibete", Woeser mostra 300 fotos feitas por sua família em que mostram a destruição de mais de mil mosteiros budistas pelas tropas chinesas e as torturas contra monges entre 1966 e 1975.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lhassa, uma cidadezinha suja e bastante atrasada 30 anos atrás, é agora um centro urbano com amplas praças, shoppings centers e altos edifícios, ligada ao restante da China por uma linha férrea de grande velocidade. É verdade que os tibetanos não se beneficiaram tanto quanto a etnia chinesa han, cuja presença em cidades como Lhassa é tão esmagadora que as pessoas temem a extinção da cultura tibetana.” (4)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que esse quadro de aniquilamento, tem provocado a rebelião de monges e lamas, cidadãos tibetanos que buscam, se não o retorno a sua liberdade política plena, pelo menos a autonomia de seu país, de tal modo a preservar o que resta de sua cultura, língua e tradições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe do Tibete desde 1959, após um levante frustrado contra a invasão chinesa dissera o Dalai Lama que seria ele o último, o que pode significar sem sua presença, o esmorecimento &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consequência dessa colonização implacável significará o desaparecimento dessa cultura tibetana pouco conhecida, aí incluídas experiências mentais / espirituais que se estudadas num nível elevado, sem especulação, poderiam revelar alguma coisa a mais para este lado ocidental tão carente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Referências:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Chiang Sing “Mistério e Magias do Tibete” (Livraria Freitas Bastos (5ª edição / &lt;br /&gt;(2) Fonte: http://www.eurooscar.com/Dalai1/dalai6.htm.&lt;br /&gt;(3) Entrevista à  “Folha de São Paulo” de 08.03.2009.&lt;br /&gt;(4) Ian Buruma, “Problema do Tibete é político”, in “O Estado de São Paulo” de 12.04.2009&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Imagens / Fotos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – China e Tibete&lt;br /&gt;2 – Palácio da Potala em Lhassa, antiga capital do Tibete, verdadeiro monumento, declarado patrimônio da humanidade em 1994, pela UNESCO. Sede do governo, residência do Dalai- Lama, contém áreas que serviam para estudos espirituais. (Foto: Enciclopédia Wikipédia)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-7667865804226078429?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/7667865804226078429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=7667865804226078429&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/7667865804226078429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/7667865804226078429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/02/misterios-e-magias-tibetanos-em.html' title='MISTÉRIOS E MAGIAS TIBETANOS EM EXTINÇÃO'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-M_FXAVCN4nc/TWosrdVh28I/AAAAAAAAAis/sxY7dFj0fXw/s72-c/Tiberte%2B-%2BChina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-4349021224370905896</id><published>2011-02-20T07:56:00.014-03:00</published><updated>2011-03-05T19:01:54.241-03:00</updated><title type='text'>SETE PECADOS CAPITAIS / LUXÚRIA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Explicação:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando iniciei esta série, a partir do “pecado da Gula”, fiz referência a duas autoridades cristãs, ao teólogo e monge João Cassiano (370-435) e ao papa Gregório Magno (540-604), que viveram nos primórdios do cristianismo. (1)&lt;br /&gt;São considerados sábios. Os elementos de que me valho para fundamentar as conclusões que agora faço sobre a luxúria, um dos sete pecados capitais – talvez na sua concepção original, um dos mais graves – porque naqueles idos já havia defensores do celibato entre os sacerdotes - foram inicialmente obtidos nos dicionários, o seu significado corrente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LUXÚRIA:&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dic. Caudas Aulete: “Sensualidade, lascívia, dissolução dos costumes, corrupção”; Dic. Aurélio: os mesmo sinônimos, incluindo “libertinagem”; Dic. Houaiss “interesse incansável por prazeres carnais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se concluir, então, que a luxúria, numa definição mais atual, seriam os “excessos carnais”?&lt;br /&gt;Se sim, tudo em excesso não transborda da racionalidade?&lt;br /&gt;Assim a gula, o desejo descontrolado de se alimentar; a avareza, aquele sentido de reter bens e dinheiro como se pudessem ser transportados além túmulo e a preguiça que se transforma em indolência, apatia.&lt;br /&gt;Pois aqueles religiosos citados não teriam sido moderados em condenar os prazeres sexuais, apenas os excessos, hoje tão comuns que nos assombra no dia-a-dia? A pedofilia, a homossexualidade (nesta crônica me refiro à relação homem-mulher que eu conheço), a pornografia nos seus estágios mais abusados...&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-e1ZoHObq0oQ/TWD16KDk_yI/AAAAAAAAAiU/xsBpSmXNHG8/s1600/Burt%2B-%2BKerr.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 238px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-e1ZoHObq0oQ/TWD16KDk_yI/AAAAAAAAAiU/xsBpSmXNHG8/s320/Burt%2B-%2BKerr.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575726718165253922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Porque, fora da luxúria, há relatos bíblicos de admirável beleza sensual como se constata no capítulo “Cânticos dos cânticos” (capítulo 7):&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;1 Quão formosos são os teus pés nas sandálias, ó filha de príncipe! Os contornos das tuas coxas são como jóias, trabalhadas por mãos de artista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 O teu umbigo, como uma taça redonda, a que não falta bebida; o teu ventre como monte de trigo, cercado de lírios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 Os teus dois seios são como dois filhos gémeos de gazela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 O teu pescoço como a torre de marfim; os teus olhos como as piscinas de Hesbom, junto à porta de Bate-Rabim; o teu nariz como torre do Líbano, que olha para Damasco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 A tua cabeça sobre ti é como o monte Carmelo, e os cabelos da tua cabeça como a púrpura; o rei está preso dos teus encantos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 Quão formosa, e quão aprazível és, ó amor em delícias! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 A tua estatura é semelhante à palmeira; e os teus seios, os teus seios são semelhantes aos cachos de uvas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 Dizia eu: Subirei à palmeira, pegarei em seus ramos; e então os teus seios serão como os cachos na vide, e o cheiro da tua respiração como o das maçãs. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 E a tua boca como o bom vinho para o meu amado, que se bebe suavemente, e faz com que falem até os lábios dos que dormem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 Eu sou do meu amado, e ele é para mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 Vem, ó meu amado, saiamos ao campo, passemos as noites nas aldeias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas, vejamos se florescem as vides, se aparecem as tenras uvas, se já brotam as romãzeiras; ali te darei o meu amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 As mandrágoras exalam o seu perfume, e às nossas portas há todo o género de excelentes frutos, novos e velhos; eu os guardei para ti, ó meu amado! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9AUj0gjESaI/TWD2iSygtXI/AAAAAAAAAic/AzPYAhNUneU/s1600/Ursula%2BAndress.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 153px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-9AUj0gjESaI/TWD2iSygtXI/AAAAAAAAAic/AzPYAhNUneU/s200/Ursula%2BAndress.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575727407704356210" /&gt;&lt;/a&gt;Com as ressalvas da minha interpretação “poética”, essa declaração mútua de amor no texto transcrito constitui-se numa linda peça de sedução, da realidade entre homem-mulher quando apaixonados e livres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém pode me explicar o prazer intenso e desejado de um casal que se dá ao amor e ao sexo? Aquela explosão? Que fenômeno é esse? Ele instiga a relação, o encontro dos sexos opostos. Pode significar a felicidade&lt;br /&gt;Mas, e a tragédia?&lt;br /&gt;A luxúria desceria à libertinagem, aos excessos onde a mulher se submete e o homem a submete e se submete. Se esses excessos forem pecado, ambos não escapam.&lt;br /&gt;Na imaginação de Dante Alighieri contida na obra “A Divina Comédia” os luxuriosos no inferno têm o seguinte castigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Logo comecei a ouvir as lamúrias da infernal geena (*): aproximava-me já do lugar em que padecia ferozmente. Era um local privado de toda luz, que rugia como mar assolado por ventos furiosos. O furor da tormenta, nunca apoucado, flagelava eternamente as almas, agitava-as e as espicaçava, sem nunca parar. Quando à beira do abismo as precipitava, ais, choros e lamentos rompiam. A multidão de malditos blasfemava contra Deus. Ouvi dizer que sofriam de modo horrendo os que se dedicavam aos vícios carnais, submetendo a eles o discernimento.”&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;“Então, disse: “Mestre, que almas são aquelas que o vendaval castiga enfurecido?&lt;br /&gt;Respondeu Virgílio: “A primeira entre as sombras das quais desejas ter notícias regeu nações. Decretou que a lascívia seria lícita e agradável, a fim de legitimar as torpes práticas nas quais se excedia. (...)” &lt;/em&gt;(2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre soube que o celibato imposto pela Igreja Católica aos seus bispos, prática que estaria institucionalizada em definitivo e obrigatório pelo Concílio de Trento (1545-1563), se dera por conta de melhor se dedicarem à própria Igreja e à espiritualidade.&lt;br /&gt;Nessa linha de idéias eis as referências contidas em Gálatas (16 -19):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;16. Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.&lt;br /&gt;17. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se  um ao outro, para que não façais o que quereis.&lt;br /&gt;18. Mas, se sois guiados pelo Espírito não estais debaixo da lei.&lt;br /&gt;19. Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para atingir este comunhão do Espírito há que contar com grande força sempre, mas muito mais nestes tempos de sexualidade exposta em qualquer meio de comunicação. Por isso valho-me mais uma vez de outra fonte que analisa a abstinência do sexo em relação à espiritualidade e os que a praticam ser estar preparados. De Max Heindel, místico-filósofo no seu “Conceito Rosacruz do Cosmos”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Por outro lado, se a pessoa se dedica a pensamentos espirituais a tendência para empregar a força sexual na propagação é mínima, de forma que qualquer parte dela que não se use nesse propósito pode ser transmutada em força espiritual. Por tal razão o iniciado, em certo grau de desenvolvimento, faz o voto de celibato. Não é uma resolução fácil de tomar, nem pode ser feita à ligeira por qualquer pessoa que deseja desenvolver-se espiritualmente. Muitas pessoas ainda imaturas para a vida superior sujeitam-se, ignorantemente, a uma vida ascética. Tais pessoas são tão perigosas à comunidade e a si mesmas quanto o são os maníacos sexuais imbecis.” &lt;/em&gt;(3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de Heindel foi escrito no começo do século passado, quando havia recato e até mesmo a demonização do sexo. Imaginem nestes tempos em que o pêndulo solto sem controle, com violência foi para o lado oposto dos costumes, gerando a sua total erotização.&lt;br /&gt;Tudo está indicando que há um apelo à moderação. Mas, eu não tenho autoridade para nada recomendar (imaginem!) até porque não sei onde ela, a moderação, se situa. Que cada um medite se está no sexo o pecado e nesse caso, qual o seu limite até a luxúria. A luz está apagada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Referências:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)“Gula”, 1ª crônica dos “sete pecados capitais”, publicada em 26.12.2010 neste “Temas”;&lt;br /&gt;(2)“Divina Comédia” - Edição em prosa da Coleção L&amp;PM Pocket (2006);&lt;br /&gt;(3)“Conceito Rosacruz do Cosmos” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz (3ª Edição – 1993)&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;(*) Geena (significado): “Local de suplício eterno, inferno” (Dic. Caudas Aulete)  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fotos:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Cena do filme  “A um passo da eternidade” (1953)  entre Burt Lancaster e Deborah Keer&lt;br /&gt;2. Cena do filme  “007 contra o satânico dr. No” (1962) – Ursula Andress&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-4349021224370905896?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/4349021224370905896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=4349021224370905896&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/4349021224370905896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/4349021224370905896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/02/sete-pecados-capitais-luxuria.html' title='SETE PECADOS CAPITAIS / LUXÚRIA'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-e1ZoHObq0oQ/TWD16KDk_yI/AAAAAAAAAiU/xsBpSmXNHG8/s72-c/Burt%2B-%2BKerr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-6910053084194355743</id><published>2011-02-13T19:30:00.008-02:00</published><updated>2011-02-14T23:40:44.767-02:00</updated><title type='text'>FRAGMENTOS PATERNOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9Y6K_-kdex4/TVhQNx2xiBI/AAAAAAAAAiE/ZIFbn5qPWmY/s1600/miltonl%25C3%25ADrio.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 249px; height: 249px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-9Y6K_-kdex4/TVhQNx2xiBI/AAAAAAAAAiE/ZIFbn5qPWmY/s320/miltonl%25C3%25ADrio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573292736522586130" /&gt;&lt;/a&gt;(Esta cônica, registro de memórias tem ligação estreita entre outras, especialmente com “Amarguras e Ternuras contidas” de 22.05.2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá aqui outro livro. Você vai gostar. E policial e refinado.&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;- Dê uma folga nos “bang-bangs”. Afinal, você não conseguiu ler “Os Sertões” do Euclides? Esse aí vai ser fichinha.  &lt;br /&gt;Fanático por “bang-bang” naquelas sessões da tarde na televisão, lúcido porque sóbrio, creio que tenha adquirido esse “amor” por esses filmes, após assistir, mais de uma vez, “Os brutos também amam” (“Shane”). Se bem me lembro, uma tarde-noite, enfrentamos o trem da extinta “Santos a Jundiaí” para assistir esse filme no também extinto cine Windsor, na avenida Ipiranga, São Paulo. Chegamos em cima da hora, o cinema estava lotado. Sentamos nos degraus. Deu para ver bem o filme.&lt;br /&gt;A avenida Ipiranga não era tão atribulada e até perigosa como é hoje. Nem por liberdade poética, vejo encantos na esquina da avenida Ipiranga com São João.&lt;br /&gt;Lá se punha o velho na sala, na mesinha que ele mesmo fez, na frente da televisão com os pés postos numa geringonça para esquentá-los naqueles dias mais frios: uma caixa de papelão com uma lâmpada bem instalada sobre ela. O calor da lâmpada era irradiado por uma abertura esquentando seus pés.&lt;br /&gt;Escrevia bem. Gostava de música clásica.&lt;br /&gt;Era exímio marceneiro para objetos pequenos: a escada de 1,5 metro de peroba que durou “uma eternidade” – quando ainda havia peroba - caixas bem feitas nos detalhes –até hoje tenho caixas de documentos e uns recipientes de bambu feitos por ele onde guardo brocas de furadeira.&lt;br /&gt;As inumeráveis carriolinhas que fez para seus netos, meus filhos, os caleidoscópios e, principalmente, tabuleiros de jogo de damas, cujas “pedras”, também de peroba, foram torneadas, pelo que sei, no canivete. E o jogo com dados que os jogadores avançam ou recuam nas casas do tabuleiro segundo os desígnios dos números sorteados. &lt;br /&gt;Tudo no capricho total na sua minioficina, um quartinho no fundo. Ao lado umas bananeiras muito “produtivas”.&lt;br /&gt;Era muito vaidoso com o relógio Rolex que ostentava com orgulho; quando dizia as horas, mencionava até os segundos. Esse relógio está comigo. Há décadas esquecido, há pouco providenciei revisão total, mas ele não vale muito, quer pelo seu modelo simples quer pela sua antiguidade. Além desse relógio, uns poucos livros foram a herança ou o meu quinhão.  &lt;br /&gt;No ginasial fui péssimo aluno. Não poucas vezes, minha mãe foi chamada na diretoria do colégio para ouvir as ameaças que representava seu filho para a sociedade.&lt;br /&gt;Embora ele sempre incentivasse que eu estudasse, a verdade é que praticamente tudo o que estudei foi opção minha e pago por mim, inclusive, pelos resquícios do mau aluno de sempre, penei demais para me formar em direito na PUCSP.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-e0XviAvPUuU/TVhPfeNuu-I/AAAAAAAAAh8/22UwGcQ_myU/s1600/S.%2BCaetano.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 138px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-e0XviAvPUuU/TVhPfeNuu-I/AAAAAAAAAh8/22UwGcQ_myU/s200/S.%2BCaetano.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573291940976180194" /&gt;&lt;/a&gt;Mais tarde, muito menos pela renda e zero de patrimônio, mas talvez pelo "crédito" que teria obtido na minha atividade estudantil e na imprensa na cidade de São Caetano do Sul fui seu avalista em valor importante o que lhe permitiu comprar a sua casa. (Ou por outra, o banco entendesse que com ele o empréstimo seria pago rigorosamente, exigindo avalista apenas para atender aos seus procedimentos). &lt;br /&gt;Já com meu fusca vermelho, num descampado, dei-lhe as primeiras aulas de direção. Muito difícil, mas era ambição maior dele ter um carro e dirigir. Depois de uma dezena de tentativas obteve a carta de habilitação. Até hoje desconfio que o delegado a concedeu por puro dó.&lt;br /&gt;Já bem idoso, então, não foi capaz de dirigir com um mínimo de segurança o seu carrinho. E desistiu.&lt;br /&gt;Muitas vezes, ao entardecer quando passava em sua casa, lá estava minha mãe preparando algum prato que ele gostava, geralmente de carne, e escondia o chocolate dos netos vorazes, a guloseima preferida do velho.&lt;br /&gt;Já começava a apresentar os primeiros sintomas respiratórios pelas décadas em que fumou.&lt;br /&gt;Todas essa lembranças conservo com muito carinho e quão forte fora minha mãe que, como dizia um tio, fora ela a luz do meu pai. E de todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CARTA DE DESPEDIDA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em 06 de setembro de 1987&lt;br /&gt;Ilmos. Srs. Diretores da&lt;br /&gt;Cia. Antarctica Paulista&lt;br /&gt;São Paulo&lt;br /&gt;Prezados Senhores:&lt;br /&gt;Faleceu no último dia 4, no Hospital Santa Helena, o Sr. Dario Martins, com pouco mais de 81 anos de idade, meu pai.&lt;br /&gt;Na Antarctica, ele trabalhou por mais de três décadas, de onde se aposentou há cerca de 20 anos.&lt;br /&gt;Em todos esses anos, mais de meio século, essa Cia. sempre esteve presente em sua vida. Amparando-o na condição de empregado quando sofreu a terrível doença do alcoolismo, dando-lhe apoio sempre. Depois, durante todos os anos da aposentadoria com um pequeno, mas significativo auxílio e agora, no fim da vida, no Hospital Santa Helena. &lt;br /&gt;Saibam que meu pai amava muito essa empresa, chamando-a, sempre que passávamos na Presidente Wilson, de “mãe”. Para ele, fora um privilégio ter a Antarctica como motivadora da maior parte de sua vida.&lt;br /&gt;Para quem, como eu, com um conceito próprio sobre o mistério da vida e da morte, que o visitei, só, nos últimos instantes na UTI do Hospital Santa Helena, na cena triste e final de uma existência atribulada, mas essencialmente honesta, sensível e mesmo feliz, não pude conter a emoção pois que houve ali, um momento doce de despedida, com um leve gesto de cabeça de quem, ainda lúcido, reconhecia seu estado crítico, prestes a seguir para um estágio reparador e transcendente.&lt;br /&gt;Esse momento, que se relaciona intimamente com o Hospital Santa Helena, levarei comigo para sempre.&lt;br /&gt;Eis porque escrevo esta a V. Sas. para registrar meu agradecimento, sincero, emocionado, a uma entidade de comprovada grandeza a quem meu pai, ao longo de quase toda sua vida, só soube exaltar.  &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto 1: Esses lírios por muitos anos enfeitaram nosso jardim, quando morávamos em Santo André. É um símbolo daqueles tempos inesquecíveis. Por isso ele ilustra esta crônica porque infelizmente, raro, nunca encontrei bulbos e pior, não os trouxe quando mudamos.&lt;br /&gt;Foto 2: São Caetano do Sul aérea, de minha juventude, onde tanta coisa vivi, fiz acontecer e aconteceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-6910053084194355743?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/6910053084194355743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=6910053084194355743&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/6910053084194355743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/6910053084194355743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/02/fragmentos-paternos.html' title='FRAGMENTOS PATERNOS'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-9Y6K_-kdex4/TVhQNx2xiBI/AAAAAAAAAiE/ZIFbn5qPWmY/s72-c/miltonl%25C3%25ADrio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-4511580740364998069</id><published>2011-02-06T21:17:00.007-02:00</published><updated>2011-02-06T21:35:39.853-02:00</updated><title type='text'>JOANA D’ARC, A PUCELA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TU8vfw4W8jI/AAAAAAAAAhs/6d-0pROO-78/s1600/digitalizar0004.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 229px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TU8vfw4W8jI/AAAAAAAAAhs/6d-0pROO-78/s320/digitalizar0004.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570723486824329778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tenho aqui comigo e vez por outra a consulta mais como curiosidade, quatro vlumes da hoje rara “Encyclopedia pela Imagem”, em quatro volumes, herança do meu pai. (1) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por não constar uma data sequer nas suas tantas páginas, creio que sua publicação, em fascículos, tenha se dado no início da década de 40, até pela ortografia adotada. &lt;br /&gt;Sabem o significado de pucela? Respondo: virgem, donzela.