O MENINO DO DEDO VERDE de Maurice Druon
Esse livro, mesmo o tradutor, D. Marcos Barbosa, aproxima sua mensagem à do "Pequeno Príncipe" porque o menino Tistu, além de questionar muitas das mazelas da sociedade e mesmo de sua casa, porque seus pais eram muito ricos, produzindo canhões.
Incapaz de frequentar a escola normal porque adormecia, então seus pais decidiram que ele recebesse instrução do jardineiro Bigode, quando descobre que seu polegar tinha o poder de fazer brotar plantas em qualquer lugar que fosse.
E, então, ao receber lições de "ordem" do sr. Trovão, ele humaniza a prisão com plantas e flores que seu polegar verde possibilita.
Toda essa humanização com as plantas ele vai praticando em segredo, só sabido pelo jardineiro Bigode até que eclode uma guerra.
A fábrica do seu pai começa a produzir canhões para os dois lados em conflito, situação que ele, além da guerra, não compreendia.
Quando questiona Trovão sobre essa anomalia, recebe um bofetão.
Tistu, então, resolve fazer dos canhões, floreiras impedindo seu funcionamento. A guerra é "cancelada".
Com a fábrica de canhões desmoralizadas seu pai resolve produzir plantas e flores.
Tistu conversava com o pônei Ginástico. Ele se despede subindo pela escada às alturas, despedindo-se do animal.
Tistu era um anjo.
Nestes tempos atuais, este planeta sofrido, devastado, desrespeitado em suas fontes essenciais, com guerras sujas ressurgindo nem sei se o Tistu daria um jeito. Mas, ele faz falta.
Diria que o verde, no seu todo, é parte da essência do planeta. Nem sei só nós somos também uma essência. Acho que não porque somos tremendamente predadores, inconsequentes, movidos pelo fator dinheiro, lucro, ambição desenfreada.
Ora, direis, estás em emoção e em exagero. Não, não penso desse modo até porque há muito percebi que este planeta é o mundo das diferenças, das divergências e até... da destruição.
Sinto tempos cada vez mais difíceis de viver neste planeta das penitências, das diferenças para as próximas, bem próximas gerações.
Só não sou apocalíptico... ainda.
A AMIGA DA CATALUNHA
Embora seja paulistano, "a essência da minha vida", digamos, foi moldada no ABC, especialmente em São Caetano do Sul.
Uma coisa que me intriga até hoje foi estudar o colegial no Colégio "Cel. Bonifácio de Carvalho" (no "Coronel"). Porque, minha graça, quantas vezes disse isso, havia o primor de tantas alternativas, um sentido de imortalidade, de realizações, de felicidade não apreendida, então, até um pouco mais da metade da década de 60. Aquele tempo quem viveu em SANCA pode dizer que viveu num planeta paralelo.
Nunca vi, das vezes que encontro ex-alunos do "Coronel" não registraram que lá estudaram.
Feita essa introdução, tenho uma amiga daqueles tempos que vinda da Catalunha, lá estudou e sempre se refere ao Colégio de modo carinhoso.
No blog "Dos livros lidos", na resenha do livro Stalin, ele me remeteu da Catalunha, está mensagem em 22 de abril:
Meu
querido amigo Milton : amanhã, aqui
na Espanha, também é o dia do LIVRO
e
o dia de SÃO JORGE, neste caso o Salvador da CATALUNHA, do malvado
DRAGÃO que
queria destruir a nossa maravilhosa cidade. É festivo, só no PAÍS
CATALÃO.
As ruas de
todos nós, estão cheias de paradinhas, cheias de livros
,
e de ROSAS VERMELHAS, envoltadas
em celofane, com a bandeira deste lindo (no
Brasil, seria ESTADO),
na Espanha, é
odiada. Nesse lindo dia, nos comemoramos também o dia do AMOR. As
mulheres, damos
de presente pro homem que mais amamos, um livro
e
os homens que amam
as mulheres, sejam elas as que sejam, como namoradas, esposas,
mães, filhas, e até boas amigas, uma ROSA
e
tudo está cheio da nossa bandeira, que a mais, pede a
LIBERDADE.
Tradução da mensagem em catalão:
E, por fim, em outra mensagem conclui ela: "Nunca quero perder sua amizade"
Família da Maria Rosa: seu filho Márius, profissional destacado da Saúde e sua netinha Ivet em 20 de setembro de 2021.
A capital da Catalunha é Barcelona. Os que a descrevem a consideram cidade magnífica.
A Catedral de Barcelona
É em Barcelona que acontece uma das maiores celebrações em homenagem a São Jorge porque é o padroeiro da Catalunha desde o século 15. Então, todos os anos a cidade se colore com flores para celebrar o dia de Sant Jordi, em 23 de abril. A data também passou a marcar o dia dos namorados (do amor) e o dia do livro.
