24/09/16

TEMPO, TEMPO, TEMPO...MAS, QUE TEMPO?



A idade em Marte

Há uma seita esotérica que informa que o tempo não existe. O exemplo nada científico dado para essa crença é que nos sonhos, nas denominadas viagens astrais, o indivíduo viaja milhares de quilômetros em fração de segundos, o que faria em dias, fosse uma viagem “física”.

Quanto a mim, que creio e vivi experiências dessas viagens, cheguei a gravar nome de rua em algum lugar para o qual me transportei. Acredite se quiser! 

Na minha idade não receio em revelar essas coisas.

Então, por causa disso, tenho por hábito dizer que “eu passei pelo tempo” e não que o tempo passou para mim.

Dou o motivo sem qualquer sofisticação, de modo simplório:

Movimento de translação (em volta do sol) da Terra e de Marte:
. Terra: 365 dias e 6 horas (dia de 23h56 minutos)
. Marte: 686,98 dias (dia de 24h37 minutos)

Imagino que se eu contasse 60 anos de idade, pelo movimento de translação de Marte que é quase o dobro da Terra, lá no planeta vermelho eu teria pouco mais de 31 anos.














[E quem disse que o marciano contaria o seu tempo de vida como nós contamos por aqui?]

Onde está o “tempo” universal nessa imensidão com incontáveis sois e planetas girando em torno deles nos desafiando a compreensão?

Que tempo é esse? Há tempo?

Tempo, tempo, tempo...


Islã e suas decorrências. Os misericordiosos, os 

impiedosos e os “infiéis”


A forma “Islã” é derivada do árabe “assalã”, que significa paz, harmonia, confraternização. Islã exprime, afinal, resignação à vontade de Deus.

Para o árabe muçulmano, a denominação de infiel é dada a todo indivíduo não-muçulmano, isto é, ao indivíduo que não aceita os dogmas do Islã e não segue a trilha do Alcorão, que é o Livro de Allah. (*)

Um muçulmano piedoso, sincero, quando se refere a um infiel (cristão, idolatra, pagão, judeu, agnóstico ou ateu), isto é, quando cita o nome de um servo de Allah que viveu no erro, nas trevas do pecado (depois da revelação do Alcorão), por não ter sido esclarecido pela fé muçulmana, acrescenta este apelo:

- Allah se compadeça desse infiel!

Ou recorre a esta fórmula, que é, igualmente, piedosa:

- Com ele (o infiel) a misericórdia de Allah!

Aceitam os muçulmanos, como dogma, que o infiel, depois da vitória do Islamismo, tendo vivido na heresia, longe da verdade, estará, fatalmente, depois da morte, condenado às penas eternas. É preciso, pois, implorar sempre para os infiéis (especialmente para os sábios), a clemência infinita de Allah, o Misericordioso. (**)

Temos que há vertentes do islamismo que não são misericordiosas, mas cruéis e que querem levar os infiéis (e até mesmo fieis) desde logo “às penas eternas” do modo mais doentio, hediondo. Há os fieis soberbos, certos de que o islamismo dominará o mundo ocidental a partir da Europa.

Já se disse, é e certo, que há muitos muçulmanos piedosos que vivem ou viveram ao lado de muçulmanos cruéis e se mantem silentes assumindo uma cumplicidade tácita (!).

Tempos, tempos, tempos.

(*) O Alcorão foi “sistematizado” entre 632 a 650 dC.











(**) Todo o texto em itálico foi extraído do livro “O Homem que calculava” de Malba Tahan (Edição de 2005 – Editora Record).


Essas coisas estranhas do não acordar

Um cochilo com a TV ligada.

De repente a sensação de que está meio acordado. Parece ver-se na sua frente a alguns passos. Muito estranho.
Bate palmas para retornar ao corpo relaxado na poltrona e acordar de vez. 