&lt;br /&gt;E nessa linguagem rebuscada que, em muitos textos explanados pela Enciclopédia, se encontra o capítulo de Joana D’Arc, história relativamente conhecida com dezenas de portais na internet.&lt;br /&gt;Sempre que me deparo com fenômenos incomuns, digamos, paranormais (milagres?) sou, de regra, remetido àqueles séculos de alto (e auto) fervor religioso, até por conta da perigosa inquisição patrocinada pela Igreja Católica.&lt;br /&gt;Nos dias de hoje há tanto tumulto que esse fervor se perde ou se perdeu.&lt;br /&gt;Tenho para mim que essa Enciclopédia, tão bem estruturada, tão cheias de fotos (imagens) que quando li sobre Joana D’Arc, me deu a impressão de que estava me inteirando de documento oficial, da época mesmo.&lt;br /&gt;Nascida em Domrèmy, na França, em 6 de fevereiro de 1412, na guerra entre França e Inglaterra, há o seguinte trecho que dá conta de sua primeira visão:&lt;br /&gt;“Na Bassigny, os aldeões são proibidos de acender o lume, para não fornecerem ao inimigo o fogo com que eles queimem as choupanas. O que não impede os ingleses de invadirem o Barrois (junho de 1425) e incendiarem Revigny. Os bandidos devastam Domrémy e a aldeia de Creux.”&lt;br /&gt;E a visão de Joana:&lt;br /&gt;“Nesses dias de verão, um domingo, à hora em que os sinos tocam a completa, Joana vê o arcanjo S. Miguel aparecer ‘junto com o coro de anjos do céu”. Ele diz-lhe a grande lástima em que o reino se encontra, fala-lhe do socorro que é necessário levar ao rei legítimo. Joana conta treze anos; fica perturbada. Sua mãe não a mandou aprender a ler e somente lhe ensinou as suas orações...” (2)&lt;br /&gt;A partir dai a história de suas façanhas são exaltadas:&lt;br /&gt;Nessas mensagens e visões, lhe fora passada a missão: libertar a França do jugo inglês, que dominava quase todo o país e proclamando rei, Carlos VII, o verdadeiro monarca francês. &lt;br /&gt;Resistindo inicialmente à ideia porque uma menina ainda e ainda mais naqueles tempos, não sabendo como cumprir a missão, mas demonstrando muita força interior, acabou convencendo líderes militares franceses, a ponto de comandar exércitos e vencer batalhas impressionantes sobre os ingleses, algumas consideradas milagrosas, como a que resultou na libertação de Orleans, em 1429. &lt;br /&gt;Outras vieram, até ser capturada pelos ingleses, sofrendo grandes sacrifícios e privações na prisão, além de tripudiada pelos soldados que a vigiavam. Um ano depois, em 30 de maio de 1430 quando comunicada que morreria na fogueira acusada de heresia e bruxaria:&lt;br /&gt;“Ai de mim! gemeu ela. Tratar-me-ão assim horrível e cruelmente, sendo preciso que todo o meu corpo, que jamais foi corrompido seja hoje consumido e reduzido a cinzas! Protesto diante de Deus, o grande juiz, contra as injustiças e agravos que me fazem...”&lt;br /&gt;E nesse dia deu-se o terrível sacrifício. As vozes falavam em libertação. Ela entendera o sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TU8tvdKrHNI/AAAAAAAAAhc/L8Am6ZMaQGs/s1600/Joana%2BD%2527Arc.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 132px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TU8tvdKrHNI/AAAAAAAAAhc/L8Am6ZMaQGs/s200/Joana%2BD%2527Arc.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570721557387091154" /&gt;&lt;/a&gt;Depois de um processo de reabilitação que teve início em 1456, a Igreja Católica que a havia condenado a beatifica em 1909. Em 1920 e declarada santa pelo Papa Bento XV.&lt;br /&gt;É a santa Joana. É a heroína da França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Sempre há menções sobre sua indumentária, de corte masculino. Ela usava essas roupas, de guerra, para não constranger os soldados comandados por uma menina adolescente, virgem. E cortou o cabelo, deixando-o curto para não parecer tanto aquela menininha adolescente. E havia sempre o risco do atentado sexual entre aqueles soldados bárbaros&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Referências:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Livraria Chardron – Lello &amp; Irmãos, Lda – Editores – Porto  - Portugal&lt;br /&gt;(2) Usei a ortografia atual&lt;br /&gt;Imagem / Foto&lt;br /&gt;(1) Imagem de abertura do verbete de Joana D’Ar na Enciclopédia&lt;br /&gt;(2) Monumento (dourado) a Joana D’Arc no centro do Paris (desde 1874) na praça de Rivoli.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-4511580740364998069?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/4511580740364998069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=4511580740364998069&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/4511580740364998069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/4511580740364998069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/02/joana-darc-pucela.html' title='JOANA D’ARC, A PUCELA'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TU8vfw4W8jI/AAAAAAAAAhs/6d-0pROO-78/s72-c/digitalizar0004.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-1681456451203440699</id><published>2011-01-31T21:54:00.014-02:00</published><updated>2011-02-02T17:23:39.468-02:00</updated><title type='text'>“POEMAS”, para não dizer que não falei... (II)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Continuo nesta semana a divulgar poemas escritos ao longo do tempo. Mas, ao longo do tempo mesmo, com distância de décadas. São composições recuperadas e não revelam, eu reconheço, grande inspiração. &lt;br /&gt;Já expliquei que não são inéditos já os tendo divulgados em crônicas minhas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(V. mensagens no final desta página)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TUdM8s2cXRI/AAAAAAAAAhI/eO9wad4a7sM/s1600/Beija-flor%2Borq%25C3%25BAideas.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TUdM8s2cXRI/AAAAAAAAAhI/eO9wad4a7sM/s200/Beija-flor%2Borq%25C3%25BAideas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568504069982280978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORQUÍDEAS E BEIJA-FLORES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis-me aqui amargurado e pensante&lt;br /&gt;Mal respirando nesse clima insano,&lt;br /&gt;Tudo que exala desse meio paulista urbano&lt;br /&gt;Envolto na fuligem dessas chaminés rasantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que mundo é este de dura resistência !&lt;br /&gt;Que mundo é este de intensa incerteza&lt;br /&gt;Que mesmo à reação da pródiga natureza,&lt;br /&gt;Ampliam-se os desertos por abusada inconsequência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que mundo é este de ganância e escuridão,&lt;br /&gt;Que princípios postos pouco ou nada valem?&lt;br /&gt;Se de tudo que inspira sucumbe, porém,&lt;br /&gt;Nessa sanha caótica de destruição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reajo impotente qual um conformado perdedor&lt;br /&gt;Sonhando acordado, no tráfego, quietamente,&lt;br /&gt;Vendo desabrochar orquídeas no fundo da mente,&lt;br /&gt;Visitadas por beija-flores em doce torpor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, no interior de minh’alma triste&lt;br /&gt;Revela-se que tais doces criaturas, parece,&lt;br /&gt;De Deus, são o preferido passatempo, uma prece,&lt;br /&gt;E somente por essa dúvida a esperança persiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses instantes de valor e Paz perdem-se na poluição,&lt;br /&gt;Sobressaltado não pela água límpida irradiando o sol,&lt;br /&gt;Mas pela barulhenta abertura do farol,&lt;br /&gt;Cujo verde não é o das matas que clamam proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P A Z&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paz, o que significa paz, meu irmão?&lt;br /&gt;Digo-lhe que é privilegiada palavra neste idioma&lt;br /&gt;Por quê?&lt;br /&gt;Explico: &lt;br /&gt;P de perdão&lt;br /&gt;A de amor... meu bom&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;Z – z do quê? quero saber...&lt;br /&gt;De zênite, acredite.&lt;br /&gt;Qual o significado de zênite, ora?&lt;br /&gt;Digo-lhe meu caro: &lt;br /&gt;Olhar de onde você está para o alto&lt;br /&gt;Até onde a vista alcança o céu,&lt;br /&gt;Mas, sobretudo, culminância&lt;br /&gt;Da Alma&lt;br /&gt;PAZ, significa, então,&lt;br /&gt;Perdão&lt;br /&gt;Amor&lt;br /&gt;Culminância ... da alma&lt;br /&gt;Acredite, meu irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PASSADO PRESENTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se só o presente existe&lt;br /&gt;O que faço com o ontem?&lt;br /&gt;Dele tudo bate no peito&lt;br /&gt;Na alma que se questiona&lt;br /&gt;O que faço se o passado insiste?&lt;br /&gt;Quando o revive saudosa a alma&lt;br /&gt;No silêncio daqueles instantes&lt;br /&gt;Eclode o sentimento da graça&lt;br /&gt;De amor, tristeza e calma&lt;br /&gt;Se o agora é o que conta&lt;br /&gt;Porque a vida plena está presente&lt;br /&gt;É no passado que ela ensina&lt;br /&gt;E no passado que ela inspira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TUdMgLaR7JI/AAAAAAAAAhA/4HczBTFB8Ps/s1600/Piramides_3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TUdMgLaR7JI/AAAAAAAAAhA/4HczBTFB8Ps/s320/Piramides_3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568503579969449106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANTIGO SIM, VELHO JAMAIS&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eis-me aqui já antigo&lt;br /&gt;Velho? Jamais!&lt;br /&gt;Repensando atitudes insensatas&lt;br /&gt;Aquelas que revivem dores e ais...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eis-me, então, sisudo, tímido e capaz&lt;br /&gt;Disso tudo, afinal, o que ganhei?&lt;br /&gt;Muito daquilo que se diz desalentos&lt;br /&gt;E pouco riso nas subidas que conquistei...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eis-me agora já antigo&lt;br /&gt;Velho jamais!&lt;br /&gt;Encantado com o trabalho, azáleas e simples pardais&lt;br /&gt;Ora, porque há que se extrair da vida meles reais,&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Insisto agora com muito esforço&lt;br /&gt;Superar o baixo astral dos tempos idos&lt;br /&gt;Saio falando do ótimo e do maravilhoso&lt;br /&gt;Meu Deus! Que tempos aqueles perdidos...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Há ranços que ficam ainda, é certo&lt;br /&gt;Dos tempos velhos e dos velhos carcomidos&lt;br /&gt;Mas, quem disse de velho e velhice?&lt;br /&gt;Ora, eis-me aqui rindo da graça...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pois sou somente antigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagens / Fotos: Google&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MENSAGENS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;strong&gt;Message to my friends in Russia: it is an honor to have you in this humble blog.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;strong&gt;SOBRE AS ARARAS-CANINDÉ: NA CRÔNICA ANTERIOR (MENSAGENS &amp; IMAGENS) CONSEGUIMOS INSERIR O VIDEO DO NAMORO OU DIÁLOGO DELAS SOBRE UM TRONCO, NA BELA CIDADE DE CAMPO GRANDE - MS. BASTA CLICAR NO INÍCIO DO VIDEO&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-1681456451203440699?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/1681456451203440699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=1681456451203440699&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/1681456451203440699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/1681456451203440699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/01/poemas-para-nao-dizer-que-nao-falei-ii.html' title='“POEMAS”, para não dizer que não falei... (II)'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TUdM8s2cXRI/AAAAAAAAAhI/eO9wad4a7sM/s72-c/Beija-flor%2Borq%25C3%25BAideas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-4482847159329980403</id><published>2011-01-23T08:04:00.028-02:00</published><updated>2011-02-04T22:59:20.170-02:00</updated><title type='text'>MENSAGENS &amp; IMAGENS</title><content type='html'>&lt;A href="http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TTv9x3cS9AI/AAAAAAAAAgY/Cl_vfrlZbhw/s1600/digitalizar0003.jpg"&gt;&lt;IMG style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 316px; CURSOR: hand" id=BLOGGER_PHOTO_ID_5565320797684429826 border=0 alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TTv9x3cS9AI/AAAAAAAAAgY/Cl_vfrlZbhw/s400/digitalizar0003.jpg"&gt;&lt;/A&gt; &lt;br /&gt;Essa foto foi publicada pelo jornal “O Estado de São Paulo” de 16 de janeiro último, uma cena emocionante entre tantas outras havidas na tragédia que se deu na Região Serrana do Rio de Janeiro. A legenda curta simplesmente diz que “nem a morte afasta o amigo”, acentuando que tentaram tirar o cachorro vira-lata do Cemitério de Teresópolis que há dois dias estava ao da sepultura 305, “onde foi enterrada sua dona Cristina Santana”. &lt;br /&gt;Há muitos outros casos semelhantes e mais radicais do que esse apego do cão ao seu dono. Sempre me chama a atenção o cão vira-lata que, fielmente, segue seu dono ou protetor, seja ele um indigente, catador de papel, magro tal qual o seu senhor, dividindo as migalhas, mas, jamais, faltando com a lealdade. Ele é leal, mesmo sob pancadas. Nessas desfeitas, seu olhar é tristonho, ressente-se da reciprocidade não recebida nessa relação. Mas, continua caminhando junto ao seu dono &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;A href="http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TTv-PUFYo0I/AAAAAAAAAgg/oNraXY_O7zA/s1600/digitalizar0001.jpg"&gt;&lt;IMG style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 146px; CURSOR: hand" id=BLOGGER_PHOTO_ID_5565321303589167938 border=0 alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TTv-PUFYo0I/AAAAAAAAAgg/oNraXY_O7zA/s200/digitalizar0001.jpg"&gt;&lt;/A&gt;Eu já escrevi sobre isto. Tive duas vira-latas no meu quintal, mãe e filha. A primeira foi adotada porque perambulava pelas ruas. É dela a expressão de humildade. A segunda nasceu nele e mais do que eu ela se apegou a mim, a Preta. Foram 17 anos de convivência e aquele amor incondicional, como já relatei. Ela precisou ir atacada por insidiosa doença. Nunca imaginei que naquele momento que não tive coragem de assistir o nó na garganta, escondido no meu escritório, se convertesse em soluços amargos. Aquele sentido de perda que ainda me afeta porque parece que ouço às vezes seus fungos, seus reclamos de minha presença, pelos cantos da janela do meu escritório de casa ao anoitecer. Ou seu espectro no quintal. Passados já alguns meses de sua morte, minha penitência por tudo o que não fiz, que não retribui é essa: sou eu quem, no cemitério virtual, me deito ao seu lado com emoção. Há aquela frase referencial de Antoine de Saint-Exupéry na sua obra-prima “O Pequeno Principe”, que pela voz da raposa transmite séria advertência: “você é responsável pelo animal que domestica”. Tenho minhas dúvidas se não há alguns animais que têm certa responsabilidade sobre nós pelo amor que irradiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O diálogo (ou o namoro?) de araras-canindé &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Campo Grande – MS, meu filho Eduardo Pimentel Martins, filmou num entardecer o diálogo de duas araras-canindé, deixando registrada a cena no endereço abaixo. Basta clicar sem medo. &lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-d449de8047c6e2e0" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v10.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dd449de8047c6e2e0%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331572668%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D51161D5571773432930A391071548D918D09CB2B.59C105425C43F46D7D75447E63CC08AFA782BFDE%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dd449de8047c6e2e0%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D5LKk0xH0tLI7WhC0S8EUO6iYbrQ&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v10.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dd449de8047c6e2e0%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331572668%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D51161D5571773432930A391071548D918D09CB2B.59C105425C43F46D7D75447E63CC08AFA782BFDE%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dd449de8047c6e2e0%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D5LKk0xH0tLI7WhC0S8EUO6iYbrQ&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá um sentido de liberdade, de pureza e esperança. Há quadros em que singeleza é mais eloquente que aqueles requintados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto adaptado da Wikipédia: &lt;A href="http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TTwBJRgX1qI/AAAAAAAAAgw/SsluHX0JkBE/s1600/ARARA2.jpg"&gt;&lt;IMG style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 172px; CURSOR: hand" id=BLOGGER_PHOTO_ID_5565324498352723618 border=0 alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TTwBJRgX1qI/AAAAAAAAAgw/SsluHX0JkBE/s200/ARARA2.jpg"&gt;&lt;/A&gt;Essas aves estão sempre em grupo e são barulhentas mas pousam silenciosamente. A arara-canindé está ameaçada de extinção por conta do contrabando e pelo comércio ilegal de aves. São aves muito procuradas como “de-estimação” pela docilidade, beleza; possuem certa capacidade de fala. Uma vez que formam casal, não mais se separam e botam cerca de 3 ovos e chocam entre 27 e 29 dias. Em cativeiro, vivem aproximadamente 60 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;STRONG&gt;&lt;EM&gt;Estatísticas&lt;/EM&gt;&lt;/STRONG&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog correu o risco de ser extinto porque pouco acessado após implantado, salvo pelos meus amigos. Incentivado por alguns deles, fiquei mais um pouco inserindo na média uma crônica por semana. Já são mais de cem inserções. A estatística desde maio de 2010, disponibilizada pelo próprio blog, revela o seguinte até janeiro: 5732 vizualizações de páginas tendo a fábula “A vaca e o leão” 1.558 acessos. Em seguida, “A vida secreta das plantas” (386). Das visualizações do exterior, destacam-se Portugal (286) e Estados Unidos (180). Há até acessos do Iraque, mais creio que sejam casuais, mesmo que honrosos. No que se refere ao blog de “Artigos”, no qual revelo minha “face nervosa e inconformada” por todos os abusos que consomem o país, os acessos são em menor quantidade, até porque os instrumentos de busca (Google) remetem tais artigos para o portal www.votebrasil.com. Na verdade, esse blog de “Artigos” é um backup do “Vote Brasil”. Também desde maio de 2010, das 1750 visualizações, o “Bullying” é o mais acessado, 448 vezes. Quanto aos acessos do exterior, os Estados Unidos vêm em primeiro lugar (156) e Portugal em seguida (56) Por causa dessas vizualizações continuarei passando recados, bons e ruins. Minhas homenagens&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-4482847159329980403?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=d449de8047c6e2e0&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/4482847159329980403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=4482847159329980403&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/4482847159329980403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/4482847159329980403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/01/essa-foto-foi-publicada-pelo-jornal-o.html' title='MENSAGENS &amp; IMAGENS'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TTv9x3cS9AI/AAAAAAAAAgY/Cl_vfrlZbhw/s72-c/digitalizar0003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-4373839190967054761</id><published>2011-01-16T17:01:00.009-02:00</published><updated>2011-01-17T08:14:10.839-02:00</updated><title type='text'>SETE PECADOS CAPITAIS / PREGUIÇA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TTNDGIKbmzI/AAAAAAAAAf4/bQGTF6L4-d0/s1600/Pregui%25C3%25A7a.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TTNDGIKbmzI/AAAAAAAAAf4/bQGTF6L4-d0/s200/Pregui%25C3%25A7a.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562863737282206514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, a preguiça no dia-a-dia é um pecadilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que tenho que fazer hoje, mas adio para quando der vontade ou quando não há mais jeito.&lt;br /&gt;Os dicionários a conceituam como  aversão ao trabalho, ócio, lentidão. (1)&lt;br /&gt;Esses sábados à tarde em que a modorra bate forte:&lt;br /&gt;- É preciso cortar a grama!&lt;br /&gt;Penso: &lt;br /&gt;- Ah, não.  Vai chover quem sabe amanhã.&lt;br /&gt;No domingo a preguiça bate mais forte, naquelas tardes intermináveis, véspera de segunda-feira implacável. &lt;br /&gt;- Na semana que vem. Preciso arrumar os fios...Agora vou tirar uma soneca e viajar por mundos insondáveis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tempos – naqueles meus anos de multinacionais com dedicação exclusiva até o dia em que descobri que não era “imortal” e saí da última com marca indelével da sola no assento - assisti palestra interessante. O palestrante dava vivas às segundas-feiras porque a vida “retornava ao normal”.&lt;br /&gt;Ele sabia, tanto quanto eu, que o fim de semana nos libertava da “escravidão”, mas por isso a segunda-feira nos alertava que ela haveria que repor os grilhões. Já que assim era, haveria que comemorar.&lt;br /&gt;Há muitos anos inspirado por uma cena inusitada de um indigente deitado exatamente na porta de agência da previdência social, cena emblemática – se tirasse, seria foto premiada - inspirei-me numa poesia que a certo ponto dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Na estreita calçada da suja rua&lt;br /&gt;Deitado e dormindo ao frio relento, &lt;br /&gt;Eis um triste indigente, pele nua&lt;br /&gt;De vida inexplicável, tal tormento.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E terminava assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Sem amor nenhum, sem ideal&lt;br /&gt;Lá esta o indigente sem viver,&lt;br /&gt;Que teria cometido assim fatal, &lt;br /&gt;Para tão grande castigo merecer?”&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Provérbios 6.6-11 é bem clara a condenação à preguiça atribuindo a ela o castigo do despojamento.  Lê-se:&lt;br /&gt;“Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, olha para os seus caminhos, e sê sábio”&lt;br /&gt;“A qual, não tendo superior, nem oficial, nem dominador” (refere-se a patrão, de um modo geral);&lt;br /&gt;“Prepara no verão o seu pão, na sega ajunta o seu mantimento”&lt;br /&gt;“Óh! preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono”&lt;br /&gt;“Um pouco de sono, um pouco tosquenejando (cochilando), um pouco encruzando as mãos, para estar deitado”&lt;br /&gt;“Assim te sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade como um homem armado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto de Provérbios dá a exata dimensão da célebre fábula de Esopo, a “A cigarra e a formiga”. Só que o grego Esopo vivera no século IV antes de Cristo. O final "dance agora" está muito próximo do versículo 11 acima ao advertir que a pobreza do preguiçoso significará o golpe de um ladrão e as necessidades serão satisfeitas pela mendicância com muitas negativas e ofensas, como se deu com a cigarra.