UMA PEQUENA CRÔNICA
"Uma" robô e seus colegas humanos
Em novembro de 2010 uma crônica se referindo ao meu 40º aniversário e naquele anos já fazia anos dessa comemoração, recordei algumas passagens que vivera até atingir aquela data.
Numa dessas passagens escrevi isto:
Repassando esse evento ali, na frente da sorveteria das Lojas Americanas, agora do alto dos meus 40 anos, na rua movimentada, mal consegui conter minha explosão de alegria.
Eis que minha atenção é despertada para um idoso humilde com a Bíblia na mão.
Associei a um amigo, muito religioso, desses que assumem a religião, com intensa fé, com desconcertante convicção.
Alguma vezes tentara me ensinar lições da Bíblia, mas essa tarefa nunca dera certo, porque tinha eu por hábito, como até hoje tenho, de fazer questionamentos "inconvenientes".
Já me referi a isso em outros escritos que às vezes a Bíblia, no Novo Testamento, revela sua profundidade no silêncio da meditação. Não escondo, porém, a minha perplexidade ao sanguinário Deus de Moisés.
Discutia muito com ele sobre religião. Em sua opinião, a China naqueles dias já pós Mao Tse-Tung, uma potência nuclear que parecia olhar com desprezo o ocidente e seus "pecados", seria a alavanca do apocalipse bíblico. Ao visualizar a China, então, eu a enxergava cinzenta, talvez porque a roupa padrão normalmente nessa tonalidade do chinês retransmitisse em minha mente essa cor como sendo do próprio país.
Eis que, num daqueles dias, o "Estadão" estampou manchete significativa, algo assim: "A CHINA ABRE-SE PARA O MUNDO".
Mostrei-lhe a manchete. Ele não se abalou e fez até um sinal de conformismo.
Naquele instante, com alívio, quem sabe, passara a adiar o apocalipse que "profetizara" iminente.
Ela vai dominar o mundo, disse eu, sem qualquer convicção.
Com essas lembranças, saí pelo calçadão, emocionando-me com o semblante humilde de algumas pessoas que passavam ao meu lado ou vinham em minha direção. É que as quarenta velinhas resplandeciam intensas na minha interioridade.
Só via beleza por todos os lados. Segui para casa porque haveria um bolinho com família.
16 ANOS DEPOIS
Assistindo a tecnologia chinesa, a sua modernidade, seu padrão de vida, uma ditadura capitalista e olhando para os Estados Unidos nos dias atuais, considero que a China está superando os americanos, mental e tecnologicamente com seus robôs, seus automóveis elétricos, seu desenvolvimento impressionante. E sua riqueza.
Trump, fazendo dupla com Netanyahu, de modo arriscado, ameaçando com sua tecnologia bélica, achou que o Irã se dobraria facilmente às suas idiossincrasias.
Mas, está neste momento por demais desafiado pelo iranianos e está perdendo alternativas civilizadas duma solução.
Vejo, por sua vez, o que faz Putin, atacando há mais de quatro anos, mortalmente, seus primos-irmãos ucranianos.
DIVULGAÇÃO
"A CHINA VAI DOMINAR O MUNDO"
Pequena crônica, começando com o sentimento de religiosos sobre a preocupação da China em 2010 e sua abertura para o mundo.
No estágio atual, a China que não parece adotar postura belicosa, segue no seu desenvolvimento extraordinário, não deixando dúvidas que já deve estar superando os Estados Unidos, mental e tecnologicamente.
Essa iminência se revela nestes tempos, 16 anos depois.
Acessar: https://martinsmilton.blogspot.com/2026/05/a-china-vai-dominar-o-mundo.html


















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