Não consegue.  Ouve com nitidez o som da televisão. Meio em pânico vai até o lavabo pensando em molhar as mãos e o rosto e acordar pelos efeitos da água fria.

Mira-se no espelho e seu rosto não aparece. Apenas uma luz tênue se espalha no espelho.

Pensa em ter aberto a torneira e aí acorda.

Concorda que essa experiência, já não é a primeira vez, tenha algo a ver com a passagem natural de plano, sem traumas, vivendo aquele momento de confusão e consciente entre um mundo e outro.

Só que nesse caso não mais acorda, mesmo vendo o corpo relaxado à sua frente. Não funcionará, então, o simbolismo da água fria.

E aí, de um jeito ou outro segue para outro plano deixando tudo para trás mesmo que não quisesse.


O afogado

Vamos aceitar que na morte por afogamento no Rio São Francisco do ator global todos os episódios que resultaram no evento trágico, relatados pela atriz que lhe fazia par nas gravações da novela, sejam verdadeiros, isto é, não houvera interpretações eventualmente distorcidas pelo pânico do momento.













O ator em franca ascensão, falecido, era professor de educação física, trapezista, de estatura acima da média e sabia nadar muito bem.

Ele tinha um lado de ator palhaço. Isso lhe dá um ponto a mais na arte de interpretar. Palhaço tenta a alegria.

Ambos entraram no rio e fora ele tragado pelas correntes. Houve tentativa de salvamento pela atriz que, perto dele, franzina, conseguira apoio numas rochas.

Por que ele não?

Revelara que o ator dizia que não estava conseguindo se mover. Ela viu por último o seu olhar. Da morte? Do apelo? Da angústia? A iminência do fim dos seus sonhos? Tudo numa fração de segundos.

Essas mortes excepcionais, de figuras diferenciadas, que repercutem num dado momento são sempre um lembrete a todos pela fragilidade do sopro e à soberba.

Porque nem ela, a soberba, se salva neste terreno de provações que caminhamos no dia a dia.

Tenho tido impressões sensoriais que colocam em questão essas relações improváveis entre o ser humano, a vida na Terra e o universo.

Na verdade, para essas sensações ocasionais não tenho sequer palavras para explanar com clareza.

Já escrevi deste modo mas sem representar com precisão o sentido superior disso tudo que me deixa perplexo de vez em quando:

“Não poucas vezes me questiono num exercício desafiador, qual o significado da espécie humana nessa visão de universo sem começo e sem fim. Para que servimos além de devastar o planeta em que vivemos?” (*)

(*) Do meu livro “Joana d’Art”












“Operações inimagináveis”

Em março de 2004, num jornal semanário no ABC, escrevi uma crônica sob esse título que teve como motivação o anúncio de um transplante de rosto, beneficiando uma jovem mulher americana que fora vítima de grave acidente de trânsito, com seu veículo incendiado causando graves lesões em sua face.

Dizia então constituir algo inimaginável, num dado momento, feito o transplante de rosto – e transplantes tais ocorreriam mais tarde e ocorrem – o paciente se olhar no espelho e ver mirado alguém “desconhecido”.

Para ilustrar esse suposto estado aflitivo que me ocorria então, fizera uma ilustração valendo-me do filme “O segundo rosto” (“Seconds”) de 1966 do diretor John Frankenheimer cujo enredo se refere a um homem descontente com sua vida insípida que decide se submeter a uma plástica sofisticada e radical e, na retirada da bandagem, surge um galã, Rock Hudson.

















Passado um tempo, esse personagem transformado constata que aquele “novo modelo” também não lhe dizia respeito e pretendera mudar de novo. 

Mas, ai seu fim é trágico porque a “Companhia” que patrocinara a cirurgia não haveria de concordar, até porque fora aquele resultado a sua “obra prima”.