&lt;br /&gt;Eis a fábula com tradução de Bocage (Portugal, 1765-1805):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TTNCpXs9BaI/AAAAAAAAAfw/KGD96q1LCmA/s1600/A%2Bcigarra%2Be%2Ba%2Bforg%255Dmiga.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 193px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TTNCpXs9BaI/AAAAAAAAAfw/KGD96q1LCmA/s200/A%2Bcigarra%2Be%2Ba%2Bforg%255Dmiga.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562863243237328290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Tendo a cigarra, em cantigas,&lt;br /&gt;Folgado todo o verão,&lt;br /&gt;Achou-se em penúria extrema,&lt;br /&gt;Na tormentosa estação.&lt;br /&gt;Não lhe restando migalha&lt;br /&gt;Que trincasse, a tagarela&lt;br /&gt;Foi valer-se da formiga,&lt;br /&gt;Que morava perto dela.&lt;br /&gt;– Amiga – diz a cigarra&lt;br /&gt;– Prometo, à fé de animal,&lt;br /&gt;Pagar-vos, antes de Agosto,&lt;br /&gt;Os juros e o principal.&lt;br /&gt;A formiga nunca empresta,&lt;br /&gt;Nunca dá; por isso, junta.&lt;br /&gt;– No verão, em que lidavas?&lt;br /&gt;– À pedinte, ela pergunta.&lt;br /&gt;Responde a outra: – Eu cantava&lt;br /&gt;Noite e dia, a toda a hora.&lt;br /&gt;– Oh! Bravo! – torna a formiga&lt;br /&gt;– Cantavas? Pois dança agora! &lt;/em&gt; (2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui obrigado, nos meus tempos de ginasial, a decorar e recitar essa fábula em francês – verdadeira tortura. Até hoje guardo na memória quase seu texto integral.(3)&lt;br /&gt;Bem, é o que tinha que dizer sobre a preguiça que pode ser um pecadilho ou o pecado capital. &lt;br /&gt;Quantas vezes não me comprometo nesse pecadilho, porém.&lt;br /&gt;Até segunda-feira, após espreguiçar-me (epa), ai, ai, ai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) O animalzinho “Bicho-Preguiça” ilustra a abertura desta crônica porque mais do que qualquer outro, sua lentidão é significativa para bem situar o tema. Mas, essa lentidão é de sua natureza, tendo como ponto negativo o de facilitar a ação de predadores quando não bem escondido entre as folhagens.(Foto: free2use.it.com).&lt;br /&gt;(2) O texto da fábula de Esopo e a figura foram extraídos da Wikipedia. O texto tem outras fontes.&lt;br /&gt;(3) A mesma fábula “A cigarra e a formiga”  recontada por Jean de La Fontaine  (França, 1621/1695) em francês:&lt;br /&gt;La Cigale, ayant chanté&lt;br /&gt;Tout l'été&lt;br /&gt;Se trouva fort dépourvue&lt;br /&gt;Quand la bise fut venue:&lt;br /&gt;Pas un seul petit morceau&lt;br /&gt;De mouche ou de vermisseau.&lt;br /&gt;Elle alla crier famine&lt;br /&gt;Chez la Fourmi sa voisine,&lt;br /&gt;La priant de lui prêter&lt;br /&gt;Quelque grain pour subsister&lt;br /&gt;Jusqu'à la saison nouvelle.&lt;br /&gt;Je vous paierai, lui dit-elle,&lt;br /&gt;Avant l'août, foi d'animal,&lt;br /&gt;Intérêt et principal.&lt;br /&gt;La Fourmi n'est pas prêteuse:&lt;br /&gt;C'est là son moindre défaut.&lt;br /&gt;Que faisiez-vous au temps chaud?&lt;br /&gt;Dit-elle à cette emprunteuse.&lt;br /&gt;Nuit et jour à tout venant&lt;br /&gt;Je chantais, ne vous déplaise.&lt;br /&gt;Vous chantiez? j'en suis fort aise:&lt;br /&gt;Eh bien! dansez maintenant!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-4373839190967054761?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/4373839190967054761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=4373839190967054761&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/4373839190967054761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/4373839190967054761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/01/sete-pecados-capitais-preguica.html' title='SETE PECADOS CAPITAIS / PREGUIÇA'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TTNDGIKbmzI/AAAAAAAAAf4/bQGTF6L4-d0/s72-c/Pregui%25C3%25A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-3964150710506554644</id><published>2011-01-09T15:52:00.026-02:00</published><updated>2011-01-16T08:49:08.304-02:00</updated><title type='text'>“POEMAS”, para não dizer que não falei... (I)</title><content type='html'>&lt;em&gt;Já disse que nem nos poemas tenho vislumbres daquela inspiração que até uma pedra se torna musa. Acho que é o “juridiquês” que me atormenta, que me persegue. De qualquer modo, em quatro ou cinco etapas, estarei divulgando tudo o que tentei nessa arte tão especial que é a poesia. Elas estarão misturadas, pelo que haverá momentos - em épocas que se perdem - místico-religiosas, sensuais, de paixão, ecológicas...&lt;br /&gt;Muitas já ilustraram crônicas neste “Temas”, pelo que são conhecidas, muito.&lt;br /&gt;Estas primeiras revelam essa miscelânea de sentimentos. &lt;br /&gt;Grandes inspirações? Haverão que buscar em outras plagas!&lt;/em&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ONDAS DE VIDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TSn29Xcs3qI/AAAAAAAAAe4/U-lNhJQhzGs/s1600/A%2Bcria%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bde%2BMichelangelo.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 180px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TSn29Xcs3qI/AAAAAAAAAe4/U-lNhJQhzGs/s400/A%2Bcria%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bde%2BMichelangelo.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560246749092437666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Num longo dia da misteriosa criação,&lt;br /&gt;Criou Deus as águas, as árvores, a flor&lt;br /&gt;Sabia o Criador com viva emoção&lt;br /&gt;Que tal grande acervo era, por tudo, amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutro dia da gloriosa criação&lt;br /&gt;Criou Deus seres viventes, as aves, os animais,&lt;br /&gt;O paraíso já verde, multicolorido, em ação&lt;br /&gt;Resplandecia azul nos céus com claros sinais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criou Deus, por fim, à Sua imagem e semelhança&lt;br /&gt;Nele inserida a chama, o sopro da luz divina,&lt;br /&gt;Este Homem interior inscrito na esperança&lt;br /&gt;Que no caminho do amor e ventura destina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim porque achou Deus que era bom&lt;br /&gt;Ambientado o homem no encontro da eternidade,&lt;br /&gt;Havendo uma só harmonia, num mesmo som&lt;br /&gt;Ondas de vida da mesma fonte, diversa a idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Multiplicam-se nos tempos essa chama, &lt;br /&gt;Diferindo da origem, pelo chão amealha,&lt;br /&gt;Acumulando pecados que o egoísmo inflama&lt;br /&gt;Fez do paraíso um campo de batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gozando os prazeres e vícios do exterior,&lt;br /&gt;Vaga sem rumo, colhendo dores e pesada cruz,&lt;br /&gt;Atenua no íntimo sua origem rósea&lt;br /&gt;Esquece que do fútil, do vício, o nada produz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desatinada existência de muitas intrigas, &lt;br /&gt;Não bastassem os ódios que expõe permanente&lt;br /&gt;Investe feroz sem respeitar vidas amigas&lt;br /&gt;Às outras criações, milagres da Divina Mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignora que a insensatez e a vantagem temporal,&lt;br /&gt;Atrasam o despertar do lume interior&lt;br /&gt;Em verdade, o paraíso que existe universal&lt;br /&gt;E a bênção sutil de elevado valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, os milenares dias da milagrosa criação&lt;br /&gt;Nos tempos tem lugar certo e final perfeito.&lt;br /&gt;São (somos) ondas de vida em franca evolução&lt;br /&gt;Que obrigam nosso justo andar e vivo respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉS JOVEM SESSENTÃO&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TSn34OnAMQI/AAAAAAAAAfA/QnIUw1oBr3E/s1600/Caminhada.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 170px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TSn34OnAMQI/AAAAAAAAAfA/QnIUw1oBr3E/s200/Caminhada.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560247760332009730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És jovem, meu sessentão amigo !&lt;br /&gt;Andas por aí tal qual profissional&lt;br /&gt;Caminhando de cá até lá, encolhendo a barriga,&lt;br /&gt;cabelo tingido (!?)&lt;br /&gt;Se jovem és, amigo, és também antigo (!?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê-se em teu rosto sulcado, marcado, maduro&lt;br /&gt;Linhas passadas da alegre juventude, sem regras,&lt;br /&gt;O olhar feliz, para frente, sorridente, ardente&lt;br /&gt;Sem pensar no tempo, na vida, no futuro (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da não eterna primavera solar, juvenil&lt;br /&gt;Haverá um tão próximo dia que a vida cobrará,&lt;br /&gt;Vislumbrando teus olhos (perplexos) o outono&lt;br /&gt;E, amargura, mais adiante, o inverno senil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço, sim, valor enfrentá-lo animado,&lt;br /&gt;Uma ilusão de que a juventude se estende&lt;br /&gt;E os choques reais, amenizam-se com lembranças doces,&lt;br /&gt;Persiste o amor à vida – o existir digno, alinhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TSn434PBtKI/AAAAAAAAAfI/L20hntdkPUw/s1600/idosos%2Bbike.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 120px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TSn434PBtKI/AAAAAAAAAfI/L20hntdkPUw/s200/idosos%2Bbike.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560248853837493410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Diz-se que a velhice reside na mente&lt;br /&gt;Ao refletires, porém, sobre a vida – ó jovem,&lt;br /&gt;Não esqueças que algum dia ela se esvai&lt;br /&gt;Mas, tal uma sentença ... pode ser adiada, somente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POETA BEBERRÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah ! poeta falsificado&lt;br /&gt;triste e doido beberrão;&lt;br /&gt;rei da histeria tola&lt;br /&gt;o que pensas da poesia ?&lt;br /&gt;Julgas que diante dos copos ,&lt;br /&gt;da garrafa vazia,&lt;br /&gt;encontraras a musa do amor ?&lt;br /&gt;enganado estás meu caro medíocre !&lt;br /&gt;a musa imaculada que buscas,&lt;br /&gt;aquela que o verdadeiro poeta canta,&lt;br /&gt;não está no brilho d’uma garrafa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TSn5X5kbhJI/AAAAAAAAAfQ/lGg66Vl4U24/s1600/Cultura%2Bcervejeira.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 149px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TSn5X5kbhJI/AAAAAAAAAfQ/lGg66Vl4U24/s200/Cultura%2Bcervejeira.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560249403951514770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustre beberrão !&lt;br /&gt;Porque a musa doce e bela&lt;br /&gt;a pura e límpida impressão,&lt;br /&gt;É a alma limpa que chama&lt;br /&gt;É o espírito são que revela...&lt;br /&gt;Ilustre beberrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRESENTE, PASSADO E FUTURO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TSn6nvHuytI/AAAAAAAAAfY/GASmJIh0avA/s1600/tempo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TSn6nvHuytI/AAAAAAAAAfY/GASmJIh0avA/s200/tempo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560250775536323282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarde é cinzenta e fria. É outono&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bate forte o vento na janela entreaberta&lt;br /&gt;Estas tardes melancólicas de sábado&lt;br /&gt;me fazem viajar no tempo&lt;br /&gt;E anoto quão ele é inexorável&lt;br /&gt;de estação em estação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligo o passado jovem com o presente&lt;br /&gt;Sou eu mesmo, pena que sem mais ardor&lt;br /&gt;Projetos mirabolantes, belezas utópicas,&lt;br /&gt;Sem mais as ilusões de mudar&lt;br /&gt;com discursos o mundo,&lt;br /&gt;Nem parece verdade todo esse trajeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que posso dizer disso tudo, afinal?&lt;br /&gt;Que tenho saudade do feito e do não feito?&lt;br /&gt;Contabilizando os trens que passaram&lt;br /&gt;sem que embarcasse?&lt;br /&gt;Pelas oportunidades e o tempo desperdiçados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei bem o que sinto, na verdade.&lt;br /&gt;Só sei que tal ligação passado-presente&lt;br /&gt;Está aqui comigo, n’alma,&lt;br /&gt;E me desperta a cada dia&lt;br /&gt;Quem fui, quem sou e quem serei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe um idealista que queria&lt;br /&gt;mudar com discursos o mundo,&lt;br /&gt;Lamentando os trens perdidos&lt;br /&gt;Que me levariam...para onde?&lt;br /&gt;Amargo com muito dó...&lt;br /&gt;Olho do alto da maturidade&lt;br /&gt;Serena e...mais além...&lt;br /&gt;Lá serei uma lembrança remota&lt;br /&gt;cuja presença se perderá no pó...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inexorável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAIXÕES &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rosto, um olhar&lt;br /&gt;A convivência, a presença&lt;br /&gt;A insistência&lt;br /&gt;Eis que da empatia&lt;br /&gt;Floresce a simpatia&lt;br /&gt;O amor e, mais além&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TSn7hyDs19I/AAAAAAAAAfg/-4_aNq4Rajg/s1600/foto%2Bblog.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 134px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TSn7hyDs19I/AAAAAAAAAfg/-4_aNq4Rajg/s200/foto%2Bblog.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560251772757137362" /&gt;&lt;/a&gt;A paixão&lt;br /&gt;Explosão,&lt;br /&gt;Brilham luzes internas&lt;br /&gt;O coração irradia&lt;br /&gt;A doçura do desejo,&lt;br /&gt;Que clama&lt;br /&gt;Reclama&lt;br /&gt;A presença&lt;br /&gt;A convivência&lt;br /&gt;Um abraço, um beijo&lt;br /&gt;O amor abrasado&lt;br /&gt;Intenso,&lt;br /&gt;Que se esvai&lt;br /&gt;No silencio&lt;br /&gt;Na ausência&lt;br /&gt;Do olhar, do rosto, da presença,&lt;br /&gt;As luzes que se apagam&lt;br /&gt;Uma esperança&lt;br /&gt;Que se perde,&lt;br /&gt;Uma ilusão ardente&lt;br /&gt;Uma lembrança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos/Imagens&lt;br /&gt;1. Criação, obra de Michelângelo - Capela Cistina - Roma &lt;br /&gt;2. Idosos: http://gericareatendimentos.blogspot.com/&lt;br /&gt;3. "Cultura cervejeira": Autor João Werner (http://www.joaowerner.com.br/)&lt;br /&gt;4. Tempo:  http://www.blogdosempreendedores.com.br/&lt;br /&gt;5. Paixão: Idílio, de Willian Zadig  - Largo de São Francisco - SP&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-3964150710506554644?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/3964150710506554644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=3964150710506554644&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/3964150710506554644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/3964150710506554644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/01/poemas-para-nao-dizer-que-nao-falei-i.html' title='“POEMAS”, &lt;em&gt;para não dizer que não falei...&lt;/em&gt; (I)'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TSn29Xcs3qI/AAAAAAAAAe4/U-lNhJQhzGs/s72-c/A%2Bcria%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bde%2BMichelangelo.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-2043697554399854744</id><published>2011-01-03T14:35:00.010-02:00</published><updated>2011-02-04T22:52:20.467-02:00</updated><title type='text'>SETE PECADOS CAPITAIS / AVAREZA</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;(Sobre a origem dos 'sete pecados capitais' voltar para a crônica anterior "a gula")&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do alto de tantos anos, não me deparei com a avareza na acepção da palavra. Neste sentido exato: “apego demasiado e sórdido ao dinheiro; desejo imoderado de adquirir e acumular riquezas.”&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Talvez porque nunca me relacionei com a riqueza média e soberba. Fortes tendências vi ao longo do exercício de minha profissão que essencialmente trata de direitos sobre patrimônio e valores. &lt;br /&gt;Não sei até que ponto essa riqueza imensa se apropriou de meios da sociedade de modo não honesto. Dá para desconfiar&lt;br /&gt;O que me ocorre, neste País e que caracteriza a avareza, se dá no meio político e em alguns setores sociais, a corrupção desregrada que se apropria por todos os meios e engenhos de recursos públicos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TSH59-pS7vI/AAAAAAAAAdw/nrvJeHdeHw8/s1600/charge-irmaos-metralha.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 178px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TSH59-pS7vI/AAAAAAAAAdw/nrvJeHdeHw8/s200/charge-irmaos-metralha.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5557998258335444722" /&gt;&lt;/a&gt;E o pior: esses facínoras de gravata não se contentam com pouco. Saciam-se apenas com valores vultosos, a ponto de tirar da boca de crianças carentes, &lt;br /&gt;sua merenda ou diminuir recursos da saúde, educação e saneamento aos mais necessitados.&lt;br /&gt;Inclui-se, mas num nível marginal na acepção do termo, o trânsito das drogas e para que tal se dê, com a liberdade que até agora ocorre, claro que há imensa rede de corrupção que se beneficia do vicio e da destruição psíquica e moral do viciado e família. A preço do vil metal.&lt;br /&gt;E o pior é que esses desonestos e marginais se julgam imortais tal a quantidade de abusos que praticam. Como se todos os seus crimes e lucros que deles provém serão usufruídos sem limites, quando na verdade nada sobrará da herança quando da consecução da mortalidade.&lt;br /&gt;Diria que esse quadro faz parte da natureza humana, neste mundo desigual, que estimula certas personalidades à experiência e ao aprendizado, mesmo que vivendo num estágio ainda abaixo da intuição média, o que não evita a delinquência, o roubo e o assassínio. &lt;br /&gt;Temos que conviver com essa horda, ajudar no que possível com exemplos aos que beiram a criminalidade na tentativa de alertar sua censura (consciência) ou a combater e mesmo punir como penitência.&lt;br /&gt;Tudo parece óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há notícias esparsas que vêm se repetindo aqui e acolá de atos de caridade praticada por muitos indivíduos extremamente ricos, o que seria uma antítese da avareza. Esses surpreendentes caridosos e filantropos têm por princípio devolver à sociedade pelo menos parte do que ela os possibilitou amealhar aos montes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São exemplos a serem enaltecidos porque sacodem a sociedade, espécie de dedo em riste condenando aqueles que abusam e mantém tudo o que amealharam no cofrinho forte da corrupção que tem tudo a ver com a avareza. E àqueles insensíveis que moram em imensas redomas virando o rosto para as carências muitas nas suas vizinhanças e que poderiam minimizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, a avareza está presente de muitas formas no nosso dia-a-dia. Mas, como disse, nunca frequentei essa roda de vícios que de uma meneira ou outra a qualificam. (1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Sempre resisto em explanar neste espaço, temas de natureza política, mas resolvi, pelo enunciado do tema, avançar um pouco nessa linha. Os que se interessarem, inclusive com a prática de caridade por brasileiros, remeto ao meu artigo “A caridade como solução” de 05.07.2009 no portal www.votebrasil.com ou no blog, http://martinsmilton2.blogspot.com/&lt;br /&gt;(Nesses portais, prevalecem, então, temas políticos e ambientais.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-2043697554399854744?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/2043697554399854744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=2043697554399854744&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/2043697554399854744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/2043697554399854744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2011/01/sete-pecados-capitais-avareza.html' title='SETE PECADOS CAPITAIS / AVAREZA'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TSH59-pS7vI/AAAAAAAAAdw/nrvJeHdeHw8/s72-c/charge-irmaos-metralha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-469350705811613295</id><published>2010-12-26T07:58:00.013-02:00</published><updated>2011-02-19T17:53:43.256-02:00</updated><title type='text'>SETE PECADOS CAPITAIS / GULA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Introdução&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um espaço livre que se presta a qualquer tema a que me sinta bem em explanar ainda que sem muita propriedade, conhecimento. É um modo de instigar ocasionais leitores em me corrigir ou criticar. Não receio nem um nem outro modo de abordagem&lt;br /&gt;Sempre me empolgaram os “sete pecados capitais”. &lt;br /&gt;A origem deles remonta àqueles primórdios do cristianismo por obra do papa Gregório Magno (540-604), no final do século VI. Anteriormente, já fora esboçado pelo teólogo e monge cristão João Cassiano, nascido no hoje território da Romênia (370-435). (1)&lt;br /&gt;Gregório Magno teria se inspirado também na “1ª Ep. de Paulo aos Coríntios” (versículo 13) que trata da “suprema excelência da caridade” mas ao praticá-la há a rejeição a vícios do homem. &lt;br /&gt;Seria de Gregório Magno esta frase: "A bíblia é um espelho que reflete a nossa mente. Nela vemos nossa face interior. Das escrituras aprendemos nossas belezas e deformidades espirituais. E ali também descobrimos o progresso que estamos fazendo, e quão longe estamos da perfeição."&lt;br /&gt;O sete pecados capitais foram acolhidos por Santo Thomaz de Aquino (nascido em 1225 - vivendo apenas 49 anos) sendo introduzido nos ensinamentos cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tanta erudição e influências dos religiosos mencionados não tenho a pretensão – claro que até por falta de mínima erudição – de tecer meditações profundas sobre o tema, pelo que nem quero repetir conceitos religiosos básicos consagrados de cada um dos sete pecados, que são:&lt;br /&gt;orgulho – soberba; inveja; cólera, preguiça; avareza; gula e luxúria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A gula&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TRcS1-5ftjI/AAAAAAAAAdM/kWa3GMz1_rk/s1600/HagarGula.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 117px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TRcS1-5ftjI/AAAAAAAAAdM/kWa3GMz1_rk/s400/HagarGula.