A Catalunha tem aspirações de independência em relação à Espanha, pelas suas tradições próprias, sua cultura diferenciada e sua língua, a catalã. E, também, pelo seu poderio industrial, comercial e econômico.
A Catalunha no mapa da Espanha
POEMETO
Zé da sacola
Vocês o conhecem?
É o José da sacola?
Pedindo esmola
É o José sem ninguém
É o Zé das brigas
Que não liga às intrigas
E o Jô sem escola
Que pede e esmola
Lá vem o Zé maltrapilho
Vive da caridade
Que sujeitinho sujo!
Ah! Como lhe rói a saudade
É o Jô que dorme na rua
Que injuria a usura
Ri da sorte, ri da vida
E a alma? Essa é pura.
É o Zé da sacola
Esse poemeto foi escrito em 1966, nem sei se pessoas assim tem "alma pura" pela lei da causa e efeito, por nada realizarem. Talvez se um Zé desses tiver pensamentos puros conforme a alma, terá reflexos favoráveis no ânimo do planeta. Pensamentos puros são captados por aqueles sintonizados com esse nível de recepção.
E pensamentos evoluídos, aqueles que engrandecem, não têm como chegar nestes tempos sórdidos, do baixo calão, e do chulo hoje proferidos como “liberdade de expressão".
Pensamentos construtivos não vencem o bloqueio da mente assim turvada.
LIVROS LIDOS - MEU BLOG
Sei que falar de livros o alcance é limitado e isso sem qualquer presunção de minha parte que os preservo muito. É isso aí e ponto.
Tenho AINDA um blog "DOS LIVROS LIDOS" que tem acessos limitados até porque o Google não cadastra todos. Esses acessos, ainda assim, se realizam em países diversos.
Eu desconfio um pouco, ou um pouco mais, das estatísticas registradas pelo próprio blog porque há sempre a ação indevida dos hackers mesmo para atacar simples resenhas de livro.
De qualquer modo, os seis livros mais acessados são, nessa ordem:
1 - A Divina Comédia (Inferno) de Dante Alighieri
2 - A Insustentável Leveza do ser de Milan Kundera
3 - Odisseia de Homero
4 - Rumo à Estação Finlândia de Edmund Wilson
5 - Mistérios e Magias do Tibet de Chiang Sing
6 - O Mistério das Catedrais de Fulacanelli
Os países que mais têm acessado o blog dos livros, são:
Estados Unidos
Brasil
Ucrânia
Suécia
Rússia
Alemanha
Essas resenhas que tenho feito, nesta data de 91 livros tem por objetivo desembaralhar o que tenho lido e se apresentar como lembrete a mim e a quem mais interessar.
Em alguns livros me dediquei muito na resenha e comentários, entre eles "Os Sertões" de Euclides da Cunha e "Rumo à Estação Finlândia" de Edmund Wilson obras muito acima da média. Mas, há outras tantas.
O endereço abaixo dá acesso aos 91 livros acessados até agora:
Acessar: Dos livros que li
SOBRE SÃO FRANCISCO
Texto recuperado
São Francisco viveu de 1182 a 1226 falecendo em Assis, Itália.
Impôs-se a pobreza absoluta.
Bom, e a visita ao seu túmulo em Assis?
Pois estou em Assis. Quando então, uma basílica reformada depois de abalada em parte por um terremoto, nos rumo do túmulo de São Francisco.
Sobe-se uma ladeira não muito íngreme, rodeada de pequenas lojas e barracas de souvenirs" que exploram sem cerimônias, o comércio, tendo como chamariz, claro, a imagem do próprio santo.
Mas, isso não deslustra aquilo que chamarei "a força espiritual de São Francisco", porque ao se descer até o túmulo, dentro da catedral, esse mundo de sacrifícios e atribulações fica distante, lá fora.
As impressões são daquele dia da visita. O ambiente com pouca iluminação.
Parece-me que, sejam céticos, sejam crentes, sente-se invadir um sentimento de serenidade.
Para alguns, volta-se contra o rosto uma suave sensação de iluminamento.
Para outros, exalta a emoção espontânea que provoca um "nó" na garganta.
Não sei se me excedo nas impressões, pode-se ouvir um silencioso mas eloquente discurso de paz, amor e fraternidade que influenciam mesmo os descrentes. E, por isso, parece haver um convite à permanência, ali, por um pouco mais tempo do que a expectativa inicial indicara.
Mas, é preciso dizer que essas sensações interiores, pelo que apreendi é lá estar sem oposição ou preconceitos. Apenas lá estar.
E, mais ainda, vivenciar um ambiente de profunda solenidade, exatamente aquilo que ele, em vida, renunciara com toda convicção.