Nesse quadro impressionante, das possibilidades possíveis – afinal, já são tantos os transplantes de órgãos -, concluía aquela crônica num estilo de ficção:
“Sem pretender fazer humor negro com a indagação que acho justa: será possível um dia, meio ao estilo de Frankenstein, transplantar a cabeça sã pertencente a um corpo debilitado, para um corpo são de doador falecido?”

E, pelas afirmações que colocavam essa possiblidade possível, então, arrematava:

"Que tempos, meus amigos, que tempos! Quem viver verá.”

E por que volto a esse tema tão impressionante?

Porque há um neurocirurgião italiano que já faz experiências nesse sentido com animais – um cachorro estaria sobrevivendo com cabeça transplantada – que anuncia para o ano que vem, o transplante de cabeça para um corpo são de um paciente russo, lúcido, cujo corpo degenera de modo irreversível.


Sem meditar sobre questões éticas e até religiosas, repito o que escrevi em 2004: 

Que tempos, meus amigos, que tempos! Quem viver verá.”

31/08/16

SOB O ATAQUE DAS SOMBRAS - Joana d'Art


No meu livro Joana d’Art como já disse há episódios de ficção e de memória ou inspirados nela.

Há um momento em que descrevo, inspirado em fatos, que a personagem Joana é convidada por uma colega a se aproximar de um “trabalho espiritual” conduzido por um guia.

E ela vai, uma tentativa de melhorar sua baixa estima, segundo as razões e experiências que relato no livro pelas quais ele passava.

Foi nessa sessão dita “espiritual” que sentiu o terror e a experiência das sombras se apossando de sua interioridade, forças funestas que passaram a dominar sua vontade e somente vencidas pelo modo como explano no livro.




Há uns 20 anos estava esquecido na minha estante um livro capa dura, muito bem impresso e apresentado, da Editora Abril, “Seitas Secretas”.

Esse livro foi uma descoberta. Muito bem escrito e traduzido, o texto vai a detalhes das várias correntes esotéricas e ocultistas (as seitas secretas) sem esquecer antigos movimentos e grupos como os templários, a origem hermética dos rosa-cruzes - os “invisíveis”, a maçonaria e as ordens secretas do final do século 19, especialmente o surgimento da Sociedade Teosófica que permanece até hoje ativa.

Havia outras correntes místicas na Europa e Estados Unidos naqueles idos, seguidas por grupos de pessoas instruídas e perplexas com, digamos, as forças espirituais que se bem meditadas fazem parte de muitos momentos da vida de todos aqueles que detém um nível de compreensão e refletem de modo filosófico, o sentido da vida e de tudo que nos rodeia.

Mas, nessa quadra do século 19, creio que com poucas atividades sociais pela precariedade das comunicações e da locomoção essas práticas até surpreendem.

E, na verdade, nem tudo eram revelações interiores positivas, de elevação, de tentar compreender os mistérios da espiritualidade com a serenidade que esses valores elevados exigiriam.

Pois bem, o escritor irlandês William Butler Yeats, Nobel de Literatura em 1923, místico, filiado à ordem Aurora Dourada e depois à Sociedade Teosófica diria que “a vida mística é o centro de tudo que faço, tudo que penso e tudo o que escrevo” e que “não poderia ter escrito uma única palavra [de algumas de suas obras] “se não houvesse feito da magia meu estado constante”.

Relato de sua experiência que se viu sob o domínio das sombras, de forças que emanam de um mundo paralelo, tenebroso:

“Quando rapaz participou de uma reunião em que um feiticeiro encapuzado – que trabalhava com um turíbulo [incensário], adagas, um crânio humano e outros implementos apropriados – cortou a garganta de um galo novo e derramou seu sangue em uma cuia enquanto recitava encantamentos. Yeats não viu serpentes aparecerem, como outros presentes na sala disseram ter visto, mas sentiu-se rodeado por nuvens negras más, tão ameaçadoras que julgou ser necessário lutar para não ser dominado.”