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554929384011314738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sem qualquer compromisso de explanar sobre os demais pecados, começarei com a “gula” porque se trata, a “arte” de comer, do nosso dia-a-dia, indispensável e prazerosa.&lt;br /&gt;Já se disse que todos os prazeres mundanos são efêmeros, isto é, eles resistem pouco: uma viagem tão ansiada se perde num maço de fotografias que com o tempo vão sendo esquecidas, o sono recompõe as forças, mas no fim do outro dia ele haverá que ser renovado.&lt;br /&gt;Mas, e o comer?&lt;br /&gt;Talvez seja, para os que desfrutem de relativa fartura um daqueles prazeres que deixam marca, a marca da gula.&lt;br /&gt;As refeições não se limitam no dia-a-dia, elas podem se repetir com diferentes quitutes, várias vezes: um café reforçado, cheio de pães, presuntos, biscoitos e compotas, pouco depois, no almoço regado a frituras, carnes assadas, legumes na manteiga ou margarina, cervejas ou refrigerantes, doces amanteigados, saladas e quem sabe, frutas na sobremesa se não for sorvete.&lt;br /&gt;À tarde para não perder a oportunidade, um café com bolo e, à noite, para comemorar qualquer coisa, uma massa bem feita ou mesmo pizzas “temperadas” com vinho.&lt;br /&gt;No fim de semana, inevitável comparecimento à churrascaria para se deliciar de nacos de picanha suculentos e gordurosos e outros do rodízio - &lt;em&gt;colesterol "in natura"&lt;/em&gt; -,  chopes, várias canecas... (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A marca da gula esta na barriga e na sua circunferência. A balança silenciosa revela que antes registrara 80 quilos e agora mais de 90 quilos...&lt;br /&gt;A barriga é notória, pontuda, não dá para esconder mais. Por causa dela, o manequim sobe dois números ou mais. &lt;br /&gt;- Puxa fulano, você engordou. O pasto é bom, hem. Você consegue amarrar os sapatos?&lt;br /&gt;Gozação sutil. Que vergonha!&lt;br /&gt;Faz o teste de amarrar os sapatos. A barriga vai antes e suprime parte da respiração e dificulta o movimento. Amarrados os sapatos, parece ter havido um teste de fôlego, a respiração volta dificultosa.&lt;br /&gt;- Meu Deus, preciso emagrecer!&lt;br /&gt;O consolo é examinar as barrigas maiores e constatar que há ainda muito que avançar até alcançar aquele estágio de 120 quilos.&lt;br /&gt;E os americanos comendo hambúrgueres, fritas e refrigerantes todos os dias? Milhares caminham imitando hipopótamos.&lt;br /&gt;- Meu Deus, preciso emagrecer!&lt;br /&gt;No supermercado tem início a tentativa:&lt;br /&gt;- Quero mozarela magra, de búfala.&lt;br /&gt;- Mas, não tem gosto essa 'muçarela', observa o atendente atrevido.&lt;br /&gt;Mostra a barriga pontuda.&lt;br /&gt;- Preciso começar um regime&lt;br /&gt;E ele observa, encarando a barriga saliente:&lt;br /&gt;- Mas, o senhor foi feliz, comeu do melhor. Saboreou.&lt;br /&gt;Levou mozarela de búfala.&lt;br /&gt;Mas, as massas da noite anulariam as calorias economizadas com a mozarela de búfala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso aí, são sete os pecados capitais. Mas é a barriga que denuncia a gula, o guloso, o &lt;em&gt;pecado &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Começo o regime no ano novo. Já há uns dez anos que tento, desta vez vai.&lt;br /&gt;Será que contraio anorexia? &lt;br /&gt;Ai, ai, ai...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Referências&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) “Cassiano - bem poderia ser escolhido o padroeiro dos jornalistas - é o homem que, em torno do ano 400, percorreu os desertos do Oriente para recolher - em "reportagens" e entrevistas - as experiências radicais vividas pelos primeiros monges; já o papa Gregório (não por acaso cognominado Magno), cuja morte em 604 marca o fim do período patrístico, é um dos maiores gênios da pastoral de todos os tempos. (Jean Lauand - Prof. Titular FEUSP - IJI – Univ. do Porto, “São Tomas de Aquino e os pecados capitais”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) “Gula” trata-se de crônica. Preciso esclarecer que não me alimento de carnes. Uma luta difícil pró-vegetarianismo. Agora, a barriga...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: "Hagar, o horrível" e "Helga" personagens criadas por Dick Browne. Direitos autorais: "King Features Syndicate".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-469350705811613295?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/469350705811613295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=469350705811613295&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/469350705811613295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/469350705811613295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2010/12/sete-pecados-capitais-gula.html' title='SETE PECADOS CAPITAIS / GULA'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TRcS1-5ftjI/AAAAAAAAAdM/kWa3GMz1_rk/s72-c/HagarGula.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-2257758421376336182</id><published>2010-12-20T22:27:00.006-02:00</published><updated>2010-12-20T22:36:26.401-02:00</updated><title type='text'>REGRESSÃO (III): CARROCINHAS</title><content type='html'>- Como vai nessa vida de riquinho?&lt;br /&gt;- Você sabe, esses caras falam tanto em reciclagem hoje, mas meu pai sempre teve consciência de que a cata de papelão, lata seria espécie de limpeza do mundo. Pobrezinho, ele sempre me dizia isso, querendo externar algum orgulho pelo que fazia, puxando aquela carrocinha cheia de tranqueira que ia catando. E os garotos caçoando dele.&lt;br /&gt;- Sabe que eu me lembro dele, com aquele chapéu batido, aquelas botinas gastas!&lt;br /&gt;- Então, naqueles tempos que pulávamos a veleta no fim da rua e saíamos naqueles campos com mato baixo a cata de ovos de patas, as peladas memoráveis no campinho. Por causa de uma delas não ajudei o velho num dia em que logo cedo, disse que não estava bem. Olhou para mim, fiz que não era comigo e não saí com ele. A consciência ainda me dói, meu amigo, ele morreu puxando a carrocinha naquele dia. E como foi difícil encontrá-lo, ou o seu corpo, que já estava sendo tratado como indigente.&lt;br /&gt;- Eu sei disso tudo. Só se falava nisso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TQ_1BIqg9xI/AAAAAAAAAdE/NKgUeQ_aAgE/s1600/catador.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 162px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TQ_1BIqg9xI/AAAAAAAAAdE/NKgUeQ_aAgE/s200/catador.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5552926265425590034" /&gt;&lt;/a&gt;- A família precisa comer, minha mãe adoentada. E nisso vi que tinha que assumir a carrocinha. E fui assumindo ainda menino. Eu, mas você também fez isso, enrolava fio de cobre descascado numa peça de ferro para ficar mais pesado e lá vinham os trocados do ferro velho. Com alguns tostões íamos à venda para comprar copinhos de hóstia com bananada. Que tempos, cara, que tempos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por aí que fiquei riquinho, mas no diminutivo mesmo. Meu orgulho.&lt;br /&gt;- Essa história de carrocinha e seu pai me leva aos meus tempos de infância, um pouco antes disso, ainda. Não me lembro bem se meu pai voltara ou não ao alcoolismo. Acho que não. Essa doença fora provocada pela própria grande empresa de bebidas naquilo que hoje chamamos de “happy hour”. No fim do dia, o consumo de bebidas ficava meio liberado, o chope e mesmo destilados que ela produzia naqueles tempos. Essa facilidade deu no que deu.&lt;br /&gt;Eu ainda morava em São Paulo, na Lapa, bairro onde nasci.&lt;br /&gt;Há desses momentos que você não esquece. Guardei para sempre pela gratidão que ficou. Fora, também, resultado de um impulso decidido, há quantos anos!&lt;br /&gt;Naqueles tempos, a proximidade do Natal e do Ano Novo tinha um sabor especial, muito mais do que agora, certamente. As famílias se reuniam e usufruíam a ceia que todos se empenhavam em preparar . Minha mãe, excelente cozinheira, uns dois dias antes do Natal se unia às minhas tias e começavam a prepará-la. Todos se uniam, meus primos e primas, meus pais, meus tios que contavam "causos", mentirinhas mas, rigorosamente, havia um clima de emoção do Natal, desprovido do apelo comercial de hoje.  Na véspera do Ano Novo, na virada, o radio espocava com a corrida de São Silvestre.&lt;br /&gt;Quanto a mim, lembro-me bem, não sabia se meu presente de Natal seria bom. &lt;br /&gt;Dias antes do Natal, meu primo fora ao "jardim de infância" para a festa da escola onde estava matriculado. Era perto de onde morávamos. As ruas eram praticamente desertas.&lt;br /&gt;Fui com ele mas não tive coragem de entrar. Eu não "era" da escola.&lt;br /&gt;Fiquei no portão e pude ver à distância todas as brincadeiras, as balas distribuídas e, para surpresa geral, no fim da festa, a escola distribuiu brinquedos a todos os alunos. As crianças que estavam fora, vendo os presentes nas mãos dos meninos que saiam contentes, permaneciam boquiabertas e tristes pelos brinquedos que não ganhariam do "jardim da infância". Muitos, nem do "Papai Noel" – que figura essa, que hoje me irrita. O cara todo de vermelho, barbudo, agasalhado num clima de quase 40°. C, com aquela risada ridícula: compre, compre, compre!&lt;br /&gt;Eu não poderia ficar sem brinquedo também.&lt;br /&gt;Criei coragem, entrei na escola quase vazia e vi-me numa sala ampla, toda enfeitada. .&lt;br /&gt;Disse à mulher que lá estava. Não me lembro do seu rosto? Era jovem? era velha? Bonita ou feia? Talvez mais jovem que velha. Jeito de professora, com certeza:&lt;br /&gt;- Também quero um brinquedo, afirmei meio trêmulo com os olhos voltados para o chão.&lt;br /&gt;A mulher, surpresa com o pedido, olhou-me por alguns segundos e sem relutar pegou sobre um armário uma carrocinha de madeira, puxada por um cavalinho. Caprichada, perfeita. Estava desembrulhada, sem a caixa. Talvez por isso tenha sobrado. Entregou-me:&lt;br /&gt;- Para você.&lt;br /&gt;Foi demais. Inesquecível.&lt;br /&gt;Minha mãe ficou surpresa e contente com o presente inesperado que recebera.&lt;br /&gt;Jamais esquecerei essa carrocinha, pela forma como ela me foi dada. &lt;br /&gt;Naqueles tempos e ainda hoje com jogos eletrônicos e tudo, há uma idade em que a criança se encanta com um brinquedo. E quando ele é dado como foi dada a mim a carrocinha, sem qualquer relutância, seu valor se multiplica e permanece para sempre na memória.&lt;br /&gt;Há um sentido de leveza e intensidade na gratidão a lembrar e a relatar. Ainda que tenha sido há muito tempo. Enleva tanto quem concede sem relutar, como quem recebe. Para sempre. E não tem essa de sentimentalismo barato, de memória inútil.&lt;br /&gt;- Eu também já ouvi essa história. Mas, isso já vai para quase um século e você não a esquece?&lt;br /&gt;- Não tem como.&lt;br /&gt;- Vamos descer para umas e outras.&lt;br /&gt;- Fico num copo só, vou avisando.&lt;br /&gt;- Eta cara chato. Ficou pior agora. Vamos lá então. Eu tomo o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: "Catador" -  http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/date/2009/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-2257758421376336182?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/2257758421376336182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=2257758421376336182&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/2257758421376336182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/2257758421376336182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2010/12/regressao-iii-carrocinhas.html' title='REGRESSÃO (III): CARROCINHAS'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TQ_1BIqg9xI/AAAAAAAAAdE/NKgUeQ_aAgE/s72-c/catador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-2066961284158992687</id><published>2010-12-12T19:01:00.008-02:00</published><updated>2010-12-16T07:27:57.529-02:00</updated><title type='text'>A MATANÇA DAS BALEIAS E OUTROS BICHOS.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TQU7aO8ifoI/AAAAAAAAAcs/0vy2s5VakNk/s1600/baleia-19.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 119px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TQU7aO8ifoI/AAAAAAAAAcs/0vy2s5VakNk/s200/baleia-19.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549907437678657154" /&gt;&lt;/a&gt;Com regularidade recebo mensagens do Greenpeace, ora se referindo a ações que promovem para combater o aquecimento global, preservação das florestas e outros ora pedindo donativos em dinheiro para campanhas em locais distantes do planeta.&lt;br /&gt;A mais recente se refere a pedido de ajuda para combater a matança de baleias pelos japoneses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradução tem lá suas dificuldades, mas a mensagem tem o seguinte teor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Enquanto você lê este e-mail, a frota baleeira japonesa está se aquecendo nos rumos Oceano Antártico para iniciar o abate anual da baleia. A “quota planejada”  nesta temporada é de  cerca de 1.000 baleias minc, 50 baleias jubarte e 50 baleias fin ameaçadas de extinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos de parar este massacre agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a campanha de 2008, o então senador Obama disse: "Como presidente, vou garantir que os EUA assumam a liderança na aplicação de acordos internacionais de protecção da vida selvagem, incluindo a moratória internacional à caça comercial da baleias." Mas já há três temporadas caça têm ido e vindo desde que Obama falou aquelas palavras, e nenhuma alteração foi feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E aqui o pedido de donativos:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, apresse sua contribuição mais generosa como uma pressão sobre o presidente Barack Obama para cumprir sua promessa de campanha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Permitir que o Japão continui a caça comercial é inaceitável", como o próprio presidente Obama declarou, e o Greenpeace está arregimentando apoio para pôr fim ao massacre, uma vez por todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caça comercial não só é inaceitável, é uma violação do direito internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine um navio japonês apressando-se através do Oceano Antártico. De repente, o arpoador vê uma baleia mãe e seu filhote. Os sons do oceano são abafados pelas explosões de arpões que atingem a baleia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E o relato doloroso que seria preferível ignorar, não saber:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dupla luta para libertar-se das linhas de arpão durante quase uma hora, debatendo desesperadamente suas caudas na água, até que, finalmente, um pistoleiro do convés atira para que sejam morta de vez. A baleia mãe e o filhote são arrastados até rampa de lançamento da nave, deixando um longo rastro de sangue atrás de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nossa frustração, em poucos dias essa cena trágica no Oceano Antártico vai se repetir inúmeras vezes. O Greenpeace precisa da sua ajuda, e a ajuda do presidente Obama, para pôr fim à matança dessas criaturas de nossos oceanos, “as mais originais, inteligentes e emocionais.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TQU6ALYwXPI/AAAAAAAAAcc/QIPyrkYcl6E/s1600/baleia%2Bdestro%25C3%25A7ada.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 143px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TQU6ALYwXPI/AAAAAAAAAcc/QIPyrkYcl6E/s200/baleia%2Bdestro%25C3%25A7ada.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549905890535038194" /&gt;&lt;/a&gt;Além do Japão, também a Noruega e a Islândia caçam baleias alegando interesse “científico” mas que na verdade, em especial os japoneses, apreciam a carne do maravilhoso cetáceo, fazendo parte de sua “cultura”.&lt;br /&gt;Países ditos civilizados praticando tal barbaridade sem concessões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa cena dolorosa há mais de um século foi descrita por Herman Melville no livro “Moby Dick”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Como quando o cachalote ferido, que desenrolou da tina centenas de braças de arpoeira, depois de um profundo mergulho flutua de novo e mostra a corda frouxa e torcida erguendo-se a boiar e espiralando-se rumo á tona, assim Starbuck viu longos rolos do cordão umbilical de Madame Leviatã, com o qual o filhotinho ainda parecia amarrado à mãe. Não raro, nas rápidas vicissitudes da caça, esse cordão natural, com a extremidade materna solta, enrola-se na arpoeira de cânhamo, de modo que o filhote é assim capturado.”&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;No que se refere às tetas na fase da amamentação, “preciosas numa fêmea que aleite, são cortadas pela lança do caçador, o sangue e o leite que correm da mãe mancham à porfia o mar, por quinas de metros. O leite é muito doce e forte, tem sido provado pelo homem, iria bem com morangos.”&lt;/em&gt; (1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, &lt;em&gt;perguntareis&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há crueldade idêntica ou pior nos matadouros bovinos e caprinos, nos abatedouros de aves?&lt;br /&gt;Não foi o Greenpeace que remeteu outra mensagem no “dia de ação de graças” deste ano, feriado americano, relatando seus êxitos enquanto, na véspera, eram abatidos milhares de perus, ave símbolo da comemoração? Que comemoração é essa em “dia de ação de graças” com tal matança?&lt;br /&gt;E o “nosso” Natal com a matança dos leitões e também dos perus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, há. &lt;em&gt;Este é o seu mundo, cara.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se esta é uma realidade dura, é chegada a hora de ir diminuindo essa prática. E por que não a partir das baleias, essas criaturas “mais originais, inteligentes e emocionais.”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me referi em várias crônicas e artigos sobre os estragos ambientais que produzem o gado bovino – no Brasil o maior rebanho do mundo - criado “artificialmente”, no que concerne à devastação das florestas, emissão de gás metano pela sua defecação.(2)&lt;br /&gt;Se a humanidade não se convence de que a carne é dieta dispensável ou que pelo menos tivesse consumo menor,  “tudo bem!”, mas que fiquem em paz as baleias na imensidão dos oceanos. Comecemos por elas a nossa contenção à imensa crueldade que praticamos contra os animais, melhorando nossa moral perante eles e, principalmente, perante nós mesmos, absorvendo aqueles sentimentos de paz e amor que eles, no seu habitat e a seu modo, inspiram.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Já fiz referência a essa obra na crônica “Baleias, Caranguejos e Tartarugas” de 27.02.2010.&lt;br /&gt;(2) O artigo mais recente constitui-se uma resenha que publiquei no portal www.votebrasil.com e no http://martinsmilton2.blogspot.com/ de 21.11.2010. Há um resumo do relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente que trata desse tema, inclusive fazendo referência à mudança de hábitos alimentares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos:&lt;br /&gt;1. Baleias orca, from http://www.portalsaofrancisco.com.br&lt;br /&gt;2. "Açougue" (Google)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-2066961284158992687?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/2066961284158992687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=2066961284158992687&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/2066961284158992687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/2066961284158992687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2010/12/matanca-das-baleias-e-outros-bichos.html' title='A MATANÇA DAS BALEIAS E OUTROS BICHOS.'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TQU7aO8ifoI/AAAAAAAAAcs/0vy2s5VakNk/s72-c/baleia-19.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-1962058113315472198</id><published>2010-12-05T17:15:00.009-02:00</published><updated>2010-12-05T17:42:11.602-02:00</updated><title type='text'>PÁSSAROS</title><content type='html'>Os passarinhos, por instinto, fogem dos homens. Sabem que aqueles bípedes gigantes significam ameaça e perigo de crueldade.&lt;br /&gt;Aqui do meu “escritório” de casa – já me referi a isso – muitas vezes fico assistindo esses pássaros avançando com apetite em fatias de mamão e banana postas sobre o muro. Mesmo à distância, bastou em gesto qualquer é eles esvoaçam com toda a pressa possível e, só depois, quando não notam mais a ameaça voltam para continuar a refeição. &lt;br /&gt;Há algum tempo, num dia em que não me situava muito tolerante com tudo e com todos, chego até a loja de produtos de consumo animal e me deparo – como até hoje lá estão – aquelas gaiolas mal cuidadas com uma dezena de passarinhos massacrados entre as grades.&lt;br /&gt;Perco a paciência e indago à atendente que sempre tão bem me atendia:&lt;br /&gt;- Qual o preço de todos esses passarinhos?&lt;br /&gt;- Deixa ver. Uns R$X.&lt;br /&gt;- Tudo bem, levo todos. Coloque-os naquela gaiola ali que daqui a pouco volto para buscá-los. Vou soltá-los todos no parque...&lt;br /&gt;- Mas, o senhor não pode fazer isso. Todos morrerão porque eles nasceram cativos e não sobreviverão na natureza.&lt;br /&gt;Resigno-me, dou um soco na parede e me retiro contrariado. “Esse é o seu mundo, cara.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu contato “íntimo” com passarinhos, pela sua desconfiança, foi mínimo. Já relatei a experiência com beija-flor quem sabe atraído pelo perfume do suco de uva, perdeu-se na sala e, por mais que fosse encaminhado para a saída, não conseguia sair. Batia no vidro, nas paredes, num ambiente que nunca seria o seu. Cansado se entregou. Com cuidado eu o peguei no chão. Um chumaço de penas. Olhinhos pretos esperando a vez como se estivesse sob as presas de um gato esfomeado. &lt;br /&gt;Soltei-o e ele, talvez para recuperar o fôlego, empoleirou-se numa pinheiro por perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TPvpQtHGGOI/AAAAAAAAAcM/-b8-x1P7_uc/s1600/calopsita.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 128px; height: 128px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TPvpQtHGGOI/AAAAAAAAAcM/-b8-x1P7_uc/s200/calopsita.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547283839233431778" /&gt;&lt;/a&gt;Mas, foi com um exemplar admirável de calopsita que me trouxe intimidade com um passarinho admirável, inteligente que “sabia o que queria”.&lt;br /&gt;O exemplar pertence a um meu filho caçula, que ficou por uns tempos por aqui.&lt;br /&gt;Sem poder voar porque suas asas foram cortadas – pelo mesmo motivo dos passarinhos engaiolados – com seus piados estridentes exigia companhia e, com aquele seu bico cortante andando pelo teclado do computador, quase cortou o fio do mouse e do próprio teclado.