Essa experiência do escritor irlandês – que não me inspirou no relato que fiz, porque vim a conhecer posteriormente - é bem parecida com a experiência de Joana descrita no meu Joana d’Art.












Contato com o Autor sobre o livro Joana d’Art: miltonmartins44@outlook.com

O livro Joana d’Art é encontrado em Piracicaba, nas Livrarias Nobel (centro e shopping)




09/03/16

ENIGMAS DE JESUS



Explicação: Achei esta crônica “perdida” no meu blog que trata de questões políticas e sociais (Artigos). Foi escrito no dia de Natal de 2009. O blog “Temas Livres...” é mais adequado para explanações desta natureza por ser mais acessado do que no blog "Artigos”.
Descobri esta crônica porque pelo Google, alguém a acessou. Foi bom, porque para o meu grau mui modesto de lucubração, gostei do que escrevi.

O Natal foi deturpado pelo consumismo. O aniversariante foi substituído pelo papai Noel que se transformou num eficiente garoto propaganda da atividade comercial. Mas, ainda assim, há um sentido de paz na data pelo que emana das mensagens de Jesus. Enigmas.

Participando há dias de festa de confraternização de uma empresa que assessoro, foi convidado um religioso católico (“monsenhor”) para algumas palavras sobre o significado do Natal.

Para minha surpresa, a maior parte de sua peroração fora afirmar “O Natal não é o Natal”, tal a distorção que se dá nesses dias de festa, nos quais predomina a volúpia do consumismo e o papai Noel, essa figura importada do hemisfério Norte cuja vestimenta não se coaduna com o clima tropical do Brasil. Onde as renas, a neve? Papai Noel, esse “garoto propaganda” de muitos negócios, obscureceu o “aniversariante”.

No fim, pouco falou da figura de Jesus Cristo, encerrando sua participação concitando todos à reza do “Pai Nosso”, oração que fora, segundo o Evangelho de Mateus, ditado por Ele.

Naquele instante, surpreso com o rumo dado pelo religioso, saí um pouco do clima e me perguntei quem fora realmente essa figura tão polêmica como é Jesus Cristo, cuja passagem física pela Terra é tão pouco documentada?

Uma referência tênue se dá no livro "A Vida dos Doze Cesares" de Suetônio escritor que vivera em Roma aproximadamente entre 89 a 141 DC. No império de Tibério Cláudio Druso, lê-se no citado livro que o imperador expulsara "de Roma os judeus sublevados constantemente por incitamento de Cresto". As notas de rodapé explicam que aqueles judeus expulsos foram os primeiros cristãos e que Cresto era Cristo.

A essa referência imprecisa, há questionamentos do Seu próprio nascimento. À data tida como certa, de onde teve início a contagem de nossa era, conteria um equívoco: o que parece mais certo é que Jesus teria nascido quatro anos antes, havendo dúvida até quanto ao dia e mês exato do nascimento. (1)

Estamos vivendo dias de pesquisa que reviram tudo. A internet constitui-se fonte para todas as tendências.

Nessa linha, surgiram teses e estudos sérios, colocando Maria Madalena, não como uma mulher obscura, mas como companheira de Jesus.

E isso não se deu tão só com a eclosão do livro “O Código Da Vinci” de Dan Brown. Esse autor apenas popularizou o tema.

Atente-se para este trecho de Juan Arias, em artigo no jornal “O Estado de São Paulo” de 25.12.2005, ele que é jornalista e foi correspondente no Vaticano por 34 anos:

“A descoberta de importantes manuscritos em 1945, no deserto do Egito, faz pensar que existiu um cristianismo de primeira hora, capitaneado pelas mulheres, tendo à frente Maria Madalena, considerada a grande inspiradora de Jesus, sua esposa e depositária de seus maiores segredos. A mulher para quem o dia da ressurreição aparece antes que a Pedro e que à sua própria mãe, algo que já causava dores de cabeça a Santo Tomás”.

E a dogma da ressurreição? Coloco uma voz autorizada que põe em dúvida a Sua morte na cruz com alguma relutância, porém, porque o livro que eu saiba não se inseriu no “circuito comercial”, digamos. Trata-se da obra “A Vida Mística de Jesus” de H. Spencer Lewis que foi um dos principais líderes da Ordem Rosacruz – AMORC.

A 1ª edição é de 1929, dirigido ao público em geral e não somente reservado aos membros da Ordem, defende que a crucificação de Jesus não resultara em sua morte física. Os fundamentos dessa convicção, informa o autor, se assentaram em pesquisas efetuadas “nos lugares santos e místicos da Europa, Palestina e Egito” e de crônicas ao seu alcance nos arquivos existente em sua entidade.

Efetivada crucificação de Jesus, num dado momento, relata o autor, chegara até Pilatos uma mensagem que trazia o selo do próprio Tibério (imperador romano nos tempos de Jesus) instruindo-o a “revogar a ordem de prisão e adiar todo o processo, até que pudesse ser feita por Cireneu, uma investigação mais completa do caso. Até que isso acontecesse, Jesus deveria ser posto em liberdade”.

Diante disso, aproveitando a escuridão e a tempestade, Jesus foi removido da cruz ainda com vida e levado a salvo pelas mãos de membros da comunidade essênia – estudiosos da espiritualidade. Sobrevivido à crucificação, mais tarde reencontrou-se com seus discípulos, voltou a instruí-los até o momento em que a “porta de Sua vida pública foi cerrada para a Humanidade”.

Eis aí a “ressurreição”!

Mas, indiscutivelmente, a mensagem de Jesus Cristo fora e tem sido um divisor de águas.

Isso porque Ele pregara o amor como ponto de partida, instituindo toda uma conceituação religiosa que se materializou no "Sermão da Montanha", nas suas parábolas, produzindo uma radical mudança na mente de milhares de pessoas, que se renova com o passar dos séculos embora hoje se constatam desvios diante do consumismo e do agnosticismo crescente. E daí a indiferença.



Um religioso certa vez me perguntara:

- Já imaginou sem os ensinamentos de Cristo, como poderia estar o mundo, se não fosse imposto um freio à barbárie de há dois mil anos? E não é Ele ainda um freio à nossa própria barbárie? É Ele, sem dúvida, o grande redentor porque as pessoas, quando desejarem ou precisarem, têm uma tábua vigorosa onde se apegar. Alguns são irremediavelmente tocados por Ele. Preste atenção, completara esse religioso, toda imagem ou estampa de Jesus, tende a atrair a atenção das pessoas distraídas, mesmo que em princípio fora de seu campo normal de visão. Num dado momento elas se deparam encarando a Sua imagem. A própria comemoração do Natal, ainda que a data não seja correta: há um momento em que a volúpia comercial dá lugar a algum sentimento diferenciado no coração das pessoas, para algumas até com mais ênfase, uma esperança de melhora, de solidariedade. Porque nesses dias, acreditam tantos, Seu espírito voltaria a tocar a Terra, purificando-a, reacendendo sentimentos de solidariedade, perdão e amor.

Creio mesmo que, em momentos próprios, alguma coisa se revela ao espírito do indivíduo. Certa feita, por obrigação, presente a um culto religioso numa igreja evangélica, num dos sermões foi dado a um fiel ler um trecho do Evangelho de São João no qual Jesus, a Nicodemos, disse a célebre frase: "Na verdade, na verdade, vos digo, que não pode ver o reino de Deus, senão aquele que nascer de novo".

Diante da ignorância de Nicodemos, demonstrada com novas perguntas, Jesus quase que desconversou, mas por fim encerrou assim a conversa, parecendo até mesmo revelar certo desapontamento com seu interlocutor: "Tu és mestre em Israel e não sabes essas coisas". (João 3, 10)

Que coisas? Que temos que renascer? Que temos que voltar a este mundo muitas vezes? Não fora essa passagem uma convincente revelação de que Jesus falara em várias renascimentos, para "ver o reino de Deus"? Onde se situaria, então, o dogma da ressurreição?