&lt;br /&gt;Sempre de ombro a ombro, quando comigo, encarando-me com aqueles seus olhinhos pretos, seu topete amarelo empinado, havia algo de paz com sua presença. Algo inspirador, de inofensivo, de inocência, de anjinho.&lt;br /&gt;A cena mais surpreendente deu-se numa tarde quando todos falavam na sala. Ele lá no canto, em sua gaiola aberta, piava alto reclamando por companhia, já que nós éramos suas asas. Não atendido nos seus apelos, sem nos ver, apenas o som das vozes porque a sala é em L, desceu da gaiola e com aquele penacho empinado, piando alto veio até nós, cerca de 12 metros até escalar os ombros pelos nossos pés.&lt;br /&gt;E como assoviava bem acordes do hino nacional, repetindo sempre que atendido, a palavra que aprendera: “gotosinho”, “gotoso”&lt;br /&gt;Ele vai fazer falta, mesmo exigente como era. Ah, se vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Passarinhos são um passatempo de Deus...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TPvovkWXZpI/AAAAAAAAAcE/QBXo-epiJPo/s1600/os%2Bpassaros.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 148px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TPvovkWXZpI/AAAAAAAAAcE/QBXo-epiJPo/s200/os%2Bpassaros.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547283269945878162" /&gt;&lt;/a&gt;Todos se lembram do filme “O Pássaros” de Alfred Hitchcock de 1963, a história de milhares de pássaros que avançam sobre uma cidade e atacam violentamente os moradores. O filme pode ser interpretado de várias maneiras. Em 1963, bem me lembro, a ecologia não estava em voga, não havíamos chegado aos limites que chegamos neste século 21 de absoluto desrespeito ambiental a despeito das severas advertências do que está advindo desses atos insensatos e até um tanto suicidas.&lt;br /&gt;Pois bem, o jornal “O Estado” do dia 21 de novembro, ilustrada com foto de quase meia página, trouxe a seguinte notícia, curta, em transcrição literal:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TPvogJrB6NI/AAAAAAAAAb8/cSBoCg3m5R0/s1600/AVI%25C3%2583O%2BP%25C3%2581SSAROS.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 132px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TPvogJrB6NI/AAAAAAAAAb8/cSBoCg3m5R0/s200/AVI%25C3%2583O%2BP%25C3%2581SSAROS.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547283005086755026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;“Um bando de pássaros é flagrado pela fotógrafa Kaia Larsen, da AP, ao cercar um avião militar E-68 nos Estados Unidos. A imagem foi feita no dia 29 de outubro, mas só agora divulgada. O avião conseguiu pousar em segurança em Arkansas, e as aves o perseguiram até bem perto da pista. Não se sabe o que as fez ter esse tipo de comportamento.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A notícia se encerra assim, desse modo lacônico. Que se saiba, não houve qualquer pesquisa para pelo menos “teorizar” o que fez as aves terem “esse tipo de comportamento”. &lt;br /&gt;Os pássaros!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-1962058113315472198?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/1962058113315472198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=1962058113315472198&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/1962058113315472198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/1962058113315472198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2010/12/passaros.html' title='PÁSSAROS'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TPvpQtHGGOI/AAAAAAAAAcM/-b8-x1P7_uc/s72-c/calopsita.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-7170434578066320364</id><published>2010-11-28T08:52:00.005-02:00</published><updated>2010-11-28T10:47:30.064-02:00</updated><title type='text'>DIAS AMARGOS</title><content type='html'>Há dias em que as coisas amargam.&lt;br /&gt;No domingo voltara a ver a minha cachorrinha preta, com doença grave, que a deixava prostrada e sofrendo. Por causa da doença, perdera aquele seu brilho nos olhos e agora me olhavam suplicantes. &lt;br /&gt;Dizia para ela que sua doença era grave. Inteligente, ela parecia compreender mas contava comigo.&lt;br /&gt;Exatamente naqueles dias em que o quadro da minha preta se agravara eu escrevera sobre São Francisco e os animais.&lt;br /&gt;Que situação contraditória, que experiência essa eu não gostaria de ter!&lt;br /&gt;Saio para umas andanças e vou visitar a muda de “pau-brasil” que plantara na área verde próxima daqui, que por muito cuidara. Outras árvores plantara há tempos que floresceram.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TPJNxdpeqNI/AAAAAAAAAbs/hbRJ1SfHYgY/s1600/flor-pau-brasil.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 143px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TPJNxdpeqNI/AAAAAAAAAbs/hbRJ1SfHYgY/s200/flor-pau-brasil.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544579603414034642" /&gt;&lt;/a&gt; A muda de “pau-brasil” que florescia muito bem, estava partida no meio do seu tronco ainda frágil. Quem poderia ter praticado aquele ato estúpido?&lt;br /&gt;Um soco na cara. &lt;br /&gt;Quem sabe ela ainda brote do que restou, renascendo e florescendo? Difícil!&lt;br /&gt;Moralmente a nocaute liguei a muda arrebentada com o sofrimento de minha cadelinha.&lt;br /&gt;Estivera por aqueles dias no veterinário. &lt;br /&gt;Relatei a um outro “paciente” que levara seu cão para tratamento, o estado de minha cadelinha, tentando esconder a emoção;&lt;br /&gt;- Ela já está comigo há 17 anos, e está muito doente!&lt;br /&gt;O meu interlocutor simplesmente comentara:&lt;br /&gt;- Não é possível tratar um cachorro como um ser humano, é preciso separar as coisas...&lt;br /&gt;Algo assim, nesse sentido. Essa observação me fizera mal.&lt;br /&gt;Mas, é claro que não poderia, a minha cachorrinha ser tratada como um ser humano. Ela não era humana, mas um animal angélico. Uma humilde vira-lata. Não exagero sob os efeitos da emoção, não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TPJIOSYQx9I/AAAAAAAAAbk/g6N123jDeaE/s1600/DSC09614.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TPJIOSYQx9I/AAAAAAAAAbk/g6N123jDeaE/s200/DSC09614.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544573501535471570" /&gt;&lt;/a&gt;Era ela quem me chamava latindo ou choramingando sabendo que eu chegara, se não fosse vê-la apenas por um instante até ao anoitecer;&lt;br /&gt;Era ela que feliz ia à minha frente nos rumos do quintal do fundo certificando-se se eu a seguia; lá me fazia companhia, me observando sentado no banco que ali há, fuçando e se espojando no gramado. Foi nesse quintal que li, com ela por perto sempre, a maior parte do imenso “Guerra e Paz”, de Tolstoi.&lt;br /&gt;Era para ela que recitava carinhos que os recebia sempre com gratidão; &lt;br /&gt;Era ela que reclamava dos banhos sob a torneira nos dias quentes e ficava exultante após se sacudir toda;&lt;br /&gt;Era ela incondicional com a família mas principalmente comigo.&lt;br /&gt;Não, ela não poderia ser tratada como ser humano, porque são poucos os que agem desse modo incondicional com os semelhantes. São Francisco?&lt;br /&gt;Ela se foi. A doença a consumia de um modo atroz. Não havia como suportar.&lt;br /&gt;Ficou comigo a amargura do que me obriguei a fazer, uma experiência que me diminuiu, mas a sua doçura haverá de temperar esse desgosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos:&lt;br /&gt;1. Flores do pau-brasil&lt;br /&gt;2. Preta e eu&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-7170434578066320364?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/7170434578066320364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=7170434578066320364&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/7170434578066320364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/7170434578066320364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2010/11/dias-amargos.html' title='DIAS AMARGOS'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TPJNxdpeqNI/AAAAAAAAAbs/hbRJ1SfHYgY/s72-c/flor-pau-brasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-71099471882757424</id><published>2010-11-21T18:19:00.011-02:00</published><updated>2010-11-22T21:19:45.896-02:00</updated><title type='text'>MEUS 40 ANOS</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Esclarecendo: a efeméride a que se refere esta crônica já se deu há MUITO tempo. Nem esta crônica é nova, mas eu a colhi do “estoque” porque adiei uma outra sobre “ataque” de pássaros que ainda preciso escrever. Hoje as asas da inspiração não alçaram voo...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A vida começa aos 40 e a velhice na cabeça de cada um...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TOl_hiwWQQI/AAAAAAAAAbM/hPzNlzfDLVE/s1600/Lima.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 126px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TOl_hiwWQQI/AAAAAAAAAbM/hPzNlzfDLVE/s200/Lima.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542101030698107138" /&gt;&lt;/a&gt;No exato dia do meu 40° aniversário, postei-me no fim da tarde na sorveteria das Lojas Americanas de Santo André, no calçadão da principal rua comercial, refletindo, com um sorvete na mão, o que significava, efetivamente, para mim, ter alcançado aquela idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia-me iluminado e inspirado. Um retorno ao passado saudoso fez-me rabiscar mais tarde (sim, rabiscar, primeiramente, porque computadores eram equipamentos de iniciados, e eu era sofrível datilógrafo), uma crônica publicada alhures, sobre aqueles momentos e o passado nem sempre vivido com a intensidade que seria desejável. Fora falta de aviso, com certeza. Algo assim:&lt;br /&gt;- Viva intensamente esta década, a década de 60, porque ela será um marco de referências.&lt;br /&gt;Mais poderia ter feito e vivido. Mas, eu desconhecia ou não sabia como construir esses momentos de felicidade. Talvez ela estivesse comigo todo o tempo mas apenas não explodiu como poderia.&lt;br /&gt;Um momento inesquecível, hoje hilariante, constrangedor então, que quando dele me lembro me faz rir pelos cantos e pelas ruas, ocorreu a partir de uma aula de filosofia no colegial.&lt;br /&gt;Dentro da minha irreverência, nas aulas de filosofia eu me tornara um aluno "inconveniente" para meu professor da matéria. Misturava conceitos de suas aulas, com rudimentos esotéricos que então começava a me iniciar, e a cada interrupção que fazia, mais ficava o mestre perplexo e confuso. Boquiaberto mesmo. Não, é claro, pelo meu brilhantismo, mas pelo que poderia se chamar de "samba do ‘filósofo’ doido".&lt;br /&gt;Sendo um sujeito sensível, certamente que para conviver com minha "inconveniência", minhas notas sempre foram ótimas. Porque, sobretudo, penso eu, havia uma mútua simpatia e ele, para retribuir essa reciprocidade, me garantia notas excelentes em sua disciplina. Ou simplesmente para não me ver no ano seguinte, repetindo a sua matéria, tendo que me aguentar.&lt;br /&gt;Mas, nessa disputa para mostrar conhecimento, ainda que desconexos, ocasionalmente ocorriam dissensões.&lt;br /&gt;Havia na minha classe um sujeito metido a Ruy Barbosa, que assim pensava porque carregava, também, o sobrenome Barbosa.&lt;br /&gt;Certa feita, desdenhara a classe toda, solicitando ao mesmo professor de filosofia que repetisse determinado conceito porque somente ele, por certo, o teria entendido.&lt;br /&gt;Não fiz por menos:&lt;br /&gt;- Falou o gênio Barbosa que não é o de Ruy.&lt;br /&gt;Acabada a aula, com delicadeza ele chegara até mim, perguntando suavemente se aquela observação fora para ele. Respondi secamente:&lt;br /&gt;- Se o capuz lhe serviu, use-o.&lt;br /&gt;Traiçoeiramente, desferiu um belo soco no meu queixo. Meus óculos voaram pelo corredor. Senti todo o peso de sua mão fechada no meu maxilar. Chegou, é claro, a turma do "deixa disso e pôs as coisas no lugar".&lt;br /&gt;A agressão não teve maiores consequências, somente imensa repercussão no colégio. Meus amigos faziam troça, olhando para meu queixo, procurando algum estrago "merecido". Um deles, gaiato, muitos anos depois, sempre que me encontrava fazia questão de relembrar a cena do soco, examinando meu queixo e fazendo troça dos meus óculos subindo alguns palmos no éter.&lt;br /&gt;Repassando esse evento ali, na frente da sorveteria das Lojas Americanas, agora do alto dos meus 40 anos, na rua movimentada, mal consegui conter o riso.&lt;br /&gt;Eis que minha atenção é despertada para um idoso com a Bíblia na mão. Associei a um amigo, muito religioso, desses que assumem a religião, com intensa fé, com desconcertante convicção.&lt;br /&gt;Alguma vezes tentara me ensinar lições da Bíblia, mas essa tarefa nunca dera certo, porque tinha eu por hábito, como até hoje tenho, de fazer questionamentos "inconvenientes". Já me referi a isso em outros escritos que às vezes a Bíblia revela sua profundidade no silêncio da meditação.&lt;br /&gt;Discutia muito com ele sobre religião. Em sua opinião, a China naqueles dias já pós Mao Tse Tung, uma potência nuclear que parecia olhar com desprezo o ocidente e seus "pecados" , seria a alavanca do apocalipse bíblico. Ao visualizar a China, então, eu a enxergava cinzenta, talvez porque a roupa padrão normalmente nessa tonalidade do chinês retransmitisse em minha mente essa cor como sendo do próprio país.&lt;br /&gt;Eis que, num daqueles dias, o "Estadão" estampou manchete significativa, algo assim: "A China abre-se para o mundo".&lt;br /&gt;Mostrei-lhe a manchete. Ele não se abalou e fez até um sinal de conformismo.&lt;br /&gt;Naquele instante, com alívio, quem sabe, passara a adiar o apocalipse que "profetizara" iminente. (*)&lt;br /&gt;Com essas lembranças, saí pelo calçadão, emocionando-me com o semblante humilde de algumas pessoas que passavam ao meu lado ou vinham em minha direção. É que as quarenta velinhas resplandeciam intensas na minha interioridade.&lt;br /&gt;Só via beleza por todos os lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) &lt;em&gt;Não é nestes Temas que faço observações de natureza política mas acho oportuno neste caso.&lt;br /&gt;Anos depois da manchete do jornal, em 1989, viajando aos Estados Unidos já ocorrendo a invasão de bugigangas asiáticas, os carros japoneses se impondo com o binômio preço-segurança, fiz questão de trazer na bagagem algum objeto genuinamente americano.&lt;br /&gt;Depois de muito procurar, encontrei um rádio-relógio GE, marca tradicional. Quando o tirei da caixa e o examinei com atenção lá estava: “made in Malásia”.&lt;br /&gt;Mais tarde tive oportunidade de ouvir a preleção de uma comissão chinesa comandada por uma representante que falava relativamente bem o português. Estava, se bem me lembro, pesquisando meios de comercialização do etanol. Recusava-se em discutir o regime político chinês muito mais fechado, então. “Estamos aqui a negócios”.&lt;br /&gt;Bem. Deu no que deu. A China invadiu o mundo com suas bugigangas a preços irrisórios e agora ataca com produtos de alta tecnologia. Se a China é apocalíptica o será pela emanação de gazes tóxicos na atmosfera, agravando o “efeito estufa”...juntamente com as outras grandes e médias potências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/em&gt;Foto: Rua Coronel Oliveira Lima - Santo André - década de 90 (PMSA)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-71099471882757424?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/71099471882757424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=71099471882757424&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/71099471882757424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/71099471882757424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2010/11/meus-40-anos.html' title='MEUS 40 ANOS'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TOl_hiwWQQI/AAAAAAAAAbM/hPzNlzfDLVE/s72-c/Lima.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-7965909320180211922</id><published>2010-11-14T08:06:00.008-02:00</published><updated>2010-11-20T21:15:29.252-02:00</updated><title type='text'>SÃO FRANCISCO, OS HOMENS E OS ANIMAIS</title><content type='html'>Escrevi nalgum espaço, no passado, sobre São Francisco, a partir de impressões pessoais que captei em visita ao seu túmulo em Assis, há anos.&lt;br /&gt;Desta feita explanarei sobre ele de um modo menos sacro, tentando desvendar alguns aspectos de sua vida, modo de agir e sua relação com os animais.&lt;br /&gt;Valho-me principalmente do magnífico livro “São Francisco de Assis” do historiador francês Jacques Le Goff (1) e no qual o autor procura, digamos, encontrar o santo “histórico”.&lt;br /&gt;Alguns aspectos de uma fonte ou outra que confirmam ou encontraram indícios de veracidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TN-2JvHF7wI/AAAAAAAAAak/6ujMcRUuYwY/s1600/San_francesco.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 89px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TN-2JvHF7wI/AAAAAAAAAak/6ujMcRUuYwY/s200/San_francesco.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539346345070292738" /&gt;&lt;/a&gt;i.) A opção pela pobreza radical do santo, vivendo de esmolas e da caridade; sua aparência era de um “homem de aspecto muito desprezível e pequeno no tamanho”, passando por um “vil pobrezinho para quem não o conhecia”;&lt;br /&gt;ii.) Amigo de todas as criaturas, homens e animais, irradiando aquele sentido fraternal, de amor e paz. Seguidor de Jesus Cristo. Na sua famosa poesia “Cântico ao irmão Sol”, lá está: “Louvado sejas, Senhor, com todas as tuas criaturas especialmente meu senhor irmão Sol...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;iii.) São Francisco “desconfiava” do trabalho intelectual, posição que chegou a lhe criar dificuldades perante parte dos seus seguidores que não concordavam com ela. Le Goff dá as seguintes motivações: 1. a ciência como tesouro que desvia da privação que adotara; 2. necessidade de livros que eram caros, luxo, contrapondo-se contra o voto de pobreza e 3. o saber como fonte de orgulho e de dominação, “que contraria a vocação da humildade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que não posso resumir o livro do famoso historiador, por óbvias razões, mas não posso deixar de enveredar pelo posicionamento de São Francisco no que se refere à abstinência à carne como alimento. Relata o autor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“No domínio do ascetismo alimentar, Francisco, que disso não encontra traço no Evangelho, defendia uma posição moderada. É lembrar-se da historinha de Giordano di Giano: Francisco come carne com Pietro Cattani, quando chega um frade com as novas constituições da Ordem, que proíbem comer carne. Reação de São Francisco: “Comemos, como ensina o Evangelho, aquilo que põem diante de nós...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A releitura desse trecho me leva a “interpretar” seu significado:&lt;br /&gt;Numa época em que havia de modo muito intenso a prática comum do sacrifício de animais e o consumo da carne creio que na mesma proporção de hoje, não poderia o santo condenar ostensivamente o seu consumo.&lt;br /&gt;A mim, parece que o vegetarianismo nos dias de hoje, haverá que agir, e de modo geral assim age, nesse sentido de moderação: não impor, não criticar, não questionar os que se alimentam de carne.&lt;br /&gt;Mas, se desejar, informará nos seus limites, mesmo criticado, que a renúncia à carne tem um algo de filosófico, inexorável mas que a todos não é dado entender. Ou não querem entender. Linhas abaixo, explano sobre isso um pouco mais.&lt;br /&gt;E porque não dá para acreditar que São Francisco se alimentava dos seus amigos animais? Trecho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“...mas às vezes soltando bruscas fagulhas, afinado com as árvores, a terra, os rochedos, os riachos sinuosos, rodeado por um mundo de animais nobres e familiares – os carneiros, os bois, os burros, os pássaros -, entre os quais especialmente a pomba, a gralha miúda, às quais ele pregava, o falcão, as laboriosas abelhas e a cigarra humilde que vinha cantar em sua mão...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No “Cântico ao irmão Sol”, São Francisco louva todas as criaturas que em escalas diferentes provém da mesma origem, da mesma sabedoria.&lt;br /&gt;Diante desse quadro, a criatura mais evoluída da criação age com extrema crueldade com as criaturas que evoluem em outra onda de vida e que com ela compartilham este mundo havendo reação de causa e efeito no avanço da violência e da intolerância, já de tal ordem contumaz que tudo começa a parecer normal, a sina do ser humano.&lt;br /&gt;Há, por outra, um forte sentimento de que a Terra sofre os efeitos dos desmandos que nós, criaturas evoluídas praticamos:&lt;br /&gt;a. - O rebanho bovino cresce por meios artificiais em número cada vez maior, afetando a flora (derrubada de florestas, incêndios) e a fauna que nela vive (ou sobrevive, ainda). O Brasil hoje é o maior produtor mundial de gado bovino com graves prejuízos ecológicos que eu mesmo já escrevi neste ou em outros espaços;&lt;br /&gt;b. - Os animais marinhos são dizimados inapelavelmente quer pela poluição das águas, quer pela pesca e caça indiscriminadas e predatórias, como se dá com as baleias e os golfinhos, criaturas doces que se aproximam dos pescadores. Quanto a estes não tive coragem de publicar fotos do que se pratica no mundo, até mesmo naquelas plagas qualificadas de civilizadas. &lt;br /&gt;Darei apenas um trecho de notícia sobre a truculência que se pratica contra eles, aqui no Brasil, mas não tudo porque o meu estômago mesmo de “avestruz” não suporta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Partes dos golfinhos podem ser encontradas no mercado Ver-o-peso, em Belém. Os dentes são usados em bijuterias e os olhos viram pequenos amuletos vendidos ilegalmente. Uma mulher, que não quer aparecer, diz que negocia até 50 olhos por mês. &lt;br /&gt;"Coloca na carteira, porta-cédula, que é pra atrair o dinheiro e atrai mulher também, geralmente os homens compram pra usar no bolso, pra atrair a mulher." &lt;/em&gt;(2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um passivo que, com o passar dos tempos, todos teremos que repor ou pagar, de um modo ou outro. Tantos são os colapsos ambientais e humanos, verdadeiras tragédias que eclodem no nosso dia-a-dia o que significa que a cobrança já se dá na mesma proporção de nossos abusos. &lt;br /&gt;Por isso, muitos vegetarianos podem se exceder nos seus posicionamentos. É que há uma angústia que cala fundo, mói os sentimentos, muito difícil de suportar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Todos os que desejarem trazer novos elementos sobre o tema, até para discordar e criticar serão bem-vindos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências.&lt;br /&gt;(1) “São Francisco de Assis”, Jacques Le Goff (Ed. Record – 2001). Livro obrigatório para os que se interessem por São Francisco “histórico”;&lt;br /&gt;Houve consulta ao livro “O Pobre de Deus” de Nikos Kazantzákis (Ed. ARX. 2002);&lt;br /&gt;Houve consulta, também, no excelente verbete “Francisco de Assis” da Wikipédia;&lt;br /&gt;(2) “Ibama flagra matança de golfinhos no litoral brasileiro” – Canal G1 / 10.07.2008. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Imagem:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Retrato, de autor anônimo, é considerado, sem certeza, uma cópia do século XIV do único retrato que teria sido feito ainda em vida do santo, por encomenda de Jacopa de' Settesoli. Está conservado em Greccio (Fonte: Wikipédia)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-7965909320180211922?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/7965909320180211922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=7965909320180211922&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/7965909320180211922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/7965909320180211922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2010/11/sao-francisco-os-homens-e-os-animais.html' title='SÃO FRANCISCO, OS HOMENS E OS ANIMAIS'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TN-2JvHF7wI/AAAAAAAAAak/6ujMcRUuYwY/s72-c/San_francesco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-7524519557906598323</id><published>2010-11-07T08:24:00.020-02:00</published><updated>2010-11-07T12:04:53.706-02:00</updated><title type='text'>PENSAMENTO FORTE</title><content type='html'>Já disse. Trabalhei a maior parte de minha vida profissional em multinacionais do ramo automobilístico.&lt;br /&gt;Salvo na fábrica da Chrysler da cidade de Santo André (SP) há muitos anos extinta, talvez pelo meu modo de ver as coisas a despeito da minha atividade profissional   sempre me considerei um anônimo no meio daqueles gerentes, supervisores e mesmo da peãozada toda. &lt;br /&gt;Tinha um nome que até poderia soar forte na empresa, mas me sentia absolutamente desconhecido e desconhecia todas aquelas pessoas com as quais me relacionava no dia-a-dia&lt;br /&gt;Vou dar um exemplo real da &lt;em&gt;face2&lt;/em&gt; usada dentro da empresa.&lt;br /&gt;Eis que num fim-de-semana caminhando num lado qualquer do bairro, dou de cara com um gerente da empresa que se aplicava no jardim e numa horta de sua casa com a mão mergulhada na terra e no esterco, manejando enxada e regador.&lt;br /&gt;Na segunda-feira, assim que eu o encontrei na fábrica, fiz provocação amistosa: &lt;br /&gt;- Poxa, no sábado você foi aprovado como jardineiro, hem!&lt;br /&gt;Resposta inesperada e constrangida:&lt;br /&gt;- Não conte isso para ninguém.&lt;br /&gt;Fiquei perplexo. Na fábrica ele usava a &lt;em&gt;face2&lt;/em&gt;. Não me dera conta disso até então...&lt;br /&gt;Ao longo desses anos todos, exigente comigo mesmo e com os meus pares, comecei a entrar num terrível processo de tédio, assistindo reuniões horríveis, aguentando colegas com alto grau técnico e zero – que eu conhecesse ou que se deixassem conhecer –  em atitude humana, de interioridade, de subjetividade.&lt;br /&gt;Numa multinacional para a qual trabalhara, certo dia surgira novo presidente um americano alto, loiro, cabelos mais para o grisalho, rosto magro e avermelhado, nariz empinado. Viera para proceder à reestruturação da empresa.&lt;br /&gt;Iria “cortar na carne”, anunciava a “rádio peão”.&lt;br /&gt;Criou-se um clima de expectativa e terror. Esse sujeito se impunha pela truculência verbal, expressando-se num português razoável.&lt;br /&gt;Já pouco afinado por tudo isso que acima relatei e adquirindo antipatia incontornável por esse gringo, por várias vezes disse alto e pensei:&lt;br /&gt;- O melhor para mim seria a demissão acrescida do pacote especial e tomar outro rumo na vida.&lt;br /&gt;Porém, num processo contraditório, pus-me a ler, imaginando uma melhoria com a reestruturação que se desenhava e também por curiosidade, um livro &lt;em&gt;não comercial &lt;/em&gt;de autoconhecimento e uso das “forças mentais”.&lt;br /&gt;Na reunião decisiva da reestruturação, a despeito de toda minha dedicação, assim imaginava, fui preterido, sendo demitido. &lt;br /&gt;Dera-se, sobretudo, um choque de desejos entre aquilo que passara a ler no livro citado e aquele pensamento forte anterior como o ideal (demissão).&lt;br /&gt;Pelo que soube mais tarde, alguns daqueles gerentes a quem dera apoio, sempre, haviam também votado pela minha demissão.&lt;br /&gt;Passado aquele momento amargo, inédito, porque nunca tivera tal experiência, refleti muito. &lt;br /&gt;Na verdade, eu pedira mentalmente aquele desfecho.  &lt;br /&gt;Ademais, pelo meu tédio, rejeitando mentalmente dirigentes, julgando-os ignorantes devo ter alimentado por meses e meses, muitos inimigos não declarados resultado do rebate negativo do que eu pensava fortemente sobre eles.&lt;br /&gt;O dia seguinte, sábado, fora um dia doloroso. Jamais imaginara que depois de tantos anos dedicados às empresas viveria essa experiência. Imaginava ser “imortal” nelas. Bobagem. E que bobagem.&lt;br /&gt;Fora um pesadelo. Muitos se sucederam em estado de semivigília. Via-me chegando à empresa pela manhã, rumava para minha sala, não a encontrava ou havia alguém estranho sem rosto no meu lugar. Caminhava, então, pela fábrica como um fantasma, via sem ser visto, renovando a angústia da demissão ao acordar.&lt;br /&gt;Soubera após administrar centenas de demissões nas várias multinacionais para as quais trabalhara os efeitos danosos que produziam nos demitidos.&lt;br /&gt;Lembrara-me da angústia dos empregados humildes, que tentavam de todas as formas garantir seu emprego, implorando por uma transferência para outra seção ou para a matriz em outra cidade. E meu constrangimento em processar demissões de colegas próximos com quem compartilhara com lealdade êxitos e fracassos, por anos a fio.&lt;br /&gt;- Recebera minha paga, pensara. Sentira o amargo do fel. &lt;br /&gt;Nos dias que antecederam à minha saída definitiva da empresa, ex-subordinados bajuladores ou não, colegas do dia-a-dia, passaram a ignorar-me – da mesma forma como se daria nos sonhos -, como se receassem o contágio duma doença incurável. Mas, a despeito disso, sempre cuidara para que diante de mim próprio não fizesse o papel canastrão, de vítima. Quais lições tirei desse evento real?&lt;br /&gt;i.) Que o pensamento é uma força que precisa ser cuidada. Há então se esforçar muito para superar, em relação ao seu antagonista, sentimentos de raiva, de intolerância e de dúvida. Haverá, pois, que mentalmente mudar o modo de pensar em relação a ele e transmitir pensamentos positivos de tolerância recíproca para que ele também mude o modo de agir. Esse exercício funciona.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Não estou nem de longe tentando passar lições de autoajuda com o meu relato. Se tem algo que receio é ser ou parecer ridículo).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Já emiti pensamentos que não direi quais – porque são só meus – que vi repetidos a mim por pessoas próximas, para minha surpresa;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TNZ-rX9HItI/AAAAAAAAAaU/0M3cnfx7n2Q/s1600/He-Man.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 153px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TNZ-rX9HItI/AAAAAAAAAaU/0M3cnfx7n2Q/s200/He-Man.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536752075528413906" /&gt;&lt;/a&gt;ii.) O pensamento forte obedece ao seu emissor, podendo provocar desgostos ou êxitos.&lt;br /&gt;(Reconheço que há eventos que fogem dessa fórmula básica, provenientes, acredito, de outras causas pendentes na vida. Mas, esse é um outro tema).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo isso que relatei, conclui por fim que há profissionais que nasceram para ser executivos e, menos que críticas, há que se esforçar para entendê-los.&lt;br /&gt;E quanto a mim com a experiência relatada de perdas e ganhos: mais ganhei do que perdi.&lt;br /&gt;Sabem por quê?&lt;br /&gt;Porque para mim “tudo está ótimo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: He-Man, “Eu tenho a força” (Google)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-7524519557906598323?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/7524519557906598323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=7524519557906598323&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/7524519557906598323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/7524519557906598323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2010/11/pensamento-forte.html' title='PENSAMENTO FORTE'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TNZ-rX9HItI/AAAAAAAAAaU/0M3cnfx7n2Q/s72-c/He-Man.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-6582496679333783174</id><published>2010-10-31T16:30:00.004-02:00</published><updated>2010-11-05T22:05:08.469-02:00</updated><title type='text'>A HISTÓRIA DE UMA EDIÇÃO. Errinhos que humilham</title><content type='html'>Saibam, meus amigos, que nessa história de publicação e artigos, tive meus momentos de glória. Ilusórios, passageiros, mas, momentos!&lt;br /&gt;Desde sempre fui assinante do jornal “O Estado de São Paulo”.&lt;br /&gt;Um dia, já faz tanto tempo, escrevi um artigo de natureza jurídica (“O artigo 581 da CLT”). Eu o achei bom e remeti para o citado jornal. &lt;br /&gt;Umas duas semanas depois, quase tive um desmaio ao vê-lo publicado na página que então havia de artigos jurídicos, ao lado de outros juristas. Salvo engano os temas trabalhistas nessa página eram coordenados pelo saudoso ministro Rezende Puech (do TST).&lt;br /&gt;Alucinado, depois de algumas semanas, remeti outro, também publicado. A “glória” meus amigos.&lt;br /&gt;Naquele primeiro artigo fiz críticas ao posicionamento da prestigiosa Editora LTr a respeito daquele dispositivo numa das suas edições da CLT. A Editora respondeu explicando os seus motivos em boletim próprio.&lt;br /&gt;A partir daí, a aproximação com a Editora fora um passo. Escrevi diversos artigos em seus boletins e mesmo na Revista LTr, na qual só cabiam juristas da área trabalhistas.&lt;br /&gt;Meus artigos lidos hoje, por mim? Modestos!&lt;br /&gt;O principal dono da Editora, Dr. Armando Casimiro Costa, pode ter ido com a minha cara, tanto que me convidou, num dos congressos patrocinados por ela, Editora, para palestrante numa das seções.&lt;br /&gt;Não muitos anos depois, elaborei um programa de treinamento de relações trabalhistas e sindicais para uma multinacional trazendo toda a minha experiência do ABC.&lt;br /&gt;Submeti esse programa à Editora LTr. Foi ela reticente em aceitar a publicação o que determinaria, por mim, o abandono da ideia.&lt;br /&gt;Depois de um cartão de Natal normal que remeti, ele me respondeu solicitando que eu remetesse novamente os originais.&lt;br /&gt;E assim surgiu a primeira edição do meu “Sindicalismo e Relações Trabalhistas”.&lt;br /&gt;A segunda edição não demoraria porque o livro fora adotado por uma amigo meu, Edmir de Freitas Garcez nos seus cursos “Negociando com negociadores”.&lt;br /&gt;A terceira edição foi muito melhorada mas a editora não cuidou bem da revisão, o que me obrigou a responder críticas vindas até da Bahia.&lt;br /&gt;Finalmente, a quarta-edição, que poderia ser a minha contribuição “profissional” para o tema, foi escrita às pressas a despeito do volume imenso de informações que me obrigara a compulsar, saiu com falhas minhas. &lt;br /&gt;Quando isso acontece e você vê os errinhos com o “dedo em riste” apontando em sua direção, impossíveis de serem corrigidos, tudo fica meio deslustrado. Imperdoável, porque toda a edição poderia ser muito melhor.&lt;br /&gt;“Aconselho”, pois, a todos os escritores, às voltas com a edição de seu livro, que deem o máximo e o revisem tantas vezes quantas necessárias. Insiram e completem. Nada de preguiça.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TM23MCTO_zI/AAAAAAAAAaE/l11KK9LJ9TY/s1600/coelho1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 152px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TM23MCTO_zI/AAAAAAAAAaE/l11KK9LJ9TY/s200/coelho1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534280934512066354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aonde foi parar toda essa gana de jurista? Já disse alhures que, no fundo no fundo, com suas exigências e metas a alcançar, a empresa de certo modo enterra o talento que se desvia para ela e por conta do salário no fim do mês.&lt;br /&gt;Tudo isso se passou num estalo de dedo. As ilusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Errinhos que humilham&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito do tema, escrevi alhures uma crônica que transcrevo em parte. Assim,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Esse título não é meu. É do saudoso escritor mineiro Otto Lara Rezende que, numa crônica no jornal “Folha de São Paulo” de 18.01.1992 o utilizou no singular.&lt;br /&gt;Mas, eu já vou logo grafando no plural, “errinhos que humilham”.&lt;br /&gt;Inicia o cronista se queixando de erros de revisão que se davam, eventualmente, nos seus escritos, lembrando que “quando surgiu o computador na imprensa, pensei que vinha para acabar com essa gralha. Qual o quê. Sofisticou-a”.&lt;br /&gt;Com o computador, dizia o escritor, não seria mais possível atribuir a revisor os erros do autor. &lt;br /&gt;E nestes dias, então, com o notório avanço tecnológico e da comunicação? Não sei, não. Há “mistérios insondáveis” nos errinhos que humilham.&lt;br /&gt;Com computador e tudo, ao longo do tempo, já me deparei com empastelamento em textos que escrevi, corte da conclusão, a essência do texto, para caber no espaço do veículo e até mexidas insuportáveis de quem entendera pouco do que nele se debatia.&lt;br /&gt;Como explicar um erro tal num título de artigo no qual “queremismo” foi grafado como “quirimismo”? Ou a expressão “ato contínuo” com o sentido claro que contém e que foi impresso como “um ato contínuo”, significando que a inclusão do numeral “um” estreitou sua abrangência?&lt;br /&gt;Para aqueles que se propõem a escrever publicamente o português é um desafio permanente, porque muitas vezes se sabe que a regra “é assim” mas não “o porquê de ser assim”.&lt;br /&gt;Outro ponto lembrado por Otto são os erros do próprio cronista que insere um dado equivocado, uma desinformação, na crônica. Sem volta porque a eventual correção posteriormente é inócua ou com efeito limitado. E dizia: “Qual! Fica o travo da pequenina humilhação que me convida à humildade.”&lt;br /&gt;Saibam todos, pois, que o cronista se depara com erros ortográficos dele próprio e, pior – afaste de mim esse cálice – erros de concordância. E isso mesmo tendo lido o que escrevera várias vezes. &lt;br /&gt;Saibam mais os leitores que o cronista em cada crônica enfrenta esses vilões e escorregões. Ele cria, escreve e...erra. Um “sofredor”. E muitas vezes paga por erros que não são seus.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: O coelho de “Alice no país das maravilhas”. &lt;em&gt;É tarde, é tarde!&lt;/em&gt; O tempo passou, mas sempre é tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-6582496679333783174?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/6582496679333783174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=6582496679333783174&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/6582496679333783174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/6582496679333783174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2010/10/historia-de-uma-edicao.html' title='A HISTÓRIA DE UMA EDIÇÃO. Errinhos que humilham'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TM23MCTO_zI/AAAAAAAAAaE/l11KK9LJ9TY/s72-c/coelho1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-9128176649358686476</id><published>2010-10-24T18:36:00.019-02:00</published><updated>2010-10-24T19:14:22.936-02:00</updated><title type='text'>REGRESSÃO (II): Primeira Comunhão</title><content type='html'>Situo-me num bairro pobre, num tempo tanto de paz como de simplicidades, lá pelos idos de minha infância já num estágio de compreensão das coisas. Casa simples, quintal no fundo, cerquinha de taipas, portãozinho mal fechado que dava para um terreno desocupado. Nos dias de muita chuva, o rio transbordava, chegando a água imunda até ali perto.&lt;br /&gt;Tinha por hábito atravessar o rio pela ponte de madeira a poucos metros, nos tempos secos e rumar para a casa de um amigo da família que morava morro acima. Um braço de rua à esquerda que terminava numa valeta na qual corria água fétida que desaguava no rio. Quando chovia, transbordava, trazendo todo tipo de objetos varridos das casas ribeirinhas.&lt;br /&gt;Nessa rua, casas humildes, água de poço, muita precariedade mas não percebia amarguras, queixas da vida...&lt;br /&gt;Em muitos domingos recebi balas dos filhos do proprietário de muitas daquelas casas simples que ia receber os aluguéis. Muitas vezes seu carrão não conseguia entrar rua abaixo nos dias de chuva, pelo barro que se formava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TMSd7leXIXI/AAAAAAAAAZk/K1eevaCS9Do/s1600/D%C3%A1lia.bmp"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 109px; height: 94px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TMSd7leXIXI/AAAAAAAAAZk/K1eevaCS9Do/s200/D%C3%A1lia.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531719889315111282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Havia na beira das cercas pés de dálias que cresciam mais de um metro, dando flores enormes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TMSchg8EcOI/AAAAAAAAAZc/7nFo277cjlU/s1600/giesta.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TMSchg8EcOI/AAAAAAAAAZc/7nFo277cjlU/s200/giesta.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531718341909311714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Giestas viçosas, suas florezinhas amarelas brilhavam ao sol naqueles tempos em que não se falava de poluição. Hoje são raras.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje procuro por violetas miúdas, que proliferavam cujas flores exalavam, se bem me lembro, leve perfume. Perto da valeta, um pé de “copo de leite” com flores imaculadas o ano todo resistiam a todas as agressões dos moleques e das enchentes.&lt;br /&gt;Muitas tardes ia para essa rua, encontrar a molecada amiga. Ficava um pouco mais até a noitinha quando havia a reza do terço, cada mês numa casa diferente.&lt;br /&gt;Ria muito daquilo tudo e, ansioso, esperava o fim da reza, ao amém, para participar dos refrigerantes que não faltavam nessa hora ou de licorzinho leve de anis ou hortelã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último dia de aula daquele ano chovera muito. Fiquei à espreita agarrado no pé de amora, vendo a água se aproximar alegando tudo por ali. Ela chegou mais uma vez perto da cerca do meu quintal, mas não passou dali, como nunca passara. &lt;br /&gt;Saí às pressas para a aula, seria a despedida da professora.&lt;br /&gt;Pela surpresa, aquele dia fora importante. Passara o ano inteiro sem uma falta sequer recebendo da professora, elogios, um livro de presente, lembrança desse feito inédito. Palmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias depois, num domingo, minha mãe falou da primeira comunhão, menos que um ato de fé, um costume que não poderia ser abandonado. Meu pai não interferira porque não se aproximava da Igreja. Meu tio era crítico cáustico da religião. Vez por outra ele chegava até nossa casa, com um caminhão tanque enorme de “querosene jacaré”, com maços enormes de dinheiro à vista de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TMSe5rr-WKI/AAAAAAAAAZs/x5H1iGeYfXQ/s1600/matriz+velha+de+scs.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TMSe5rr-WKI/AAAAAAAAAZs/x5H1iGeYfXQ/s200/matriz+velha+de+scs.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531720956134709410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Interessei-me pela 1ª comunhão até porque não havia outro meio, então. Algum tempo depois comecei a frequentar o catecismo na denominada matriz velha da cidade.&lt;br /&gt;Quando se aproximava a data, a beata que conduzia as aulas constatou que eu não decorara o “Credo” e “Salve rainha” Me ameaçou de ficar fora da comunhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fui, então, decorar essas orações e reforçar outras.&lt;br /&gt;O dia da comunhão chegou, um domingo que marcou porque minha mãe fez uns bolos, uns doces uns sanduíches e guaranás.&lt;br /&gt;Se disser que não me senti um pouco acima do chão, depois da comunhão, estarei mentindo.&lt;br /&gt;A partir dali voltei-me religiosamente para a missa dominical e me engajei entre os “congregados marianos” identificados com a fita amarela, passando pelo pescoço e ombros. Ficavam próximos da sacristia acompanhando a missa de perto. Eu recebi uma fita azul – que significava, que me lembre, a condição de aspirante.&lt;br /&gt;Nunca perguntei o que significava aquele grupo dos “congregados marianos”. &lt;br /&gt;Sempre que havia tempo, à tarde, ia para a igreja sabendo-a vazia, na certeza de encontrar linda menina que me fizera perder na paixão, aquele enlevo que só nessa idade se sente.&lt;br /&gt;Ela, porém, tinha nome tradicional na cidade e seus pais estavam muito bem de vida. Esse enlevo perdurou por algum tempo mas havia esses obstáculos, o da pouca idade e diferença social, situação importante naqueles tempos, na cidade.&lt;br /&gt;Esta tão ingênua poesia, remonta àqueles tempos. Vacilo hoje em lembrá-la exatamente pela sua ingenuidade mas me encorajo, imaginando que ela possa explicar esse “encanto” e minhas motivações que não se perderam neste meu mundo de hoje que nele batalho em algumas frentes sem esmorecer e a tudo agradecer!:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menina &lt;br /&gt;Morena&lt;br /&gt;da cidade &lt;br /&gt;das flores,&lt;br /&gt;alegre&lt;br /&gt;tão meiga&lt;br /&gt;sincera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eleva&lt;br /&gt;enleva&lt;br /&gt;encanta&lt;br /&gt;se fala&lt;br /&gt;se olha &lt;br /&gt;se chora &lt;br /&gt;se ri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do rosto&lt;br /&gt;lmpidos&lt;br /&gt;olhos&lt;br /&gt;estampam&lt;br /&gt;pureza&lt;br /&gt;sublime &lt;br /&gt;beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! menina&lt;br /&gt;morena&lt;br /&gt;és dona&lt;br /&gt;de tudo&lt;br /&gt;da Natureza&lt;br /&gt;do mundo &lt;br /&gt;e mesmo&lt;br /&gt;de mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um belo dia, não sei explicar bem, esse estado religioso foi abandonado de modo abrupto. Não sei se pelo amadurecimento quando novas informações chegam, o ginasial e os novos amigos, questionamentos de toda ordem, a maturidade sexual que se faz presente...e nessa época converti-me num péssimo aluno. Mas, nada que não recorde tudo com carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, por razões que já revelei, enveredei pelo rosacrucianismo, ocultismo e até rudimentos do espiritismo.&lt;br /&gt;Volto um dia a este assunto, embora já tenha me referido a ele em outras crônicas neste espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fotos:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dália&lt;br /&gt;Flor de giesta&lt;br /&gt;Igreja: Matriz "velha" de São Caetano do Sul&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-9128176649358686476?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/9128176649358686476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=9128176649358686476&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/9128176649358686476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/9128176649358686476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2010/10/regressao-ii-comunhao.html' title='REGRESSÃO (II): Primeira Comunhão'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TMSd7leXIXI/AAAAAAAAAZk/K1eevaCS9Do/s72-c/D%C3%A1lia.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-1567969458707728546</id><published>2010-10-17T17:17:00.050-02:00</published><updated>2011-06-26T10:54:45.986-03:00</updated><title type='text'>DOS LIVROS QUE NÃO CONSEGUI (AINDA?) LER. E os já lidos</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;strong&gt;Há livros que vou e volto e não consigo ir em frente na leitura até o epílogo.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Acho que a cultura perdida num livro não lido pode estar em outro qualquer mais palatável, menos rebuscado.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Há autores que sobem tanto o degrau da intelectualidade que são, para mim, inatingíveis. E livros inatingíveis quando assim os considero, não precisam ser lidos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Aqui me refiro às obras seguintes entre outras:&lt;br /&gt;"Os Sertões" de Euclides da Cunha&lt;br /&gt;"Grande Sertão: Veredas" de Guimarães Rosa &lt;br /&gt;Friedrich Nietzsche&lt;br /&gt;"Ulisses" de Jaime Joyce&lt;br /&gt;"1984" de George Orwell&lt;br /&gt;"Admirável mundo novo" de Aldous Huxley&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"O Presidente Negro" de Monteiro Lobato&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Euclides&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TLtOsPMYPhI/AAAAAAAAAZE/n-E7Yl1QFwI/s1600/Euclides.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 161px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TLtOsPMYPhI/AAAAAAAAAZE/n-E7Yl1QFwI/s200/Euclides.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529099489427078674" /&gt;&lt;/a&gt;Um que estou “devendo” há décadas é o “Os Sertões” de Euclides da Cunha. Talvez, numa fila imaginária de livros que “preciso” ler eu o inclua para um dia iniciá-lo a partir do capítulo “O Homem”. A edição que me encara desafiante é de 1952 e pertenceu ao meu pai.  Lá no canto da abertura do livro, sua assinatura inconfundível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os Sertões”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yzvEXZto-_g/Tb279S_0eDI/AAAAAAAAAoc/EJ-EuSifkiA/s1600/digitalizar0009.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 250px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-yzvEXZto-_g/Tb279S_0eDI/AAAAAAAAAoc/EJ-EuSifkiA/s320/digitalizar0009.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601840173264697394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Depois de décadas ensaiando, consegui ler o grande livro de Euclides da Cunha. Gostei muito.&lt;br /&gt;Tenho que reconhecer, porém, que perde um pouco o prazer da leitura com o vocabulário rebuscadíssimo adotado pelo autor. Vejam esta frase:&lt;br /&gt;“Estas marchavam lutando. Dado um último choque partindo o círculo assaltante, começou a desfilar pelas veredas ladeirantes, sem que se lobrigasse, neste momento gravíssimo, o mais sério das guerras, o mais breve resquício de preceitos táticos, onde avulta a clássica formatura em escalões, permitindo às unidades combatentes alternarem-se na repulsa.”&lt;br /&gt;Eu acredito que a erudição euclidiana tinha a ver com o seu tempo, início do século 20 (a 1ª edição é de 1902), época em os intelectuais constituíam um grupo selecionado. Assim, o livro fora dirigido a ele, a esse grupo, então.&lt;br /&gt;Quanto à “campanha de Canudos” são surpreendentes suas consequências: do lado das forças oficiais destacadas para derrubar a cidadela, registra Euclides, até junho de 1897, a morte de 85 soldados e 315 feridos. Depois até o final da campanha, outubro de 1897, a contagem dá-se por “baixas” (feridos e mortos) atingindo 2038. Entre as baixas e mortos, muitos oficiais.&lt;br /&gt;“Canudos não se rendeu”.&lt;br /&gt;Antônio Conselheiro não foi aprisionado. Morrera pouco antes da destruição do seu reduto, em 27 de setembro, possivelmente de anemia, fraqueza física com uma cruz de prata sob seu corpo. Seu cadáver foi exumado e sua cabeça decepada com troféu.&lt;br /&gt;Muitos foram os jagunços, defensores de Canudos, mortos. A contagem é parcial, até junho de 1897, 535.&lt;br /&gt;Canudos congregava fieis de Antônio Conselheiro, vivendo em extrema miséria. Crítico da república recém-instalada, Antônio Conselheiro teria sido considerado perigosa ameaça a ela dai a campanha para sua destruição.&lt;br /&gt;Euclides dá demonstrações de que sempre esteve ao lado das forças oficiais, mas não deixa de observar nas “duas linhas” finais da obra observa: “É que não existe um Maudsley para as loucuras e os crimes das nacionalidades”.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Henry Maudsley (1835–1918) foi um pioneiro da psiquiatria inglesa, com importantes contribuições à noção de responsabilidade penal e conceito de sociopatia (distúrbio mental pelo qual o indivíduo apresenta conduta antissocial), aliás, defendia exatamente a noção irresponsabilidade, insensibilidade ou imbecilidade moral, sem nenhuma outra alteração das faculdades mentais observadas em alguns infratores o conduziu à noção de "determinação genética" denominda por ele como (tyranny of organisation) tirania de organização.&lt;/em&gt;  (Fonte: Wikipédia).&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;O nome do psiquiatra inglês Maudsley por aqui é sempre lembrado pela sua citação em “Os Sertões”).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, claro que existem os crimes das nacionalidades. Embora sujeita a pesquisa antes de Euclides, um dos maiores exemplos desses crimes está no nazismo, no fascismo e recentemente ditadores que defendem sua permanência vitalícia no poder e, para tanto, assassinam seus concidadãos que protestam.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-mrI023bwu9s/Tgc1CpxOb3I/AAAAAAAAAs8/ieRQNl4vL2Q/s1600/infinito.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 33px; height: 20px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-mrI023bwu9s/Tgc1CpxOb3I/AAAAAAAAAs8/ieRQNl4vL2Q/s200/infinito.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622520979483684722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Grande SER-TÃO: Veredas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Fi8iuhFzaCg/Tc77cyBlLlI/AAAAAAAAApg/vOy3UkuZYLI/s1600/digitalizar0012.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 205px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Fi8iuhFzaCg/Tc77cyBlLlI/AAAAAAAAApg/vOy3UkuZYLI/s320/digitalizar0012.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606695058006158930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;A 1ª edição da obra de Guimarães Rosa, “Grande Sertão: Veredas” completou meio século neste ano, em maio, salvo algum breve engano.&lt;br /&gt;Ouvi falar da obra, há algumas décadas, talvez umas três. Chega uma idade que não se sabe por onde anda o tempo vivido ou perdido. O passado fica meio sem referências no tempo.&lt;br /&gt;Havia na TV Gazeta um programa dominical apresentado pelo professor Ignácio da Silva Telles no qual eram explanados temas filosóficos, de reflexão e atualidades.&lt;br /&gt;Certa feita fez o professor referência ao “Grande Sertão: Veredas”, então não tão conhecido, não tão lido e não tão reverenciado como agora e há bom tempo se dá.&lt;br /&gt;Já pelo título, se bem me lembro, o citado professor interpretava um significado a mais nele, algo transcendente. Assim: “Grande SER-TÃO: Veredas”. &lt;br /&gt;Teria o professor destacado que o Ser, tão indecifrável como é o ser humano está sempre diante de suas veredas – sua senda, seus estreitos caminhos.              &lt;br /&gt;Não demoraria muito a obter o livro. Começo a ler e nada. A linguagem sertaneja, rebuscada me levava à sonolência.&lt;br /&gt;Era o ex-jagunço Riobaldo narrando sua historia. Desisti logo, parando  numa frase que me marcaria depois:&lt;br /&gt;“Viver é muito perigoso...Querer o bem com demais força, de incerto jeito, pode já estar sendo se querendo o mal, por principiar”. &lt;br /&gt; Ademais, ao viver “a cada dia a gente aprende uma qualidade nova de medo”. &lt;br /&gt;Meio envergonhado, tempos depois, voltei ao livro. Já bastava não ter conseguido ir em frente com “Os Sertões” de Euclides da Cunha? (...depois fui!)&lt;br /&gt;Numa dada página, a leitura deslancha e se torna empolgante.&lt;br /&gt;Logo, surge a figura de Diadorim. Ora, o jagunço Riobaldo pelo que relata, vai tendo sentimentos amorosos por outro jagunço, o Diadorim?&lt;br /&gt;Uma tendência assim estranha, comprometedora, em pleno sertão?&lt;br /&gt;“Bem-querer de minha mulher foi o que me auxiliou, reza dela, graças. Amor vem de amor. Digo. Em Diadorim, penso também – mas Diadorim é minha neblina...”&lt;br /&gt;Enquanto a trama segue num crescendo desse amor, uma reflexão mística sobre Deus, segundo Riobaldo:&lt;br /&gt;“... um outro doutor (...) discorreu me dizendo que a vida da gente encarna e reencarna, por progresso próprio, mas que Deus não há. Estremeço. Como não ter Deus?! Com Deus existindo, tudo dá esperança: sempre um milagre é possível, o mundo se resolve. Mas se não tem Deus, há-de a gente perdidos no vai-vem, e a vida é burra.”&lt;br /&gt;E sobre a saudade? Diz Riobaldo: “Relembro Diadorim. Minha mulher que não me ouça. Moço toda saudade é uma espécie de velhice.”&lt;br /&gt;Não sei qual saudade será essa externada pelo autor, essa palavra tão saudada da língua portuguesa.&lt;br /&gt;Talvez, Guimarães Rosa se refira à saudade nostálgica, saudade triste, aquela que traz um sentimento de distância do seu solo ou de episódio fundamental da vida que se desvaneceu pelas veredas. Tanto que Riobaldo pergunta no fim da história: “O senhor acha que a vida é tristonha?”&lt;br /&gt;A narração de Riobaldo vai revelando lances de amor entre ele e Diadorim. Num momento da história, ele relata a seguinte declaração a Diadorim:&lt;br /&gt;“Três-tantos impossível, que eu descuidei e falei. - ... Meu bem, estivesse dia claro, e eu pudesse espiar a cor de seus olhos...” Diadorim, então, “se pôs para trás, só assustado – o senhor não fala sério.”&lt;br /&gt;Mas, nas lutas com a jagunçada, Diadorim é morto a facadas mas também mata sem oponente o “judas” Hermógenes. Então, “Que trouxessem o corpo daquele rapaz moço, vistoso, o dos olhos verdes...”&lt;br /&gt;Seu corpo ia ser lavado já que embebido de sangue, mas quando despido, Diadorim  “era o corpo de uma mulher, moça perfeita...”Estarreci”, lembra Riobaldo.  “A dor não pode mais do que a surpresa. A coice d´arma, da coronha (...) Diadorim era a mulher como o sol não acende a água do rio Urucuia, como eu solucei meu desespero”&lt;br /&gt;O amor impossível!&lt;br /&gt;Permito-me divagar, já me escusando perante o grande autor: Se no decorrer da narrativa, Riobaldo, cabra-macho se apaixonara por Diadorim outro cabra-macho, a despeito de seu corpo vistoso e seus olhos verdes, o amor de ambos explodiria se tempo houvesse para que a realidade aparecesse - uma mulher “como o sol que acende a água”.&lt;br /&gt;Mas, assim não se deu, nada de final feliz, sabem por quê?&lt;br /&gt;Porque Diadorim, Maria Deodorina, “que nasceu para o dever de guerrear e nunca ter medo, e mais para muito amar, sem gozo de amor.&lt;br /&gt;E porque “o sertão é do tamanho do mundo”. O ser-tão na sua essência em que difere do mundo? Daí as veredas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravuras extraídas da edição de "Os Sertões" de 1953 - Livraria Francisco Alves. Autor: artisdta Ib Andersen)&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-mrI023bwu9s/Tgc1CpxOb3I/AAAAAAAAAs8/ieRQNl4vL2Q/s1600/infinito.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 33px; height: 20px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-mrI023bwu9s/Tgc1CpxOb3I/AAAAAAAAAs8/ieRQNl4vL2Q/s200/infinito.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622520979483684722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nietzsche&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o autor que mais me incomoda é Friedrich Nietzsche, apenas Nietzsche, para os mais “íntimos”. Tenho aqui comigo, duas edições de “Assim Falou (ou falava) Zaratustra” que não consigo sair das primeiras páginas, pelo seu texto rebuscado, frases que se perdem numa ideia sem sentido.&lt;br /&gt;Na introdução da edição da “Editora Martin Claret” (2007), de autoria de Scarlett Marton, dissera o próprio Nietzsche sobre esse livro:&lt;br /&gt;“É um livro &lt;em&gt;incompreensível&lt;/em&gt;, porque remete exclusivamente a experiência que não partilho com ninguém”. E acrescenta: “Se pudesse dar-lhe uma ideia de meu sentimento de &lt;em&gt;solidão&lt;/em&gt;! Nem entre os vivos nem entre os &lt;em&gt;mortos&lt;/em&gt; tenho alguém de quem me sinta próximo.”&lt;br /&gt;“Assim Falava Zaratustra” é um livro que tem lá suas parábolas e tenta substituir a figura sempre presente de Deus, pela do Super-Homem:&lt;br /&gt;“Eu vos apresento o Super-homem! O Super-homem é o sentido da terra. Diga a vossa vontade: seja o Super-homem o sentido da terra.”&lt;br /&gt;E sobre Deus:&lt;br /&gt;“Noutros tempos, blasfemar contra Deus era a maior das blasfêmias; mas Deus morreu, e com ele morreram tais blasfemos. Agora, o mais espantoso é blasfemar contra a terra, e ter em maior conta as entranhas do inescrutável do que o sentido da terra.”&lt;br /&gt;Nietzsche na sua maturidade pelos 44 anos de idade, num grave colapso mental, perdeu a razão. Atribui-se sua loucura ao avanço da sífilis, que adquirira na juventude. Com a doença “viveu” por cerca de 11 anos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TLtNnxpmsJI/AAAAAAAAAY8/G9qM57bOFVg/s1600/220px-Nietzsche-mae.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 172px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TLtNnxpmsJI/AAAAAAAAAY8/G9qM57bOFVg/s200/220px-Nietzsche-mae.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529098313265492114" /&gt;&lt;/a&gt;No capítulo “Mater Dolorosa” do velho livro (1948) “A Marcha do Tempo” de Stefan Zweig é relatado o drama de sua mãe, cuidando do doente famoso no dia-a-dia:&lt;br /&gt;“Vê-se agora uma velhinha a conduzir, de vez em quando, o seu doente, como a um urso grande e pesadão, pelas ruas e a longos passeios. Afim (sic) de o distrair, recita-lhe intermináveis poesias, que ele escuta em torpor. Guia-o jeitosamente; fá-lo desviar-se das pessoas que o fitam curiosas e dos cavalos que detesta. Sente-se feliz toda vez que consegue reconduzi-lo à casa, sem que ele desperte a curiosidade popular com sua “voz muito alta” (como a senhora delicadamente classifica seus berros selvagens)”. &lt;br /&gt;A mesma autora da “introdução” à edição referida linhas acima, conclui:&lt;br /&gt;“Pensadores, literatos, jornalistas e homens políticos teriam nele um ponto de referência – atacando ou defendendo sua obra, reivindicando ou exorcizando seu pensamento. Quem julgou compreendê-lo equivocou-se a seu respeito; quem não compreendeu, julgou-o equivocado.”&lt;br /&gt;Esse é Nietzsche!&lt;br /&gt;Aonde entro eu nessa história, que sequer consigo ler  “Assim falava Zaratustra? – e se conseguir um dia já me darei por satisfeito por ter lido pelo menos uma obra de Nietzsche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-mrI023bwu9s/Tgc1CpxOb3I/AAAAAAAAAs8/ieRQNl4vL2Q/s1600/infinito.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 33px; height: 20px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-mrI023bwu9s/Tgc1CpxOb3I/AAAAAAAAAs8/ieRQNl4vL2Q/s200/infinito.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622520979483684722" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Joyce&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TLtNZNenkdI/AAAAAAAAAY0/5sAZePfV5kA/s1600/Joyce.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 152px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TLtNZNenkdI/AAAAAAAAAY0/5sAZePfV5kA/s200/Joyce.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529098063037567442" /&gt;&lt;/a&gt;Estão aqui comigo as 900 páginas de “Ulisses” de James Joyce, esta edição com  tradução de Bernardina da Silveira Pinheiro. (Editora Objetiva – 2007).&lt;br /&gt;Não há lista de obras “universais” que não esteja “Ulisses” a encimando como leitura obrigatória. A obra de Joyce constitui-se uma paródia à obra clássica “A Odisséia” de Homero.&lt;br /&gt;Cheguei na página 261 e pouco captei. A introdução de cada capítulo explicando onde se insere a saga de Ulisses na obra de Joyce situa-se no final do volume e, do mesmo modo, dezenas de citações dispersas no texto, que só são compreendidas se buscadas as referências também no final do grosso volume.&lt;br /&gt;Melhor estariam no rodapé de cada página. &lt;br /&gt;Esse modo de apresentação cansa e dispersa.&lt;br /&gt;Nesta fase, tendo lido ¼ do livro, já estou em vias de deixá-lo de lado.&lt;br /&gt;Dói a consciência mas seu estilo e essas referências inseridas no final do livro (“Notas”) são, para mim, um entrave. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-mrI023bwu9s/Tgc1CpxOb3I/AAAAAAAAAs8/ieRQNl4vL2Q/s1600/infinito.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 33px; height: 20px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-mrI023bwu9s/Tgc1CpxOb3I/AAAAAAAAAs8/ieRQNl4vL2Q/s200/infinito.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622520979483684722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"1984" e "Admirável mundo novo"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes tempos são empolgantes e não deixam de ser preocupantes. Submeto, então, a resenha dos dois livros para reflexão daqueles leitores que não os conhecem e mesmo àqueles que os conhecem.&lt;br /&gt;Haverá pontos que tocam nos dias atuais: o cerceamento da informação em muitas regiões, o controle sobre os atos dos cidadãos, o consumo e a proliferação das drogas, pornografia, como forma de controlar a mente, a “alma”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"1984" de George Orwell&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito no fim da década de 40, ainda sob a influência dos horrores dos crimes nazistas e mesmo do stalinismo, engendrou Orwell um mundo no qual o ser humano estaria controlado, manipulado e submisso aos desígnios do "Grande Irmão".&lt;br /&gt;O sistema era constituído por um "tratamento psiquiátrico" aos que se rebelavam e aos que caiam "em desgraça", ameaça que expandia a autocensura, uma voz insuportável que reprimia a manifestação, já que eram nebulosos os limites permissíveis da expressão do pensamento. Pois, o herói de "1984" não tremeu diante de um simples volume de folhas em branco e, em pânico, começou a escrever?&lt;br /&gt;Ao homem tornara-se proibido indagar e mesmo amar. Apagara-se para sempre sua interioridade que, alimentada, poderia levá-lo a pensar "inadequadamente" numa existência transcendente. Esse espaço interior fora preenchido pela máxima presente sempre: "O Grande Irmão zela por ti". Orwell não dá esperança a Winston, o herói "dissidente". Submetido a todas as torturas e sofrimentos, "espontaneamente", com "convicção", se convence que "dois e dois são cinco" (o seu axioma antes fora: "A liberdade é a liberdade de dizer que dois e dois são quatro. Admitindo-se isto, tudo o mais decorre") e no auge de sua "recuperação" passa a amar o "Grande Irmão".&lt;br /&gt;Uma tênue esperança alimentada por Winston até ser "recuperado" era a revolta dos "proles", uma sociedade à margem do poder e desorganizada, mas também controlada por intensa espionagem e, quanto aos divertimentos, um dos mais comuns era a proliferação de filmes pornográficos. Os "proles", todavia, no percurso todo do livro, permaneceram alienados e impotentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inequívoco que o quadro negro pintado por Orwell se assentara num clima político de extrema violência, embora hoje ainda haja o autoritarismo desmedido como forma de busca ou da manutenção do poder, além de outras formas de deturpação (a subnutrição e a fome, a baixa educação, especialmente) que ameaçam a vida humana e a desqualificam.&lt;br /&gt;Os abusos dos grandes irmãos políticos que fazem da política o meio da ambição e do acúmulo de riquezas sem a preocupação em melhorar a vida dos...”proles”.&lt;br /&gt;Assim, os eventos de "1984" podem até ser identificados em pontos demarcados do planeta, hoje e no passado próximo, nos quais a desobediência ou a contestação podem significar a privação da liberdade individual ou risco à própria vida.&lt;br /&gt;Hoje, a televisão tem muita força de comunicação e pode – já não ocorre? - desviar a atenção, a inteligência. Afinal, não é ela que projeta a violência, constrói e destrói ídolos, nos faz pensar ou nos condiciona de certa forma segundo os desígnios de poucos?&lt;br /&gt;De um modo geral, há sim manifestações de "não cultura". &lt;br /&gt;Afinal, por outra, não há uma crise nas religiões? Algumas não se excedem, diminuindo a capacidade individual, a vontade dos seus seguidores?&lt;br /&gt;Estejamos atentos, pois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que dizer do instigante "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley, consumidor  declarado de LSD?&lt;br /&gt;Trata-se de uma obra muito atual, mesmo escrita há quase 70 anos, precisamente em 1932.&lt;br /&gt;O denominado "mundo novo "situa-se no ano 600 da era de Ford (referindo-se a Henry Ford, pioneiro da indústria automobilística nos Estados Unidos). Feitas as contas, chega-se ao ano de 2.500 da nossa era.&lt;br /&gt;Mas, do que trata o livro de Huxley ?