Não parece convincente que o “nascer de novo”, seja na interioridade de cada um, na espiritualidade, porque nesta Terra as diferenças entre indivíduos e povos são notórias alijando muitos milhões dessa realização num período de vida relativamente tão curto. (2)

Essa passagem, somadas a outras tantas, apenas aguçam os enigmas da figura, da vida e da existência de Jesus Cristo.

Referências:

(1)            V. minha crônica “Estrela que acompanhou os Reis Magos. Mistérios” de 08.09.2015 neste “Temas”;


(2)            “Este é o planeta das contradições: ao lado de monstruosidades humanas, vivem sumidades e homens inspirados. Cientistas abnegados. Por analogia, poderemos considerar tratar-se duma grande escola na qual o aprendizado vai do jardim da infância, tudo meio caótico e primitivo, ao mais elevado curso de doutoramento espiritual.” (v. minha crônica “Onde estava Deus” de 12.10.2009 neste “Temas”)

26/02/16

LIVRO JOANA d’ART DISPONÍVEL (192 Páginas)

JOANA D'ART DE MILTON MARTINS

É um livro com timbres autobiográfico do Autor, suas memórias e, no meio de reflexões está a história de Joana d'Art.

O Autor é um advogado que por décadas trabalhou em empresas multinacionais e que, num dado momento, sem emprego, é obrigado a se instalar com escritório próprio.
Sem experiência, enquanto aguarda a chegada de clientes, tem fortes recordações, até com emoção das muitas experiências boas e ruins quando empregado.

Alguns episódios dos tempos do sindicalismo no ABC (1978/1980) são explanados para bem situar suas reminiscências.

Nesse recomeço, retorna aos tempos de sua juventude, dos traumas e das lições da rua quanto ao significado do sexo.

Lembra o Autor que no início da década de 60, o "clamor do sexo" era contido ou reprimido. Não se viam moças jovens grávidas como nestes tempos de hoje. Os jovens se deparavam com os seus impulsos sexuais (in) contidos, gerando entre eles as decorrências desse estado "repressivo".

O Autor relata experiências místicas como a que começou na avenida Paulista e se encerraram no Cemitério da Consolação em São Paulo. Não poucas vezes, em momentos de angústia questionou o significado da própria vida ao se deparar com incompreensões e experiências amargas.

No escritório, certo dia, é visitado por uma humilde senhora, residente numa favela, que alega entre lágrimas que seu filho foi injustamente preso, implorando que vá o advogado à delegacia onde está detido com o objetivo de libertá-lo.

Porém, constata que o “filho inocente” era um bandido perigoso, estuprador. 

Do estupro relatado no processo os eventos eclodem.


Joana era sua companheira, muito bonita, que acabou mais tarde presa numa pequena prisão feminina, por golpes praticados contra idosos, quando não batia a carteira dos mais “empolgados” pelo modo sensual como agia.

Na prisão é ajudada por uma carcereira resultando em alteração no seu modo de agir. Ela tem experiências místicas na prisão.

Em torno desse episódio central, o advogado enfrenta situações as mais diferentes, inspiradoras e desafiadoras, até mesmo a traição e o desdém de antigo colega de escola.

Mas, é na “visita” à favela que novos elementos se sobressaem: a constatação da extrema pobreza, as condições precárias de vida, higiene precária, a solidariedade e as divergências entre os moradores e a luta de dona Nair, a doceira, mãe do bandido.



O livro pode ser considerado "adulto moderado". Tudo é expressado com realismo tendo como pano de fundo, predominantemente, uma época brilhante: a década de 60.




Experiência:

1. Nesse meu livro aproveitei textos de algumas crônicas que escrevi no meu blog “Temas” ao longo dos anos (foram mais de cem), preferindo assim usá-las a publicar um livro específico com as melhores delas;

2. O livro, na década de 60, faz breve “viagem” aos principais eventos e a influência sobre a juventude 60, toda a sensibilidade que marcou aquela época, mas também o “clamor do sexo”;

3. Nesses eventos todos, a memória reavaliada repensando fatos vividos, eclode a história de Joana, a d'Art com episódios também inspirados em fatos reais e, com ela, as angústias do advogado sem experiência na área criminal;

4. Embora inserido no CreateSpace - Amazon, foram imensas as dificuldades de edição, sem esquecer o novo acordo ortográfico. E ainda há duas ou três pequenas inconsistências. Contei com a paciência imperturbável do meu filho Otávio Pimentel;


5. O livro é, sobretudo, de redenção, de reposicionamento da vida.


O livro está publicado no site abaixo em duas versões:

E-book: que será baixado no próprio computador e assim lido. É necessário cadastro: www.amazon.com.br
(No e-book  a impressão tem falhas de estética em algumas páginas mas em nada afetando o conteúdo).
Pagamento: US$6,00 por cartão de crédito. 

Impresso: deverá ser encomendado no site, sendo necessário, também, o cadastro prévio: www.amazon.com
Pagamento: US$8,00 + frete por cartão de crédito. 
[Esses valores podem ser alterados ocorrendo a variação do câmbio].



Títulos dos 12 capítulos

1 - De como tudo se encaminhou ao recomeço

2 - De como chegou Nair chorando por seu filho

3 - De como se deu a prisão por engano

4 - De como se uniram o beato, a sedução e o poeta

5 - De como despertam os horrores e as angústias

6 - De como as poluições ambiental e mental são amenizadas pelos risos da cidade

7 - De como Joana foi parar num pequeno presídio distante

8 - Das gentes da prisão, suas angústias e semelhanças

9 - De como um dia comum de indecisões despertaram alucinações

10 - De como vacilei mas cheguei à favela para cumprir a missão

11 - De como Joana foi libertada e rumou para a favela

12 - De como se deu uma dolorosa redenção.


INFORMAÇÕES SOBRE O LIVRO


1. Romance
  
2. Memórias

Todos os direitos reservados

Copyright © 2015 Milton Martins

Registro Fundação Biblioteca Nacional n° 452.716  (Lv. 850 – fls. 376)

ISBN 978-1522801337

Prefácio: Caio Martins

Capa: Sidney Caser

Revisão e incentivo: Gisele Pimentel Martins


Medidas: 

22,80 x 15,00

192 páginas

Edição: CreateSpace - Amazon

Impressão: Estados Unidos / 2016





Finalmente:
Meus caros: o meu livro “Joana d’Art” não se refere aos humores, digamos, da classe média alta. Não! O relato, incluindo reflexões minhas e também experiências que se aproximam das minhas próprias, se refere do que decorre de um estupro, dos bairros periféricos com ruas de terra, “clamor do sexo” (daí ser moderadamente adulto), prisão feminina na qual Joana muda o modo de encarar a vida inspirada em Joana d’Arc, a vida na favela, a redenção. O livro tem um timbre feminista.

DIÁRIO DO GRANDE ABC DE 15.06.2016



O texto do Diário do Grande ABC:

Neste romance, a memória do Grande ABC


Ademir Medici

Enquanto aguarda a chegada de clientes, tem fortes recordações, até com emoção, dos tempos do sindicalismo no ABC e das muitas experiências boas e ruins quando empregado.”
Da apresentação deste livro belíssimo

 “Na história de Joana d’Art – que recebera inspiração de Joana d’Arc – se trata de ficção, embora haja elementos verdadeiros. Nessas passagens, há experiências místicas, algumas verdadeiras, cujo julgamento fica a critério do leitor.”