&lt;br /&gt;Um novo mundo onde os seres humanos eram produzidos em série em laboratórios e, pela manipulação nos embriões, pertenceriam à elite dominante ou simplesmente à massa que fazia trabalhos braçais ou desagradáveis, o controle da individualidade pelo condicionamento no que denominou Centro de Incubação. Nesses centros de condicionamento, certas "mensagens" eram repetidas milhares de vezes, para que se constituíssem verdadeiros valores da vida. &lt;br /&gt;Mesmo sendo "imoral" a procriação natural, havendo por isso cuidados especialíssimos para evitar a gravidez, havia no "novo mundo" total liberdade sexual. A monogamia era objeto de repúdio e deboche. O casamento e o sentimento pais/filhos, uma vergonha.&lt;br /&gt;O "soma" era a droga contra todos os males da "alma": da angústia, da depressão, da tristeza, da dúvida. Uma dose da droga anestesiava a mente do usuário, sobrevindo um estado de euforia sem os malestares de outras drogas, quando passasse seu efeito.&lt;br /&gt;Num diálogo entre um selvagem – assim considerado porque nascera naturalmente – e o dirigente máximo da história de Huxley, à indagação da existência de Deus, este dissera que talvez Ele existisse, mas manifestando-se como "ausência; como se não existisse absolutamente". Porque Deus "não é compatível com as máquinas, a medicina científica e a felicidade universal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-mrI023bwu9s/Tgc1CpxOb3I/AAAAAAAAAs8/ieRQNl4vL2Q/s1600/infinito.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 33px; height: 20px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-mrI023bwu9s/Tgc1CpxOb3I/AAAAAAAAAs8/ieRQNl4vL2Q/s200/infinito.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622520979483684722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O PRESIDENTE NEGRO de Monteiro Lobato&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-mjiAvZK_VGg/TfvkO0k3vQI/AAAAAAAAAr8/7NsfctR7so4/s1600/digitalizar0013.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 247px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-mjiAvZK_VGg/TfvkO0k3vQI/AAAAAAAAAr8/7NsfctR7so4/s320/digitalizar0013.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619335903357418754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ocasião da última campanha presidencial americana na qual se sobressaíra Barack Hussein Obama e depois eleito Presidente, foi lembrada por aqui uma antiga obra de Monteiro Lobato, “O Presidente Negro”, escrita em 1926.&lt;br /&gt;“Por linhas tortas”, previra Lobato a possibilidade de elegerem os Estados Unidos, naqueles idos de forte segregação racial, um presidente negro.&lt;br /&gt;A história se desenrola no ano de 2228. &lt;br /&gt;Para tal vaticínio, se valera Lobato dos seguintes argumentos:&lt;br /&gt;. Os partidos Republicano e Democrata uniram-se como Partido Masculino contado com o apoio dos negros;&lt;br /&gt;. O Partido Feminino contava com a liderança de “miss” Evelyn Astor, rica de todos os dotes de Inteligência, de cultura e da “maquiavélica sagacidade feminina”, se juntava um elemento perturbador no novo jogo político presidencial: “a sua rara beleza”.&lt;br /&gt;Ademais, “nesse ano de 2228 já a mulher vencera o seu estágio de inferioridade política e cultural...”&lt;br /&gt;Com a divisão dos brancos, já que os negros não apoiaram o Partido Masculino, foi eleito seu líder Jim Roy, com 54 milhões de votos. E assim, fora eleito o primeiro presidente negro; “miss” Astor obtivera 50,5 milhões de votos e Kerlog 50 milhões. “Apesar de disporem de um eleitorado quase o dobro do contrário, os brancos perderiam a presidência graças à cisão entre os dois sexos provocado pelo “elvinismo.” (de “mss” Elvin, na história feminista radical).&lt;br /&gt;Claro que esse “erro” de exatos 200 anos em suas previsões, deve-se ao fato de que, nos tempos em que Lobato escrevera a história, o preconceito racial nos Estado Unidos era exacerbado. Essa intolerância se manifestara de modo intenso na década de 60, relembrando-se os conflitos violentos havidos em 1962, na cidade de Los Angeles nos quais negros praticaram saques, depredações e agressões, depois da absolvição de policiais que covardemente haviam espancado um negro a ponto de provocar fratura craniana. A absolvição dos policiais fora decidida por um júri composto de brancos.&lt;br /&gt;Dentre todos esses conflitos e mortes, mencione-se o assassinato de Martin Luther King, ativista negro, religioso e pacifista, então com forte influência política, morto em 04.04.1968. Há dúvidas sobre sua morte, o mandante e as motivações; há até mesmo menção a uma “teoria conspiratória”. Ele tinha um sonho:&lt;br /&gt;“Eu tenho um sonho de que um dia esta nação vai se levantar e viver o verdadeiro significado de sua crença: 'Consideramos essas verdades autoevidentes: que todos os homens são criados iguais'. Eu tenho um sonho de que um dia, nas montanhas da Geórgia, os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos donos de escravos serão capazes de sentarem-se juntos à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho de que meus quatro filhos um dia viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter.”&lt;br /&gt;Registre-se que na época da morte de Luther King já vigorava nos Estados Unidos, desde 1964, a lei dos direitos civis – de cuja luta participara – que proibia discriminação no que se refere à religião, à nacionalidade, inclusive no âmbito profissional. Pouco tempo depois, a proibição de discriminação se estendeu a indivíduos com mais de 40 anos e de práticas salariais diferenciadas entre homens e mulheres, que exerçam trabalhos iguais ou semelhantes.&lt;br /&gt;Tudo isso sistematizado na denominada “ação afirmativa”, que garantiria “oportunidades iguais de emprego entre os americanos”, indica que os negros de lá, de um modo ou outro, conquistaram e conquistam oportunidades efetivas de ascensão social e profissional. No cinema, os negros deixaram de ser coadjuvantes para se tornarem protagonistas. O cinema é uma espécie de vitrina da sociedade americana o que de bom e ruim. Mas, esses avanços não significam que se estabeleceu o paraíso com a “ação afirmativa”.&lt;br /&gt;O fato significativo é que a vitória do mulato Barack Obama, com o nome que tem à presidência dos Estados Unidos, foi sufragado por brancos, negros, hispânicos, incluindo nomes influentes. Todos acreditavam que a vitória de Obama significaria uma guinada necessária nos padrões americanos. A realização do sonho do Martin Luther King. Os Estados Unidos neste ano de 2011 ainda enfrenta sérios problemas econômicos fatos que deslustram o governo de Obama.&lt;br /&gt;O nosso Monteiro Lobato que “previra” a possibilidade de um presidente negro nos Estados Unidos para daqui a dois séculos não poderia, no seu tempo de tantos conflitos raciais, imaginar todas essas mudanças, o avanço tecnológico vertiginoso e a “inacreditável” internet.&lt;br /&gt;E sob as condições daqueles tempos engendrara na sua história um crime dos brancos para neutralizar o poder negro. Mas, essa patifaria não comentarei por irrelevante e por ter sido imaginado num outro contexto. No atual estágio, seria impensável qualquer ato que maculasse esse processo de conquistas e de iguailadades, mesmo se considerando a trágica violência destes tempos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-mrI023bwu9s/Tgc1CpxOb3I/AAAAAAAAAs8/ieRQNl4vL2Q/s1600/infinito.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 33px; height: 20px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-mrI023bwu9s/Tgc1CpxOb3I/AAAAAAAAAs8/ieRQNl4vL2Q/s200/infinito.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622520979483684722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Brown&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li há algum tempo o livro “comercial” de Dan Brown, “O Símbolo Perdido”. Não gostei!&lt;br /&gt;O que há de interessante são as referências positivas à maçonaria no desenvolvimento da trama, além de enaltecer possíveis mensagens cifradas e herméticas que estariam presente no texto da Bíblia, cujos sentidos haveriam que ser objeto de meditação para melhor interpretá-las.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Sobre esse tema, tenho a crônica “Intuição desvendada” de 20.09.2009).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Como é do estilo do autor, a história se desenrola sob muitos símbolos e simbolismos.&lt;br /&gt;Vale-se o autor Brown de conceitos até elementares de origem esotérica, como aquele que diz “como é encima é embaixo”, significando que o Universo “lá no alto” com seus fenômenos mal compreendidos, inclui a Terra e nós que fazemos parte dela, aliás, este planeta um corpo minúsculo nessa imensidão que se perde sem fim numa noite estrelada.&lt;br /&gt;Curioso que quando escrevia a crônica “Stephen W. Hawking e minhas implicâncias” de 05.09.2010 usava esse mesmo conceito (“como é encima é embaixo”). Mas, num dado momento deu-se um colapso “inexplicável” no computador e o texto foi todo perdido. Para mim, a primeira versão é sempre a melhor. Reescrevi tudo de novo perdendo qualidade e sem usar mais esse conceito.&lt;br /&gt;São aquelas coisas difíceis de entender. Pensei que, com a perda do texto já integralmente escrito, em fase de “salvamento”, não devesse usar mais essa expressão porque não estaria preparado para me referir sobre ela do alto da minha ignorância.&lt;br /&gt;Mas, eis aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lidos ou quase:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “Memorial do Convento” de José Saramago – português de Portugal, meio rebuscado. Para quem gosta do autor e do seu estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “A Cabana” de William P. Young&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a ler este livro e não o concluiu. O começo fora eletrizante, mas depois de ter o personagem principal recebido um bilhete do "Papai", algumas páginas à frente desisti da leitura. E do livro, é claro. É, todavia, &lt;em&gt;um best seller.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “1822” de Laurentino Gomes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom livro muito documentado que causa perplexidade ao revelar fatos incríveis da nossa história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Outros livros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pipas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler livros que caem no gosto popular, pode significar decepções. É que geralmente há pieguices que encobrem um nível de mediocridade na idéia central da história.&lt;br /&gt;Livro com essa característica é o “Caçador de Pipas” de Khaled Hosseini que vendeu e vende ainda aos milhares.&lt;br /&gt;A história se desenvolve num ritmo vibrante. No seu âmago o personagem principal é um covarde que não consegue se redimir nem mesmo quando, delirando, corre atrás de uma pipa que surge pelos ares no final da história.&lt;br /&gt;Inclui uma luta severa – um dos momentos mais destacados do livro – entre esse personagem e um nazista ligado aos talibans, cujo final, inverossímil, poderia ter sido inspirado num filme americano B, daqueles em que John Wayne salva a mocinha da boca do leão ou é salvo pela cavalaria num massacre aos índios. Aliás, o livro explica que esses filmes eram assistidos nos bons tempos do Afeganistão.&lt;br /&gt;O mal do país é, pois, caracterizado por um alemão nazista que, aceito pelos talibans pratica todas as maldades. Afinal, o quê pretendera o autor com esse desvio? Deixar a ideia de que os talibans não eram tão crueis e que a truculência era um fato isolado no país ficando por conta de um nazista tresloucado o serviço sujo? Ou quisera comparar os talibans aos nazistas? Ou quisera ficar bem com os talibans?&lt;br /&gt;Por tudo isso o livro, para mim, é ruim, embora a história seja contada num ritmo vibrante, tanto que é (ou foi) um best seller. &lt;br /&gt;Outro dia o filme baseado nesse livro passou na TV. Tentei assisti-lo mas também não suportei esperar o final. Coisas de best seller.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cegueira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-61RnOvJc7bk/TXPj0FalB6I/AAAAAAAAAjk/bB7L0Atgu0w/s1600/cegueira.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-61RnOvJc7bk/TXPj0FalB6I/AAAAAAAAAjk/bB7L0Atgu0w/s200/cegueira.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581054847188535202" /&gt;&lt;/a&gt;O &lt;em&gt;best seller&lt;/em&gt; "Ensaio sobre a cegueira" de José Saramago também faço restrições. &lt;br /&gt;Porque, para mostrar a miséria humana, não será preciso nestes tempos e há muito, que todos fiquem cegos. Essa a proposta do autor. Mas, as misérias inimagináveis em todos os escalões sociais se dão entre os que bem enxergam. Nesse passo, para diferenciar ou tentar inseri-las num contexto extremo, sem mais nem menos todos ficam cegos. Somente a heroína, é claro, não é afetada. &lt;br /&gt;E por aí vai a história descrevendo os horrores sob a cegueira. Se assistirei ao filme de Fernando Meirelles inspirado no livro? Dificilmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressalvo de Saramago, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” escrito em 1991 que lançara, então, Maria Magdalena como mulher de Jesus, mas uma prostituta recuperada, na melhor doutrina da Igreja, bem antes do best seller “O Código Da Vinci” de Dan Brown. Como se sabe esse e outros autores erigem Maria Magdalena, não como prostituta, mas a discípula preferida e angelical de Jesus.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tenho que explicar, sem qualquer presunção até porque Saramago é Nobel, essas minhas impressões tão negativas sobre esses livros: talvez tenha sido influenciado pelos livros de Dostoievski que lera na mesma época: “Os Imãos Karamazovi” e “O Idiota”.&lt;br /&gt;É injusto comparar, mas Dostoievski está disponível há mais de 150 anos. O autor russo tende a rebaixar outros quando suas obras são lembradas. O que fazer?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Imagens / Fotos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Euclides da Cunha, estampa do livro "Os Sertões", edição de 1952 (Livraria Francisco Alves);&lt;br /&gt;2. Nietzsche ao lado de sua genitora (Wikipédia - Google);&lt;br /&gt;3. Retrato de James Joyce (ebooks.adelaide.edu.au)&lt;br /&gt;4. Cena do filme "Ensaio sobre a cegueira" de Fernando Meirelles, da obra de José Saramago&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6262310651142371468-1567969458707728546?l=martinsmilton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martinsmilton.blogspot.com/feeds/1567969458707728546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6262310651142371468&amp;postID=1567969458707728546&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/1567969458707728546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6262310651142371468/posts/default/1567969458707728546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martinsmilton.blogspot.com/2010/10/dos-livros-que-nao-consegui-ainda-ler.html' title='DOS LIVROS QUE NÃO CONSEGUI (AINDA?) LER. E os já lidos'/><author><name>TEMAS LIVRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09904464759609745883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/SbKBpVdwpnI/AAAAAAAAABE/UGRnSBdOx1U/S220/MM02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TLtOsPMYPhI/AAAAAAAAAZE/n-E7Yl1QFwI/s72-c/Euclides.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6262310651142371468.post-3564253124915519680</id><published>2010-10-10T15:13:00.014-03:00</published><updated>2010-10-10T15:37:37.890-03:00</updated><title type='text'>REAVALIAÇÕES E RENÚNCIAS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;REPUBLICAÇÃO:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Resolvi republicar esta longa crônica, chamemo-la assim, por conta de um desses momentos de reflexão e desinteligências em que as respostas não vêm para aquelas mesmas perguntas que se perdem no vazio do insondável. A frase não é, para mim, de efeito...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava num momento de humildade e ansiedade, olhando para aquelas paredes brancas, sem nenhum atrativo. Havia que me consolar com algumas experiências, que foram tantas na minha vida profissional.&lt;br /&gt;Lembro de Roberto, nome fictício, porque não poderia usar seu nome verdade.&lt;br /&gt;Esse cara fora um caso excepcional de mudança de caráter e de rumo, eu sempre pensei assim.&lt;br /&gt;Roberto fora um executivo de empresa multinacional que um dia "cansado de ser conduzido pela vida" decidiu abandonar a carreira vitoriosa passando a levar vida modesta no litoral paulista, embora desfrutasse de excelente situação financeira.         &lt;br /&gt;Lembro-me bem do relato que ouvi numa palestra, naquele dia que me escondi no fundo do modesto auditório, como se pudesse ser reconhecido por todos aqueles a quem não conhecia. E não me conheciam.&lt;br /&gt;Uma certa presunção de minha parte porque, afinal, era gerente médio de multinacional. Bobagem.&lt;br /&gt;A nova forma de viver adotada por ele tinha lá seus momentos de tédio, a despeito de ser ávido ledor e dispor de enorme disposição para apreciar o mar, as paisagens que descobria percorrendo todo o litoral paulista avançando para o norte com seu barco.&lt;br /&gt;Certa feita, só, saiu pelo mar meio sem rumo para pescar. O sol do meio-dia estava muito quente, batendo forte em seu rosto. Sentia certo desconforto com aquele calor intenso, o balanço do barco lhe provocava enjoo, por isso meio arrependido por estar ali, naquele momento. Desviou-se para os intensos movimentos na vara de pesca presa numa saliência externa da cabina.&lt;br /&gt;Um peixe de cerca de 60 centímetros mordera o anzol. Era o primeiro do dia. Sem muita dificuldade, o peixe foi trazido para o barco debatendo-se violentamente relutando à morte certa, posto num chão quente sob sol escaldante. &lt;br /&gt;O peixe ferido querendo a vida, Roberto perturbado pelo sol intenso sobre sua cabeça. Uma leve tontura o prostrara. O enjoo se agravava, ele que superara esse sintoma havia muito depois do vexame numa excursão de alto nível num barco moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TLIFGZRcXvI/AAAAAAAAAYk/l1RWtEvVZQg/s1600/ondas.bmp"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 132px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TLIFGZRcXvI/AAAAAAAAAYk/l1RWtEvVZQg/s200/ondas.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526485300158422770" /&gt;&lt;/a&gt;Mar agitado, seu estômago não resistiu, resultando no vômito de vento que se prolongou por tempo suficiente para chamar atenção de outros executivos, obrigado a ouvir piadas. A reação de um executivo português debochado:“Estas a vomitar seus pecados”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fixando-se no movimento do peixe, sua cabeça começou a rodar. Parecia estar próximo de um desmaio. Com a sensação de estar também preso no anzol? Olhou para o mar e não o viu claramente. Quanto mais procurava enxergá-lo mais ele se transformava num ...deserto. As ondas além transformavam-se em dunas e a leve brisa em tempestade de areia violenta. No meio dela, parecia ver vultos humanos mal formados em movimentos apressados, parecendo acenar para ele. Em vias de perder o sentido, recostou-se na cabine do barco. O peixe debatia-se bravamente ao sol, mas dava agora sinais de sua morte iminente. Roberto voltou-se para ele como pôde, com cuidado livrou-o do anzol e o devolveu ao mar.&lt;br /&gt;- Quem sabe ainda sobreviva, dissera confuso, com o estômago na boca. Veio-lhe a frase de Tolstoi em “Ana Karenina” que jamais esquecera: “Gostava de pescar a linha e parecia envaidecer-se com o fato de apreciar um entretenimento tão estúpido.”&lt;br /&gt;Permanecendo quieto na cabina, bebendo água gelada, molhando a testa suada com ela, foi se recompondo. Uma hora depois, mais disposto, voltou ao controle do barco, retornando à terra, embora ainda tonto com o mar e o deserto que eclodira em sua mente.&lt;br /&gt;A noite fora tranquila. Lá pelas tantas da madrugada, levantou-se e permaneceu na varanda ouvindo o marulho, recebendo no rosto, em cheio, a brisa refrescante de uma noite muito quente.&lt;br /&gt;Mas, claro que a "miragem" do deserto lhe martelava a cabeça. Tudo bem que fora um mal-estar provocado pelo calor, pelo enjoo, pelo sol. Mas, porque a imagem do deserto, suas dunas ampliadas de ondas baixas e a tempestade de areia tão autênticas?&lt;br /&gt;Passara, então, a fazer uma autocrítica. O que significava sua vida, desde que passara a residir no litoral, senão uma vida ociosa, mentalmente estéril, a caça predatória de peixes porque nem sempre os consumia? Afinal, não abominava a caça como esporte, a própria pesca esportiva, tão ridícula e as touradas?&lt;br /&gt;A impressão que tivera então de si próprio é de que se encontrava num processo de decadência mental, porque vida interior ele não possuía nenhuma.&lt;br /&gt;Em poucas palavras: o deserto que vira em sua quase insolação era rigorosamente ele próprio, sua alma clamando por mudanças. Voltou para dentro da sala confortável, entrou no pequeno escritório e consultou um mapa da África. Com o dedo "viajou" por todo o Deserto do Saara, começando pelo Atlântico Norte.&lt;br /&gt;Lá estava o Marrocos e a cidade de Casablanca. Viajou mentalmente embarcando no filme do mesmo nome, que ajudou a celebrizá-la, Ingrid Bergman linda, jovem. Em seus ouvidos, a música do filme soava harmoniosa ("As time goes bye"), cantada por "Sam", até que "Rick" (Humphrey Bogart) melancólico o interrompeu. E nesse momento reencontrou sua ex-amada. Quem dera houvesse um bar como aquele, o "Rick’s Café Americain" do filme!&lt;br /&gt;Decidira que em poucos dias viajaria para o Marrocos, não para encontrar o "Rick’s Café", uma figura de ficção, mas para chegar às margens do Deserto do Saara por aquele país. Viajaria de camelo, conheceria alguns oásis e a vida que neles existia.&lt;br /&gt;Quem sabe, conforme ironicamente pensava, visse o mar no deserto, da mesma forma como vira o deserto no mar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TLIEoByI5II/AAAAAAAAAYc/Bt79NwB26Pk/s1600/170px-Boulevard_de_Paris,_Casablanca.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_QVpiWUilSLg/TLIEoByI5II/AAAAAAAAAYc/Bt79NwB26Pk/s200/170px-Boulevard_de_Paris,_Casablanca.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526484778457031810" /&gt;&lt;/a&gt;Dois meses depois, viajou para o Marrocos, rumando logo para Casablanca, a principal cidade do país, moderna, sem perder, mesmo com a forte influência européia, o timbre da cultura árabe. O cenário do filme jamais existira. Talvez nos bairros periféricos pobres afastados do centro da cidade poderia haver alguma semelhança. Só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma breve troca de impressões no café do aeroporto de Casablanca com um turista chileno que voltava para o seu país, impressionado com o que vira em sua excursão ao Marrocos lh