Do relato do autor
A literatura como um todo, e a do Grande ABC em particular, fica mais rica com o livro Joana d’Art, de Milton Martins, que acaba de ser lançado. Um livro de ficção e memórias, com uma história bem escrita e elementos factuais da vida contemporânea do Grande ABC. Tem muito de autobiográfico e de cenários e acontecimentos atualíssimos.
Numa troca de informações com o autor, hoje advogado em Piracicaba, mas com toda uma história relacionada à região, fomos aprendendo:
- Tudo se deu aí no ABC, na delegacia de Utinga, mas sem divulgação expressa.
- O Fórum é o de Santo André.
- Meu escritório era na Xavier de Toledo, esquina com a movimentadíssima Luiz Pinto Flaquer.
- A favela referida é a da Vila Palmares, “apenas para situar uma certa realidade porque a ‘minha’ favela é ficção”.
- E a surpresa maior, em especial para quem estuda o movimento dos metalúrgicos a partir da greve de 1978, da Scania e da Fontoura, em São Bernardo...
- Milton Martins vai esclarecendo:
- O ‘engasgo’ na greve de 1978 – “o dia em que a boiada virou boiadeiro” – eu desvio a experiência para um amigo, mas fui eu mesmo a ‘vítima’ na extinta fábrica de Santo André da saudosa Chrysler (fundição – montagem do caminhão).
- A descrição do meu escritório aí fora no prédio da Xavier de Toledo de Santo André. Afinal, os episódios principais de ‘minha vida’ se deram no ABC (em Sanca – São Caetano – da minha intensa participação estudantil e na pequena imprensa da cidade).
CHEGA JOANA
O livro é ótimo. A história é linda. A gente começa a ler e não quer parar, para usar uma expressão de tantos, mas que neste caso é a mais verdadeira. Há uma identificação com o enredo, os personagens, as circunstâncias, os pontos onde se desenvolve a ação – por isso dizemos: o leitor aqui da Memória irá se descobrir no livro.
O ator principal trabalhou na indústria automobilística. Demitido, busca uma nova colocação. Nada de conseguir. Decide-se a abrir escritório de advocacia, ainda inseguro – chegarão os clientes?
(Trata-se do citado escritório praticamente ao lado do 1º Distrito Policial de Santo André. O escritório real vira ficção, mas é ele próprio).
No escritório aparece uma humilde senhora, residente numa favela, que alega entre lágrimas que seu filho foi injustamente preso, implorando que vá o advogado à delegacia onde está detido com o objetivo de libertá-lo. O filho, um bandidão, casado com a Joana – bela e formosa mulher, título do livro. Aí começa a trama, que prenderá de vez o leitor.
Mais informes do autor:
- 'Dona Nair' é verdadeira e a ‘Joana’ também. E também o estupro. A partir daí enveredo para a ficção.
- A prisão que eu visitei, um presídio feminino pequeno como descrito no livro, era, porque desativado, em Charqueada, a mais de 200 quilômetros de Santo André.
O AUTOR
Milton Martins é advogado, formado pela PUC-SP, turma de 1972. Ex-colaborador do Diário, “nos tempos do Fausto Polesi”. Estudioso do sindicalismo.
Escreveu o livro Sindicalismo e Relações Trabalhistas (LTr Editora). Acompanhou de perto a evolução do sindicalismo no Grande ABC. Participou de eventos importantes nos anos 1970 e 1980. Hoje mora e trabalha em Piracicaba, mas está sempre em São Caetano.
 PARA TER O LIVRO
Portal do CreateSpace – Amazon. Para facilitar o acesso, acionar o Google inserindo o título ‘Joana d’Art’. Também pode ser no contato pessoal com o autor miltonmartins44@outlook.com


JORNAL DE PIRACICABA DE 22.05.2016


Foto de Milton Martins.


E-mail de contato e aquisição direta:
miltonmartins44@outlook.com